Manual de Sedução Ii - do You Love Me?
7 Capítulo 7 - Ameaça velada
- Você me pediu ajuda, disse que precisava de mim. Diga-me... diga-me... – Chegou bem perto do outro, sussurrando-lhe no ouvido. – Como assim precisa de mim? Do que precisa? Diga-me, por favor... – E voltou a olhá-lo sem reação. Uma lágrima correu e pingou no rosto de Milo. – Como vou te ajudar? – Perguntou secando a lágrima no rosto dele. Mas ele continuava quieto, dormindo. Selou seus lábios com um selinho demorado, calmo, terno. – Eu estarei aqui, Milo, mas preciso que me diga a verdade. – Disse e então se levantou devagar, saindo da sala como a enfermeira havia pedido. Um último olhar e Camus fechou a porta do quarto, deixando Milo dormindo dentro do quarto.
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No amplo casarão, o silêncio era rompido apenas pelo bater suave dos sapatos de Shion no piso de tábua de madeira. Ele tinha acabado de chegar a sua casa e esperava poder conversar com Shaka. Depositou o blaser do seu terno no cabideiro de pé da mesma cor do piso e se voltou para a empregada, uma doce senhora de cabelos brancos como a neve.
- Boa noite, senhor Lamure. – A governanta do casarão o cumprimentou.
- Boa noite Adalta*.. Ainda acordada? Avisei que não precisava me esperar. – Perguntou gentilmente à senhora sobre o fato de estar acordada até a madrugada.
- Sim senhor, mas eu estou muito preocupada com o senhor Shaka. – Shion sorriu.
- Ele está meditando?
- Sim senhor, e ele já está assim há quase vinte e quatro horas! – Relatou visivelmente preocupada. – Tentei oferecer algo para comer, beber... mas ele nem me ouviu. – Disse olhando para os lados.
- Não se preocupe. – Shion sorriu para a governanta, ela tinha um carinho muito grande pelo loiro, pois praticamente fora ela quem criara o indiano desde tenra idade. – Ele sabe o que está fazendo. – Disse e colocou as mãos no ombro dela, tentando acalmá-la. – Eu vou ver como ele está, agora você descanse, vá dormir. – Pediu. A governanta aceitou, mas não se acalmou. Nunca tinha visto o seu menino meditar por tanto tempo e já estava muito preocupada, mas não tinha muito que fazer quando ele entrava nesse estado. Sem alternativa, retirou-se para o seu quarto sob os olhares do dono da casa.
Shion estava tranqüilo, apesar dos últimos acontecimentos. Subiu para o andar de cima da casa, sabendo encontrar o filho no salão projetado exclusivamente para meditações. Um ambiente de acústica perfeita. Tinha um pequeno altar em honra a Budah e pouquíssimos móveis, apenas o grande tapete indiano correndo por todo o chão, cobrindo-o, e algumas prateleiras na extensão da parede com inúmeras velas. Uma suntuosa imagem de Budah centralizava tudo e no alto, um grande lustre de bronze iluminava apenas o suficiente para acender as velas, responsáveis pela única iluminação do local.
Ao chegar perto da porta, pôde sentir com as mãos o calor que vinha das velas e a energia tão peculiar de Shaka. O local parecia inundado de benção, recheado de uma paz tão pura que parecia se isolar no meio do mundo, um pequeno portal celestial dentro de sua casa. Sorriu e inspirou aquele ar calmamente antes de finalmente abrir a porta. A visão do local era de impressionar e mesmo Shion, acostumado a ver o filho meditando, nunca se acostumava a uma visão tão deslumbrante.
As incontáveis velas pareciam rodear Shaka de tantas que trepidavam perto de si, iluminando-o, aquecendo-o e, quem sabe, alimentando-o para que resistisse a tanto esforço. O loiro estava sentado no tapete em posição de lótus, de costas para a porta e de frente para a imagem de Buddaah, e pareceu não perceber a presença do pai. O calor que emanava das inúmeras velas aquecia absurdamente o ambiente, forçando Shion a manter a porta aberta para o ar quente sair. Contemplou o filho, maravilhado. Ele estava com um sári simples, de cor salmão e alguns detalhes em dourado. Os longos fios loiros caiam sob suas costas, perfeitamente alinhados, penteados, intocáveis, brilhantes pelo reflexo do fogo, como se fios de ouro fossem, bem como a pele branca, iluminada, dava um ar ainda mais sobrenatural ao loiro. Aquela visão parecia uma pintura caríssima de tão perfeita.
O pai então, percebendo que o filho sequer movimentou-se, resolveu sair e deixá-lo terminar a sua meditação. Saiu devagar olhando para aquela obra de arte por uma última vez e finalmente fechou a porta atrás de si. Assim que a porta foi fechada, Shaka então lentamente abriu os olhos, mas não se moveu. Olhou para as chamas e, uma a uma, elas se foram se apagando, restando apenas algumas acesas bem a sua frente. O local, antes muito iluminado, foi migrando para uma sombria escuridão com um pequeno ponto de luz e calor no centro. Shaka olhou para as velas enfraquecidas, mas resistindo. Olhou para a imagem de Budah e sentiu uma angústia muito forte apertar seu peito, que se exteriorizou na forma de uma lágrima solitária a molhar seu rosto.
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Milo ainda se sentia zonzo e confuso e por isso demorou um pouco para a abrir os olhos. Quando conseguiu, sua visão ficou embaçada, e diante de si só conseguia distinguir um homem loiro que parecia sorrir, mas não sabia quem era. Fechou os olhos e levou as mãos aos olhos, esfregando-os, e depois voltou a abrir os olhos. Aos poucos sua visão foi voltando ao normal e conseguiu identificar Hyoga.
- Finalmente acordou! – O garoto disse com uma expressão animada.
- O... o que aconteceu? – Perguntou com a voz fraca. Apesar de sua visão ter melhorado, ele ainda se sentia confuso. Olhou ao redor, estava num hospital. Mas por quê?
- Você desmaiou. – Ouviu Hyoga falar e voltou a olhá-lo. – Teve uma crise de estresse... acho que é isso. – Disse incerto, levando a mãos ao queixo, pensativo. – Mas ai o meu irmão te trouxe para cá. – Voltou a olhá-lo sorrindo. Milo piscou algumas vezes e levou as mãos à cabeça, recostando-se na cama, procurando uma posição mais confortável. – Você está bem? – O loiro perguntou vendo que ele estava estranho.
- Estou meio... tonto. – Respondeu fechando os olhos e voltando a abri-los, tentando recuperar-se.
- Quer que eu chame um médico?
- Não... não é necessário. Está tudo bem.
- Tem certeza?
- Tenho sim, obrigado. – Disse sorrindo e tentando tranqüilizá-lo. – Diga-me, há quanto tempo estou aqui?
- Você dormiu quase o dia inteiro...
- São que horas? – Hyoga olhou no relógio de punho que tinha e respondeu.
- Quinze para as 20 horas. – Milo suspirou. Lembrou-se da madrugada anterior, do desespero que sentiu ao pensar que Shion o tinha encontrado, lembrou das duras palavras de Camus, de falar com ele no hotel, e depois disso tudo ficou preto e não se lembrava de mais nada.
- Fiquei muito tempo dormindo... – Comentou mais para si mesmo do que para o loiro, mas este sorriu feito uma criança que acabara de receber um grande presente.
- É sim. O Camus vai ficar muito feliz de ver que acordou! Ele ficou muito preocupado. – Milo olhou para Hyoga e sorriu.
- E onde ele está?
- Ele foi comer alguma coisa, mas logo ele vai estar de volta. Mandou-me ficar te vigiando. Eu não entendi, já que você estava dormindo. O que poderia te acontecer? – Riu. Milo franziu o cenho, sem entender.
- O Camus às vezes tem dessas coisas.... – Comentou e Hyoga assentiu.
- Ele tem esse jeito durão, mas ele gosta muito de você. – Hyoga comentou baixinho, num sussurro, e piscou um dos olhos para Milo, que deu um meio sorriso.
- Sei... – Murmurou e depois lançou um olhar brincalhão para o garoto. – E seu namorado, hein? Como estão? – Hyoga sorriu.
- Estamos bem. Obrigado por ter falado com o meu irmão. – Agradeceu com um brilho nos olhos.
- Ah! Isso significa que o Camus não perturbou você?
- Não. Ele reclamou porque queria que eu tivesse falado com ele antes de você, mas depois ficou tudo bem. Ele até gostou do Shun... Disse que ele parecia ser um “bom garoto”. — Disse fazendo aspas com as mãos.
- Sério!? Que bom... – Riram.
– Obrigado por ter falado com ele! Eu nem acreditei quando vi que ele não brigou comigo por eu estar namorando...
- Não me agradeça, eu não fiz nada! Como você disse, o Camus tem essa pose de durão, mas gosta muito de você! E depois, quem não gostaria do Shun? Tão quietinho, não faz mal a ninguém. – Riram mais ainda. — Ficou preocupado à toa!
- Mesmo assim... Muito obrigado! – Antes que Milo tivesse tempo para responder, eles ouviram dois toques na porta. – Ah deve ser o Camus! – Dizendo isso foi abrir a porta.
- Olá... – Milo sentiu um calafrio percorrer seu corpo quando seus olhos encontraram com o do visitante. – Ah, então o belo adormecido acordou... – Shion comentou olhando fixamente para Milo. O coração do escorpião acelerou, aguçando todos os seus sentidos em alerta máxima.
- Shion... – Milo falou inconsciente sentindo um crescente desespero tomar conta de si, tal qual acontecera da vez em que foi ameaçado em sua juventude. Discretamente, apertou o lençol da cama com muita força, tentando manter a calma.
-Oi... quem é você? – Hyoga perguntou tranquilamente para o visitante, sem perceber o clima tenso que se instaurou. Shion, que até aquele momento olhava para Milo, voltou seu olhar para o rapaz a sua frente.
- Sou um amigo do Milo. E você? Também é amigo dele? – Hyoga riu.
- Eu sou Hyoga. Bem, mais ou menos, sou irmão do Camus que é amigo dele.
- Ahh... então você é o irmão do Camus? Que interessante... – Disse olhando fixamente para Milo que estremeceu.
- Você conhece o meu irmão?
- Ah sim, nos conhecemos muito, não é mesmo Milo? – Perguntou sarcasticamente.
- Hyoga! Chame o Camus, agora! – Finalmente Milo se pronunciou assustando o rapaz pelo seu tom de voz.
- Mas Milo... o Camus pediu que...
- Vá agora Hyoga, estou mandando! – Praticamente gritou com o loiro que, sem entender, acabou saindo do quarto sob o riso cínico de Shion.
- Ah coitado Milo, você assustou o garoto... – Fingiu indignação teatralmente.
- O que você quer? – Perguntou rispidamente.
- Eu? Bem, acho que você sabe o que eu quero. – Disse se aproximando felinamente de Milo, que ficava cada vez mais apreensivo.
- Diga logo! – Gritou desesperado. Shion ao contrário, mostrava-se muito tranqüilo, estava muito satisfeito em ver nos olhos dele o desespero. Estreitou os olhos quando chegou bem perto da cama onde ele estava.
- Achou que poderia me desafiar, não é mesmo? — Perguntou olhando para a face cada vez mais avermelhada e pelas narinas expandidas inspirando o ar com força. Deu um meio sorriso. – Você não aprende nunca? – Perguntou e segurou-o no queixo com uma força além do necessário, fazendo-o soltar um gemido involuntário de dor, e aproximou a boca do ouvido de Milo. – Achou que eu te mataria, não é? – Riu bem baixinho no ouvido dele e lambeu-lhe a orelha, fazendo Milo expressar nojo em suas feições. – É por isso que anda fugindo de mim? Não meu jovem, apesar do que me fez, eu não penso em matá-lo simplesmente. Não seria... divertido o suficiente. Além do mais, eu sempre poderia me vingar no meu querido amigo Verseau, ou você esquece-se de que Camus ainda me deve a pureza de meu filho? – Milo arregalou os olhos, assustado.
- Desgraçado! – Gritou se debatendo e afastando-o com as mãos. – Eu já paguei por ele! – Gritou bufando com raiva, tentando se controlar para não chorar. Shion o encarou friamente.
- Sim, eu me lembro bem. – Disse e sorriu fechando os olhos. – Basta-me fechar os olhos e posso vê-lo nitidamente, o sacrifício da alma dos jovens pecadores que roubaram de meu filho a pureza, amarrado debruçado sobre a mesa de purificação, sendo violentado agressivamente por um, dois, três, por todos aqueles homens. Pude ver o sangue escorrendo por suas pernas enquanto ouvia seus gritos desesperados enquanto me mantinha em prece pela depuração da sua alma e a de Camus. – Calou-se mantendo os olhos fechados mantendo aquela cena gravada em sua mente. Com cada palavra, Milo ia se recordando de todos os detalhes daquele dia horrível e não conseguiu evitar que as lágrimas corressem por seu rosto. Depois de uns segundos agonizantes para Milo, Shion abriu os olhos e voltou a encará-lo. – Doeu muito? – Perguntou cinicamente.
- Eu fiz o que você queria! – Reclamou Milo com a voz engasgada fechando os olhos com força, tentando evitar que as lágrimas corressem mais abundantes. Shion voltou a aproximar a boca no ouvido dele.
- Não meu jovem. Você não manteve sua promessa, quis tê-lo de volta, quis revelar aquilo que tua palavra afirmou jamais revelar. Sua alma não foi depurada o suficiente, apesar de todas as minhas orações e esforços. Talvez o seu sacrifício não tenha sido suficiente. Talvez eu precise depurar Camus também.
- Não! – Milo gritou desesperadoenquanto via Shion se afastar.
- Eu não desejo isso Milo. Mostre-me que seu sacrifício por eles valeu à pena e então eu não precisarei fazer nada. — Disse e foi na direção a porta. – Espero muito que tudo isso não tenha atingido o pobre Hyoga. Não gostaria de ter que depurá-lo também. – Disse e saiu pela porta, deixando Milo apavorado.
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- Camus? — O ruivo que estava sentado numa das mesas da cafeteria do hospital tomando um café se virou assim que ouviu a voz do irmão.
- Hyoga? O que faz aqui? Pedi que ficasse com Milo... – Viu o irmão sentar-se na mesa ao lado dele, dando de ombros e pegando o celular.
- Ele acordou, está tudo bem com ele. Não se preocupe. – Disse e começou a digitar alguma coisa, sem prestar atenção no irmão.
- Acordou? Tem certeza? – Camus arregalou os olhos, incrédulo.
- Claro que tenho certeza! Foi ele até que me mandou aqui... – Parou um pouco para digitar mais algumas coisas. — Acho que ele queria ficar sozinho com o amigo dele. – Disse com um gesto no celular de quem não estava se importando. – Ele me pareceu muito bem. Riu e brincou comigo, conversamos um pouco. Ficou meio tonto no começo, mas depois ficou muito bem.
- Amigo? Que amigo? Aioria? – Perguntou arqueando uma sobrancelha.
- Eu não sei quem ele era... Disse que era amigo dele e disse também que te conhecia. – Disse e depois que terminou de enviar a mensagem guardou o celular no bolso e começou a tomar um suco.
- Nosso amigo? – Murmurou Camus tentando lembrar-se de algum amigo em comum. Não poderia ser Saga, pois ele teria ligado avisando que viria. Marin? Ela também ligaria.
- E você avisou o médico? – Perguntou ao loiro.
- Não, eu até quis chamar, mas ele disse que não precisava. – Camus ficou pensativo por um tempo e depois de terminar o café se levantou. – Vem comigo. — Pediu e rapidamente se retirou, indo até o quarto dele, sendo seguido por Hyoga.
Assim que chegou ao quarto, uns cinco minutos depois que deixou a cafeteria.
- Me espere aqui fora, depois que eu falar com ele eu te levo para casa. – Hyoga assentiu com a cabeça e se apoiou na parede. Camus abriu a porta e se assustou com o que viu. Ele estava com uma cara péssima, um tanto inchada e os olhos vermelhos de quem tinha chorado. Ele estava tão distraído olhando para a janela que nem percebeu Camus abrindo a porta.
- Milo? – Chamou um pouco distante. Não sabia muito bem como lidar com a situação depois do que ouviu no hotel. Milo pareceu se assustar e rapidamente se recompôs, mas sem olhar o ruivo.
- Oi Camus. — A voz dele estava estranha, pesada.
- O Hyoga me contou que você tinha acordado e vim ver como você está. – Disse aproximando-se devagar.
- Estou bem, obrigado. – Camus se aproximou, mas não muito. Milo mantinha uma postura defensiva e então resolveu não se aproximar muito.
- Não quer que eu chame um médico?
- Não é necessário. Eu estou bem mesmo.
- Certo... errr Milo? O Hyoga disse que você recebeu uma visita. – Imediatamente Milo voltou seus olhos para Camus, que estranhou a atitude. – Quem era? – Milo ficou encarando os olhos interrogativos de Camus e demorou um pouco para responder, sem saber exatamente o que responder.
- Era um amigo. Mas ele já foi embora. – Respondeu finalmente e desviou o olhar.
- Eu conheço? – Perguntou, jogando verde.
- Não, você não conhece. – Mentiu. Não queria dar muitas explicações para Camus. O ruivo, porém, já sabia através de Hyoga que essa era uma mentira e sentiu o peito se apertar, mas não disse nada.
- Hunn... bom, se não se importa ficar sozinho um pouco, eu vou levar o Hyoga para casa. – Disse friamente.
- Tudo bem. – Disse tão frio quanto. Camus olhou uma última vez e saiu do quarto com o coração apertado. Porque ele mentiu?
- Quer cara é essa? – Hyoga perguntou vendo a expressão triste do irmão.
- Não... não é nada. – Disse pegando o irmão pelo braço e se afastando da porta. – Hyoga, você tem certeza que não sabe quem é esse amigo do Milo?
- Tenho, eu nunca o vi antes.
- Mas eles não falaram em nomes? Nada?
- Não... quer dizer, acho que ouvi o Milo chamando-o de... Shinn... Shonnn...
- Shion?
- É, foi esse o nome. Shion. Você conhece? – Camus petrificou diante da informação. Então Shion visitou Milo? Mas porque? E porque Milo não contou para ele?
- Irmão? – Despertou de seus pensamentos.
- Fala...
- Você o conhece? – O loiro perguntou e, curiosamente era a mesma pergunta que ele se fazia.
- Eu não sei, Hyoga. Eu não sei...
Continua...
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