Acordei com um arranjo de rosas vermelhas no meu criado mudo. O cheiro era bom o suficiente para o quarto e eu quase me esqueci de ter ido dormir puto da vida. Olhei para o bilhete e fiquei tentado a não ler, ainda estava puto com Derek.

"PRECISO DE VOCÊ."

Engoli em seco e afundei meu rosto no travesseiro, o que aquele cara queria? Eu precisava de um banho e de excercício, tudo o que pudesse aliviar meu estresse e limpar minha mente de Derek Hale e o melhor sexo que eu já tive.

– Vejo que não gostou do presente. — Scott estava de cueca e bebendo café.

– Ele é um filho da puta. — reclamei e peguei um pouco de café.

– Ok, acho que alguém teve uma foda ruim. — Scott deitou no sofá e eu bufei.

– Ele é incrível na cama, mas só isso. — bufei e sentei no chão ao lado dele.

– O que aconteceu realmente, cara?

– Eu tomei o controle no caminho para o evento, nós transamos na limousine.

– Isso é ruim?

– Era a primeira vez dele transando num carro.

– Oi? A maioria dos caras fazem isso na faculdade.

– Ele desmoronou, Scott. Eu vi alguma coisa que ele não deixa aparecer facilmente.

– E então algo deu errado.

– Ele foi um idiota e eu fugi.

– Você vai ligar para ele?

– Não, ele me tratou como uma foda e agora manda flores como se isso fosse arrumar as coisas. Eu avisei a ele, Scott. Eu preciso de mais do que isso para me envolver.

– Estou com você, cara.

*

Eu não consegui pregar o olho um minuto na noite anterior, eram mais de dez da manhã quando cochilei no sofá. Eu sentia meu corpo preso e podia ouvir a voz dela, era asqueroso o toque de suas mãos na minha coluna, eu me afastei ou tentei. Estava preso, sentia uma dor terrível e não conseguia fugir, não conseguia gritar e eu estava gostando. Doía, mas meu pau estava latejando e ela repetia o quanto eu precisava daquilo...

– Não! — gritei e me vi no chão da sala, tudo parecia uma bagunça e eu senti o estômago revirar, a bile subir e pouco tempo depois me vi vomitando na pia da cozinha. — Merda. — murmurei trêmulo.

Me afundar na banheira, esfregar meu corpo, encarar a mim mesmo no espelho era como um ritual. Meu pau ainda estava dolorido, quente, pronto e necessitado, mas eu ignorei. Eu não iria me masturbar, não por causa dela. Engoli em seco a sensação de solidão e me enrolei na cama, eu só precisava de um minuto para me acalmar.

*

Domingo era dia de ligar para o meu pai, eu tinha prometido uma ligação por semana e considerando seus turnos era bom que fosse num dia calmo para os dois. Sentei na cama e disquei, ele demorou um pouco para atender e sua voz me acalmou do outro lado da linha.

– Stiles, que bom que ligou. Pensei em ligar antes, não tinha certeza do horário. — sorri e me recostei nos travesseiros.

– Não deixaria de ligar, pai. Como estão as coisas.

– Sem graça, é difícil quando meu filho não está xeretando meus casos. — eu ri, sentia falta dele.

– Sinto sua falta também. Como está a Mel? — Melissa era a mulher perfeita para o meu pai, mesmo que ele ainda amasse minha mãe, eu amava a mãe de Scott e sabia o quanto ela gostava do meu velho.

– Bem, ela foi para um turno hoje mas deixou um beijo antes de sair.

– Mande outro para ela.

– Você está se adaptando bem?

– Nova Iorque é incrível pai e você vai gostar de conhecer minha academia de Krav Maga, é ótima e eu tenho bons instrutores.

– É bom saber que você está cuidando de si mesmo, garoto. Mas você parece chateado. — meu pai sempre sabia.

– Conheci um cara. — soltei, pela primeira vez no dia percebi o quant isso estava me incomodando.

– Ele te machucou? — o tom alarmado fez meu peito doer.

– Não! Pai, ele só não é para mim. — minha voz desceu algumas oitavas.

– Acho que ele quem não te merece, garoto. — sorri.

– Obrigado, pai.

– Sempre aqui. — ele riu. — E sua mãe? — o tom esperançoso era outra coisa que cortava meu coração.

– Ela rastreou meu telefone, acredita? — nossa conversa seria longa.

Na segunda-feira, Jackson e eu tínhamos algumas reuniões que levaram tempo demais. Não era nem meio dia e eu me sentia exausto. Sentei na minha mesa enquanto meu chefe saía para almoçar com o Senhor Lerman, o telefone tocou.

– Escritório de Jackson Whittemore, Stiles Stilinski, bom dia. — a saudação habitual foi quebrada por aquela voz.

– Não paro de pensar em você. — arfei.

– O que você quer, Derek? — diminuí minha voz, Lydia já tinha ido almoçar.

– Almoçar com você. — revirei os olhos.

– Para quê? Já conseguiu o que queria, cara. — ele bufou.

– Você prometeu e não me chame de cara. — eu quis rir, podia imaginar a cara de irritação dele.

– Me comer já não foi o suficiente? Pensei que Derek Hale só fizesse isso. — eu não tinha percebido o quanto de raiva tinha dentro de mim, até agora.

– Estou te esperando no meu escritório para almoçar, Stiles. — ele tinha um tom duro.

– Espere sentado. — eu ia desligar.

– Se você não aparecer em dez minutos, vou buscá-lo e não será bonito. — arqueei as sobrancelhas e pensei em desafiá-lo, mas era meu primeiro emprego e não estava a fim de perdê-lo.

– Imbecil. — rosnei e desliguei, peguei meu celular e guardei no bolso do terno.

O elevador não demorou e a recepcionista me encarou com antipatia mais uma vez, a ignorei mesmo quando ela abriu a boca para me pedir identificação. O assistente de Derek estava comendo um sanduíche e revendo alguns papéis, passei direto e o vi me seguir apressado.

– Está tudo bem, Evan. — ele dispensou o assistente e ativou a opacidade dos vidros blindados.

– Que porra você pensa que é? — gritei assim que o garoto saiu.

– Não grite. — ele exigiu ainda sentado.

– Não grite? Você acha que é assim? Isso pode funcionar com suas namoradas Derek, comigo não. — ele estava tão perto de mim agora.

– Eu vacilei. — seu olhar caiu um pouco. — Fiquei assustado. — ele admitiu baixinho. — Stiles, você me fez quebrar todas as minhas regras. — seu indicador correu minha bochehca, eu estava quente.

– Você me ignorou, eu não posso fazer isso. — me afastei.

– Stiles, por favor, eu sei que fui um idiota mas... — ele engoliu em seco e me encarou com mais coragem. — Preciso de você. — revirei os olhos.

– Você só quer me foder.

– Sim, eu quero te foder de todas as formas possíveis, quero ver você gozar tantas vezes que não vai ter mais forças para nada, mas eu também quero mais. — eu estava confuso.

– Você separa sexo de tudo, o que mais você quer? — permaneci firme.

– Eu vou estragar tudo, como na limousine no sábado e como agora. — ele passou as mãos pelos cabelos. — Eu não sei fazer isso, mas sinto que preciso de você. Não é só o sexo, é a conexão. — engoli em seco, sabia que era verdade, eu vi ele se abrir.

– Eu sei. — me ouvi dizer mesmo que estivesse calculando outra resposta.

– Me dê uma chance. — ele voltou a tocar meu rosto.

– Isso é loucura. — seus lábios roçaram nos meus.

– Por favor. — suspirei e o encarei, dando algum espaço entre nós.

– Você não é meu dono. — ele franziu o cenho. — Não escolhe com quem eu falo ou o que faço da minha vida. — ele se viu perdido.

– Stiles.

– Não, você precisa entender isso. Eu não quero um conto de fadas, Derek. Prezo pela minha independência.

– Eu não vou tirar isso de você. — ele murmurou.

– Ótimo. — sentei em uma das cadeiras em frente ao nosso provável almoço. — Vamos comer, tenho meia hora. — ele sentou em seu lugar e manteve o silêncio por um tempo.

– Quero te levar para jantar. — ele soltou quando fui até seu banheiro escovar os dentes.

– Parece bom para mim. — respondi satisfeito.

– Hoje depois do expediente, você pode vir comigo. — não tinha um tom de pedido, mas eu não estava reclamando.

– Claro, só preciso avisar ao Scott.

– Passe a noite comigo, Stiles. — ele murmurou atrás de mim. — Quero sentir você de novo. — sua barba arrastou pela minha nuca e eu engoli um gemido.

– Estamos no meio do expediente. — eu me virei para ele.

– Eu sou o chefe. — ele murmurou me beijando.

– Preciso ir. — saí do banheiro.

– Você quer me enlouquecer. — ele reclamou, eu pensei por um momento e tirei o paletó novamente.

– Você trabalha nessa mesa o dia todo, certo? — ele concordou. — Sente ai. — ordenei, ele não entendia mas obedeceu. — Passa todas as manhãs brincando de fazer dinheiro, em reuniões chatas e burocráticas. — sentei na mesa a sua frente e o puxei pela gravata.

– Onde você quer chegar? — ele tinha as mãos nos meus joelhos.

– Eu quero te chupar. — soltei e ele pareceu surpreso. — Você sabe, é um cara sexy em um terno caro, com um dos melhores escritório de Manhattan. É tentador chupar seu pau enquanto você brinca de banco imobiliário. — eu já estava de joelhos, desfazendo a braguilha de sua calça.

– Porra. — ele murmurou quando tirei seu pênis e o alisei com a mão.

– Eu ainda posso sentir você dentro de mim, me deixando montar você. — murmurei olhando seu controle se desfazer. — Agora quero fazer você gozar. — lambi toda a extensão e ele gemeu.

– Stiles. — eu sorri e continuei a torturá-lo.

Minha língua contornou seu pênis preguiçosamente, eu queria ver cada uma das barreiras de Derek desmoronar. Ele tinha a respiração curta e ofegante, eu sentia seus músculos tensos nas coxas e então cada vez mais relaxados. Suguei a cabeça e ele gemeu, seus dedos agarrando os braços da cadeira, enquanto eu engolia o que podia e o chupava até minhas bochechas estarem côncavas. Ele estava perto, eu podia sentir. As veias saltando e contraindo na minha língua, seus murmúrios contidos e desesperados, seu gosto se espalhando pelo líquido pre-seminal.

– Eu vou gozar assim. — ele rosnou ofegante.

Continuei mesmo que meu maxilar estivesse dolorido e que o carpete em meus joelhos fossem desconfortáveis, eu queria aquilo. Sentir o gosto de Derek, gravar na memória. Era errado, pervertido e eu me sentia bem. Ele queria tentar algo mais e isso me excitou, ele não estava me usando, só estava assustado. Derek veio em um urro e eu precisei de esforço para engolir a faixa grossa de sêmen em minha língua, continuei a estimulá-lo até que estivesse flácido em meus lábios ou quase isso.

– Porra, vai me deixar duro de novo. — ele estava sensível e lindo.

– Guarde seu apetite insaciável para mais tarde. — eu levantei e me ajeitei. — Preciso voltar ao trabalho.

– Stiles, espere. — ele me segurou. — Não fiz nada por você. — ele parecia preocupado, me aproximei e acariciei seu rosto.

– Isso era o que eu queria, Derek. Não se preocupe, não estou me sentindo usado. — ele não relaxou.

– Não é justo. — ele estava tenso, preocupado.

– Está tudo bem e eu já estou atrasado. — me inclinei e beijei sua testa. — Te vejo mais tarde, garotão. — ele levou alguns segundos para soltar meu braço.

– Obrigado. — ele murmurou quando eu cheguei a porta.

– Não por isso. — pisquei e saí.

Quinze minutos de atraso e uma desculpa esfarrapada para Jackson, não me fez fugir dos olhares furtivos de Lydia que apareceu no meio da tarde na minha mesa com uma reportagem impressa. Na foto eu e Derek no evento da Hale Foundation, engoli em seco e lembrei do meu sorriso forçado, a mão dele na base da minha coluna. Aquele não era nosso melhor encontro, mas estávamos impecáveis.

– Você fisgou Derek Hale. — abri a boca e ela sentou na minha mesa, olhando na direção de Jackson que parecia entretido com uma videoconferência. — Estou impressionada. — ela murmurou, peguei a reportagem tendenciosa e li.

"Filho de socialight Claudia Finstock, acompanha o jovem bilionário Derek Hale em um evento beneficente para sua fundação destinada a pessoas que sofreram abuso sexual. O jovem de 24 anos com um estilo espalhafatoso e impecável apareceu mais de uma vez flertando com nosso queridinho, segundo fontes confiáveis."

Engoli em seco e observei como "flertar" tinha sido a última coisa que fizemos. Lydia me encheu de perguntas e eu desconversei, agradecendo silenciosamente quando o telefone tocou.

– Prometo que amanhã almoçamos e eu conto como foi. — ela bateu as mãos juntas e se inclinou para beijar minha bochecha.

– Isso vai ser incrível, Stiles! — ela voltou para sua mesa e eu atendi o telefone com minha saudação habitual.

– Desde quando você e Derek Hale estão flertando? — era Scott na linha.

– Cara, eu meio que não quero falar sobre isso agora. — soltei o ar cansado, tinha acabado de me permitir tentar com Derek e todos fariam alvoroço disso?

– Tudo bem, não liguei para isso.

– Aconteceu alguma coisa? — a preocupação bateu de repente, Scott era instável.

– Isaac vai dormir aqui, pensei que avisar seria legal.

– Ótimo, eu não devo dormir em casa.

– Derek?

– Vamos jantar.

– Sei.

– Cale a boca, preciso trabalhar.

– Até mais, cara.

Eram cinco e meia quando eu finalmente consegui terminar todo o meu trabalho, Jackson e Derek conversavam sobre a conda da Pleasure enquanto eu arrumava minhas coisas. Saímos do prédio um pouco depois e Angus, seu motorista, nos esperava com um Bentley.

– Você gosta mesmo de carros. — comentei escorregando pelo assento e vendo Derek dar a volta e entrar, sendando ao meu lado.

– Você não? — ele sorriu, era bom ver um sorriso no rosto de Derek.

– Sim, com certeza. — relaxei e me aproximei dele, encostando minha cabeça em seu ombro. — Para onde vamos? — perguntei cansado, o dia tinha sido estressante.

– Jantar em um lugar legal. — ele resvalou o indicador pelo meu queixo.

– Muito específico. — arrastei meu nariz pelo seu pescoço, seu cheiro era perfeito.

– Você vai gostar. — ele me beijou.

O restaurante era íntimo, mas ótimo. A comida era maravilhosa e eu via Derek conversar com um dos donos enquanto escolhia o que comeríamos. Ele sentou ao meu lado e ficou me encarando, por um bom tempo.

– O que foi? — eu estava começando a ficar sem graça.

– Você é lindo. — dei risada.

– Ora, obrigado. Você também é, garotão. — pisquei e bebi um pouco do vinho.

– Por que garotão? — ele riu.

– Me lembra um personagem de um programa que eu passei a infância inteira assistindo, ele era uma delícia. — bebi o vinho e ele apertou os olhos, meneando a cabeça.

– Isso quer dizer que eu sou uma delícia, meu bem? — fiz um estalo com a língua.

– Meu bem?

– Se você pode me dar apelidos... — me inclinei e o beijei, ele paralisou.

– Desculpe, eu pensei que não tinha problema. — me afastei, ele segurou minha nuca e me beijou, de verdade.

– Não tem. — ele disse ao se afastar.

– Percebi. — eu estava ofegante e nossa comida chegou. — Me conte sobre você. — pedi.

– O que você quer saber? — ele começou a comer.

– Algo que não esteja nos tabloides. — ele arqueou as sobrancelhas.

– O que exatamente está nos tabloides?

– Basicamente? Uma reprodução do que usam para Tony Stark. — ele riu. — O quê? Tenho culpa se você é um playboy de 28 anos, milionário e mulherengo?

– Eu não sou filantropo. — ele brincou.

– Muito engraçado. — ele ergui a taça e bebi.

– Se você quer saber algo, pergunte. — ele falou depois de um tempo.

– Por que eu? — soltei e ele sorriu.

– Eu não sei, você é fascinante. — corei.

– Quando eu te vi pela primeira vez só consegui pensar em sexo, daqueles que deixa a gente sem andar por uma semana. — ele engasgou.

– Aé? — mordi meu lábio inferior. — E por que não pulamos tudo e fizemos o que você queria? — ele provocou.

– Porque você cheira a encrenca. — ele se recostou na cadeira.

– Você tem um bom olfato, mas veja só, você olha como a minha ruína. — senti minha pele arrepiar, estávamos flertando mas Derek, ele era intenso.

– Pede a conta. — ordenei.

– Falei algo errado? — ele ficou preocupado, se fechou.

– Quero você, agora. Se não quiser dar um show no restaurante do seu amigo, melhor pedir a conta. — falei baixo, devagar, rouco.

– Puta que pariu. — ele murmurou e deixou o cartão na mesa. — Vamos. — quis perguntar do cartão, mas vi seu amigo acenar e o segui.

– Onde está Angus? — perguntei vendo que seguíamos para uma rua lateral.

– Em algum lugar. — ele me empurrou contra a parede e me beijou.

– Estamos na rua. — ofeguei ao sentir sua ereção contra minha coxa.

– Você queria dar para mim no restaurante. — puxei sua gravata.

– Agora eu quero privacidade, não vou dividir sua beleza com o mundo. — ele gemeu.

– Meu Deus, Stiles! — ele ronronou e me puxou para um hotel, subimos tão rápido e logo estávamos no quarto, meu corpo contra o colchão.

– Tire a roupa. — eu pedi, estava me livrando dos meus sapatos com rapidez.

– Eu dito as regras aqui. — ele rebateu e me beijou de novo.

– Roupas, por favor. — supliquei e ele mordeu meu lábio o puxando.

– As suas também. — ele começou a se despir.

Derek era simplesmente perfeito. Seu corpo sobre o meu parecia tão certo, tão bom. Qualquer outro cara teria me feito entrar em pânico, mas algo em Derek era confiável. Engoli a necessidade de falar e senti sua boca capturar um dos meus mamilos.

– Oh! Derek! — ele não parou. — Eu preciso de você. — implorei e ele apenar me ignorou.

– No meu tempo. — ele me empurrou para cama quando tentei nos mudar.

– Hey! — o chamei e sentir sua língua na minha barriga, brincando com o meu umbigo e me perdi.

Derek me fez gozar, duas vezes. Eu me sentia insuportavelmente sensível e ainda queria ele, precisava dele. Sua língua brincava com as minhas coxas, seus dedos tateando toda a pele sensível, me deixando aberto, liso, pronto para ele. Eu arqueei o corpo quando o senti resvalar os dedos em minha próstata.

– Eu não aguento mais. — minha voz estava emocional, ele tinha me causado uma descarga de endorfinas.

– Shh, só mais uma vez. — tentei me afastar.

– Chega, por favor. — eu choraminguei. — Estou pronto. — ele pressionou minha próstata mais uma vez antes de se retirar, ouvi o barulho do plástico do preservativo e o senti escorregar para dentro de mim.

– Você é tão apertado. — gemi, ele tinha acertado minha próstata com seu pau e eu não conseguia nem respirar. — Está ai todo sedento, desejando isso. — gemi, sem o mínimo pudor.

– Me fode de uma vez. — implorei, Derek impulsionou seu quadril com força e eu gritei.

A sensibilidade, a precisão, o tesão... uma pontada de dor se escondia em algum lugar e eu me sentia hipersensível. Seus lábios buscavam os meus, seu corpo estava suado, eu me sentia tão entregue. Não existia a menor possibilidade de eu conseguir me mexer, não quando sentia mais um orgasmo me pegar e ele mesmo afundando em meu pescoço, gemendo enquanto explodia junto comigo. Eu devo ter apagado, porque quando me dei conta, ele estava me abraçando e meu corpo semi coberto por um lençol macio.

– Eu apaguei? — minha voz saiu estranha.

– Por alguns minutos. — ele beijou meu ombro. — Tudo bem? — ele perguntou alisando meu braço.

– Sim, isso foi bom. — me virei para ele e senti meu corpo reclamar.

– Você é perfeito, me deixa louco. — lambi os lábios e alisei seu rosto.

– Aé, garotão? — o beijei.

– Esse apelido é ridículo. — ele riu.

– Não importa. — retruquei e abracei sua cintura.

– Eu vou tomar banho. — ele beijou o topo da minha cabeça antes de começar a se afastar. — Você vem? — ele já estava de pé.

– Sim, vai na frente. Preciso de um tempo para levantar. — ele riu e assentiu, indo para o banheiro.

Eu podia ouvir o barulho da água quando sentei na cama, observei o quarto de hotel e me dei conta de que entramos direto, sem ao menos falar com ninguém. Levantei e abri o armário, tinham roupas de Derek ali, poucas peças mas ainda sim eram dele. Abri uma das gavetas e tinham brinquedos ainda embalados, vibradores, algemas, lubrificante. Fechei e engoli em seco, o pavor estava ali de novo. Esse era o lugar onde ele trazia suas conquistas, era o lugar onde ele brincava com elas. Senti o suor começar a se acumular na minha testa, meu ar ficou preso, minha respiração engatou e eu me senti mal, enjoado. Vesti minha roupa e saí, eu não conseguia ficar mais ali, não com as merdas das lembranças me atingindo com tanta força.

Caminhei pelas ruas com pressa, eu não sabia onde eu estava ou como chegara ali. Olhei ao redor e vi uma pizzaria, entrei e pedi um refrigerante. Eu me sentia enjoado e de alguma forma atingido por um caminhão. Eu não deveria ter fugido, eu não deveria sequer ter mexido nas coisas dele. Ele não é o Matt, repeti mentalmente. Ouvi meu celular tocar e a foto de Derek dançar na tela, respirei fundo e atendi.

– Graças a Deus, Stiles! — ele parecia preocupado. — Onde você está? — eu não sabia o que responder, não queria falar com ele, não queria falar qualquer coisa. — Stiles? — ele arfou. — Stiles, pelo amor de Deus, me responda! — ele não estava irritado, preocupado talvez.

– Eu não sei. — minha voz saiu baixa.

– Stiles, me diz como você chegou ai. — ele pediu. — Eu sei por onde você saiu, só me diz o caminho que pegou. — pensei um pouco.

– Eu virei a direita e andei. Estou numa pizzaria, tem uma cerca azul ao redor e tem cheiro de alho. — torci o nariz.

– Estou aqui. — ele sentou ao meu lado e eu sobressaltei. — Hey, está tudo bem. — ele me puxou contra o seu peito. — Droga, Stiles. Pare de fugir de mim. — solucei. — Hey, não chore. — ele secou minhas lágrimas. — Vamos sair daqui, tudo bem? — não respondi. — Eu não posso andar por ai assim. — ele tirou uma nota de vinte e deixou na mesa. — Vamos. — ele me colocou dentro do Bentley e eu me encolhi contra o seu peito.

*

Eu não fazia a menor ideia do que estava acontecendo, mas o deixei chorar. Era de partir o coração, mas algo tinha causado aquilo. Eu tinha estragado tudo de novo. Ele se encostou em mim mais calmo e eu toquei seu rosto, sentindo ele estremecer e retrair.

– Eu estraguei tudo de novo. — murmurei.

– Eu surtei. — ele esfregou as lágrimas e eu quis segurá-lo. — Você me levou para o seu matadouro. — ele acusou.

– Como? — ele me encarou vulnerável, eu esperava ver o fogo, a raiva, mas só tinha mágoa ali.

– Você veio com aquele papo de não me usar, de me levar para jantar, de querer tentar de verdade e me levou para o seu matadouro. — ele cuspiu as palavras.

– Stiles, eu vacilei e eu disse que aconteceria. Escute, vamos para o meu apartamento? Prometo que nunca ninguém esteve lá, só minha mãe. — ele se encolheu.

– Quero ir para casa. — e olhou para o lado oposto, observando o caminho.

– Você quer fugir, de novo. — estava ficando com raiva.

– Só quero ficar sozinho. — ele rebateu indiferente.

– Tudo bem. — saltei do carro e ordenei que Angus o levasse para casa.