Manual Das Fraldas

7 Hora dos bebês - Parte 2


Depois que três das garotas foram arrumadas e instaladas em um quarto privado para quatro, todos os olhos se viraram para a cama onde Elisa deveria estar.

Penelope decidiu que todos deveriam rezar, cada um para o que acreditavam. O que estava em jogo eram três vidas.

Callen observou Elisa sendo preparada para uma epidural. Ela apertou o braço dele quando a agulha entrou, mas ele não se importava. Sua esposa claramente o queria como seu apoio e ele seria, mesmo que isso o matasse.

“Grisha, eu realmente não importaria se você decidisse salvar os bebês.” Elisa olhou para ele. “No caso de ter que fazer essa escolha.”

“Eu sei que você está sendo pratica, mas eu não consigo me ver te perdendo.” Callen limpou uma lágrima dela. “E eu também que é o efeito da anestesia. E eu não te julgo.”

“Você é tão bom comigo.” Elisa foi delicadamente deitada na maca e o vestido do hospital foi aberto para que a cirurgia fosse iniciada. “Quando eu melhorar disso, eu vou te recompensar.”

“Eu sei e vou cobrar.” Ele sorriu enquanto era puxado para trás, mas ainda na sala. “Eu posso colocar uma música?”

“Claro, acho perfeito.” O médico sorrio enquanto Callen ligava o celular e colocava ‘Closer’ dos Chainsmokers com participação da Halsey tocando na sala.

Elisa sabia que a escolha dele não era aleatória. Foi a música que tocava quando ela contou que estava grávida dele.

“Você é tão perfeito, meu Grisha.” Elisa sorriu, piscando para ele e riu com o efeito da anestesia. “Você está vendo o que está acontecendo comigo aí?”

Callen se aproximou de onde os médicos trabalhavam e observou o abdômen dela aberto na sua frente.

“Parece que alguém derrubou ketchup no seu estomago.” Ele tentou uma piada. “Ou que uma bomba foi jogada.”

“Oh, talvez você pudesse fazer uma foto.” Elisa claramente sofria o efeito da anestesia, que a deixava meia drogada. “Eu amo tanto você, Grisha.” Ela piscou para ele, suspirando.

“Ela vai ficar bem, certo?” Callen perguntou a uma enfermeira.

“Sim, algumas pessoas podem sofrer de desinibição quando recebem Midazolan, então é possível que ela esteja mais aberta, com o perdão da palavra, a contar coisas.” A enfermeira tranquilizou Callen. “Se eu te contasse as histórias que eu já ouvi nessa mesa...”

“Eu imagino.” Ele se aproximou dela. “Honey, meu conte o que pensa sobre mim?”

“Você tem um corpo gostoso. Às vezes eu tenho vontade de passar minha língua em você todo.” Elisa sorriu. “Deus foi generoso com você em todos os lugares.”

Os médicos riram e uma enfermeira quase deixou as gazes caírem, mas ele continuaram a abrir Elisa e finalmente chegaram aos bebês.

“Começando a retirar a primeira agora.” A médica sorriu enquanto pedia assistência e puxava a primeira das gêmeas. “Certo, papai. Quer cortar os cordoes delas?”

Callen colocou um par extra de luvas e foi em direção a sua primeira filha.

“Certo, corte aqui.” A médica sorriu para Callen, que fez o pedido e a médica acenou para a enfermeira. “Bom, vamos ver.”

Logo a pequena Aurora foi colocada em uma coberta própria e limpa. Elisa olhou para a pequena, que logo começou a chorar pela primeira vez.

Assim que ela foi mais ou menos limpa, a médica já estava puxando a pequena Antonella. Ela também foi limpa e teve seu primeiro choro.

Elisa olhou para as filhas e viu Callen tirar uma foto do momento, tremendo totalmente.

“Certo, vamos levar elas duas para a incubadora por um ou dois dias.” A médica sabia que era necessário. “Embora elas estejam saudáveis, é um procedimento padrão quando os bebês nascem prematuramente. Não se preocupem.”

Elisa sabia que era necessário, mas ainda assim não pode deixar de ficar um pouco chateada. Porém, Callen jurou para ela que assim que as meninas estivessem melhores, eles a segurariam.

Rossi estava do lado de fora da sala de cirurgia esperando. Ele viu Callen sair, mas assim que seu sobrinho deu um passo, Callen desmaiou. Provavelmente de emoção.

“Enfermeira!!” Dave correu para ele e apoiou a cabeça dele na sua perna. “Grisha, você está bem?”

“Tudo bem, deixe ele com a gente, ok?” A enfermeira que havia ajudado no parto veio ajudar. “Acho que ele estava com as emoções bem altas. É normal aqui.”

“Ok.” Dave deixou o pessoal ajudando seu sobrinho. “E como está Elisa e as meninas?”

“Elas estão bem. A senhora Callen estará no quarto de recuperação em alguns minutos. As gêmeas estão na incubadora por dois dias.” Ela pode ver o medo nos olhos de David. “É procedimento padrão para quando os bebês nascem de sete meses. Elas estão bem.”

“Posso ver elas?” Rossi não queria se intrometer, mas Elisa e Callen iriam querer saber quando acordassem.

“Claro, por aqui. Não podemos deixar tocar elas, mas você pode ver ela pelo vidro.” A enfermeira levou Rossi pela sala e mostrou a ele as meninas.

Ele bateu uma foto de cada uma delas, que estavam deitadas com touquinhas cor de rosa.

“Obrigado.” Ele sorriu e tocou o vidro de novo. “Seus pais e todos os tios estão ansiosos para verem vocês duas.”

Elisa suspirou quando o fim do segundo dia chegou ao fim. Ela sabia que Callen estava ao seu lado e igualmente ansioso.

“Com licença.” A médica entrou carregando uma pequena garotinha. “Podemos trazer duas novas pessoas?”

“Aurora e Antonella?” Elisa sentiu seu coração bater mais rápido quando pegou a sua filha e depois a segunda bebê. “Oi, princesas.”

Callen observou a cena, sorrindo para as garotinhas nos braços da mãe. Logo ele se viu com a pequena Aurora nos braços, observando o lábio dela se movimentar.

Ele não conseguia imaginar algo melhor naquele momento.

Uma batida na porta foi ouvida e Rossi entrou, sorrindo.

“Tem um espaço para uma pequena festinha?” Ele abriu a porta, deixando as mamães de primeira viagem entrarem com os bebês. “Ah, seus pais também estão aqui.”

Callen sorriu, observando a concentração de bebês na sala. Era perfeito demais para eles naquele momento.

Balões, presentes e flores logo enfeitaram o quarto e se transformou em uma concentração de alegria.

Sophie estava no colo de Pride, observando os bebês enquanto Chris observava os meninos recém nascidos.

“Fico feliz que tudo deu certo no final.” Elisa sorriu para todos. “É tão doido. Engravidamos juntas e demos à luz juntas.”

“Acho que é uma coisa de família.” Anna deu uma risadinha.

“Ou sobrenatural.” Penelope ofereceu. “Existe uma teoria que quando almas irmãs se encontram, elas podem influenciar uma as outras.”

“Almas irmãs não é a mesma coisa que alma gêmea?” Emily perguntou, curiosidade genuína.

“Não. Alma gêmea é mais uma coisa de romance. Já alma irmã pode ser uma amiga, irmãos ou até mesmo um cunhado ou cunhada.” Spencer ofereceu. “São almas que não se envolvem romanticamente, diferentemente das almas gêmeas.”

“Interessante.” Callen olhou para sua irmã. “Então, se Any e eu fossemos irmãos em outras vidas, isso seria trazidos junto?”

“Exato.” Reid sorriu. “Embora, isso seja uma teoria.”

“Mas acho que poderia ser uma explicação bastante razoável.” Penelope sorriu enquanto pedia para Luke pegar suco para todos e ergueu seu copo. “Um brinde as almas irmãs e almas gêmeas.”

“E aos bebês.” Elisa completou e todos brindaram.