Manual de Sedução Ii - do You Love Me?

1 Capítulo 1 - A volta de Milo - Prológo


Notas iniciais
Oláa!!!! *sorrisinho sem graça se defendendo com o escudo do dragão* rs, pois enfim a segunda temporada! Primeiro os avisos aos leitores de primeira viagem: Bem, essa fanfic é uma continuação de outra fic, Manual de Sedução por Milo Seferis, e portanto creio que você precisará ler a primeira temporada para entender algumas coisas que apareceram e que ainda vão aparecer nesta temporada. No mais, é aproveitar. Aos meus leitores da primeira temporada: Me perdoem o atraso, deixei a justificativa no meu perfil e também quem estiver acompanhando meu twitter deve saber. Meu pai está doente e tive uma crise enorme de criatividade que travou esse primeiro cap, sem falar na imagem da capa. E por falar nisso, gostaria de agradecer a todos que entraram em contato com imagens belíssimas dos dois e aí está! Não tenho certeza se esse presente veio da Minos de Griffon ou da Kamy_Jaganshi, mas mesmo assim agradeço as duas e também a Naya Yukida, Myhro, Ookami e todos que colaboraram pela ajuda para ter a imagem perfeita para capa. ^^ (pelo menos no meu ponto de vista rs) Também gostaria de pedir que não me matem, mas eu não vou ter agilidade na atualização da fic. Estou com problemas pessoais em casa, meu pai está doente, preste a fazer uma cirurgia e minha criatividade anda me deixando na mão. Não sei o que deu para esse surto e conseguir terminar esse cap, mas não garanto agilidade. E me desculpem os erros, eu não tenho beta e sou péssima nisso. Bem, eu acho que é só isso.. rs. Enfim, muitos beijos e boa leitura a todos!

Era tarde da noite quando Shion saiu de seu carro foi avisado por seus seguranças da presença de Milo no outro lado da rua. Com um leve sorriso de escárnio nos lábios direcionou seu olhar para onde o loiro estava e logo seus olhares se cruzaram, febris. Jamais poderia esquecer aquele olhar, mesmo que agora estivesse inflamado pelo ímpeto do reencontro esperado. E mesmo que Milo quisesse negar, aquele homem ainda lhe causava arrepios. Aqueles olhos serenos escondiam uma face tenebrosa que lhe despertava a pior das sensações. Mas manteve-se firme diante daquele olhar, com os braços cruzados sobre o peito arfante e coração acelerado, desafiando-o no mesmo tom, pois agora era um homem e diferente do garoto outrora abusado por aquele homem de nobre veste, não mais se deixaria levar pelo medo.

Mas aquele não era o momento para divagações do passado e Shion ignorou o olhar desafiador que lhe era direcionado e seguiu em frente, adentrando ao prédio da Mundus* sendo acompanhado por um jovem de longos fios loiros e veste simples, praticamente um monge, contrastante com o homem que acompanhava. O habitual ar de superioridade do ariano intimidava os funcionários do local. Certamente os que estavam presentes nunca tinham presenciado tal sistema de segurança. Este era de fato, um homem da mais alta importância acompanhado de um dos homens mais belos que poderiam ver diante de si, apesar da parca vaidade ser notada com clareza por qualquer um que dedicasse um pouco mais de atenção ao loiro de cabeça levemente baixa e olhos cerrados.

- Bom dia. Tenho uma reunião marcada com o Sr. Camus Verseau. – Disse para a recepcionista num baixo, porém firme tom de voz, demonstrando toda a sua personalidade forte e austera.

- Sim, senhor. Só um instante. — O homem de terno alinhado e cercado por seguranças consentiu com um leve movimento de cabeça enquanto analisava o ambiente. As pessoas estavam demasiadamente agitadas, pensou. Provavelmente seu sistema de seguranças as afetava.

- Senhor? – Ouviu a voz melodiosa o chamar. – O senhor Camus irá atendê-lo em sua sala. É por aqui. – A jovem de cabelos longos e pretos o levou até o elevador. Os seguranças, porém, ficaram no primeiro andar, a pedido do próprio Shion que resolveu ir sozinho com seu filho até a sala do aquariano. Dois toques no telefone foram suficientes e Camus já saia de sua sala para perto de seu mais novo sócio e amigo.

- Shion! – Camus anunciou sua presença aproximando-se dele. Apertaram as mãos num cumprimento formal, mas amistoso. – Por favor, traga café para nós dois. — Pediu à secretária, levando o ariano para sua sala.

Enquanto isso, do lado de fora da Mundus, Milo continuava a observar a movimentação que a presença de Shion causava nos arredores da Mundus. Não pôde deixar de pensar que se não fosse por tais homens, ele já estaria morto, pela quantidade de inimigos que não conseguiu abater. Arrastavam-se por sua sombra muitos homens que dariam a vida por sua vingança e Milo sabia bem disso, porém ele também era um dos que ardiam em ódio e desejo de vingança. Mas não só isso o movia em direção a essa arriscada vigília.

- Fez boa viagem? – Perguntou o amigo Aioria enquanto trazia um copo de café bem quente. – Imagino que não. – Emendou enquanto via o amigo pegar o copo sem ao menos olhar para ele, tal era sua fixação a imagem da janela da sala de Camus.

- Ela está lá? – Perguntou ignorando a perguntou do amigo.

- Sim, ela acabou de vê-los passando pelo corredor da sala do Camus. – Disse enquanto esquentava o corpo tomando seu café. – Não vai tomar? – Disse olhando para o café do loiro. O loiro encarou sério o amigo, que fez sinal de rendição.

- Ok, vou falar com ela! – Disse enquanto pegava o celular. – Não creio que vá dá certo, mas...

- Apenas faça Aioria.. – Milo disse enquanto dava seu primeiro gole no café.

- Ok... já estou indo. – Rendeu-se por completo.

Na sala de Camus porém, apenas o loiro sabia da presença de Milo do lado de fora do prédio, mas isso não o incomodava nem um pouco.

- Ao que parece a Mundus está progredindo muito, Camus. – Disse admirando a imponente sala e retirando o blazer do terno.

- Sim, felizmente os negócios estão andando muito bem. – Sentou-se indicando ao sócio e ao loiro que também sentassem. No meio das pilhas de papéis que se formavam na mesa de Camus, pôde-se notar certa ironia em sua expressão. – Os investimentos não param de crescer, principalmente depois do contrato que assinamos. – Shion sorriu de lado, fechando os olhos e concordando.

- Como vai Shaka? – Finalmente se voltou para o amigo de longa data.

- Muito bem, Camus. Obrigado. E você? – Perguntou cordialmente.

- Bem também. E então Shion, a que devo essa reunião extraordinária e ainda por cima no prédio da instituição? Confesso que não entendi os motivos que o levaram a querer um encontro a essa hora.

- Pedi essa reunião Camus... porque há alguns assuntos que eu gostaria de tratar-lhe e que é de seu interesse pessoal e imaginei que aqui seria o lugar mais apropriado. A sua empresa é um local um tanto quanto... freqüentado demais e não gostaria que tais assuntos acabassem por ser ouvidos por pessoas indiscretas. - Nesse momento toques na porta são ouvidos e Camus ordena que entre, imaginando que seja sua secretária com o café.

- Com licença. – Mas para a surpresa de Camus, quem entra na sala com o café é Marin.

- Marin... o que...? – O ruivo perguntaria, mas ela logo o interrompe.

- Resolvi liberar logo os funcionários, Camus. Já está tarde e não gosto que fiquem até altas horas da noite, você sabe. – Ela explicou enquanto oferecia o café. – E como sabia que tinha pedido café a June, resolvi que eu mesma poderia fazê-lo e a liberei.

- Não precisava Marin... – Camus tentou protestar, mas Marin o interrompeu novamente.

- Não se preocupe Camus, não há nada demais com isso. Não me incomodo. – Assim que Marin entrega o café para Shaka e este finalmente abre seus olhos e a encara com uma profundidade que ela se perde na imensidão se sentimentos que são os seus olhos.

- Seus olhos são tão expressivos. – Ele diz de forma suave, praticamente adivinhando os seus pensamentos.

- Os seus também, seus olhos trazem muito paz. – Ela responde sincera. Ele sorri e volta a fechar os olhos e se volta para seu pai.

- Pai, gostaria de pedir permissão para acompanhar Marin e assim conhecer melhor o prédio da instituição e seu projeto. Sabe do meu gosto por essas instituições filantrópicas. – Pediu com reverência e Marin estranhou o modo como aquele homem se reportava ao seu pai, mas nada disse. Shion olhou para a jovem e não identificou nada que indicasse algum perigo, e então olhou para Camus que acenou positivamente com a cabeça, convencendo o ariano.

- Bem, se você deseja. – Enfim deu a autorização e Shaka, cumprimentando a todos, saiu da sala seguindo Marin. Ao se afastarem um pouco da sala, Shaka pára e pergunta a Marin.

- E então, o que queria me dizer que meu pai não poderia saber? – A ruiva, ainda confusa com a perspicácia do loiro, finge-se de desentendida.

- Como?

- Marin, devo dizer que sou o tipo de pessoa que entende bem a linguagem dos olhos.

- E o que meus olhos dizem agora? – Ela pergunta encarando-o, indagando para si mesma como ele poderia dizer isso se passa a maior parte do tempo com os olhos fechados.

- Dizem que você tem algo de muito importante a me falar e que não foi para levar café que você entrou naquela sala. – O palpite certeiro assustou Marin, que confusa, pergunta.

- Como pode dizer isso? Como sabe ler meus olhos se mantém os seus fechados? – Shaka sorri e ao se aproximar bem dela, abre-os novamente encarando-a significativamente e depois responde.

- Não é preciso estar sempre com os olhos abertos. Aliás, por muitas vezes, menos podemos ver quando nossos olhos estão abertos.

- Como pode? – Ela pergunta mergulhando naqueles olhos tão profundos quanto o oceano.

- As coisas mais importantes da vida não podem ser vistas com os nossos olhos. – Ele responde e finalmente fecha seus olhos novamente. Ela parece refletir sobre o que ele diz e, depois de um tempo, diz se afastando e indo para a janela olhando para fora.

- Bem, talvez então você saiba o que os olhos dele querem dizer. – Sem entender muito bem o que ela tinha acabado de dizer, Shaka vai até a janela e então vê Milo e um outro homem lá em baixo, olhando para eles.

- Milo... – O loiro murmurou enquanto observava aquele homem que um dia pensou que nunca mais iria encontrar. Ele estava lá, um pouco mais velho, mas exatamente como se lembrava, só que um tanto mais sisudo do que se lembrava, marcas de uma vida difícil, imaginou.

- Ele quer falar com você. – A ruiva o chamou lhe entregando um celular. Em poucos segundos já estava ouvindo novamente aquela voz.

- Há quanto tempo, não é mesmo, Shaka? – A voz de Milo entra em seus ouvidos e sem mais poder duvidar, diz:

- Milo...

Enquanto isso, dentro da sala, Shion não poderia imaginar com quem seu filho estava conversando, mas sua intuição lhe alertava sobre o perigo de deixar Shaka muito tempo sozinho, principalmente com Milo do lado de fora do prédio.

- Não se preocupe, ela é de confiança. – Camus percebeu a preocupação do ariano e tentou tranqüilizá-lo. Sabia da preocupação excessiva de Shion sobre seu filho. O ariano então lhe sorriu.

- Eu acredito. Na verdade foi até bom, pois não queria que Shaka ouvisse o que tenho a lhe dizer. – O ruivo franziu o cenho e se ajeitou melhor na cadeira.

- Confesso que achei suas palavras muito estranhas. Não imagino o que você tenha a me dizer que seja de meu interesse pessoal.

- Na verdade nem eu mesmo imaginei que um dia eu teria que ter esse tipo de conversa contigo, mas... – Fez uma pausa um tanto dramática o que leva uma sensação estranha a Camus. – Enfim, é preciso que eu lhe diga o que está acontecendo Camus.

- Então diga logo... – Pediu já impaciente.

- Deve saber das minhas reservas quanto ao seu amigo Milo.

- Sim, eu sei. – O aquariano se sentiu desconfortável com a menção do escorpiano, mas deixou que ele prosseguisse.

- Pois bem, ele tentou entrar contato com o Shaka essa semana. É claro que não permiti. Você bem sabe os motivos que tenho para me certificar que esse homem fique bem longe de meu filho não é mesmo?

- Sim... – Camus sentiu suas pernas bambas e o coração acelerar. Isso significava que Milo tinha voltado de viagem.

- De início eu não entendi muito bem os motivos que o levaram a, depois de tanto tempo, procurar o meu filho, mas depois de muita reflexão penso ter chegado a uma conclusão. – Disse enquanto se levantava e se direcionava até a janela para, discretamente, observar onde e o que Milo estava fazendo. O viu falando ao celular, sozinho.

- E a que conclusão chegou?

- Você.

- O que? – Camus pensou realmente que não tinha entendido o que o seu sócio tinha dito.

- Creio que você seja o motivo. Ou qual razão ele teria para estar aqui a uma hora dessas? – Perguntou enquanto olhava para a rua.Camus não entendeu, mas rapidamente se levantou e foi até a janela e se assustou ao se deparar com Milo do lado de fora.

- Milo... o que.. o que ele faz aqui. – A pergunta saiu como uma retórica, mas mesmo assim Shion resolveu responder.

- Ele está nos seguindo... desde a assinatura do contrato. – Disse enquanto voltava para sua cadeira e pegava suas coisas.

- Isso não é possível, o Milo viajou no dia em que assinamos aquele contrato. – A lembrança daquele dia o assolou e ele fechou os olhos com força, tentando conter a comoção.

- Bom, então eu acho que ele mentiu para você, de novo, pois tenho certeza que ele está nos seguindo desde então. – Shion disse tranquilamente enquanto vestia o blazer. A informação caiu como uma bomba, apesar de saber que Milo não passava de um mentiroso. – Camus, eu não confio nem um pouco nesse homem, mas devo lhe pedir que interceda por meu filho. Não quero ter que tomar atitudes mais drásticas, mas o farei se for para proteger o Shaka. – Ele disse colocando as mãos no ombro do aquariano.

- O que? Acha que posso fazer alguma coisa? – Perguntou confuso.

- Bem, se é por sua causa que ele está nos seguindo... é uma tentativa, não acha? – Disse enquanto saia da sala de Camus, o deixando atordoado enquanto observava Milo falando ao celular.

Continua...

Notas finais
* Mundus é uma instituição filantrópica. Mais informações em Manual de Sedução por Milo Séferis, (Sim, Seferis é da Sion Neblina, bem como Verseau é da Lua prateada). http://www.fanfiction.com.br/historia/119953/Manual_De_Seducao_Por_Milo_Seferis