Manual Das Fraldas

6 Hora dos bebês Parte 1


Quando o sétimo chegou, Elisa foi oficialmente colocada em licença maternidade. Com a gravidez de gêmeos entrando na reta final, era possível que os bebês chegassem em breve.

Callen decidiu que deveria ficar nos escritórios da BAU junto com Penelope e nova treinee de sua prima, que iria ser acionada no momento em que Penelope entrasse em trabalho de parto.

Juliet e Anna também estavam oficialmente “estacionadas”. Elas ficavam na casa de Rossi enquanto seus maridos estavam nos empregos e de noite, muitas vezes Dave inventava qualquer desculpa para que eles passassem a noite.

Ele queria garantir que as garotas não estivessem em perigo e quando a bolsa deles se rompesse, elas estariam há menos quadras do hospital.

Então, uma manhã, depois de Penelope, Elisa, Anna e Juliet voltarem da piscina, aconteceu. E Rossi, no final daquele dia decidiu que deveria orientar para que a gravidez não coincidisse mais.

Elisa se sentou no sofá de couro da sala depois de se secar do banho. Ela sentiu que algo estava estranho. Penelope entrou na sala, igualmente dolorida.

“Você está bem, Lise?” Penelope perguntou. “Você parece dolorida.”

“Acho que eu fiz xixi ou a bolsa rompeu.” Elisa viu o olhar de Penelope. “Pelo visto, é a segunda opção.”

“Oh, porra.” Penelope sentiu uma dor avassaladora. “Acho que as coisas vão ficar loucas.”

Juliet estava descendo as escadas com Anna, que também tinha tido um vazamento.

“Eu acho melhor todas nós irmos ao hospital.” Penelope olhou para o pai, que chegava do mercado. “Pai, pega o carro.”

“Ah, ok.” Rossi ficou sem saber o que fazer ou como reagir.

Pegando a chave, ele colocou as quatro grávidas no carro, com Elisa no banco da frente do carro, Penelope, Anna e Juliet no banco de trás.

Ele também pegou o bluetooth do carro e ligou primeiro para a BAU, onde ele poderia encontrar três dos pais.

“Dave, eu já disse que a o doce de melancia é algo opcional.” Luke falou, suspirando. “Eu não...”

“Luke, cale a boca e pegue Grisha e Thomas e vão direito para a maternidade.” Rossi ouviu um silencio. “Eu quero ver as suas bundas lá quando eu chegar ou eu vou chutar todas elas.”

“Sim, senhor.” Luke apenas conseguiu falar, a emoção o dominando.

Ele desligou o telefone, correndo pelo prédio e batendo na porta de Callen, que deduziu pela expressão de Luke.

“Elisa está bem?” Ele já jogou o celular e as chaves no bolso, antes de vir para perto de Luke. “Porra, está na hora?”

“Sim, vamos chamar o Thomas agora.” Luke correu até a sala do lado e bateu. “Thomas, elas estão em trabalho de parto.”

O homem simplesmente deixou tudo para lá e pegou as chaves e o celular e Rick e TC o seguiram para o hospital.

Luke ainda mandou uma mensagem para o restante da BAU para quando o caso deles acabasse, eles fossem diretamente para o hospital.

Steve observava a sala de interrogatório onde Timothy demolia um suspeito quando uma mensagem chegou vindo de Luke, depois de Thomas e por fim de Steve.

Até mesmo o celular de Gibbs, que Anna havia convencido o pai a trocar por um smarthphone tocou com mensagens sem parar.

“Porra, estou fora daqui.” Steve saiu, ouvindo Gibbs praguejando atrás dele.

“Ei! Eu não sou tão jovem como você, sabia?” Gibbs bufou e viu Steve parando de correr. “Quando meu neto nascer, vou te levar para a pista de combate.”

Steve sorriu, sabendo que Gibbs adorava desafiar ele. Eles entraram no carro de Jenny, um conversível azul e foram para o hospital.

Rossi rezou que eles chegassem de uma vez no hospital. Ele não tinha ouvido tanto xingamento em um carro e Penelope aparentemente poderia ter a bebê dela dentro dele.

Finalmente, depois de decidir usar o giroflex da polícia, subir na calçada e rezar para não atropelar ninguém, eles chegaram ao hospital.

“Preciso de quatro macas aqui!” Rossi chegou à recepção, bufando. “Quatro grávidas em trabalho de parto.”

“Eu preciso de quatro macas agora!” A enfermeira fez com que Dave se sentasse. “O senhor precisa de uma também?”

“Talvez mais tarde.” Ele respirou fundo, vendo os pais entrando na recepção do hospital. “Ah, aí estão os pais. Por favor, faça eles assumir isso.”

Rindo, a enfermeira fez com que cada um dos maridos fossem para suas respectivas esposas.

Elisa estava deitada na cama, com um caninho de oxigênio e uma caneca de gelo. A médica que estava de plantão, decidiu que se os exames não fossem bons, ela iria para uma cesárea de emergência.

Callen entrou, deu um beijo na testa de sua esposa e pegou sua mão.

“Vai ficar tudo bem, meu amor.” Callen garantiu a ela. “Eles só querem saber se você vai precisar de uma cesárea.”

“Fica comigo, Grisha.” Elisa sabia que parecia desesperada.

“Você nunca precisa me pedir, ok?” Callen sorriu, dando um pedaço de gelo para ela. “Quando você estiver recuperada, eu vou colocar gelo em outro lugar bem gostoso.”

“Porra, você deveria ter cuidado em me excitar no hospital.” Ela gemeu mais uma vez da contração.

Enquanto isso, Penelope foi colocada na cama com as pernas abertas, em preparação para o nascimento de Melissa.

O nome foi determinado no chá de bebê há algum tempo e ela amava o nome.

“POOOOOOORRAAAAAAAA!!” Penelope gemeu, sentindo que o seu corpo estava decidido a liberar sua filha. “Estou sentindo.”

“Pode começar a empurrar, senhora Alvez!” A médica colocou as luvas e a máscara.

Penelope gemeu, sentindo como se algo a dividisse e não de um jeito bom. Luke segurou a mão dela, não se importando com a dor de ter os dedos esmagados.

“AHHHHHHHHHHH!!!!” Penelope sentiu uma paz repentina e ouviu a médica pedindo as pinças para cortar o cordão.

Ela nem percebeu que Luke tinha luvas e foi instruído a cortar o cordão da bebê, ouvindo o primeiro choro de sua filha.

Luke congelou, sentindo seu mundo ficar colorido. Era como quando conheceu Penelope, mas mais colorido.

Thomas ouviu seu filho chorando assim que ele nasceu. Ele repentinamente precisou se sentar. Era como se a vida lhe desse uma fortuna que ele poderia ter a vida toda.

“Aqui está seu filho, Sra Magnum.” O médico sorriu entregando o bebê para Juliet. “Já decidiram o nome dele?”

“Sim.” Juliet sorriu para Thomas. “Sebastian Richard Magnum.”

Thomas sentiu que ele poderia morrer feliz. Sua esposa decidiu homenagear o amigo de Thomas e o pai dela.

Anna demorou quase 5 horas para dar à luz seu pequeno John Albert Gibbs-McGarrett, fazendo ambos feliz com a escolha de nomes.

Infelizmente, Elisa não teria suas meninas de parto normal. Quando ficou mais que visto nos exames que as bebês estavam ainda sentadas, ela foi conecta ao monitor cardíaco, bolsa de soro e a sala de parto foi providenciada.

Callen, por sua vez, se paramentou todo para que ele pudesse simplesmente entrar. Ele não estava pedindo permissão. Embora tecnicamente, ele tivesse pedido.

A cesariana iria começar e enquanto isso, Rossi foi para a capela do hospital, pedir ajuda a todos os santos, anjos e Deus pela saúde das bebês.