Map That Leads to You

12 ♫ Bônus ― Trapped in your Love (+18)


Notas iniciais
Heey! Não me matem plis.... O tempo é curto e, peço mil desculpas pela demora gente. De verdade, eu amo essa fic mas o tempo agora está bem curtinho mesmo. Por isso mais um bônus. Não que esses ultimos dois capítulos não sejam importantes na história, mas não são oficiais. Esse é bônus pois é uma espécie de "continuação" de um outro capítulo da fic (O ELO QUE NOS UNE, CAPÍTULO 7) e por isso TEM HENTAI SIM MEU POVO, HENTAI, HENTAI!

♫ Bônus

Trapped in your Love.

Elsa abriu os olhos lentamente. Sua mente estava nublada não conseguiu raciocinar onde estava. O lugar era escuro e demorou certo tempo para que os orbes azuis se acostumarem e conseguirem focalizar alguma coisa.

De princípio ela não reconhecera o lugar então tentou se levantar em um gesto involuntário de seu corpo. Ficou paralisada quando não conseguiu se mover muito, pois um braço a agarrava firme nos quadris.

Só agora sua mente se clareava lembrando-a do que tinha acontecido à... Quanto tempo. Os olhos buscaram no interior do quarto, o relógio de pêndulo de que se lembrava vagamente. Quando o encontrou viu que marcava quinze para as dez da noite.

Arregalou os olhos, tinha apagado completamente. Na segunda tentativa de se levantar Jack se remexeu. Ela o olhou apreensiva mordendo o lábio inferior. Não queria acordá-lo e ter que encará-lo agora. Ao menos não depois do que fizeram.

Entretanto para sua total vergonha, ele abriu os olhos e se focalizou diretamente nela. A princípio não houve nenhuma expressão em seu rosto. Mas logo os olhos azuis tomaram um brilho intenso e seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso.

― Gosta do que vê? ― Perguntou sentando-se na cama e analisando-a com o olhar.

Elsa ruborizou quando se deu conta de que olhava para ele e ainda mordia o lábio. Rapidamente desfez o gesto e puxou o lençol para seu corpo tentando cobrir as partes expostas.

― Tenho que ir. ― Murmurou ruborizada se levantando procurando suas roupas com os olhos.

― Não você não vai. ― Disse sério apoiando o corpo com as mãos. Elsa soltou um muxoxo. Mesmo que quisesse ir não podia, afinal trabalhava para Jack também.

― Mas já está tarde. Minha irmã me espera em casa. Ainda nem mesmo tomei banho... ― Essa última frase ela disse baixinho só pra si, mas não contava que Jack fosse ouvir.

― Então você irá tomar banho aqui. ― Ele disse e antes que Elsa dissesse qualquer coisa Ele se levantou pegando-a no colo e a levando até o banheiro de seu quarto.

Elsa se assustou com o movimento repentino e quase caiu enroscando suas pernas no quadril dele enquanto o mesmo a carregava banheiro adentro. Colocando-a sobre a beirada da banheira ele abriu as torneiras para que a mesma enchesse e aproveitou para roubar um beijo de Elsa.

A loira não se sentia amada pelo gesto dele, mas mesmo assim correspondeu ao beijo. Seu corpo agia por impulso aos estímulos do homem e ela não tentava nem mesmo se controlar.

Não sabia o que poderia acontecer caso negasse uma das investidas de Jack, então ela apenas se deixava levar.

A banheira já estava cheia e Jack entrou puxando Elsa para si beijando-lhe os lábios. Elsa corou ao sentir o membro de Jack já aceso embaixo dela. Ele pegou uma jarra que estava em uma mesa ao lado e encheu-a com a água da banheira.

Molhou os cabelos de Elsa que fechou os olhos aproveitando a sensação da água quente escorrendo pelo seu corpo. Jack empurrou os cabelos dourados para o ombro direito beijando o outro ombro dela.

Envolveu sua cintura com a mão puxando-a mais para perto pronto para dar-lhe outro belo chupão, mas Elsa o impediu empurrando-o pelos ombros.

― Não quero que me marque. ― Disse firme olhando fundo nos olhos confusos dele. ― Não sou sua para carregar suas marcas.

Jack arqueou as sobrancelhas, surpreso. Mas logo as uniu irritado. Segurou Elsa pelos braços e fuzilou-a com o olhar.

― Você é minha. ― Falou entredentes apertando-a em seu corpo; Elsa estava assustada ― Minha mulher. Isto é meu ― Disse apertando as coxas dela. Beijou-lhe os seios ― Estes são meus. Sua boca é minha. ― Beijou-lhe os lábios. ― Teu corpo é meu. És minha amásia.

Ele beijou-a novamente dessa vez com necessidade. Elsa sentiu um nó no fundo da garganta e de olhos abertos correspondeu ao beijo. Seus olhos arderam e ela não se permitiu chorar. Não na frente dele.

Logo aquela estranha sensação no seu baixo ventre reapareceu. O beijo dele era tão estranho... Ao mesmo tempo em que ela sentia nojo por estar se vendendo para um homem como ele, sentia algo arder não só no lugar entre suas coxas, mas também em seu coração.

Sentia-se tola por aquele sentimento repentino. Sabia bem do que ele se tratava, e pior que se vender pra um homem, era se apaixonar pelo mesmo.

Ela sentiu a ereção dele roçar sua barriga. Uma apreensão tomou conta do seu corpo e ela se segurou para não sair correndo daquela banheira. Ela tremeu sob seu corpo e ele a apertou firmemente.

Quase se sentiu segura nos braços dele. O beijo se tornou mais calmo, carinhoso. E, lentamente, ele a preencheu. A agua da banheira se agitou quando ele apertou firme a cintura dela levantando-a levemente para logo depois se afundar dentro dela novamente.

Soldando-se dos lábios de Jack, a loira apoiou a testa sobre o ombro dele, mordendo os lábios para conter os gemidos e deixando-se ser guiada pelos movimentos deliciosos que ele fazia dentro de si. Ouviu uma espécie de rosnado sais da garganta do loiro, quando os quadris voltaram a se chocar.

A água da banheira se agitava ameaçando sair e derramar-se no chão. Os movimentos eram lentos e o prazer se acumulava dentro de Elsa de uma forma tortuosa. Ele não acelerava o ritmo, as duas mãos apertavam com força sua cintura fina e molhada pela água.

Jack subiu sua mão esquerda pelo corpo de Elsa, afundando-a em seus cabelos dourados, e levantou a cabeça dela, puxando o pescoço alvo levemente para trás enquanto a outra mão subia até as costas apertando-a contra si.

Os lábios chegaram ao pescoço e friccionaram levemente, em um beijo tortuoso que arrepiou a loira da cabeça aos pés. Em resposta, ela inconscientemente moveu os quadris pra frente fazendo o toque entre as duas intimidades ser mais intenso, o que levou Jack a loucura.

Perdendo as estribeiras, o homem levou as duas mãos aos quadris de Elsa afundando-se com força dentro dela e tornando os movimentos descontrolados. A loira não conseguiu conter os gemidos que saiam incessantes de seus lábios.

A água da banheira já caía descontrolada no chão quando a loira cavalgava sobre Jack e o banheiro era preenchido pelos sons prazerosos que ela — e Jack- às vezes deixava escapar.

Em pouco tempo, Elsa chegou ao seu ápice gemendo sôfrega quando o orgasmo lhe bateu à porta. Mais duas estocadas se Jack irrompeu seu prazer para dentro dela, apertando-a firme.

O silêncio se fez presente novamente no cômodo, e a água da banheira aos poucos ia se acalmando, agora já pela metade. Lentamente ele se tirou de dentro dela e pegou a bucha e o sabão que estavam ao lado, indicando para que ela se virasse de costas e ele a lavasse. Elsa, constrangida e ofegante, pegou o sinal e assim o fez.

Alguns minutos depois, Jack deixou-a sair do banheiro quando se lavaram e Elsa vestiu suas mesmas roupas espalhadas pelo chão. Saiu do quarto sem dar uma palavra a ele bem como ele também permaneceu calado.

Ao fechar a porta respirou fundo ajeitando o cabelo na trança solta de sempre. Limpou uma lágrima que insistiu em escorrer de seus olhos e seguiu adiante passando pelo corredor e descendo as escadas.

Com um leve aceno para Harris um dos irmãos trigêmeos de Merida que trabalhava a noite cuidando dos portões da Mansão, ela saiu em direção à sua casa, onde Anna a esperava.

• • •

No dia seguinte.

Elsa respirou fundo olhando-se no espelho. O relógio martelava cinco para as sete e ela se perguntava o porquê de ter realmente aceitado se expor a isso. Concubina.

Abaixou os olhos esperando que as lágrimas viessem, mas elas não chegaram. Tinha chorado tanto que talvez não visse mais motivos para chorar outra vez. Bem o que ela podia fazer?

Passou a mão nos cabelos soltando-os da tão famosa trança lateral. Usava um vestido branco de seda, que descia até seus pés. A cintura marcada pelo corpete e por baixo uma cinta liga prendia em seu quadril até suas coxas torneadas.

Estava descalça. Também não havia motivo para usá-los. Suspirou seguindo para a porta de saída. D relance olhou para a porta branca ao lado do banheiro que Elinor outrora a proibiu de abrir.

Sua curiosidade pulou em antecipação, quase a obrigando a abrir aquela porta e espiar o que tinha lá dentro, mas ela se conteve. Já estava atrasada. Assim com a curiosidade pulsando e o coração palpitando seguiu em direção ao quarto de Jack Frost.

• • •

Quando Elsa chegou ao quarto não se deu ao trabalho de bater na porta, apenas girou a maçaneta e entrou. O quarto estava completamente iluminado pelo enorme lustre de cristal e seus olhos vasculharam o local em busca de Jack.

O homem estava parado de pé olhando para a janela semiaberta a luz da lua refletindo no vidro. Ele estava alheio a sua presença e Elsa se perguntou o que diabos tinha acontecido.

Ignorando o rubor leve em suas bochechas ela pigarreou baixinho pronto para chama-lo:

― Jack? ― Perguntou receosa andando calmamente até ele. O mesmo se virou lentamente para ela e a expressão em seu rosto era tudo menos a que a loira esperava.

Os olhos azuis que apesar de não admitir fascinavam a loira estavam opacos, o brilho que tanto refletiam não se fazia presente. A expressão abatida, o rosto estava mais pálido que o normal, e olheiras rasas pintavam a região abaixo dos olhos.

Ele parecia tão cansado... Elsa colocou as duas mãos juntas sobre o peito olhando-o assustada. Seu coração pulsou mais forte e estremeceu-se inteira. Um sentimento de pena se preencheu seu peito e ela se sentiu a mais idiota de todo o mundo.

Ali estava ela com pena do homem que lhe trouxe a desgraça à vida. Mesmo assim não conseguia sentir total raiva dele. Mesmo que tenha o visto pouquíssimas vezes, ele demonstrava uma vivacidade fora do comum, quase semelhante à de Anna.

― Ah céus o que houve? ― Perguntou por instinto, levando uma das mãos até o ombro dele.

O olhar de Jack se tornou confuso e fixou-se em Elsa.

― O que está fazendo aqui? ― Apesar da pergunta seu tom de voz saíra baixo quase em um sussurro. Elsa agora estava confusa.

― Como o que estou fazendo aqui? Eu vim para... Bem... ― Suas bochechas coraram involuntariamente, como explicar o que estava fazendo ali? Não era obvio?

Jack pareceu entender e logo seus olhos se fecharam e ele pigarreou.

― Não tem motivos para vir aqui a menos que eu lhe chame. ― Falou sério assumindo uma postura superior.

― Mas... Eu pensei que... ― A verdade é que ele tinha razão, em momento algum ele lhe chamara hoje, entretanto como era rara as aparições dele naquela casa, ela pensou não precisar disso.

― Pensou errado. Agora dê licença, não quero nenhum de seus serviços hoje. ― Frio e insensível. Elsa suspirou se sentindo uma completa idiota. Como pode se preocupar com ele?

― Tudo bem. Desculpe-me por ter incomodado. ― Seca, saiu em direção á porta uma fina dor se fez presente eu seu peito e ela se perguntou o que seria aquilo.

― Espere um momento. ― Jack chamou-lhe a atenção fazendo-a se virar rapidamente para ele uma chama de esperança se ascendendo eu seu coração.

Ele caminhou até ela o coração da loira palpitando forte. Ela se repreendeu confusa. O que raios estava acontecendo?

Ele colocou uma das mãos sobre as bochechas dela e Elsa se controlou para não demonstrar o efeito que aquele simples gesto tinha em seu corpo. Lentamente ele aproximou-se colando suas testas.

O coração de Elsa quase enlouqueceu dentro do peito. Então ele capturou os lábios dela apenas selando-os com os seus. Afastou-se o suficiente apenas para olhar em seus olhos rapidamente.

Tornou a beija-la apenas encostando seus lábios novamente. Com selinhos aos poucos a capturou para um beijo intenso diferente das outras vezes. Ele mesclava a luxuria e a necessidade daquele osculo com algo que Elsa nunca sentira.

Ela apostou desejo, pressa, e até mesmo paixão, mas não tinha certeza. Parecia algo mais intenso que isso. Perdendo-se nos lábios gélidos dele levou as duas mãos até os cabelos alvos, enterrando-as ali o puxando para mais perto.

Todas às vezes... Tudo que já fizera com ele... Não. Nada se comparava com aquilo. As mãos de Jack desceram levemente pelo corpo de Elsa, parando eu seus quadris.

Por um segundo ela se sentiu não uma arrumadeira, não uma empregada, não uma concubina. Sentiu-se pela primeira vez uma mulher amada. Não sabia o que havia acontecido com Jack e nem se importava mais.

Todos os movimentos em conjunto, o toque das mãos, os fios de cabelo sendo puxados levemente, as línguas tocando uma a outra em uma dança envolvente que fez Elsa suspirar em meio ao beijo.

Lentamente ele se separou, finalizando da mesma forma que começou, com selinhos nos lábios avermelhados de Elsa. Ela não abriu os olhos de imediato, apenas para desfrutar do turbilhão de sentimentos que estava fluindo em seu corpo naquele momento.

Devagar abriu os olhos encarando diretamente os lábios de Jack. Ainda permanecia com as mãos em seus cabelos e ele apertou seus quadris entre as mãos dele.

Unindo o pouco de coragem que ainda tinha, olhou-o diretamente nos olhos dessa vez. Ele ainda encarava seus lábios, mas voltou-se para ela. Elsa suspirou ao não ver a opacidade de outrora nos orbes azuis dele.

Dessa vez eles brilhavam mesmo que pouco em sua direção. Então por um momento ele pareceu pensar. A imensidão azul de seus olhos voltou-se para o pescoço de Elsa fazendo-a pensar que talvez, só talvez ele tivesse mudado de ideia.

Mas ao contrario disso ele voltou o olhar pra ela.

― Entendo... ― Murmurou tão baixo que se Elsa não estivesse tão perto não teria escutado. ― Então é por isso que...

Ele balançou a cabeça soltando-se dela, puxando com calma as mãos trêmulas dela de seus cabelos. Elsa o olhava confusa, tanto pelos atos quanto pelas palavras.

Do que ele estava falando? Ele respirou fundo abrindo a porta em um convite silencioso para que Elsa se retirasse. Com um murmúrio de “até amanhã” ele fechou a porta deixando-a totalmente desestabilizada encarando a superfície de madeira.

Elsa apoiou uma das mãos sobre o peito e a outra na porta servindo de apoio para que não caísse. As pernas traidoras amoleceram deixando-a quase no chão. Tentou controlar seu coração que parecia querer saltar do peito.

A mente estava tão embaralhada que por um milésimo de segundo ela se perguntou onde estava. Respirou fundo percebendo só agora que prendia a respiração desde o fim do beijo.

Aturdida e completamente em estado de negação, julgou esse ser o motivo para total perda de controle de seu corpo. O coração estava tão acelerado por isso. As pernas tão moles por isso. O corpo tão frágil e vulnerável por isso.

Mas a verdade é que no fundo ela sabia que não era esse o motivo. Não podia enganar a si mesma. O motivo para estar daquela forma era algo que ela negaria até o fim se fosse preciso. Não queria sentir aquilo.

O amor é uma prisão. E a última coisa que Elsa queria, era ficar presa a Jack Frost.

Doce amor, doce amor

Presa em seu amor

Liberte-me, liberte-nos

Você é tudo que eu preciso

Eu estou presa a você.

Notas finais
Então? A música é Bound to you da Chris Aguilera, pra quem quiser.A edição e capa completa do capítulo não consegui colocar devido há falta de tempo... mas logo logo arrumarei direitinho meu povo! Beijokas