Manhattan's Girl Vol. 1

7 A Pressão Pode Ser Maior Do Que Se Imagina


Nick Burckhardt corria rapidamente pelo Central Park enquanto o pai, Capitão Burckhardt, estava em seus calcanhares. Nick diminuiu o passo até chegar em um banquinho verde e sentou-se nele. Ele pôs as mãos na barriga tonificada e respirou fundo, olhando para o prédio branco na Quinta Avenida. O pai parou ao seu lado.

- Você está ficando cada vez mais rápido. Daqui a alguns dias não vou conseguir acompanhar você. — o Capitão disse apoiando-se no banco. Nick olhou para o pai com os olhos verdes. — Quer correr até a fonte?

A fonte central fica a uns 80 metros de onde eles estavam. Nick a olhou e balançou negativamente a cabeça. O Capitão Burckhardt ajeitou a camisa cinza Adidas no corpo e sorriu para o filho.

O Sr. Burckhardt era um homem bonito em seus 1,90 metros. Com cabelos parcialmente grisalhos e olhos verdes como os de Nick, ele era um aposentado da Marinha. O que mais gostava de fazer era jogar golfe, construir veleiros no Maine e controlar a vida de Nick. Isso era uma das coisas que Nick mais odiava nos pais: tudo eram eles que decidiam.

- Acho que não. Estou cansado. — Nick bebeu água de sua garrafa. O Capitão assentiu e começou a andar para a Quinta Avenida.

- Nick, como estão as coisas com Alison? — perguntou ele pegando a garrafa da mão do filho.

Nick pigarreou. Na verdade, ele não queria contar que Alison havia pedido um tempo. O pai iria pensar que Nick fizera alguma merda e ela ficara puta, mas ele nem tinha feito nada. Os Burckhardt amavam Alison e queriam que o filho ficasse com ela para o resto da vida, se é que me entendem. Principalmente Natalie. Alison era simplesmente a menina dos olhos dela e Natalie queria unir as suas fortunas.

Natalie Burckhardt era uma socialite francesa que adorava passar horas fofocando com as amigas no telefone e beber champanhe. Era muito instável e totalmente propícia a ter crises emocionais, durante as quais ela se trancava no escritório com uma garrafa de vinho e ligava para a irmã em Monaco.

Quando soube que Elizabeth Bridgeman era multimilionária e que o marido era dono de uma empresa de empreiteiras conhecida mundialmente, que deve ter sido mais ou menos quando Nick estava no jardim de infância, ela sonhava que, algum dia, ele se casaria com Alison e formariam a família mais rica e poderosa de Nova York. Mas nem sempre as coisas são como nos queremos, não é?

- Ahn, tudo bem. Quer dizer, acho que sim. — Nick focou o chão. O Capitão o encarava. — A gente deu um tempo.

- Nick! — o Capitão estancou. — Vocês terminaram?

- Não, só demos um tempo. — respondeu ele meio nervoso. Se o pai contasse para a mãe, ela teria aquelas crises histéricas que, mesmo depois de tanto tempo, ainda assustam Nick. — Ela disse algo sobre colocar as ideias em ordem.

- Nick, filho, você não pode deixar Alison fugir. — o Capitão falava sério para o filho. — Sabe o quanto sua mãe quer que você fique com ela. Precisa pensar no seu futuro.

- E eu penso. É por isso que eu dou liberdade para Alison. NÃo posso mantê-la presa. — Nick puxou a camisa branca para longe do corpo. — Não se preocupe.

- Você ainda gosta dela?

- Claro que sim!

O Capitão olhou o filho observar o elegante prédio branco de Alison na Quinta Avenida. Decidiu acreditar em Nick. Ele nunca o decepcionou.

Não seria essa a primeira vez, seria?