Manual de Sedução Ii - do You Love Me?

10 Capítulo 10 - A festa - o início


Shion não poderia ter ficado grato a Milo, senão ele não teria tantas reservas com Milo. Segundo Shion, suas reservas são fundamentadas pelo comportamento promiscuo do escorpião em sua adolescência, então como ele teria ficado grato? O mais lógico seria ele pensar que Milo levara o loiro indiano para a casa de Show e não acreditado na história.

Com certeza a resposta estava com Shion e nessa festa não poderia chamar apenas Shaka. Pensando nisso, Camus guardou novamente as fotos em seu bolso e ligou para o escritório de seu sócio-amigo.

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Impecavelmente vestido num terno armani preto risca de giz, camisa preta e gravata cinza claro e lenços brancos elegantemente dispostos sobre o bolso, com os longos cabelos loiros amarrados num baixo rabo de cavalo, Milo chegou ao casarão de Camus conforme o combinado no dia anterior. O loiro levou algum tempo até tomar coragem para entrar, sentindo-se incomodado por aquele lugar trazer a lembrança da experiência que vivera ali há tão pouco tempo. Respirando fundo, fechou os olhos ajeitando a sua já impecável roupa e depois entrou no casarão, tentando manter-se calmo e altivo dentro daquele lugar.

Andava suave como se ali fosse a sua própria casa, ignorando as batidas descompassadas do seu coração e o suor frio que se formou em suas mãos. Encontrou o ruivo em sua biblioteca e não se intimidou em entrar, ou pelo menos até a porta. Escorou-se no batente ensaiando um meio sorriso, que acabou parecendo meio forçado, e cruzou os braços sobre o peito sem nada dizer, mas impondo sua presença, encarando aquela figura analisando atentamente algum papel, sentado naquela mesa, aquela mesa que lhe dava uma gastura estranha. Fechou os olhos momentaneamente, sentindo um embrulho no estômago, mas se manteve inerte aguardando Camus.

É claro que sua presença foi notada por Camus, e assim que o viu, elevou os olhos discretamente para ele, sentindo-se igualmente incomodado com sua presença ali, principalmente quando o viu fechar os olhos. Sentiu-se estranho, incomodado por vê-lo ali novamente, mas preferiu ficar calado. Porém algo de estranho o fez erguer ainda mais a cabeça:

– Você está discreto. Pelo visto não quer aparecer muito essa noite. – Camus comentou observando que Milo, desta vez, não abusou tanto do próprio charme e fez até questão de ficar parecido com o protocolado vestuário dos grandes empresários. Milo olhou para suas roupas e sorriu.

A festa não é minha... Não quero apagar o brilho do anfitrião.– Sem saber muito bem o que dizer depois disso, preferiu voltar seus olhos para o documento que analisava, tentando fugir daquela sensação incomoda que ele não sabia exatamente o que era. Talvez fosse culpa. Quando Milo abriu os olhos e aquela sensação já tinha amenizado. Olhou atentamente para o ruivo, mas este estava imerso em papéis e não comentou nada a respeito de sua presença.

O loiro passou muito tempo pensando no que deveria fazer com relação as fotos. Se perguntasse por elas, teria que explicá-las; Se não perguntasse, correria o risco de Camus usá-la e assim as perderia. Quais seriam as chances de serem as fotos da qual lhe foram roubadas pelo ruivo? O loiro mordeu levemente o lábio inferior, seria arriscado perguntar.

Algo importante? – Arriscou. Mas Camus não estava disposto a colaborar. Camus o olhou e logo depois se levantou.

Nada demais, coisas do trabalho. – Estranhamente amassou o documento numa pequena bolinha de papel, jogando-a numa lata de lixo. Milo riu um pouco e o viu se aproximar.

Não precisava jogar fora apenas para me mostrar que não tem importância. – Comentou olhando-o fundos nos olhos.

Aquele documento não me era mais útil. –Comentou displicentemente, ignorando a provocação do loiro.

Certo. – Milo rendeu-se observando Camus dirigir-se até um cômodo e pegar um envelope. Reconheceu-o de imediato.

– Isso é seu. – Camus aproximando-se do loiro e entregando-o. Milo ficou encarando o envelope fazendo inúmeras considerações sobre essa atitude de Camus. Depois direcionou o olhar para o ruivo que mantinha um semblante calmo.

– Eu não me lembro de ter deixado essas fotos com você. – Milo comentou enquanto guardava as fotos em seu bolso.

Não deixou. Eu as encontrei quando caíram no chão. Você se apressou tanto para me encontrar na porta daquele hotel que se esqueceu de fechar sua mochila. – Camus disse colocando as mãos no bolso. Milo ficou encarando-o por um tempo. – Não se preocupe, não vou esperar uma resposta sobre o porquê de você manter fotos de sua casa sendo assaltada. Até porque sei que não terei essa resposta... – Disse em resposta ao olhar de Milo.

Eu agradeço. – Milo disse simplesmente por não saber o que dizer. Respirou fundo e tentou mudar o assunto. – E então, o que estamos esperando? A festa já deve estar começando... – Camus olhou em seu relógio de pulso e respondeu.

Estou esperando Saga. Ele já deve estar chegando... – Milo franziu o cenho, estranhando.

– Saga? Nosso antigo colega de classe?

– Sim, é ele mesmo.

– Hunn... e ele também foi convidado?

– Não, mas eu liguei para o Sr. Minos pedindo que o convidasse. Eu não gosto muito desses eventos aristocráticos, como você sabe. – Camus ia dizendo displicentemente, às vezes lançando olhares para o nada, passando o dedo levemente pelo nariz, como quem não quer nada. – Então pedi que ele fosse para me fazer companhia, afinal eles não estão fazendo tanta questão assim de só comparecerem aristocráticos, já que nos convidou também.

– Ah... entendo. Bom, imaginei que a sua companhia desta noite fosse eu, é bom saber que estou livre. – Milo disse ironicamente sem esconder seu ciúme. Camus riu um pouco.

– Você sempre esteve livre Milo, independente de quem esteja ao meu lado. Além do mais, uma companhia não exclui outra de forma alguma. — Disse enquanto encaminhava Milo até a sala.

– Bom... você poderia pelo menos ter me avisado que ele iria.

– Perdoe-me, mas eu tomei essa decisão muito em cima da hora. – Camus dizia enquanto pegava um pouco de uísque e ofereceu ao loiro.

– Você não devia beber, você vai dirigir.

– É só um gole, não se preocupe.

– Hunnn... Me diz uma coisa... desde quando vocês voltaram a se ver? Que eu saiba vocês não mantiveram contato nesses últimos anos. – Disse aceitando o copo oferecido.

De fato, depois que terminamos nosso relacionamento eu não o vi mais. Mas resolvi procurá-lo por esses dias. – Disse olhando fundo nos olhos do loiro. Viu-o abrir a boca levemente, por o espanto que viu nos olhos do loiro foi muito breve, pois logo ele fugiu do olhar analítico do ruivo.

– Vocês tiveram um relacionamento? – Milo não escondeu sua surpresa.

– Namoramos por um ano depois que saí do colégio. Mas não deu certo, esse foi um dos motivos que me fizeram ir estudar na França. – Camus disse, não era totalmente mentira, mas também não era totalmente verdade.

E porque não deu certo? – Milo perguntou voltando a olhar para Camus.

Porque eu não o amava como ele merecia... – Camus respondeu sem dar muita importância. Milo sorriu.

Ele sempre sentiu algo mais por você, nem sei por que me surpreendi. Já imaginava que ele fosse correr atrás de você na minha ausência... – Recordou-se.

– Ele sempre foi um bom amigo...

– É... e pelo visto agora você sentiu vontade de retomar essa... antiga amizade! Estou certo? – Milo perguntou de modo afetado, não conseguindo esconder o seu ciúme. Mas Camus não se abalou.

Está sim. Na verdade eu nunca deixei de falar com ele totalmente, ainda nos falávamos apesar de muito esporadicamente, mas resolvi mudar isso e também por isso quis convidá-lo para essa festa. – Respondeu tranquilamente. Logo depois ouviram a porta de entrada abrir e lá estava Saga.

Boa noite a todos. – Saga chegou cumprimentando aos dois e observando o olhar sério de Milo. Sorriu. – Milo! Quanto tempo! Como vai? Soube que foi parar no hospital... – Perguntou indo em sua direção e estendendo a mão para um cumprimento. Milo olhou-o por um momento antes de aceitar o cumprimento e sorriu.

– Sim, faz muito tempo mesmo Saga. Estou muito bem, foi apenas uma crise de estresse. E você, como está?– Cumprimentou demonstrando uma tranqüilidade que não sentia.

– Estou bem, muito bem. – Saga riu. – O Camus te disse que eu também vou à festa?

– É... ele me disse agora a pouco. – Disse um pouco mais baixo incomodado com a troca de olhares de Saga e Camus.

Não imagino o que o Sr. Minos está querendo misturando burgueses e plebeus, mas seja o que for deve ser interessante.

Eu também estou ansioso para saber qual o motivo disso... – Camus comentou deixando seu copo no bar. – Bom, agora que estamos todos aqui, já podemos ir. – Eles concordam e acompanham o dono da casa até seu carro. Ao chegar ao automóvel, um impasse: Quem ocuparia o banco carona ao lado do motorista? Saga e Milo se entreolharam e o geminiano parou em frente à porta e fez um gesto com a mão oferecendo a vaga.

– Fique a vontade. – Milo disse e entrou no carro pelo banco de trás, batendo a porta com força. Saga riu um pouco e se sentou ao lado de Camus que dirigia. O ruivo ouviu o som da porta de Milo e olhou pelo retrovisor.

– Está tudo bem? – Perguntou estranhando a cara amarrada do outro.

– Está tudo ótimo! – Comentou Milo olhando pela janela. – A propósito, e o Shaka?

– Ele vai com o Shion... – Disse colocando o carro em movimento.

– Você tem certeza disso?

– Sim, tenho. Eu liguei para eles e confirmaram presença.

– Esse Shaka é aquele loiro indiano que estudou conosco? – Saga perguntou.

Ele mesmo. – Camus respondeu.

Hunn... então ele deve estar mudado, lembro-me pouco dele, mas lembro que ele era extremamente avesso a festas.

– Ele continua avesso a festas, só que essa festa é especial, por isso ele vai.

– Porque essa festa é especial?

– Eu não sei ainda... – Camus respondeu olhando Milo pelo retrovisor, mas este nada disse.

Depois desse comentário, o caminho até a festa foi muito silencioso. Nenhum deles proferiu uma única palavra. Enquanto os homens da frente divagavam em suas mentes sobre a festa, Milo se sentia cada metro percorrido ainda mais ansioso e tenso. A verdade é que Shaka era sua última esperança. Estava com medo sim, com medo do que poderia acontecer, com medo de ficar sozinho, de acontecer alguma coisa com ele, ou com Camus. Sabia que estaria sozinho naquela hora e só poderia contar com o Sr. Minos, mas será que poderia confiar nele? Nessa hora, sentiu arrependimento por ter pedido para Aioria levar Marin e Ana para fora da Grécia, mas não podia pensar assim, tinha que preservá-los.


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Flash Back

O que?? Eu não vou te largar sozinho aqui Milo! Não mesmo! Se quiser, peço para Marin sair do país e levar Ana, mas eu vou ficar com você!! – Aioria gritava com Milo.

Por favor, Aioria! Escute o que estou dizendo! Preciso que você vá com elas para protegê-las, porque eu não duvido na possibilidade do Shion ir atrás de vocês! Elas não sabem o quanto ele é perigoso e não vão saber se livrar dos homens dele, você precisa estar com elas!

Mas e você? Quem vai proteger você?

– Estarei com o Camus...

– Grande porcaria! Ele não serve pra nada!

E também estarei com o Shaka, Minos...

– Você confia nesse tal Minos?

– Eu não sei, acho que sim, mas mesmo assim é a minha única chance! Não tenho outra escolha...

Eu não gosto disso Milo! Eu não quero deixar você sozinho, não com esse louco psicótico atrás de você!

Olha, eu sei que é perigoso, mas você precisa pensar nas meninas. Eu o conheço e tenho conseguido escapar dele, mas elas não vão conseguir... por favor, Aioria! Eu prometo que vou ficar bem! – Aioria virou o rosto, não queria dar o braço a torcer, mas realmente elas não teriam a menor chance sem ele.

Mas eu acho isso muito perigoso, Milo.

– Eu sei que é, mas é muito mais para elas. Pensa bem! – Aioria suspirou.

– Eu vou, mas ficaremos fora por pouco tempo...

– Certo. – Milo sorriu aliviado.

E vou ficar te ligando toda hora... vou encher seu saco! Nem adianta reclamar! – Ele disse apontando o dedo para Milo, que não ligou.

Tudo bem...

– E se você não me responder em 6 horas eu estarei de volta! E vou...

– Aioria! – Milo riu. – Calma, meu amigo. Eu vou ficar bem... – Ele disse de modo terno para o amigo. – Obrigado.

Fim do Flash Back

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Milo sorriu discretamente ao lembrar-se da conversa que teve com o amigo. Nesse momento eles já deviam estar na Inglaterra, país em que Marin tinha família, pensou. O som de seu celular despertou-o de suas memórias e ele checou-o, verificando que recebeu um sms de Aioria dizendo que já tinha chegado à casa dos tios de Marin, em Londres. Sentiu algo contraditório em seu coração: por um lado estava aliviado por seus amigos estarem em segurança; por outro estava inseguro pelo o que estava por vir.

Chegamos. – A voz de Saga despertou de seus devaneios e direcionou seu olhar para a grande e luxuosa mansão logo a sua frente, além de uma fileira de carros luxuosos logo a sua frente. – Nossa, a casa é realmente magnífica!– Saga comentou estupefato pela grandiosidade do local.

– Realmente, o homem não deixou por menos e fez algo espetacular! – Camus comentou enquanto seguia a fileira de carros de luxo para estacionar. Milo apenas ficou calado, olhando tudo ao redor para ver se encontrava alguém conhecido, mas ainda não.

Levaram cerca de 20 minutos até conseguirem um chofer, poder sair do carro e entrar na mansão. Camus foi andando com Saga ao seu lado, conversando sobre a beleza e grandiosidade do lugar, enquanto Milo os acompanhava indo logo atrás deles. Ao contrário dos outros, Milo estava tenso e muito mais atento às pessoas do que as coisas.

Para sua sorte, parece que nem Shion e nem Shaka estavam presentes, isso lhe dava uma vantagem de ser descoberto apenas quando desejasse. Procurou por entre as pessoas que conversavam polidamente, o anfitrião, mas ele também não estava por ali. Eles então resolveram parar em um canto e tomar uma taça de champagne trazido pelo garçom.

Eu espero que ele tenha um bom motivo para ter nos convidado. Acho isso tudo tão esplendorosamente falso! – Disse Camus, sentindo-se até enojado por tanta gente rica que nada se importava com os pobres mortais. Saga riu e comentou:

– Olha Camus, não quero ser estraga prazeres, mas sua condição financeira não te coloca muito longe desses homens não.

– Financeiramente, talvez não. Mas não compartilho das idéias e nem da forma de encarar a vida.

– Não acha que seja exatamente por isso que ele te convidou? Por você ser um empresário que ajuda instituições carentes, e por estar tão envolvido em causas políticas? Por causa do seu estilo diferente dos demais!

– Impressionante a sua perspicácia, rapaz! – A voz altiva do homem não deixou dúvidas. – Exatamente! Prazer, senhor Camus. Eu sou Minos de Griffon! – Disse apertando a mão do ruivo e depois direcionou o olhar para Saga. – Você está correto. Convidei-o, senhor Verseau, pois ouvi muito falar do novo empresário de estilo arrojado que tenta quebrar... como vou dizer... as regras do jogo, e faz do mundo dos negócios o seu próprio parque de diversões! – Minos dizia num tom controlado, mas não escondia sua admiração. Mas tanto Milo quanto Saga encararam o ruivo, desconhecendo esse lado do francês.

– Receio que todos esses boatos sejam apenas boatos exagerados. Eu apenas faço a minha parte como cidadão. – Camus comentou sem muita empolgação.

– Não é o que escutei de você, rapaz! Nos últimos tempos não se fala em outra coisa além do homem que desestrutura todos os protocolos, refaz a forma de negociar, sempre objetivando algo além do próprio lucro. De fato, observei que você ergueu um império muito maior daquele que foi lhe deixado e de uma forma bastante... peculiar.

– Então foi por isso que me convidou? Pelo que dizem a meu respeito? – Camus perguntou.

– Também. Devo confessar que fiquei curioso em conhecê-lo e, quem sabe, até mesmo podemos fazer negócios juntos.

– E qual o seu ramo?

– Eu trabalho no ramo imobiliário. – Camus estranhou.

– Sinto muito, mas este não é o meu negócio.

– Eu sei, mas eu tenho outros planos. Gostaria que conhecesse umas pessoas... – Minos estava comentando, mas acabou se calando quando, observando que de repente o salão ficou silencioso, olhou na direção onde todos olhavam.

Na direção da porta entravam Shion e Shaka, mas sem sombra de dúvida era o indiano que estava atraindo tamanha atenção. Todos se calaram diante da visão iluminada do loiro, vestido num impressionante sári, luxuoso e em pedrarias, muito diferente do que ele estava acostumado a vestir. Provavelmente aquela roupa foi escolhida pelo Shion, pensava Camus, pois sabia bem que ele não gostava de se vestir assim.

Mas se a intenção dele era fazer Shaka parecer um Deus, ele acertou em cheio! Além do magnetismo natural do loiro, a sua roupa lhe dava um ar ainda mais sobrenatural, tão lindo quanto um Deus, e tão iluminado e pacifico quanto um Buddah. Eles começaram a caminhar lentamente entre as pessoas que se afastavam e admiravam a beleza e a sublime presença do mais jovem. Em seus olhos, não se via a arrogância de quem sabe ser o centro das atenções, de quem arranca admiração dos demais, e nem mesmo a vergonha de quem não suporta tanta exposição. Shaka caminhava exuberante, como se estivesse em seu próprio jardim de flores, sem ser incomodado por nada.

Saga, que até agora não tinha visto o loiro, ficara realmente impressionado. Tanto que não conseguia desviar os olhos do loiro. Lembrava-se vagamente dele, mas não tinha noção de sua imponência, de sua beleza, de seu magnetismo. E foi sentindo-se fraco e bambo à medida que ele se aproximava.

Quando seus olhos se cruzaram, Saga sentiu um arrepio correr por seu corpo e ofegou. Que energia estranha era essa, que o fazia querer reverenciá-lo a todo tempo? E porque aquele loiro também não desviava o olhar, fazendo com que penetrasse cada vez mais além no poço fundo dos seus olhos.

Camus... – Shion cumprimentou encontrando o amigo.

Olá Shion, Shaka. – Camus devolveu o cumprimento, mas o loiro nada disse. Estava olhando curioso ao homem que o olhava com tanto afinco. Shion parou para observar Saga e franziu o cenho.

Juro que desconfiei que traria Milo junto com você. Fico feliz de ter me enganado. – Ele comentou e Camus correu o olhar discretamente ao seu redor e percebeu que Milo não estava mais ali. – Sr. Minos, a sua casa é realmente grandiosa. Fico feliz de poder participar desse evento tão importante para a nossa sociedade. – Minos o encarou de volta e sorrindo, respondeu:

– O prazer é todo meu, Sr. Shion Lamure!

Continua...

Notas finais
N/A: Antes que me fuzilem ou declarem amor eterno a minha pessoa por causa do encontro impactante entre Shaka e Saga, eu digo que: muita calma nessa hora!!!