Notas iniciais
Nesse capítulo tem sexo e o começo de tudo, literalmente.

Acordei com uma ressaca insuportável. Minha cabeça doía e eu sentia todas as lembranças. O gosto de Derek ainda estava na minha boca e eu podia sentir meu pau latejar da ereção matinal e a lembrança do quão quente ele me deixava. Arfei e me obriguei a levantar, eram dez da manhã e em uma hora minha mãe estaria me levando para um SPA. Meu corpo inteiro reclamou do esforço e eu logo me livrei das roupas e entrei no chuveiro. A água ajudava, mas eu tinha certeza de que a banheira seria mais útil, se eu tivesse tempo.

— Cara, sua mãe ligou para confirmar o horário. — Scott entrou no quarto e eu resmunguei. — Derek mandou um negócio para você, está na sua cama.

— Obrigado. — desliguei o chuveiro. — Tem café? — perguntei bastante esperançoso.

— Sim, eu precisava disso tanto quanto você. — ele riu.

Derek tinha deixado uma pequena caixa para mim, abri e vi duas garrafinhas rotuladas como "CURA RESSACA", o líquido amarelo tinha um cheiro estranho mas virei mesmo assim. Queimava e com certeza tinha um teor alto de álcool, estremeci e busquei o bilhete no fundo da caixa.

"ME LIGUE"

Sorri e fui até a cozinha, contei para Scott e dei a outra garrafinha para ele. Ele virou e fez careta, mas se tudo desse certo estaríamos melhores quando minha mãe chegasse. Resolvi esperar e deixar para ligar mais tarde, ainda me sentia bêbado e não queria encarar aquilo como um padrão. As 11 minha mãe estava lá e seguimos para o SPA.

— Claudia, você conhece Derek Hale? — Scott murmurou enquanto faziam suas unhas dos pés.

— Claro que sim, ele é um dos homens mais ricos do mundo e seus negócios são todos muito bem administrados. Ele é lindo e charmoso, mas um mulherengo. Por quê? — encarei Scott com uma carranca.

— É porque ele está caidinho pelo Stiles. — engasguei com a minha própria saliva.

— Stiles! Por que não me contou?

— Não é nada demais mãe, ele só pensou que eu estava disponível.

— Você está e Derek não sai por ai flertando com outros homens.

— Como assim? — senti algo revirar dentr de mim, uma inquietação estranha.

— Ele teve apenas um namorado que a mídia ficou sabendo, ele sai quase que exclusivamente com mulheres e são todas seus acessórios nos eventos. — engoli em seco.

— Eu não estou interessado nele. — era mentira.

— Pois deveria, um homem como Derek não é fácil de arrumar e acredite Stiles, se ele te quer não tem para onde correr. — franzi o cenho.

— Isso é estúpido. — levantei para ir para minha massagem. — Você me paga. — murmurei para Scott.

Apesar de ouvir 50% do tempo minha mãe vendendo Derek, me limitei a relaxar e aproveitar tudo o que o SPA poderia me oferecer. Foi divertido passar um tempo com ela de qualquer forma e mais divertido ainda saber que Scott se sentia em casa perto da minha família. Chegamos em casa depois da três e Scott foi ficar um pouco com Isaac, enquanto eu pensei em tirar um cochilo. Olhei o cartão de Derek na mesa de centro e pensei em ligar, talvez fosse melhor tomar um banho primeiro.

— Hale. — ele atendeu no primeiro toque.

— Oi. — meu tom era tímido, algo em Derek me deixava sem chão.

— Avise na portaria que estou chegando.

— Como? — pisquei atônito.

— Estou virando a esquina Stiles, libere minha entrada. — minha boca estava seca.

— Mas...

— Stiles. — arfei, seu tom era duro e necessitado.

— Ok. — parei de lutar e ele desligou, não tive tempo nem de terminar de falar com o porteiro e ele estava na minha porta.

Derek era ainda mais lindo com moletom e camiseta, eu dei dois passos para trás e abri caminho para ele em meu apartamento. Era um pouco constragedor e quente estar de roupão enquanto ele me encarava com tanta intensidade. Sim, ele era tão intenso e selvagem. Eu me sentia uma presa.

— Eu pensei que...

— Você demorou a ligar. — fechei a porta e me encostei nela.

— Eu estive ocupado. — me justifiquei.

— Eu precisava te ver. — o tom necessitado me fez engatar uma respiração curta.

— Você quer alguma coisa? — ofereci.

— Já tenho tudo o que preciso aqui na minha frente. — ele deu dois passos na minha direção, eu desviei e sentei no sofá.

— Certo, eu tenho um compromisso daqui algumas horas. — comentei.

— Eu sei, o evento da Hale Foundation. — assenti, era ele quem estava oferecendo o evento e eu sabia disso. — Podemos ir junto. — ele sugeriu sentando na mesa de centro, ocupando o espaço entre meus joelhos.

— Isso é adequado? — ele me encarou confuso.

— Pensei que quisesse passar um tempo junto comigo antes... — sorri e toquei seus lábios com o indicador.

— Eu aprecio o esforço, mas minha mãe vai estar lá.

— Eu vou discursar de qualquer forma, não vamos encarar isso como uma grande coisa, é só questão de praticidade. — assenti.

— Tudo bem, mas minha mãe vai enchê-lo de perguntas.

— Eu posso lidar com a Claudia.

— Vocês se conhecem?

— Eu tenho negócios com Finstock.

— Ah, calro.

— Eu preciso te beijar. — ele tocou meu rosto e eu o puxei para um beijo.

Seu corpo estava completamente em cima de mim e isso me assustava um pouco, eu respirei ofegante e ele se afastou um pouco, roçando sua barba em meu pescoço. Eu sentia minha boca secar e meu roupão ser aberto, até que estivesse jogado no chão. Eu estava nu diante de Derek e ele parecia feroz com o que via. Seus lábios capturaram os meus, pouco antes de suas mãos se ocuparem em me manter quieto e uma delas estimular meu mamilo. Arqueei a coluna e gemi.

— Você quer isso tanto quanto eu, não é? — abri a boca tentando responder, mas senti sua língua no meu umbigo.

— Derek. — eu o chamei, era uma súplica quase histérica.

— Você é tão lindo quando quer gozar. — ele estava divagando, adorando o meu corpo.

— Derek, por favor. — eu implorei.

— Quanto tempo ninguém toca em você assim, meu bem? — eu remexi os quadris e senti sua língua molhar a extensão dura do meu pênis.

— Oh! Derek! — eu o encarei, seus olhos quentes, perdidos em luxúria me fizeram engasgar.

— Eu quero fazer você gozar, Stiles. Preciso disso. — ele colocou a língua na ponta do meu pênis e rodou, eu me afundei no sofá e agarrei seus cabelos escuros com força.

— Por favor... — implorei e senti ele engolir e chupar, enquanto massageava minhas bolas.

— Você está tão quente e fica tão lindo assim. — era estimulação demais, eu me sentia a ponto de explodir.

— Estou perto. — minha voz saiu roupa, as palavras pesando na língua.

— Espere um pouco. — ele ordenou e eu gemi frustrado, era estranho como um simples comando conseguia me fazer sentir o orgasmos aquietar, mesmo que estivesse pronto para vir em sua boca. — Você é perfeito, Stiles. Fica uma delícia com essa cara de quem precisa gozar, de quem quer ser fodido. — ronronei e arqueei meu quadril, ele voltou a me chupar.

Era quente, molhado, bom e experiente. Derek sabia muito bem o que estava fazendo e eu me sentia tão a sua mercê que quase chorei implorando um orgasmo. Ele apertou minhas coxas e lambeu minhas bolas que se contraíra, eu grunhi. Estava muito perto, mas não conseguia gozar.

— Porra, eu preciso disso. — implorei. — Pare de me torturar. — ele voltou a me chupar, rápido, duro. Eu me sentia sufocado.

— Venha na minha boca, — ele se concentrou em sugar a cabeça do meu pau e eu choraminguei necessitado, teria tempo para me envergonhar disso depois. — agora. — ele murmurou sem parar de me chupar.

Meu orgasmo explodiu me deixando sem chão. Eu não conseguia formular uma frase decente ou sequer ver o que Derek estava fazendo. Ele tinha engolido cada gota e ainda estava brincando com o orgão macio, usado e sensível. Eu resmunguei um pouco e o senti me limpar e então me abraçar de conchinha no sofá. Levou alguns minutos para eu me recompor e ele me apertou em seus braços.

— Você me faz perder a cabeça, Stiles e vale a pena. — eu não conseguia sentir o que aquele tom destruído de Derek significava.

— Você não gozou. — foi tudo o que consegui dizer.

— Não se preocupe comigo. — ele voltou ao seu estado de espirito arrogante e controlador.

— Isso é uma troca, lembra?

— Eu quis isso, não se preocupe comigo. — eu bufei mas deixei passar. — Você vai comigo, ao evento? — me remexi e o encarei.

— Se você ainda quiser.

— Eu volto para te buscar as sete. — ele se desvencilhou e eu me agarrei a ele. — O que foi? — seu olhar confuso encontrou o meu e de repente, eu queria fugir.

— Nada. — eu respondi me obrigando a ficar calmo, o deixando ir.

— Até mais tarde. — ele ajeitou suas roupas e saiu, me deixando nu e vulnerável no meu sofá.

Eu estava pronto às seis e comecei a ler um pouco do material sobre Derek que Scott fez para mim. Seu pai tinha se suicidade e sua mãe estava em um novo casamento, ele tinha duas irmãs e um tio. Pouco se falava sobre a família Hale, mas tinha bastante coisa sobre as fraudes de seu pai antes do suicídio. Derek era só um garoto e isso fez meu estômago retorcer. Olhei algumas reportagens sobre as mulheres de sua vida. Jennifer Blake era uma delas e parecia fácil ao seu lado, em eventos beneficentes e alguns encontros casuais, isso me enjoou. Parei por ali, isso estava me fazendo mau e eu precisava estar bem essa noite. Ele estava tentando, mesmo que fosse apenas para termos sexo, do qual eu tinha certeza que seria o melhor da minha vida.

*

Ele estava com a porra de um terno vermelho e extravagante. Não era justo que Stiles fosse tão... fascinante. O ar fugiu dos meus pulmões quando ele abotoou o terno, sua camisa azul e nenhuma gravata, um colete tão vermelho quanto todo o resto e os sapatos escuros. Sua pele ficava tão bem com aquela cor, seu cabelo bem arrumado, seu olhar tão... quente.

— Você fica uma delícia nesse smooking. — ele comentou com um olhar sedutor.

— Eu poderia te foder com força agora mesmo, nessa janela onde toda Manhattan pudesse te ver. — ele estremeceu e eu engoli em seco vendo-o corar.

— Guarde seu fôlego para mais tarde, Hale. — ele piscou e colocou o celular no bolso. — Vamos? — concordei, mas antes de sair o puxei e o beijei.

Seus lábios tinham um gosto tão bom, sua boca macia e quente me fazia querer perder o evento e então ele me afastou, tocou os próprios lábios com o indicador, seu olhar tom âmbar, ouro líquido como uma boa dose de bebida cara e deliciosa. Ele piscou lentamente e sorriu, então caminhou para fora do apartamento e eu só tive o ímpeto de segui-lo.

Angus dirigia tranquilamente e eu subi a divisória entre a cabine do motorista, vi Stiles se acomodar e observei seus pés inquietos, não fazia a menor ideia de como diminuir a excitação que aquele cara me causava. Era perturbador e eu o queria, precisava sentir meu pau dentro dele, era caótico não poder fazer isso, naquele exato momento.

— Você parece inquieto. — ele tirou o paletó e se recostou em mim. — O que foi? — seu tom era ameno, sensual.

— Não se preocupe comigo. — respondi um pouco ríspido.

— Veja só, o Derek Hale que eu conheci teria me mandado calar a boca ou dito que queria me comer. — ele provocou com a mão na minha coxa.

— Stiles, isso não é um bom momento. — meu tom me traiu e meu pau latejou.

— Tem certeza, Derek? Não era você quem me queria tão mal? — ele mordiscou minha orelha e correu sua língua pela ponta, enquanto seus dedos se desfaziam dos botões da minha camisa.

— Stiles, o que está fazendo? — minha respiração engatou ao sentir ele sentar no meu colo, já estávamos quase chegando.

— Eu estou com tesão, Hale. Quero você. — ele fez um som obsceno em meu ouvido e empurrou meu paletó.

— Nós estamos no meio da rua. — eu estava ofegante, excitado e assustado por ele ter tanto poder sobre mim.

— Ninguém está vendo. — ele se remexeu contra minha ereção e eu gemi.

— Merda... — sibilei e apertei o botão ao lado da porta. — Continue dirigindo até eu mandar parar. — ordenei e vi que Stiles estava vermelho. — O que foi? Você quer dar para mim na limosine, mas está com vergonha de eu mandar o Angus seguir? — ele mordeu os lábios sugestivamente e espalmou as mãos contra o meu peito.

— Eu só quero sentir você. — ele murmurou e voltou a rebolar no meu colo.

— Tira isso. — eu apertei sua bunda por cima da calça.

— Eu não acho que posso te obedecer. — ele provocou e escorregou para o chão, minhas pernas estavam separadas enquanto ele me olhava e abria o cinto da minha calça. — Você é tão gostoso. — ele murmurou tomado por prazer e tirou meu pau de dentro da calça, duro e pronto para ele.

— Isso é tão errado. — sibilei sem ar, minha pele tinha uma camada fina de suor e ele acariciou meu pau com a língua, gemi.

— Você nunca transou num carro, Derek? — ele perguntou me olhando.

— Não. — respondi com os punhos cerrados. — Me chupa. — ordenei e ele sorriu, lambei a cabeça e me soltou. — Stiles. — rosnei.

— Quero você dentro de mim, garotão. — ele piscou desfazendo o aperto do próprio cinto e abrindo a braguilha da calça.

— Stiles. — arferi e o vi tirar a calça e cueca, voltando a montar em mim.

— Vamos lá, me deixe cuidar de você. — ele beijou meu pescoço e eu assenti, os punhos apertados no assento do carro.

Ele levou dois dedos aos lábios e chupou, meu pau estava se esfregando ao dele enquanto ele levava aqueles mesmos dedos para seu ânus, se preparando para mim. Eu sabia que só aquilo não era o suficiente e eu não queria machucá-lo. Abri o compartimento da limosine e tirei lubrificante e camisinha, ele sorriu e eu lambuzei seus dedos o deixando abrir a si mesmo e gemer como se fosse a coisa mais incrível do mundo. Era. Stiles ficava espetacular naquela posição, o colete aberto a camisa frouxa, o pau pendendo para cima, rosa e com os pelos aparados. Ele estava tão lindo. Eu gemi ao sentir sua mão fria revestir meu pau com a camisinha e então lambuzá-lo com lubrificante.

— Stiles. — eu o chamei, minha voz rouca.

— Me fode, Derek. — ele murmurou, sua testa colada na minha enquanto guiava meu pau a sua entrada.

— Devagar. — exigi, ele deixou a cabeça passsar e se apertou, seus lábios abertos e o olhar chocado de dor e prazer. — Devagar. — repeti.

— Me ajuda então. — sua voz saiu baixa, sensual.

— Porra. — senti ele deixar seu peso ceder e meu pau entrar de uma só vez, ele abafou seu próprio grito mordendo meu pescoço sem realmente machucar. — Eu falei devagar, merda. — grunhi e ele respirou algumas vezes, minha mão estava em seus quadris e depois de um minuto ele investiu lentamente. — Uh! — gemi e o segurei.

— Vamos lá, Derek. Quero que me foda, não temos a noite toda. — ele se remexeu mais uma vez e eu joguei a cabeça para trás, meu pescoço exposto, tanto quanto eu me sentia quando olhava nos seus olhos.

*

Fazia um tempo e doía, mas era bom. Derek era perfeito e eu podia sentir cada parte dele dentro de mim. Aquele homem tinha uma intensidade, um lado animalesco que refletia em seus olhoso. O verde visceral, com outros tons misturados e um pouco de dor escondida me faziam intensificar, querer mais, correr para o meu próprio orgasmo. Ele agarrou meus quadris com mais força e grunhiu, o ângulo mudou um pouco e qualquer desconforto se desfez quando senti seu pau cutucar minha próstata repetidas vezes, me fazendo querer gozar violentamente. Me agarrei na sua roupa, tentando desfazer os botões, livrá-lo de tudo. Quando seu torso estava nu e suas mãos apertavam minha bunda com força, só pude aumentar o nosso ritmo.

— Stiles, porra.... caralho vai devagar. — ele implorou e eu só persegui com mais força meu próprio orgasmo, sentindo a queimação nas minhas coxas e o calor me fazendo suar na camisa social que Derek desabotoou.

— Quero sentir você gozar. — murmurei o encarando, eu pude ver o reflexo de alguma coisa em seu rosto. Seu maxilar estava comprimido, ele agarrou o banco do carro e eu me apertei aumentando o atrito.

— Caralho... você precisa gozar. — ele apertou os olhos.

— Você primeiro, eu quero isso. Vamos garotão. — insisti e ele grunhiu frustrado, um gemido doloroso escapou de seus lábios quando ele gozou e eu não pude evitar vir junto em seu peito, ele me beijou.

Caí, desleixado em seu peito, sentindo minha porra grudar em nossa pele e seus braços me envolverem com força excessiva. Não reclamei, me deixei abraçar e respirei seu cheiro em seu pescoço. Aquele homem seria minha ruína e eu nunca conseguiria um sexo tão bom na minha vida em qualquer outro lugar. Levou alguns minutos para eu me recompor e começar a me sentir desconfortável com ele dentro de mim, Derek deve ter percebido e me ajudou a sentar ao seu lado. Ele nos limpou com alguns lenços umedecidos e amarrou a camisinha jogando fora, eu me vesti e o vi voltar a se tornar impecável em seu smooking. Tinha certeza que eu estava acabado e com cara de quem tinha fodido, lambi meus lábios secos e então o vi abrir o bar escondido.

— Quer uma bebida? — o tom frio me magoou, eu não esperava isso, não depois de vê-lo desmoronar debaixo de mim.

— Uhum. — eu engoli toda o uísque, senti queimar e ignorei. Eu não queria fazer uma cena, era só sexo. Para Derek era isso e eu concordei, tinha que aguentar.

O silêncio permaneceu no evento e eu passei pela sessão de fotos com um sorriso fingido nos lábios, depois fui para perto de Scott e da minha mãe. Cumprimentei-a, junto com Bobby e Scott pegou champanhe para nós dois. Vi Derek um pouco depois, quando voltava do banheiro.

— Você fugiu. — ele acusou colocando a mão na base da minha coluna.

— Apenas te dei espaço para socializar. — rebati fingindo indiferença.

— O que foi? — ele me encarou com o cenho franzido, as sobrancelhas me interrogando.

— Nada. — minha voz falhou.

— Derek Hale. — ouvi alguém o chamar e aproveitei para escapar.

Bebi com Scott, o vi dar em cima de algumas garotas e conversei com alguns grandes empresários amigos de Finstock. Olhei ao redor e vi Derek perto do palco, logo ele faria um discurso e apesar de estar me sentindo um lixo por tudo o que tinha acontecido e eu acreditava que tivesse sido bom na limosine, a causa daquele evento, a Hale Foundation e sua base de proteção e apoio para pessoas que sofrem abuso sexual era importante para mim.

— Stiles. — um homem loiro de olhos azuis me cumprimentou, o reconheci das fotos da pasta sobre Derek.

— Peter Hale. — soltei sem perceber.

— Você me conhece, isso é estranho. — ele riu e estendeu a mão, apertei.

— Vi uma entrevista sua na Rolling Stones. — desconversei.

— Isso é bom. — ele riu e me entregou uma dose de uísque. — Eu vi que você veio com Derek, tenho que admitir que meu sobrinho melhorou muito o gosto dele. — engoli em seco.

— Desculpe, mas por que estamos falando de Derek pelas costas dele? — Peter sorriu divertido.

— Eu só queria saber o quão sério era esse envolvimento, você sabe, é um grande passo para o meu sobrinho trazer um homem com ele ao evento mais importante do ano para ele.

— Isso foi rude. — reclamei e senti uma mão quente na minha coluna.

— Peter. — o tom impetuoso de Derek me surpreendeu.

— Querido sobrinho. — ele sorriu e levantou seu drinque.

— Vamos. — ele me puxou para longe.

— Hey, que porra é essa? — ele apertou meu quadril com força e soltou o ar pelo nariz de forma bastante irritada.

— Fique longe de Peter.

— Por quê?

— Porque eu quero. — me afastei, ele tentou me tocar novamente.

— Tire as mãos de mim. — exigi e ele não insistiu.

— Stiles.

— Chega, vá fazer seu discurso. — eu me virei e fui até a mesa de drinques.

Derek estava lindo, alinhado e parecia perfeito. Nunca alguém desconfiaria que aquele homem frio, que tinha erguido uma muralha em volta de si mesmo naquele palco, tinha fodido até perder a cabeça no caminho para o evento. Isso vez meu peito apertar um pouco e eu só precisava de um pouco mais de álcool para não ceder ao meu próprio surto.

— Então você é o novo brinquedinho do Derek. — uma mulher de olhos castanhos escuros e cabelos pretos me abordou.

— Desculpe? — a encarei irritado.

— Você ouviu. Pelo jeito que ele está te evitando, vocês já transaram não é? Não se preocupe, logo ele vai te dar um chute. — ela bebericou uma bebida azul e me olhou por cima dos cílios.

— Que merda você pensa que está falando? — explodi.

— Não se martirize querido, Derek é assim. Depois que enfia o pau em você, nunca mais volta a funcionar. — apertei os olhos e os punhos.

— Vá se foder. — retruquei puto da vida. — Quem é você? Uma ex? — ela riu.

— Uma amiga, por enquanto. — mostrei o dedo do meio para ela e saí dali, precisava de Scott. Derek começou seu discurso.

— Hoje em dia 1 em cada 4 mulheres e 1 em cada 4 homens é abusado todos os dias. É alarmante e doloroso a situação dessas vítimas... — eu observava atentamente, admirado e chateado.

— Você está bem? — Scott perguntou enquanto eu observava aquele homem ter a atenção de todos sobre si e parecer indiferente e perfeito.

— Preciso ir embora. — falei um pouco enjoado e triste.

— Quer companhia? — Scott apertou meu ombro.

— Vou pegar um táxi. — ele concordou. — Diga a minha mãe.

— Tudo bem, te vejo em casa. — não demorei para conseguir um táxi, ou para desabar dentro dele.