Manual Das Fraldas

5 Seis meses e contando...


Notas iniciais
Dose de doçura do dia chegando. Inclui flashbacks fofinhos.

Quando os cinco meses chegou para as garotas, Anna e Steve tiveram que se sentar com os pais dela. Gibbs tinha algumas reservas ainda sobre o genro.

Mesmo que Steve estivesse lidando muito bem com o trabalho temporário na NCIS e agora tivesse a companhia de Danny, que havia sido suspenso também, por eventos não relacionados.

“Agente Gibbs, eu sinto que seu ódio em relação a mim se deve ao incidente que aconteceu dois meses antes de a Anna engravidar.” Steve observou o sogro tomar outro copo de bebida. “Eu garanto a você que as minhas ações naquele dia não a colocaram em problemas.”

“Não é apenas por isso, embora minha filha quase morrer afogada seja um dos mais fortes.” Gibbs se sentou ao lado do genro novamente. “É que eu sinto que Anna só começou a ser perseguida dessa forma depois que você entrou na vida dela.”

Isso fez com que Anna soltasse um grito de protesto e fosse até o pai, irritada com aquilo tudo.

“Pai, com todo o respeito, você se esqueceu de quando eu era pequena e aquele homem decidiu que a gente deveria ter que nos mudar?” Anna olhou para Jenny, que estava também indignada. “Ele explodiu nossa casa e a gente precisou se mudar. E a vez que eu e Lauren fomos sequestradas na parte da escola?”

“São as mesmas situações estressantes, Jethro.” Jenny foi direta. “E de forma pior, já tanto Anna quanto Lauren eram pequenas. Sem contar que o Steve estava com ela e não deixou nada de ruim acontecer.”

Meio a contra gosto, Gibbs suspirou. Ele tinha que dar o braço a torcer nesse argumento. E quanto sua esposa o olhava daquele jeito, toda fofa...

Ele tinha que concordar com Callen nesse momento. Mulheres poderiam ser mandonas, mas eles não viveriam sem as suas respectivas.

“Tudo bem. Mas espero que saiba que eu não vou pegar leve com você, Steve.” Gibbs foi enfático. “E se eu precisar dar alguma ordem, eu não vou levar em conta parentesco.”

“Nem eu estou pedindo isso, agente Gibbs.” Steve mantinha o decoro profissional. “E eu prometo que aquele casal está atualmente servindo de comida para larvas.”

“E a isso eu vou brindar.” Gibbs ergueu seu copo e Steve brindou com o sogro. “Agora, que tal se eu desse um segundo berço para vocês?”

Anna gemeu. Ela sabia que precisaria de um segundo berço no quarto deles para colocar o bebê, então ela comentou com seu pai. E é lógico que ele sugeriu um bercinho.

“Só se você quiser fazer um para o quarto meu e do Steve.” Anna sorriu. “Temos um bom no quarto do bebê.”

“Bom, aquele seu Hi-tec é para quando ele dormir longe.” Gibbs pegou uma amostra de madeira. “E com Timothy sendo o novo chefe do NCIS, eu tenho tempo para isso.”

Penelope puxou Luke para dentro do quartinho da filha. Luke ficou apaixonado com o lugar. Sua esposa havia feito desenhos a mão na parede dois meses antes de saber que seria mãe.

“Eu sempre quis ter seu bebê.” Pen falou com um sorriso.

Então ver estrelas complementando o desenho, o berço que eles compraram, tule branco com estrelas e um mobile de coração vermelho decorando o lugar ao lado de uma janela, fez com que seu coração se abrisse.

Elisa e Callen estavam simplesmente deitados enquanto apreciavam o sol de domingo. Lynda trouxe um presente para os dois. Abrindo, eram saídas de maternidades com “Antonella e Aurora” bordados a mão.

“Mãe, isso é tão perfeito.” Elisa observou que o de Aurora tinha um pequeno pôr do sol bordado delicadamente. “Estou sem palavras.”

“Você com certeza é a melhor, sogra.” Callen estava apaixonado. “Você mandou fazer uma arvore com folhas verdes e flores cor de rosa.”

“Estava querendo bordar uma cena de outono, mas achei que uma arvore de flores era mais delicadinho para minha neta.” Lynda sorriu. “Eu pensei em fazer uma arvore de folhas marrons, mas achei melhor não.”

“Ficou tão perfeito, mãe!” Elisa sorriu. “E são feitos a mão.”

“Apenas o melhor para minhas crianças.” Ela pegou Sophie quando a menina pulou em seus braços. “Eu acho que vou ser levada pelos seus dois filhos agora.”

Callen bateu uma foto da cena, colocando a mão na barriga de sua esposa a tempo de levar dois pequenos chutes.

Ele abriu um sorriso que poderia rivalizar com o sorriso de Minato. Não era sua primeira vez, mas ele amava esses momentos perfeitos.

Juliet e Thomas estavam jogando água um no outro e em Rick e TC. Kumu fingia ler sua revista enquanto Gordon discutia sobre o ponto da carne com Rossi, Hotch e Morgan.

Pride e Gibbs decidiram que iriam conversar sobre como “intimidar” seus genros se eles pisassem fora da linha.

Emily, JJ e Tara chamaram as grávidas para que elas começassem a fazer algumas decorações para o casamento de Emily e Hotch que se aproximava. Assim como Reid entretinha a maior parte das crianças e Sam, Deeks, Kensi, McGee e Abby com sua mágica fajuta, mas que era perfeito para crianças pequenas.

Rossi se virou, vendo como aquele momento era perfeito. Ele se lembrou de um dos aniversários de Penelope, antes de Barbara e ele se divorciarem.

Na realidade, eles só se divorciaram por causa de um serial killer muito determinado a ir atrás de sua filha.

A pequena Penelope usava um vestido xadrez com flores e uma tiara de princesa. Seus sapatos de boneca a faziam correr por todos os cantos.

Então em um momento, ela caiu, provavelmente prendendo o pé em algum buraco. Ele foi até a filha e a pegou nos braços, a acalmando.

“Está tudo bem, baby?” Rossi limpou a lágrima dela. “Aqui, pegue um pouco de sorvete. E não deixe a mamãe saber.”

“Ela vai bater no papai a noite.” Penelope disse na inocência, não sabendo que ‘bater’ era algo para adultos. “Entendi, papai.”

Perfeito, bella dona.” Ele a ajudou a se levantar enquanto observava Barbara olhando para ele.

Se ele soubesse que seria o último com sua filha e sua então esposa, ele teria aproveitado mais.

Pride observou Elisa sorrindo enquanto montava algumas correntes de papel prateado. Emily e Hotch queriam algo mais barato, mas bastante caseiro. Gastar rios de dinheiro com decoração não estava nos planos.

Ele se lembrou de uma Elisa pequena, com sua boneca e sua gatinha.

“Pode parar, mocinha.” Pride brincou quando sua filha passou por ele. “Meu pedágio para uma senhorita tão fofa quanto você é de um beijo na bochecha.”

“Está bem.” A garotinha deu um beijo nele e sorriu. “Minha filha pode beijar o vovô?”

“Sua filha. Então seria minha neta.” Pride pegou a boneca e deu um beijo na bochecha dela.

Ele então virou a boca de porcelana contra sua própria bochecha e fingiu um beijo. Elisa recebeu a boneca de volta e abriu um sorriso banguela. Seu dente havia caído dois dias antes.

E agora pegando Sophie nos braços e ganhando um beijo de sua neta de carne e osso, Pride sabia que estava na nuvem nove.

E era um pensamento de todos.