Manual de Sedução Ii - do You Love Me?

15 Capítulo 15 - Minos e suas descobertas.


Notas iniciais
Desculpem a demora! Mas vocês sabem né... =(

Mas essa hora... – Minos murmurou, observando o horário no vídeo. — Shion já tinha ido embora... - Lembrou-se e a ideia de que Shion voltara para falar com Saga caiu como uma bomba. Então isso significa que eles tinham uma relação diferente da que eles mesmos aparentavam...

Continua...

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A noite já quase cedia ao dia quando Radamanthys chegou ao local da explosão. Não precisou mais que algumas notas para conseguir furar o bloqueio policial e chegar perto do carro e do corpo carbonizado. A visão do carro queimado e retorcido, junto com o odor fétido e a fuligem chamuscada obrigou o investigador a colocar um pano sobre o nariz e a boca, enquanto observava todos os detalhes do carro.

A primeira vista parecia ser um problema elétrico que por causa do combustível gerou essa grande explosão, segundo os policiais. Mas para Radamanthys aquela resposta parecia não corresponder ao tamanho da explosão. Com cuidado, aproximou-se do local onde estava o corpo e percebeu que o morto possuía uma arma. Ela estava bem queimada e um pouco distorcida, mas com sorte poderia oferecer alguma informação.

Além disso, tinha uma espécie de celular grudado em sua mão, provavelmente ele falava com alguém quando o acidente aconteceu. E no pescoço um cordão característico.

- Senhor? – Ouviu um policial chamá-lo.

- Sim?

- Os nossos peritos já chegaram, infelizmente o senhor não poderá ficar aqui perto. Pode ser perigoso, ainda não sabemos o que causou esse acidente.

- Ah sim. Muito bem, eu gostaria de falar um instante com o perito... Vocês estão trabalhando com alguma hipótese especifica?

- Não, a princípio estamos trabalhando com a hipótese de algum problema elétrico ter causado o acidente.

- Entendo. Vocês já tem alguma ideia de quem é o motorista?

- Também não senhor, os peritos vão fazer algumas análises, farão um exame de DNA ou se for o caso da arcada dentária e comparar com os dados que temos para ver se identificamos o corpo.

- Certo.

- Aqui, venha comigo. Quero lhe apresentar o perito responsável da nossa DP.

- Bom dia, senhor? – Um outro homem os chamou.

- Bom dia. – O policial e Radamanthys se viraram. – Quem o deixou entrar aqui? Você não pode ficar! – O policial foi até o rapaz para retirá-lo da área de isolamento.

- Espere, eu sou o dono do carro!

- O que você disse? – Radamanthys e o policial pararam imediatamente para ouvir esse rapaz.

Enquanto isso Milo continuava na mesa de cirurgia, enquanto Camus, Aioria, Marin e Saga aguardavam no corredor. A tensão do casal só não era maior que o do francês, que estava verdadeiramente em pânico pela possibilidade de perder de vez seu grande amor. Saga mostrava-se mais calmo, no entanto bem pensativo. Ele estava sentado ao lado do casal com um olhar vago enquanto Camus andava de um lado para o outro.

- Senhor Camus? – Quando o médico finalmente aparece já era manhã. Imediatamente todos foram até ele.

- Como o Milo está, doutor?

- Ele está sedado, agora. Posso dizer que a cirurgia foi um sucesso. Nós conseguimos retirar a bala de seu corpo, mas infelizmente atingiu algumas veias importantes e ele acabou perdendo muito sangue. Nós também retiramos muito sangue de seu pulmão, que foi atingido pela bala. Não sabemos ainda qual o efeito no pulmão, estamos esperando a cicatrizando e o resultado de alguns outros exames. Demos medicação para controlar possíveis infecções, seu estado ainda é grave. Fizemos tudo o que podíamos fazer, agora só podemos esperar que as feridas internas cicatrizem e que ele não tenha nenhuma reação adversa ao remédio. – A informação atingiu a Camus como uma faca perfurando seu coração. Ele respirou fundo, controlando as lágrimas e com a voz embargada, perguntou:

- Eu posso vê-lo?

- Pode ir, mas não fique muito tempo. Ele precisa descansar. Vou pedir para a enfermeira levá-lo até o quarto. – Ele olhou para os amigos como se pedisse permissão e depois foi até onde Milo estava.

Quando chegou levou um choque. A imagem de Milo entubado, o fez estremecer. Sabia que o encontraria desse jeito, mas vê-lo foi bem pior. Respirou fundo e segurou o choro e o coração e se aproximou bem perto da cama. O único som ouvido era o dos aparelhos que o mantinham estável. Seu rosto estava tranquilo, sereno, como um anjo que não sabe dos riscos que corre. As lembranças da noite em que foi baleado atingiu a Camus de repente, ao perceber naquelas feições algo muito semelhante com o que viveu poucos instantes antes de ser amado por ele. Tinha algo de inocente e sofrido em seu rosto, e então o tocou com cuidado.

As lágrimas o desobedeceram e caíram em silêncio, sentindo no peito a impotência e a culpa por não tê-lo protegido, amado. Em sua cabeça, tudo o que viveram correu como num filme, todos os momentos, as alegrias, as tristezas, a dor, seu olhar por vezes safado, por vezes brincalhão. Seu sorriso aberto, espontâneo, de quem se orgulha de si mesmo, de quem enfrenta a vida e a ganha todos os dias. A sua voz levemente enrouquecida que ele tão bem sabia trabalhar para deixá-la sensual, ou até mais doce quando era necessário.

E de repente Camus percebeu em cada detalhe, em cada momento, em cada sorriso, em cada olhar, em cada nuance que o tornava único, percebeu um Milo completamente diferente. Longe do olhar turvado pelo rancor, pôde ver um menino brincando de amar, de ser amado. Ele era assim, jovial e corajoso. Levava todas as suas paixões a extremos perigosos, ele era realmente um escorpião, não negava o seu signo.

E aquela nova imagem do loiro o fez sentir-se rasgar por dentro, uma dor lancinante que ele não soube explicar. Não era homem de supertição, mas teve medo nessa hora. Ele sentiu as pernas bambearem e perderem as forças. Seu corpo tremeu e o ar faltou e ele praticamente caiu sentado na cama onde Milo estava.

- Milo... não morra, por favor... – Suplicou com a voz embargada, deixando as lágrimas correrem abundantes inundando a sua dor profunda, latejante, impossível de se controlar. Apertando as mãos contra o peito numa tentativa vã de aguentar toda aquela dor que parecia que iria consumi-lo por inteiro, corroendo-o por dentro, culpando-o e o martirizando até que ele não pudesse mais aguentar e morresse de tanta dor...

Ele chorou por horas, por horas intermináveis, até suas forças se esvaírem e ele adormecer ao lado de Milo. A enfermeira que deveria retirá-lo dali, ao vê-lo naquela comoção tão grande, um homem daquele tamanho chorar tão copiosamente, que a comoveu a ponto de decidir que ele ficasse ali por um tempo mais. Foi uma atitude impensada, pois a emoção poderia afetar Milo, mas ela sequer pensou nisso. Ela ficou tão compadecida dele que o deixou chorar toda a sua dor. Mas ela não esperava que ele fosse adormecer.

Depois de um tempo, Shaka conseguiu permissão para entrar. Na verdade, tanto Saga quanto Aioria e Marin tentaram sem sucesso retirá-lo de lá. A enfermeira, sabiamente, não quis obrigá-lo a sair dali, pois percebia que poderia fazê-lo mais mal do que bem. E Milo parecia bem e estável, não reagindo às lágrimas do ruivo.

Assim que Shaka chegou foi até o quarto. Encontrou Milo cheio de aparelhos, mas parecia sereno; Camus estava visivelmente acabado. Mesmo dormindo, podia-se ver que ele tinha chorado por muito tempo. O loiro suspirou compadecido e se aproximou, chamando-o baixinho.

- Camus? Camus? – O ruivo abriu os olhos lentamente, ainda confuso. – Acorde...

- Shaka? – Ele ainda estava confuso, mas não se lembrava de Shaka estar lá.

- Sim, amigo. Sou eu. Levante-se, por favor. – Ele ajudou o francês, que pela posição ainda estava dolorido, até ele sentar-se. Depois se pôs na frente dele. – Está bem? — Camus o encarou e logo depois desviou o olhar Milo. – Camus, vamos lá fora. Você precisa descansar, se recuperar. Imagina quando o Milo acordar, vai querer te ver bem.

- Eu quero ficar aqui com ele.

- Ele está descansando agora, sedado e ninguém sabe quando ele vai acordar. Vamos, você sabe que não pode ficar. – Tentou mais uma vez. Camus novamente olhou para Milo e acariciou seu cabelo levemente.

- Eu já volto... – Sussurrou e depois se levantou acompanhando Shaka. O loiro sabia bem que ele não o convencera a sair dali, o ruivo assim decidiu, talvez por estar exausto demais.

Eles saíram do quarto e foram direto para a cantina. Shaka pediu um café e um sanduíche leve para Camus, pois sabia que ele não devia ter comido nada, e para ele um chá de ervas doce.

- Eu estou sem fome... – Camus recusou.

- Coma um pouco pelo menos... – Shaka pediu.Camus olhou para o café e o aroma o fez querer sentir seu gosto. Ele gostava muito de café, então bebericou um pouco e sentiu-se um pouco mais disposto.

- Onde está seu pai? – Camus perguntou num tom baixo.

- Vim sozinho. – Ele respondeu simplesmente e abaixou o olhar para sua xícara assim que Camus o encarou interrogativamente.

- Ele deixou?! – Perguntou meio incrédulo.

- Na verdade, ele não sabe. – Continuou olhando para sua xícara. Camus achou tudo aquilo muito estranho, mas dessa vez não iria titubear em descobrir a verdade. Por Milo, ele iria descobrir toda a verdade.

- Conte-me o que está acontecendo. – Sua voz soou baixa, mas autoritária.

- Não está acontecendo nada... – Shaka interrompeu o que dizia pelo susto que levou com o soco que Camus deu na mesa.

- Não me tome por burro Shaka, eu sei que está acontecendo alguma coisa e você sabe o que é. Então me conte agora!

- Calma Camus... eu estou dizendo a verdade.

- Você nunca saiu sozinho...

- Eu sei... mas é que... – Shaka colocou suas mãos sobre a cabeça. – Não é só você que está confuso com essa história. Meu pai decidiu antecipar minha viagem, eu acho que está acontecendo algo estranho com ele, mas eu não sei.

- É melhor para ele que você descubra... – É claro que Camus interpretou isso como um sinal da clara ligação entre a tentativa de assassinato e a menção a Shion.

- O que quer dizer?

- Que se você quiser pode descobrir o que está acontecendo... Shaka, alguém tentou matar o Milo. E ele estava muito assustado, da primeira que eu o trouxe, ele estava tão assustado que eu nem o reconheci. Estão fazendo algo de muito errado com ele, e eu juro Shaka, juro que vou descobrir quem fez isso com Milo. Então é bom que você descubra logo, porque se eu descobrir que Shion tem algo a ver com isso, eu vou matá-lo. Isso é uma promessa Shaka.

- Camus... não diga uma coisa dessas! – O indiano realmente ficou assustado com as palavras do ruivo.

- Estou falando muito sério, Shaka. Eu vou descobrir e quando isso acontecer eu vou matar quem fez isso... – Shaka não disse mais nada, se encolheu um pouco e voltou a tomar seu chá. A postura estranhamente tranquila para quem estava fazendo uma ameaça daquelas o intimidou e ele, que já suspeitava do pai, ficou ainda mais temeroso. – Mas obrigado por ter vindo... – Camus falou amenizando o clima.

- Ah, não precisa agradecer. Eu fiquei preocupado com o Milo, mas parece que a cirurgia correu bem, não é?

- Sim, mas ainda precisa fazer alguns exames e ficar de observação. Os ferimentos foram graves.

- Mas eu tenho fé que ele vai superar isso. Ele é muito forte, vai sair dessa.

- Deu te ouça... – Camus sussurrou olhando para o nada.Minutos depois o celular de Shaka toca e ele se afasta um pouco.

- Alô?

- Oi, Shaka. Sou eu, Saga.

- Oi Saga! Estava mesmo querendo falar com você.

- Onde você está?

- Estou no hospital com o Camus. Consegui tirá-lo do quarto.

- Tudo bem, eu dou um pulo aí.

- Não, eu quero falar com você em particular.

- Está tudo bem?

- Eu não sei, espero que sim...

- Ok, logo estarei aí.

- Saga?

- Fale...

- Obrigado por tudo.

- Não agradeça Shaka... Está tudo bem, logo estarei aí.

- Obrigado. Até logo!

- Até... – Shaka voltou a sentar-se com Camus.

- Eu ouvi direito? Você estava falando com Saga?

- Sim, estava.

- Hun... não sabia que tinham se tornado amigos assim tão rápido!

- Bem, não é que ficamos amigos muito rápido. Mas ele tem me ajudado em algumas coisas.

- Que coisas? Quem sabe eu possa ajudar também. – Shaka sorriu.

- Meu pai quer me levar para a Índia. E eu não quero ir.

- Porque não? Deve ser uma viagem interessante.

- É, mas... não é uma viagem a passeio. Estou indo para me tornar um guia espiritual. É uma história meio longa... – Desconversou.

- Sou todo ouvidos. – Eles sorriram e Shaka contou toda a história sobre sua missão a Camus.

- Mas se você não se sente bem com essa missão, se não acha que é esse guia que todos pensam, então deveria falar a verdade e não ir.

- Deveria mesmo, mas eu não tenho coragem de decepcionar todos os que confiam em mim, eles depositam as suas esperanças em mim.

- E por isso mesmo você deve ser sincero, e não enganá-los sendo quem não é. – Shaka o encarou meio deprimido, chateado e confuso. Logo depois o médico de Milo apareceu.

- Senhor Camus? Venha, o paciente acordou. – Camus e Shaka e se entreolharam e logo seguiram o médico.

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- Onde você esteve? – Shion não demorou muito para perceber a transgressão de Shaka. E apesar de aquilo ter se tornado cada vez menor frequente desde que o filho deixou a adolescência, a intuição lhe avisava de que algo estava mudado na mente dele.

- Eu fui visitar o Milo... – Shaka parou seu caminho assim que se deparou com o pai. Não esperava encontrá-lo, pois a essa hora ele costumava trabalhar.

- Sem me avisar? Fiquei preocupado... você sabe que não deve fazer isso, Shaka.

- Sim, me perdoe pai. Mas o senhor estava trabalhando muito e eu estava preocupado...

- Com Milo? – A voz levemente indignada surpreendeu Shaka.

- Sim, pai. Preocupado com o Milo.

- Eu não entendo essa sua preocupação com aquele... homem! – Shion afastou e virou a cara para que o filho não visse sua expressão de desprezo.

- Devo me preocupar com todos, papai. Sabe disso!

- Não deve se aproximar dele...

- E porque não?

- Por que... – Shion respirou fundo e depois se voltou para encará-lo. – Porque estou dizendo. Agora vá, isso não será mais um problema. – Tentou sorrir. Shaka sentiu um calafrio estranho.

- Porque diz isso?

- Marquei sua iniciação para semana que vem. Todo o seu esforço e dedicação da sua vida finalmente começará a se concretizar nesse dia, meu filho. Finalmente você poderá tomar de uma vez o posto que é seu de direito. É chegado o momento da glória e do renascimento, seu e de todo o nosso povo. Portanto, prepare-se meu filho, porque daqui a uma semana você será o novo guia, o novo rei espiritual de toda aquela cidade! - Shion se aproximou e pôs as mãos no ombro de Shaka, que o olhava assustado.

- Tem... tem certeza disso? – A voz do loiro saiu fraca e vacilante, demonstrando todo o seu receio.

- Não tenha medo. Você nasceu para isso e está muito bem preparado. Tudo o que precisará fazer, qualquer dúvida, tenha certeza que o seu coração lhe dirá as respostas. – Shion sorriu exultante.

- Obrigado, pai. — Aquilo acalmou um pouco Shaka, fazendo-o sair em direção ao seu quarto, mas antes foi interrompido por seu pai.

- Shaka?

- Sim?

- Como está Milo?

- Estável, conseguiram tirar a bala do corpo dele e agora estão esperando para ver se ele vai ter algum problema.

- Certo, obrigado. – Shion sorriu, disfarçando sua raiva muito bem por trás do rosto de bom pai. Mas por dentro, estava nervoso e raivoso por Milo ainda estar vivo.

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Alguns poucos dias se passaram e Milo começou a reagir bem e, segundo os médicos, logo ele receberia alta. Camus pensava e interrogava a todos que conhecia na esperança de desvendar o mistério, mas nada ainda. Marin e Aioria se revezavam cuidando de Milo, para que nada e nem ninguém atrapalhasse a recuperação do loiro. Eles sabiam que Camus estava atrás das respostas e sem saber de toda a verdade, esperaram até que o escorpião se recuperasse para resolver o que fariam.

Minos por outro lado, sentia-se cada vez mais perto de descobrir todo o mistério. Sentado na mesa de seu escritório ele estava lendo um relatório detalhado que lhe foi enviado pelo detetive que contratou para ir até a vila para onde Shaka iria. As informações ali eram muito reveladoras e explicavam muitas coisas.

Com o documento em mão, usou seu lap top para mandar um email, requerendo contato com o homem mencionado no relatório. Logo depois, o seu empregado anunciou que a visita que ele tão ansiosamente aguardava estava à porta.

- Mande-o entrar. – Minos arrumou-se na cadeira e aguardou. Assim que o viu, sorriu.

- Boa noite senhor Minos.

Boa noite senhor Saga. Por favor, sente-se. – Eles se olharam e depois Saga aceitou o convite e sentou-se. Eles mantiveram um silêncio onde um analisava o outro, e nesse tempo Minos observou algo interessante em Saga.

- Confesso que estou curioso do convite. – O geminiano declarou enfim.

- Eu imagino... Bom, pelo que estou sabendo você é amigo do Milo, Camus e do Shaka desde muito tempo, apesar de na festa vocês terem demonstrado algo diferente.

- Do que está falando? – Saga ficou um pouco tenso e Minos percebeu.

- Nada de tão importante por enquanto. – Minos sorriu e ergue-se com um DVD em mãos. – A sua amizade com eles não é nada demais, o que me intriga é o que um homem como você poderia ter de relação com o senhor Shion... – Ele parou e ficou encarando Saga.

- Eu não tenho nenhuma relação com o senhor Shion.

- Mesmo? – Então ele colocou o DVD para tocar, onde aparecia Saga conversando com Shion. – Então quer dizer que este homem idêntico ao senhor... não é o senhor? – Saga estava assustado, com os olhos arregalados enquanto o ariano mantinha-se em silêncio por um tempo. – Não esperava que te filmassem?

- Senhor Minos... não é o que está pensando.

- Oh, eu não estou pensando nada... na verdade o problemão nem é esse. Ruim mesmo seria o Sr. Shura Aguille, o investigador da tentativa de assassinato visse isso. Aí sim as coisas realmente ficariam muito feias.

- O senhor vai me entregar?

- Eu vou repetir a minha pergunta, quem sabe assim possamos recomeçar bem: Senhor Saga, o que um homem como o senhor está fazendo com o Sr. Shion, declaradamente inimigo de Milo, no mesmo dia em que ele sofreu uma tentativa de assassinato? – Saga estava tremendo levemente e com a respiração alterada, mas antes que ele pudesse falar algo, Radamanthys entrou no lugar.

- Desculpe, senhor. Mas tenho algo importante para o senhor. – Ele então entregou outro documento para Minos, que o analisou atentamente.

- Muito obrigado, Radamanthys. Senhor Saga, acho que sua amizade anda fazendo mal para sua família. – Saga franziu o cenho.

- O que quer dizer?

- Veja com seus próprios olhos. – E entregou o documento para ele, que arregalou os olhos. – Reconhece o seu irmão?

- Kanon...

- As equipes da polícia estão muito boas. Este é o homem que tentou matar Milo. A arma que estava com ele é a mesma que serviu para atirar em Milo... Além disso, a empresa de celular nos informou alguns números interessantes. Ele ligava muito para você e também para... o Senhor Shion... Isso seria acaso, senhor Saga? – O geminiano olhou para Minos e vencido, confessou:

- Não, meu irmão tentou matar Milo.

Continua...