Manual de Sedução Ii - do You Love Me?
14 Capítulo 14 - O início das investigações
Notas iniciais
Camus estava extasiado e mal conseguia parar para pensar. O loiro então se deitou ao seu lado e fechou os olhos, sorrindo. O francês, sentindo-se observado, levou um pouco a cabeça para trás e, pelo vidro, viu um homem todo de preto usando uma máscara preta apontar-lhes uma arma. Os olhos nublados em êxtase de Camus delinearam um estranho encapuzado apontando-lhes uma arma dourada. Foi muito rápido, a visão lhe deu apenas o tempo de sentir o frio correr a espinha e o vidro da porta se estilhaçar e vir pra cima deles. Por reflexo, o ruivo cobriu o rosto com os braços e segundos depois olhou para o lado. Seu corpo inteiro gelou ao ver Milo com o peito ensangüentado.
- Milo!!!
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O som dos passos compassados e suaves no piso amadeirado não denotava de imediato que o responsável por elas acabara de cometer uma tentativa de assassinato. Ao fundo, o homem de aproximadamente um metro e oitenta de altura seguia em direção a uma ampla sala onde o som de uma reportagem televisiva podia ser ouvido. O dono da casa, recostado na confortável poltrona reclinável bem a frente do aparelho, bebericava alguma bebida enquanto assistia com entusiasmo ao noticiário que dava conta da tentativa de assassinato ao conhecido terapeuta Milo Seferis. O homem de aparência rústica e portando sua pistola dourada com um silenciador acoplado, aproximou-se do empresário que observava com um brilho maligno a notícia do assassinato.
- A encomenda foi entregue. – Disse o homem, chamando a atenção do homem sentado e cruzando os braços. Shion levantou-se e se aproximou da TV, apontando-a com o copo.
- Quase. A encomenda ainda não chegou ao seu... destino celestial. – Disse sorrindo e depois levou o copo à boca, bebericando o líquido ardente lá dentro, e encarando o homem a quem contratara para tirar a vida de Milo. Sorriu ainda mais ao ver a expressão de desagrado do assassino de aluguel.
- É só uma questão de tempo. – Ele disse acariciando levemente a sua pistola dourada. Shion observou e voltou a sorrir e beber, para logo depois encarar a televisão e ver ali a figura de Camus.
- Alguém te viu?
- Eu não seria o profissional que sou se tivessem me visto. — O homem praticamente rosnou a resposta.
- Ótimo... – Shion murmurou e tocou na tela, acariciando o rosto do ruivo que aparecia ali. – Eu imagino o quanto ele deve estar sofrendo... senti a mesma dor quando ele tirou a vida de meu filho... – A expressão do ariano se tornou sombria e a lembrança de que Shaka precisaria mentir para alcançar o posto que lhe era de direito e, ainda assim lhe seria arriscado, lhe assaltava uma fúria sem igual. Camus retirou de seu filho a pureza de que ele necessitava para herdar seu destino. E ele iria pagar com igual dor, nem que para isso precisasse tirar Milo de seu caminho.
- E quanto ao meu pagamento? – A voz do homem despertou-o de suas lembranças. Ele voltou a encarar o assassino e sorriu.
- É claro. – Disse e se aproximou de uma mesinha onde se encontrava um malote, abrindo-o e revelando um montante de dinheiro. – Conforme o contratado, eu te entregarei a outra metade quando ele estiver morto.
- Como eu disse, é apenas uma questão de tempo. – Ele disse e se aproximou pegando a mala. – Amanha mesmo virei buscar a outra metade.
- Não vai conferir? – Shion perguntou e o homem riu.
- Não creio que o senhor iria sequer pensar enganar um homem como eu. – Ele acompanhou-o e riu também.
- De fato. Não seria inteligente de minha parte querer enganar um homem com a sua profissão. – Eles sorriram e antes que o assassino saísse, Shion emendou: — Você não gostaria de brindar comigo ao nosso bem sucedido negócio? – Perguntou se encaminhando ao bar. – A menos é claro, que você tenha algum compromisso. Com alguma esposa, talvez? – Sondou colocando um dispositivo no bolso, discretamente. O outro homem riu sem perceber nada.
- Não. Eu não sou do tipo que me prendo a esse tipo de compromisso. Gosto mais das fugazes. – Ele riu e aceitou o copo para um brinde.
- Entendo... Faz muito bem, mulheres só trazem problemas! – Eles riram e brindaram. Logo depois o homem se retirou da casa, dirigindo-se até o seu carro enquanto Shion voltava a sua poltrona brincando com o dispositivo em sua mão.
- Ah a vaidade... um pecado mortal, sem dúvida. – Comentou sozinho enquanto observava o pequeno dispositivo. O som do carro dando a partida pôde ser ouvido ao longe, e para o empresário todo aquele problema estava resolvido. Bastava apenas um clique. E foi assim que uma enorme explosão se fez como num clarão um pouco ao norte da rua, com o fogo queimando e consumindo tudo o que via em seu caminho. Estava feito!
Shaka estava em seu quarto já se preparando para dormir, quando resolveu ligar a televisão. Assim que ouviu o noticiário, sentou atônito à beira da cama, chocado com a notícia de que Milo tinha sido vítima de uma tentativa de assassinato. Aquela notícia, aliada ao cenário de Milo sendo levado ao hospital, captada pela emissora de tv, causou um impacto forte no indiano. Ele estava atordoado, principalmente pela sensação de calafrio que tomou seu corpo ao lembrar-se de seu pai. Talvez devesse avisá-lo, sem bem que ele já devia saber. Seu pai jamais ficaria alheio a uma notícia como essa. E enquanto decidia-se sobre o que fazer, uma forte rajada de vento quente, abriu a janela de forma impetuosa, escancarando-a e atingindo-o em cheio esvoaçando seu cabelo loiro, acompanhada de um barulho ensurdecedor. O impacto da enorme explosão o assustou e só serviu para aumentar a sensação que fazia seu coração palpitar aceleradamente, sem saber ao certo o que significava aquela sensação angustiante. Ele foi cautelosamente até a janela e viu, assustado, a grande bola de fogo que se formava ali perto, mais ao norte da rua da sua casa. A bola de fogo estava muito grande, com as chamas trepidando para o alto esquentando o ar a sua volta.
“A explosão, pela violência e força, deve ter matado alguém” — pensou Shaka. Assustado, saiu de seu quarto e correu até seu pai, que estava sentado tranquilamente enquanto assistia a algum filme na TV.
- Pai? Pai? Você viu? — Perguntou indo até a janela para ver o fogo.
- O que? – Perguntou com a atenção presa ao filme, sem dar importância a explosão.
- Alguma coisa explodiu ali, pai! Será que alguém se feriu? – Perguntou preocupado.
- Não se preocupe. Logo alguém chama os bombeiros... – Comentou distraído, deixando Shaka apreensivo e olhando o fogo consumir e clarear o céu noturno. Aquela sensação ruim lhe assolou novamente e lembrou-se de Milo.
- Pai... tentaram matar o Milo. – Comentou sem olhar para ele. De imediato Shion não falou nada, voltou seu olhar para o filho e só depois de alguns longos segundos é que se pronunciou.
- Eu já vi. Mas você não deve se preocupar com isso. – Disse se aproximando do filho e tocando-lhe os fios loiros. – Preocupe-se apenas com a sua iniciação, que está próxima.
- Mas como não me preocupar se meu dever é justamente a caridade por aqueles que...
- A você cabe o dever da caridade aos bons, meu filho. E esse não é o caso daquele homem. Agora vá e deixe de pensar nisso. Em breve voltaremos ao Tibet.
- Eu posso visitá-lo?
- Eu não acho prudente. Você sabe que será difícil, eu não quero que nada te desconcentre da sua missão nesse momento tão importante. Agora vá e descanse. – Shaka sabia que aquilo era uma ordem e, como um filho obediente, saiu da sala onde o pai estava e foi até seu quarto. Já lá dentro, aproximou-se da pequena imagem do Budah e ajoelhou-se, com os olhos marejados, começou uma oração.
- Por favor, mestres. Todos os Deuses, ouçam a minha súplica. Mostrem-me o caminho, a verdade e a luz. Dispam-me de mim toda a incerteza e a dor e me indiquem o caminho... – Pediu, em prantos, sentindo uma dor e uma intuição que lhe corroia a alma. Não sabia o que fazer, sentia que devia, mas não sabia. Ajoelhado e aos prantos, orava para que os Deuses lhe mostrassem o caminho, e no meio do silêncio de suas orações o toque forte do seu celular o assustou. Pela terceira vez naquela noite fria.
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No hospital da cidade, Marin e Aioria procuravam aterrorizados por notícias de Milo. Souberam que ele estava em cirurgia e logo foram até lá. Rapidamente eles encontraram o caminho até a sala de espera, encontrando Camus sentado na cadeira no corredor, provavelmente a espera de notícias também. Mas o estado do ruivo foi o que mais surpreendeu. O casal se entreolhou apreensivo. Marin, que era amiga do ruivo, resolveu se aproximar, enquanto o leonino ia buscar informações sobre o estado do amigo.
- Camus? Eu vim correndo assim que soube e... Camus? – A ruiva chamou, tocando levemente no ombro do amigo, percebendo que ele estava aéreo. O olhar vazio e nebuloso do amigo a fez se arrepiar, tendo que fazer muito esforço para não chorar. Seu coração apiedou-se de seu amigo e cuidadosamente sentou ao seu lado e o chamou novamente. – Camus? Fala comigo...
- Ele me ama. Sempre amou. – Sussurrou as palavras e ela não soube se ele falava com ela ou consigo mesmo. Viu lágrimas mancharem a pele alva dele e as capturou com o indicador, não conseguindo evitar que seus olhos marejassem.
- O Milo? – Ele confirmou com a cabeça, sem envergonhar-se das lágrimas que despontavam sem controle.
- Marin... Eu... eu sou um homem ruim? – O coração dela se apertava a cada palavra e controlando-se muito, sussurrou, acariciando-lhe a face.
- Claro que não, meu amigo! Que pergunta é essa?!
- É culpa minha... o que aconteceu com ele.
- Claro que não! De onde você tirou isso!?
- Ele estava com medo... E tentou me avisar, mas eu não... eu não soube... eu não consegui protegê-lo! Eu duvidei dele, eu o usei e o machuquei. E no final ele estava falando a verdade, ele me amava de verdade... – Levou as mãos ao rosto, debulhando-se em lágrimas, seu coração estava tão dolorido que até o ato de respirar lhe era penoso.
- Você não tinha como saber! Não se culpe, meu querido... – Por mais que tentasse consolá-lo, ela sabia que nada iria confortá-lo ou amenizar a sua dor. Por isso, ela simplesmente o abraçou forte e esperou até que seu namorado voltasse.
Nesse ínterim, Saga voltou com duas xícaras de café.
- Oi Marin. — Cumprimentou e sentou ao lado de Camus, entregando o café. A ruiva devolveu o cumprimento silenciosamente enquanto afagava os cabelos ruivos do amigo.
- Eu disse que não queria, Saga! — Ralhou Camus. Somente o odor do café já lhe causava ânsia.
- Mas você precisa se acalmar! Ficar nessa angústia não vai ajudar em nada. E depois, você mesmo me disse que café te acalma. — Saga se justificou.
- Sim, Camus. Beba um pouco, vai te fazer bem. — Marin aumentou o coro e o ruivo contrariado acabou aceitando a xícara.
- Se ele morrer, eu vou junto... – Murmurou baixinho depois do primeiro gole, assustando os amigos.
- Não diga uma coisa dessas! Ele não vai morrer e nem você! – Ela disse encarando-o e então um calafrio lhe correu a espinha. Apesar da imensa dor que via em seus olhos, também via a certeza de quem estava consciente e tranquila de uma decisão difícil, pois sem alternativa. Saga colocou as mãos no ombro do amigo, mas nada falou. Sabia que nada adiantaria falar.
- Camus... – Ela queria dizer algo para tirar aquela ideia de sua cabeça, mas a presença de Aioria a fez calar. Ele a chamou e então ela foi até ele, preocupada. – Como ele está? – A ruiva perguntou.
- Pelo que me informaram, estão tentando tirar a bala e conter a hemorragia. Marin... eu... você precisa ser forte. – Ela arregalou os olhos.
- Porque... porque está dizendo isso? – Perguntou ainda mais apreensiva.
- Ele recebeu um tiro bem no peito. Por sorte não atingiu o coração, mas parece que perfurou o pulmão, a bala fez um bom estrago. Os médicos estão fazendo de tudo, mas a situação é muito grave. Ele corre um sério risco de... – Aioria não conseguiu completar a frase e Marin logo entendeu, levando as mãos até a boca para conter um soluço. O leonino a abraçou, temendo o pior.
- Amor? Você acha que...
- Tenho certeza que foi “ele”... – A voz de Aioria saiu raivosa e cortante. A ruiva o soltou um pouco para encará-lo.
- Você acha que devemos avisar a polícia?
- Eu não sei. Não temos prova nenhuma contra ele...
- E o que devemos fazer, então?
- Eu não sei. Talvez... pensei em contar tudo para o Camus, mas eu não sei. Do jeito que ele está pode ser que ele faça alguma bobagem.
- Sim, é capaz de ele fazer uma loucura!
- Eu pensei em falar com o Sr. Minos. Só que eu acho que ele já sabe de tudo, então não sei...
- Por falar nisso, onde será que ele está?
- Sabe de uma coisa, acho que agora Shion achou um adversário a altura. – Aioria comentou, abraçando a namorada e se encaminhando até Camus. Sentaram na cadeira perto de Saga observando Camus em pé.
- Ele já está lá há mais de duas horas! – Camus comentou, afastando-se um pouco dos amigos, andando de um lado para o outro.
- Eles estão operando, tentando retirar a bala. Tente ficar calmo, Camus! – Saga pediu.
- Sim, não se preocupe! Vai correr tudo bem! – Agora foi a vez de Marin tentar acalmá-lo.
- Porque tentaram matá-lo? Que segredo é esse que quase o matou? – Murmurou para si mesmo, sentindo sua cabeça dar voltas sem nenhuma sentido, enquanto andava de um lado para o outro. O casal se entreolhou novamente ao ouvir a pergunta tácita do ruivo, sem saber ao certo o que fazer.
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Enquanto isso, a mansão Griffon estava bem movimentada com vários jornalistas na porta e um cinturão de isolamento da polícia local, enquanto alguns peritos e investigadores colhiam elementos da cena do crime. O dono da casa permanecia no andar superior, em seu quarto, observava pensativo e atento aos movimentos do lado de fora da casa. Sem, contudo, demonstrar irritação ou aborrecimento. Suas feições eram estranhamente tranqüilas, apesar da situação delicada. Ouviu o toque na porta de seu quarto.
- Pode entrar. – Disse e então a porta se abriu.
- Sr. Griffon. Eu sou o investigador Shura Aguille.
- Muito prazer. – Eles se cumprimentaram.
- Bem, senhor Griffon. Eu recebi a informação de que o senhor mantém câmeras de segurança por toda a sua casa...
- Sim. Se quiser, podemos ir até o meu chefe de segurança. Ele é o responsável pelo monitoramento da casa. – Ele então encaminhou o investigador até a sala de segurança. A tranqüilidade do homem chamou a atenção do investigador, mas este nada disse.
- Por favor, Radamanthys. Traga-nos as fitas de toda a festa para que o investigador possa levá-los. – O investigador encarou o homem que se preparava os materiais e estranhou. Outro homem havia se apresentado como chefe de segurança, e não era este que agora lhe fora apresentado.
- Na verdade, eu gostaria de ver um determinado momento aqui mesmo. Eu gostaria que o senhor me desse a lista de convidados e determinasse se alguém na festa não está na lista. Não creio que o assassino seja um convidado. – Shura disse olhando para ambos.
- Ah sim, claro! Radamanthys, prepare os vídeos. – Griffon pegou duas cadeiras para ele e Shura, enquanto o chefe de segurança colocava os vídeos para rodar. O investigador sentou-se e antes mesmo de começar os trabalhos, uma empregada chamou Minos. Era o telefone e ele se dirigiu para um lugar um pouco mais distante para atender.
- Pois não?
- Alô, é o senhor Minos? – A voz trêmula e fragilizada no outro lado da linha fez com que Minos arqueasse a sobrancelha.
- Sim, sou eu. Quem deseja?
- Eu... eu sou o Shaka.
- Ah... olá Shaka. Como vai? – A ligação do filho de Shion fez com que o ariano se surpreendesse, mas não demonstrou.
- Eu estou bem sim. Eu estou vendo pela televisão, tentaram mesmo matar o Milo? – A voz saiu fraca e descrente.
- Sim, infelizmente houve uma falha na segurança. Ele está no hospital, assim que terminar aqui eu irei para lá.
- Céus, que horror! E ele está bem? Você sabe me dizer?
- A última notícia que tenho é que ele está na sala de cirurgia. O seu pai... já sabe? – Sondou.
- Sim, ele também viu pela televisão. Sr. Minos... eu liguei porque... aconteceu uma coisa aqui...
- O que aconteceu? – Minos franziu o cenho.
- Errr... teve uma explosão aqui perto. – A frase soada de forma tão insegura só não foi mais estranha que o fato dele tê-lo procurado, ao invés de Shion.
- Explosão?
- É... eu estou na janela do meu quarto e estou vendo uma espécie bola de fogo. A explosão foi tão forte que abriu a minha janela.
- Em frente a sua casa? – Não demorou muito para Minos associar uma coisa a outra.
- Não, um pouco mais ao norte da minha rua.
- E seu pai está aí? Ele sabe?
- Sim, ele está, mas... – Shaka hesitou um tempo, decidindo-se. A hesitação foi claramente percebida pelo ariano.
- Shaka? – Incentivou.
- Ele não parece muito preocupado com isso... Ele deve pensar que é algum acidente qualquer. – O indiano tentou uma justificativa para si mesmo, apesar de não estar muito seguro disso.
- Entendo... e o que você acha? Que é um acidente qualquer? – Shaka hesitou novamente.
- Não sei, mas pode ser. – Disse temeroso. Nesse meio tempo, Radamanthys apareceu.
- Só um minuto, Shaka.
- Está bem.
- Diga Radamanthis. – Minos tapou o telefone com a mão para que o indiano soubesse.
- O senhor precisa ver essa fita. – Ele disse entregando uma fita a ele.
- O investigador já viu?
- Não senhor.
- Tudo bem, eu vou precisar que você investigue uma explosão. – Minos pegou a fita e guardou no bolso enquanto o seu investigador particular voltava para a sala de segurança. – Shaka, não precisa se preocupar. Eu vou mandar alguém aí esta bem?
- Tá, tudo bem. Mas Sr. Minos, não conte nada que eu te liguei está bem?
- Eu não vou contar, mas Shaka, qualquer coisa que você achar estranho, me ligue, ok?
- Tudo bem, obrigado Sr. Minos. Boa noite.
- Tenha uma boa noite. – Desligou e voltou para a sala de segurança. Assim que chegou liberou Radamanthys e então ficaram apenas ele e o investigador a noite toda conferindo os vídeos com a lista, para ver se encontravam alguém que não estivesse lá.
Assim que o investigador saiu da sala, levando consigo algumas fitas, Minos foi até o seu quarto para ver a fita que recebeu. A imagem que assistiu lhe causou espanto. Ele sentou-se bem a frente da televisão, tentando entender o que significava aquilo. A imagem de Shion conversando com Saga não deveria ser estranha, se não fosse o fato de que eles praticamente não se conheciam. Além disso, o fato de Saga ter ficado o tempo todo com Camus também fazia aumentar aquele mistério.
- Mas essa hora... — Minos murmurou, observando o horário no video. — Shion já tinha ido embora.... - Lembrou-se e a ideia de que Shion voltara para falar com Saga caiu como uma bomba. Então isso significa que eles tinham uma relação diferente da que eles mesmos aparentavam...
Continua....
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