Manual para ser pedida em casamento

8 Only bought this "lingerie" so you could take it off


Notas iniciais
Oieee, voltei... Só quero dizer para vocês que esse capítulo está babado... algumas leitoras vão querer me matar e outras vão soltar fogos kkk Mas se preparem, porque a nossa garota está cada vez mais maluquinha da cabeça...Ready for it? kkk Boa leitura <3

POV BELLA

Capri durante o dia parecia uma mentira bem contada.

Era bonita demais para ser real, era como um sonho ou uma foto do Pinterest.

O tipo de lugar que fazia qualquer problema parecer pequeno, distante, quase irrelevante, como se bastasse olhar para o mar azul infinito ou para as falésias cobertas de verde para acreditar que a vida podia ser simples.

Mas não era.

Não para mim.

Não quando eu estava ali, andando entre duas versões completamente diferentes do meu coração.

Damon caminhava à nossa frente como se fosse dono da ilha.

E talvez fosse.

Ele falava italiano com naturalidade, cumprimentava pessoas pelo nome, fazia comentários rápidos com garçons, vendedores, motoristas de barco, todos pareciam conhecê-lo, todos pareciam gostar dele. Havia algo quase magnético na forma como ele ocupava os espaços, como se Capri fosse uma extensão dele e não apenas um cenário.

Ragazzi… — ele disse, virando-se para nós com um sorriso preguiçoso — Hoje vocês vão ver Capri de verdade. Nada de passeio básico.

Emmett abriu os braços.

— Eu já estou impressionado e nem começou direito.

Aspetta… — Damon respondeu, levantando um dedo. — Você ainda não viu nada.

Alice estava praticamente vibrando ao meu lado.

— Eu amo esse lugar — murmurou, olhando tudo como se estivesse absorvendo cada detalhe para sempre.

Rosalie analisava as vitrines com coisas de bebês e a arquitetura local, enquanto acariciava sua barriga de gravida.

Jasper observava tudo em silêncio, ele era discreto e observador naturalmente, mas hoje ele estava diferente.

E Edward…

Edward estava perto, não colado como meu corpo gostaria. Não distante, como meu cérebro pedia.

Mas perto o suficiente para que eu sentisse meu coração bater descompensado.

Sempre.

Nós começamos o passeio por Marina Grande.

O porto estava cheio de barcos balançando suavemente na água azul absurda, o som do mar batendo contra as estruturas de madeira criando um ritmo constante e quase hipnótico. O sol refletia na superfície como milhares de pequenos fragmentos de luz, e o cheiro de sal misturado com limão fresco preenchia o ar.

— Esse é o coração da ilha — Damon explicou, apoiando as mãos nos bolsos. — Todo mundo passa por aqui.

— Inclusive eu — Emmett disse, olhando ao redor encantado como uma criança. — E eu não vou embora nunca mais.

Rosalie revirou os olhos enquanto todos riam.

— Você diz isso em todo lugar bonito.- disse ela dando um tapinha no braço dele.

— Porque eu tenho bom gosto, o maior exemplo disse é a minha linda esposa.- disse ele a puxando para seus braços e lhe dando um selinho.

Damon riu baixo.

— Eu posso te apresentar a um corretor depois.- disse Damon brincando.

— Eu sabia que gostava de você — Emmett respondeu imediatamente.

Eu sorri.

Mas não pelo diálogo.

Foi porque, por um segundo, aquilo parecia leve.

Normal.

E então…

eu senti.

Edward se aproximando.

— Você está bem? — ele perguntou baixo, quase sem que os outros percebessem.

Meu coração acelerou de forma irritante.

— Estou.- menti

Ele me observou por um segundo.

Como se soubesse que não era totalmente verdade.

— Você sempre diz isso quando não está.- disse ele sorrindo torto.

— E você sempre percebe.- Eu soltei um pequeno riso sem humor.

— Sempre.- ele completou tirando uma mecha de cabelo que havia caído em meu rosto.

Silêncio entre nós era inevitavel, ficamos nós encarando por alguns segundos e meu coração começou a bater desesperado e intensamente dentro do meu peito.

Damon chamou lá na frente:

— Andiamo!

E o momento acabou...Mas não completamente.

Subimos pelas ruas estreitas em direção a Capri Town.

As escadas de pedra, as lojas pequenas, os vasos com flores pendurados nas paredes claras, tudo parecia cuidadosamente montado para ser bonito demais. Pessoas passavam rindo, tirando fotos, vivendo uma versão leve da vida que eu não conseguia acessar completamente.

Damon parou diante de uma pequena loja.

— Melhor limoncello da ilha.

— Eu já gostei — Emmett disse, entrando sem hesitar.

— Claro que gostou, você gosta de tudo que seja doce de mais e principalmente que leve muito álcool — Rosalie murmurou.

Dentro da loja, Damon conversava com o dono em italiano, rindo, trocando comentários rápidos que eu não conseguia entender completamente, mas que soavam íntimos demais para serem apenas educados.

Edward estava ao meu lado.

Silencioso.

— Ele parece conhecer todo mundo — comentei.

— Ele pertence a capri, é como se fosse uma extensão dele — Edward respondeu encarando Damon.

Eu olhei para ele.

— E você?

Ele deu de ombros.

— Eu só pertenço quando você está.- disse ele desviando o olhar para mim.

Aquilo…

aquilo foi baixo.

Direto.

E perigoso.

Eu desviei o olhar.

Mas já era tarde, meu coração estava acelerado novamente.

Minutos depois, Emmett saiu de uma pequena porta azul com uma garrafa diferente na mão.

— Isso aqui vai mudar minha personalidade.- disse ele bebendo direto da garrafa.

— Você não precisa de ajuda pra isso — Jasper comentou.

— Preciso sim. Eu posso ficar ainda melhor.- disse ele piscando para Jasper.

Damon riu.

— Eu gosto do seu marido.- disse Damon tocando o ombro de Rosalie e rindo.— Ele é uma espécie única.

— Eu também gosto de você, italiano — Emmett respondeu rindo. — Você é rico, tem barco e me dá bebida. Isso é amizade verdadeira instantânea...Acho que gosto mais de você do que meu irmão.

Rosalie cruzou os braços encarando o marido.

— Você é impressionantemente fácil.- Alice respondeu ríspida.

— Eu sou transparente, pequena Alie. — disse o grandão bagunçando o cabelo de Alice e ela parecia bem incomodada com tudo.

Pela primeira vez notei que minha melhor amiga não estava se divertindo como os outros, até o Edward apesar de tudo estava se divertindo e Alice não.

Continuamos nosso passeio e um tempo depois Damon foi puxado para uma conversa com um vendedor na rua seguinte.

Emmett imediatamente aproveitou.

— Ei, Damon, vem cá — chamou, apontando para outra direção. — Você precisa me explicar como funciona esse negócio de barco.

Damon hesitou um segundo.

Ora?- perguntou Damon

— Agora — Emmett insistiu puxando Damon pelos ombros. — É importante cara.

— Muito importante — Jasper completou, segurando o riso e ajudando Emmett.

Damon olhou rapidamente para mim e depois para Edward.

E então voltou para Emmett.

— Va bene… vamos lá.- disse ele semicerrando os olhos.

E saiu com eles.

Alice levantou uma sobrancelha e sorriu maquiavélica.

— Isso foi proposital.- Rosalie cruzou os braços encarando a baixinha.

— Óbvio.- ela disse sorrindo e puxou a loira grávida para andar com ela.

E então…Eu fiquei para trás com Edward ao meu lado.

O silêncio entre nós não era confortável, mas também não era estranho.

Era…carregado.

— Emmett está fazendo isso de propósito — murmurei para ele.

— Eu sei — Edward respondeu rindo.

— Você pediu?

— Não precisei...-Ele sorriu de leve.

Meu coração bateu mais rápido, principalmente quando Edward segurou minha mão.

— Emmett sempre tão sutil — disse rindo para Edward.

— Ele é sútil como uma mula- Edward brincou.

Eu ri.

E aquilo…aquilo abriu espaço.

Edward se aproximou um pouco mais.

— Eu senti muito sua falta — disse baixo.— A minha vida sem você perto não faz o menor sentido.

Simples.

Sem rodeio.

Sem defesa.

Eu engoli em seco.

— Edward…

— Eu sei — ele interrompeu suavemente. — Eu sei que não é simples.

O vento passou entre nós.

O som distante da cidade.

E aquela sensação…

de que a gente ainda era algo.

— Mas isso aqui… — ele continuou — ainda é real.

Eu levantei os olhos.

E encontrei os dele.

E aquilo…aquilo nunca tinha deixado de ser casa. E eu poderia ter o beijado...Céus como eu queria beija-lo ali.

Meu celular vibrou eu congelei.

Nome na tela: Mãe

Meu estômago revirou.

Eu não atendi, rejeitei a ligação imediatamente.

Não conseguia, não naquele momento.

A ligação parou e voltou segundos depois.

Eu desliguei.

Edward percebeu.

— Quem era?- perguntou ele arqueando a sobrancelha.

— Minha mãe.- disse suspirando

— Você vai atender?- ele perguntou rindo.

Edward conhecia Reneé tão bem quanto eu e sabia que ela quando queria uma coisa não desistia fácil.

— Não agora.

Mas o celular vibrou de novo e dessa vez…não era o meu.

Era o dele.

Edward franziu a testa.

— Viu só…- ele disse rindo e atendeu animadamente a ligação no viva voz.— Oie Reneé, como vai?

Meu coração parou e eu o encarei.

— Edward? — a voz dela veio alta, clara o suficiente para eu ouvir. — Graças a Deus alguém atende! Onde está a minha filha?

Eu congelei e Edward me olhou.

E estendeu o celular.

— É pra você.

Minhas mãos estavam frias.

— Oi, mãe…

— Isabella Marie Swan, você enlouqueceu? — ela disparou. — Você desaparece, vai pra outro país, não atende o telefone e ainda acha normal?

— Eu só…

— Você só terminou um relacionamento de dez anos e decidiu fugir pra Itália como se tivesse vinte anos?

Silêncio.

Edward me observava.

— Eu precisava de um tempo — murmurei.

Renée riu.

— Tempo não é isso, Bella. Isso é fuga.

Aquilo doeu.

— Eu terminei com o Edward…

— Não, você não terminou, até porque se realmente tivesse terminado ele não estaria do seu lado agora — ela interrompeu. — Você entrou em pânico.

Meu coração apertou.

— E agora você está aí, em Capri, vivendo o quê? Um conto de fadas? Isabella, tenha os pés no chão !

Eu não respondi.

Porque não sabia.

— Eu, Phil, Charlie, Sue, Esme e Carlisle estamos indo pra aí. Chegamos amanhã e nós duas temos muito o que conversar...Inclusive com Alice e Rosalie também!

Meu corpo travou.

— O quê?

— Você ouviu bem Isabella, você não é surda.

— Mãe...

— Você não é mais uma adolescente pra fugir dos seus problemas de maneira tão irresponsável — ela disse firme. — A gente vai te buscar.

A ligação caiu.

E o silêncio que ficou…foi devastador.

Edward estava me olhando, mas eu não conseguia decifrar o olhar dele. Ele sabia o que eu estava sentindo e no fundo entendia a minha fuga, mas também concordava com as palavras de minha mãe.

— Bella…

— Eles estão vindo — murmurei entregando o telefone para ele e saindo caminhando na frente.

E tudo…ficou mais real do que nunca. Como se eu tivesse tomado um banho de água fria no meio da neve.

Eu caminhava em direção ao nosso grupo e ligação ainda ecoava na minha cabeça.

Minha mãe.

Minha família.

Todos vindo.

Capri já não parecia mais uma fuga.

Parecia um cenário prestes a desmoronar.

— Bella… — Edward chamou, mais suave agora.

Eu passei a mão pelo rosto.

— Eu não sei o que fazer.- confessei.

Ele não respondeu imediatamente.

Só se aproximou, bem devagar.

Como se tivesse aprendido… finalmente… a não invadir.

— Então não decide agora, você não precisa fazer isso agora se está te sufocando — disse ele.

Eu levantei os olhos.

— Como assim?

Ele deu de ombros e tocou meu rosto.

— Só… vive o momento.- disse ele tranquilo encarando meus olhos com seus olhos azuis como o mar de capri.

Aquilo era irônico.

Porque ele sempre foi o homem que planejava tudo e agora…ele estava ali.

Sem planos, só… comigo.

O céu azul claro de capri deu lugar a uma tela azul marinho com muitas estrelas. Estávamos em uma boate que ficava em um terraço com uma vista espetacular do horizonte.

A música estava alta, o lugar cheio e Capri à noite era outra cidade, mais viva, mais quente, mais perigosa e eu estava no meio disso tudo tentando manter algum tipo de controle que claramente já não existia.

— Bella ama reggaeton! — Emmett gritou de novo, como se aquela fosse a informação mais importante da noite.

— Emmett...

Mas a música já tinha mudado.

“Tusa”.

Meu coração deu um salto.

Eu nem precisei olhar.

Eu senti.

Edward.

— Você dança comigo — ele disse, estendendo a mão.

Não foi um pedido.

Nunca foi.

Eu ri, balançando a cabeça.

— Eu só danço reggaeton com você.

Ele sorriu.

Aquele sorriso.

E me puxou.

E como sempre o corpo dele se encaixou no meu como se o tempo não tivesse passado.

Como se nada tivesse mudado, como se eu ainda fosse dele e talvez…em algum lugar…eu ainda fosse.

A música batia forte, mas eu só sentia ele.

A mão na minha cintura.

O toque firme.

A respiração perto do meu ouvido.

— Eu senti falta disso… — murmurei.

— Eu senti falta de você — ele respondeu.

Simples.

Direto.

Sem defesa.

Meu coração apertou.

E ao mesmo tempo…

se abriu.

Eu ri.

Girei.

Voltei para ele.

E por alguns segundos…eu fui feliz. Como se existisse apenas eu e Edward Cullen naquele lugar.

Mas então…a presença.

Quando olhei para o lado…Damon.

Observando.

Calmo.

Sorrindo.

Mas os olhos…

os olhos dele estavam diferentes.

Mais atentos.

Mais frios.

Mais…conscientes e isso fez um arrepio gelado correr pelo meu corpo. Era a primeira vez que o olhar de Damon me causava essa sensação.

A música acabou.

Mas ninguém se afastou imediatamente.

Edward ainda estava perto...Muito perto, eu conseguia sentir o calor da respiração dele.

— Fica comigo— ele disse baixo.

Meu coração acelerou.

Mas antes que eu respondesse…

— Bella.- a voz de Damon ecoava no espaço estourando a nossa bolha.

Eu fechei os olhos por um segundo, implorando mentalmente que ele fosse embora.Quando abri…ele já estava ali encarando nos dois.

Perfeito e Impecável, como sempre.

Sorrindo como se nada de mais estivesse acontecendo e eu tinha certeza que ele sabia o que estava acontecendo ali.

— Vieni con me.- disse ele sorridente de mais para mim

Eu hesitei por uns instantes e Edward sentiu, eu percebi.

Mas mesmo assim…eu fui.

A música mudou.

“Volare”

As pessoas começaram a cantar junto.

Damon me puxou com facilidade para o meio da pista.

— Essa é nossa — disse ele, sorrindo.

E havia algo nele…algo impossível de ignorar.

Ele era leve, divertido, presente, impulsivo...

Girou meu corpo varias vezes e riu comigo.

E por um segundo…foi fácil.

Fácil demais.Mas…não era o mesmo.

Não era profundo, não era casa.

Era…encantador e perigoso por isso.

Quando a música terminou, eu já não sabia mais onde eu estava emocionalmente.

Só sabia que estava dividida e isso estava começando a me quebrar.


POV EDWARD

Eu vi tudo e o pior…foi entender.

Ela estava tentando, tentando seguir.

Tentando viver.

Tentando ser alguém que não dependesse de mim.

E eu…eu estava tentando não destruir isso.

Mas também não sabia como deixar. Eu sei que quem ama precisa deixar a pessoa livre para fazer as próprias escolhas e eu precisava deixa-la livre...Mas algo naquele Damon, que exalava perfeição não me convencia... Eu tinha certeza que havia algo muito errado naquilo...

Eu não aguentava ficar mais ali, então sem que todos percebessem eu voltei para o hotel andando. A distancia entre a boate e o hotel Salvatore era bem curta, mas os pensamentos que passavam pela minha cabeça pesavam muito. Ao chegar no hotel pensei em ir até o bar e afogar meus sentimentos em álcool italiano, como provavelmente meu irmão Emmett faria se estivesse no meu lugar, mas meu coração insistia que eu deveria ir para o quarto e foi isso que fiz.


POV BELLA

A festa estava animada, todos riam, dançavam e se divertiam como nunca. Até mesmo Alice havia quebrado o clima tenso e estava dançando com Jasper e Rosalie, quanto Emmett e Damon faziam palhaçadas na pista. Meus olhos correram pelo espaço e não encontraram Edward. Isso fez meu coração bater mais rapido, minhas mãos suarem geladas e eu decidi voltar ao hotel. Avisei Alice que não estava me sentindo bem e que precisava deitar, ela insistiu que iria comigo mas eu disse que não precisava.

Damon estava tão intretido que nem percebeu quando fui embora, e eu achei ótimo. Porque eu precisva ficar sozinha e naquele momento a presença constante de damon me sufocava.

Eu não pensei direito, minha cabeça estava confusa de mais.

Eu não planejei nada do que estava fazendo.

Eu só segui, segui as batidas do meu coração e quando percebi…já estava no corredor.

Já estava na frente da porta e estava batendo.

Edward abriu.

E tudo…voltou como uma avalanche.

Ele nem falou meu nome dessa vez, só me puxou e me beijou, com muita intensidade, urgência desesperadora, com tudo que tinha ficado guardado nos nossos corações.

E eu respondi, sem hesitar e sem medo.

Porque aquilo…aquilo sempre foi a gente.


As mãos dele encontraram meu rosto.

Depois minha cintura.

Depois minhas costas.

Como se estivesse reaprendendo.

Mas dessa vez…sem cuidado demais, sem controle demais, sem planejamento.

Só…verdade.

— Eu senti tanto sua falta… — ele murmurou contra minha pele.

Eu fechei os olhos enquanto ele beijava cada centímetro do meu pescoço.

— Eu também.- confessei entre gemidos.

Quando dei por mim eu estava deitada na cama de Edward com meu vestido preto no chão, usando apenas aquela lingerie vermelha de renda.

Pequena de mais.

O olhar dele mudou quando percebeu.

Mais escuro.

Mais intenso.

— Essa lingerie… — ele murmurou.

Meu coração disparou, foi ela que deu inicio a nossa conversa no dia que fui embora.

— O que tem?- me fiz de desentendida.

Ele se aproximou mais.

Devagar e começou a beijar toda extensão do meu colo.

— Eu tenho a impressão… — disse baixo próximo ao meu ouvido — …que você não escolheu ele por acaso.

Eu prendi a respiração.

Ele levou a mão até a lateral do tecido.

Deslizando devagar.

— Eu acho… — continuou — …que você escolheu exatamente para isso.

Meu corpo inteiro reagiu.

— Para quê?- provoquei

O sorriso dele foi lento.

Perigoso.

— Para eu tirar....

O ar ficou pesado, carregado de saudade e elétrico.

Ele não teve pressa, nunca teve.

Mas dessa vez…também não estava se segurando ou planejando cada ação.

A lingerie deslizou lentamente.

E o olhar dele acompanhou cada parte do meu corpo como se estivesse memorizando aquilo.

O silêncio ficou denso.

E então…

Edward passou a língua pelos lábios.

Devagar.

— Você não faz ideia de como eu sou alucinado por você — disse baixo.

Meu coração estava fora de controle.

Ele levantou os olhos enquanto beijava minhas coxas.

— Que eu… — a voz dele ficou mais baixa — …amo você mais que qualquer coisa.

Ele se aproximou mais.

— Edward… — sussurei deixando escapar o que meu coração queria dizer com tantas batidas aceleradas —…sempre vai ser você.

Naquele momento, depois de tanto tempo me entreguei complemanete para o grande amor da minha vida: Edward cullen.

O resto não foi sobre pressa.

Foi sobre intensidade, sobre saudade e sobre tudo que a gente nunca deixou de sentir.

Mas também nunca teve coragem de viver daquele jeito.

Sem limites.

Sem medo.

Sem esperar o momento perfeito.

Chegamos no ápice varias e varias vezes, e depois disso o silêncio no quarto era diferente.

Mais calmo.

Mas não leve.

Nunca leve.

Eu estava deitada em seu braço cariciando seu peito definido.

Sentindo.

Pensando.

Tentando entender tudo o que tinha acontecido.

— Bella, isso não foi um erro— ele disse acariciando meus cabelos.— Foi uma escolha...

—Sim, foi uma escolha- respondi saindo dos braços dele e sentando ao seu lado — Mas não diz a respeito só de nós dois, existe o Damon e eu preciso resolver com ele antes que tudo voltar.

Baixo.

Simples.

Meu coração apertou.

Porque eu queria muito...

Muito continuar ali com Edward em nossa bolha.

Mas…eu levantei.

Devagar, vesti minha roupa e sai do quarto deixando ele deitado na cama.


Eu fechei a porta do quarto de Edward devagar.

Ainda sem ar.

Ainda perdida.

E então…eu ouvi.

— Você está observando demais, Alice.

A voz de Damon, mas não era a mesma alegre de sempre.

Era mais baixa, mais fria.

Mais… perigosa.

Eu congelei.

— Eu só estou tentando entender — Alice respondeu.

Silêncio.

Pesado.

— Então pare — Damon disse.— Existem sujeiras que são perigosas de mais para serem reviradas...Hai capito, angelo mio?

E aquilo…aquilo não era o homem que dançava comigo.

Não era o homem que sorria.

Não era o homem que se dizia ser meu príncipe encantado.

Aquilo era outra coisa.

E pela primeira vez…eu senti.

Medo.

Mas mesmo assim…eu não saí dali.

Porque alguma coisa dentro de mim…já sabia.

Que aquela história…ainda estava longe de terminar.