Manhattan
15 Quinze
Notas iniciais
Quando meu pai chegou no meu apartamento junto com a minha mãe nada do que era dito passava realmente pelos meus ouvidos. Derek estava vivo e relativamente fora de perigo, mas tudo o que tinha acontecido me assustava demais e eu não conseguia digerir, não antes de tocá-lo e me certificar de que não era tão ruim quanto parecia.
– Filho. — eu estava enrolado na toalha, tentando decidir como me acalmar e me vestir para esperar Derek no hospital. — Sua mãe está apenas preocupada. — ele começou sentando ao meu lado.
– Tudo bem, eu só preciso de um tempo. — murmurei.
– Quando estiver pronto eu o levo ao hospital. — encarei meu pai pela primeira vez naquela noite.
– Não precisa, Angus vai me levar. É tudo muito sigiloso por enquanto. — eu queria ceder a sensação angustiante e chorar, mas eu precisava ser forte e não preocupar meus pais.
– Você precisa de ajuda por aqui? — fiz que não com a cabeça. — Tudo bem, vou deixá-lo se arrumar. — meu pai beijou minha testa e saiu.
Angus respeitou o silêncio assustador que predominava no carro e mesmo quando chegamos e o barulho da ambulância saindo ou do movimento do hospital me bombardearam, eu me sentia só e perdido. Até que me chamaram.
Derek estava dormindo, ele parecia sedado e seu rosto repleto de cortes pequenos, assim como, um bem profundo em sua clavícula descendo pelo seu peito e se perdendo no tecido fino da camisola do hospital. Era difícil segurar tudo o que reprimi durante todo o dia, era quase impossível segurar toda aquela dor e alívio se misturando. Ele estava vivo, mas tão quebrado.
– Pare de chorar. — sua voz saiu baixinha e só então percebi que estava descontroladamente em prantos.
– Sinto muito. — me aproximei com cautela, tinha medo de tocá-lo, de esbarrar em um dos aparelhos ligados em seu corpo, de machucá-lo e fazer doer.
– Venha cá. — ele se arrastou para o canto da cama, eu podia ver a dor em seu rosto, mas Derek era forte demais para admitir qualquer coisa. — Sente aqui. — sua voz saiu abafada, a respiração engatou.
– Não quero te machucar. — admiti tentando manter a calma, enxugando o rosto com a manga da camisa.
– Você não vai, eu estou estável. Venha cá. — sua mão bateu no espaço ao seu lado e eu hesitei, indo em seguida com a maior cautela possível. — Viu, eu estou bem. — ele pousou sua mão na minha coxa quando eu sentei e foi difícil segurar qualquer pranto desde então.
– Sinto muito. — solucei sem conseguir me conter.
– Tudo bem. — ele alisou minha perna sem poder se mover muito para me confortar. — Vai ficar tudo bem. — eu me inclinei e beijei seus lábios inchados e feridos com cuidado.
– Eu tive tanto medo. — puxei o ar com dificuldade e o senti bicar meus lábios com os seus.
– Estou bem, prometo. — assenti e tentei me acalmar. — Você pode pegar um pouco de água para mim? — eu me apressei em desde e atendê-lo. — Sem correr. — ele riu.
– Aqui. — levei aos seus lábios com cuidado, mesmo que ele pudesse beber sozinho.
– Você precisa se acalmar. — ele murmurou e eu voltei a sentar ao seu lado. — Preciso saber que você pode lidar com tudo isso. — eu respirei fundo e tomei um pouco de água.
– Eu só me senti perdido, você está vivo e sou grato por isso, mas... é difícil. — ele assentiu e eu hesitei em tocar seu rosto, ele estava tão inchado.
– Você pode me tocar, não vou quebrar. — ele sorriu e eu assenti, tocando seu rosto com carinho, sentindo que Derek estava ali e era real.
Passamos toda a madrugada entre cochilos e algumas palavras. Derek estava dolorosamente exausto e ele se sentia extremamente culpado pela morte de Stuart. Era possível ver sua dor estampada em seus olhos e isso me machucava um pouco mais a cada momento em que ele resmungava em seu sono, resquícios de consciência em meio a dose de sedativo forte. Sua família apareceu pouco mais de oito e meia e eu tive tempo suficiente de tomar café com ele e sair. Não era o momento de conhecer o resto dos Hale e Derek não precisava que uma nova questão surgisse para ele, tudo o que precisava era de descanso e cuidados médicos.
Fui para o trabalho mesmo que Jackson tivesse me liberado. Eu precisava ocupar minha mente até poder voltar ao hospital e minha casa ainda estava cheia de pessoas e perguntas que eu não queria responder. Jackson se atrasou, Lydia tinha faltado mais uma vez, a história da licença médica me deixava extremamente preocupado, principalmente quando ela não me retornou ou atendeu. Meu mundo parecia completamente bagunçado e não tinha nada que eu pudesse fazer a respeito.
– Stiles? O que está fazendo aqui? — Danny me encarou por alguns segundos e logo Jackson apareceu.
– Stiles! Você deveria estar em casa, com Derek, descansando... por que veio trabalhar? — engoli em seco, não queria ser tratado como uma criança que precisa de tempo e espaço para lidar com as coisas, queria poder decidir o que era melhor para mim.
– Meu melhor amigo está com problemas, meus pais estão no meu apartamento e meu namorado precisa de espaço para lidar com a própria família. Eu vim trabalhar, porque preciso ocupar a mente antes de surtar e gostaria muito de poder contar com meu chefe para isso. — respirei fundo e vi Danny balançar a cabeça negativamente, preocupado e não acreditando em minhas declarações.
– Preciso daquela pilha de orçamentos digitalizada e revisadas. Tenho duas grandes contas para gerenciar semana que vem e preciso que dê uma olhada para apontar os erros e se sobrar tempo, venha até meu escritório discutir a campanha da Pleasure, temos que liberar a equação final para o setor de empreendimento e comunicação para aprovarem e assim podermos marcar o lançamento oficial da campanha. — Jackson me entendia, eu seria grato por isso.
– Obrigado. — sentei novamente no meu lugar e comecei a trabalhar.
Eram quatro da tarde quando recebi a visita de Scott. Ele parecia cansado e ansioso, mas o sorriso no rosto indicava todo seu esforço em ser um bom amigo antes de despejar em mim seus problemas. Ele tinha um saco de comida para viagem de um restaurante chinês que eu costumava gostar muito de frequentar quando visitava minha mãe por aqui na adolescência, era nossos melhores momentos, mesmo que a comida fosse uma porcaria.
– Biscoitos da sorte? — ele sorriu e eu abri espaço para comermos em minha mesa. — Não pensei que você viria trabalhar. — comecei a distribuir a comida enquanto ele abria os refrigerantes.
– Não posso lidar com minha mãe hoje. — fui sincero. — Obrigado por isso. — olhei em direção a comida e ele sorriu.
– Claro. Seu pai está preocupado com você, Angus ligou querendo deixar você alguns minutos ao telefone com Derek, mas não te encontrou. John pensou em sair por ai e te procurar mas eu sabia que estaria aqui. — dei risada.
– Eu estive concentrado demais no trabalho, mas isso é bom, me ajudou a relaxar. — era verdade. — Derek está bem? — de repente me senti preocupado.
– Sim, até meia hora atrás estava dormindo. Ele vai querer vê-lo essa noite. Você deveria ir para casa, tomar um banho e descansar um pouco. John levou Claudia para casa e disse que daria uma volta, é um bom momento.
– Acho que vou aceitar. — dei risada e olhei para a última conta precisando ser revisada. — Ainda tenho algumas coisas para fazer aqui, talvez você possa levar meu pai para jantar. — sugeri.
– Claro, vai ser ótimo. Ele está chateado por você o evitar, mas eu posso lidar com isso.
– Ele volta amanhã para casa, certo? — Scott parou para pensar um pouco.
– Acho que ele pediu uma licença até o final de semana.
– Amanhã estarei lá para você e Kira e passarei um tempo com ele também, só preciso dormir com Derek, me certificar que tudo está bem. — Scott sorriu e assentiu.
– Tenho certeza disso, bro. — brindamos com nossos refrigerantes e terminamos a refeição.
Scott esperou eu terminar meu trabalho para me dar uma carona, ele parecia entretido em seu celular, mesmo que parecesse introspectivo, preocupado. Eu sabia como toda a situação com Kira o abalava, trazia velhas lembranças e parecia doer de um jeito profundo, mas ele era forte e um bom amigo por deixar isso de lado e cuidar de mim.
– Estou de saída. — avisei no escritório de Jackson. — Fiz reserva no Lion's para vocês dois. Oito horas, no segundo andar. — sorri e os vi surpresos por eu manter a mesma postura de sempre.
– Vai ver Derek? — Danny quem perguntou, ele parecia externalizar mais suas preocupações.
– Vou para casa descansar, comer, trocar de roupa. Mais tarde vejo o Der. — fui sincero, eu realmente precisava de uma soneca.
– Isso é bom. Vejo você amanhã? — Jackson parecia entender mais a minha forma de lidar com tudo aquilo, eu gostava disso nele.
– Sim. Tenho algumas coisas para fazer de manhã cedo, mas depois do almoço estarei aqui. — Jackson assentiu.
– Mande lembranças ao Derek. — assenti e acenei um tchau antes de ir.
Minha casa vazia parecia uma boa ideia, mas não foi. Estar lá sem Derek me dizendo o que fazer, mesmo que eu odiasse isso, ou sem Scott bebendo e rindo, me fazendo ter uma boa noção do que uma vida de modelo significaria também faziam falta. Tirei a roupa e entrei no chuveiro, a ideia de relaxar não parecia tão boa agora e eu me sentia em pânico. Um banho frio, um lanche rápido e eu só queria correr para perto de Derek, me vi seguindo pelas ruas e indo em direção ao seu apartamento, para só então perceber que ele não estaria lá e que por pouco eu não o perdi para sempre. Segui para o hospital trêmulo, frio, choroso e destruído pela ideia de nunca mais ter acesso ao homem que eu amo, ao cara que me salvou de tantas maneiras e sem nem perceber.
– Você andou chorando. — foi a primeira coisa que Derek me disse horas depois que eu cheguei e ele acordou.
– Você podia ter morrido. — murmurei sentindo toda aquela dor voltar a superfície.
– Estou aqui. — ele esticou a mão quebrada e engessada, sorri e me desfiz dos sapatos antes de deitar ao seu lado.
– Não sei se posso lidar com tudo isso. Sei que você precisa de mim, mas não consigo ser forte o bastante. — meu nariz esfregava lentamente pela veia em seu pescoço, ele beijou o topo da minha cabeça com gentileza.
– Sinto muito. — ele suspirou. — Tudo o que aconteceu foi difícil e traumático para nós dois, eu perdi um funcionário maravilhoso, ele tinha uma filhinha e uma mãe idosa. É claro que nunca faltará nada a elas, mas eu não posso trazer Stuart de volta ou parar aquele atentado antes que meu corpo fosse ferido. Eu só posso lidar com os danos Sti, você também deveria pensar assim. — engoli em seco e o encarei.
– Quero casar com você. — vi as palavras fugindo da minha boca antes mesmo de pensar sobre isso.
– O quê? — ele murmurou atônito.
– Droga! Sinto muito, eu não... — tentei sair dali, mas ele me agarrou mesmo que isso fosse doloroso para suas costelas.
– Você não quis dizer isso. — de repente, eu podia enxergar insegurança ali.
– Sim, eu quis. — sibilei de volta.
– Eu não sou bom para você, meu bem. — ele sorriu e me soltou.
– Está me dando um fora? — franzi o cenho confuso.
– Estou te dando a chance de pensar antes de querer um compromisso. — bufei e me levantei.
– Eu não estou fazendo isso porque tive medo de perdê-lo! Eu só o amo tanto que não me vejo com mais ninguém, seu idiota! — raiva, eu não deveria estar com raiva.
– Eu não posso me casar com você. — ele soltou cansado. — Eu não posso fazer isso e te magoar depois. — de repente toda minha raiva tinha sumido. — Amo você demais para feri-lo assim. Você não merece... — sua voz sumiu quando ele olhou para o outro lado.
– Tudo bem. — alisei seu rosto com cuidado, ele pareceu surpreso e confuso. — Sinto muito por pensar o pior, sinto muito por tudo. Eu te amo. — me inclinei para beijá-lo.
– Me dê uma chance de me explicar da próxima vez.. — ele beliscou meus lábios com seus dentes.
– Pare de me provocar. — murmurei em seu ouvido.
Na manhã seguinte, Derek tinha alguns exames e logo depois algumas perguntas da polícia para responder. Aproveitei esse tempo para voltar para casa, tomar um banho e levar Kira até a clínica médica. Meu pai tinha saído para correr, era estranho como ele se exercitava diariamente porque era uma rotina feita com Mel. Era bom para sua saúde, mas estranho mesmo assim.
– Você está nervosa? — perguntei vendo a menina esfregar as mãos.
– Um pouco. — ela murmurou enquanto Scott chamava um táxi.
– Você vai precisar de um dia de descanso, acho que seria bom dormir lá em casa, deixar Scott ajudar. — ela assentiu.
– Obrigado por tudo, Stiles. — sorri e toquei sua mão.
– Não por isso. Só tenha certeza do que está fazendo e vamos em frente.
– Eu não quero um filho nesse momento, Scott não está preparado também. — eu sabia que era verdade.
– Você não tem que se justificar, seu corpo, suas escolhas. — ela sorriu e entramos no táxi.
Não era um procedimento demorado, mas a atmosfera da clínica parecia deixar Scott incomodado. Tínhamos conversado ao telefone durante a noite e ele não estava chateado ou contra as decisões de Kira, ele só se perguntava por quê sua mão não fez o mesmo. Quando Kira entrou no consultório, ele pareceu mais nervoso com o bem estar dela, isso foi bom de certo modo. Eu ainda tinha minha mente na conversa estranha sobre casamento com Derek e mal vi o tempo passar.
– Ela vai ficar bem, é só repousar o dia de hoje e de amanhã e então vida normal. Se sentir algum desconforto, sangramento excessivo ou cólica anormal, volte. — assentimos às coordenadas dada pela enfermeira e empurramos a cadeira de rodas até o lado de fora, colocamos Kira num táxi e voltamos.
– Eu vou ficar no hospital, quero falar com Derek antes de almoçar com meu pai e ir para o trabalho. — me despedi e saltei do táxi.
– Mande melhoras a ele, bro. — sorri e os vi partir.
Derek parecia nervoso quando entrei, ele estava com o semblante fechado e tinha acabado uma discussão por telefone em uma língua que eu não conhecia. Me aproximei lentamente e o vi sorri.
– Problemas? — perguntei um pouco preocupado.
– Tudo sob controle. — me inclinei para beijá-lo e recebi um longo e profundo beijo.
– Preciso trabalhar hoje ainda. — murmurei sem fôlego.
– Que pena. — ele alisou meu pulso com o dedão fora do gesso.
– Quando você vai receber alta? — eu queria tanto tê-lo em casa.
– Dois, três dias no máximo. — eram muitos dias.
– Vou ficar no seu apartamento quando você sair. Quero cuidar de você. — não era um pedido.
– Pensei em ficar no seu, assim minha família não pode me incomodar. — ele fez uma careta ai se ajeitar na cama.
– Eles só estão preocupados. — fiz beicinho. — Meu apartamento é pequeno. — não era verdade, mas com Scott, Kira e os pesadelos de Derek, eu não queria arriscar.
– Tudo bem, ficamos onde você quiser. — me inclinei para beijá-lo novamente.
Almoçar com meu pai sempre era ótimo. Eu tinha eterna predileção por estar com ele quando criança, não só porque minha mãe era relapsa ou porque Matt gostava de me visitar a noite, mas porque meu pai sempre foi a melhor pessoa do universo para mim.
– Então Derek sai do hospital depois de amanhã? — sorri e fiz que sim.
– Eu devo ficar no apartamento dele por uns dias, apesar dele querer ficar no meu.
– Por que ele não pode ir para sua casa? É por eu estar aqui?
– Não, é que ele teria que dormir em uma casa separada da minha. Suas costelas ainda estão fraturadas e eu me mexo bastante. — não era totalmente mentira, mas eu não estava preparado para dividir que meu namorado revivia um estupro enquanto dormia.
– Entendo, é se o apartamento dele tem mais espaço. É melhor assim. — senti o alívio por não deixar meu pai com nenhuma dúvida. — Me fale de você, do trabalho, de como as coisas estão nessa cidade.
– Minha mãe dificulta as coisas, Scott engravidou Kira e meu trabalho é ótimo. Eu adoro trabalhar com Jackson. Ele é insuportável de mau humor, mas é um profissional incrível e por mais que seja difícil admitir, ele me entende bem. — meu pai parecia feliz em me ouvir.
– Scott conversou comigo sobre Kira e o aborto, foi muito legal saber que você esteve lá para eles.
– Tenho certeza que Scott faria o mesmo por mim se houvesse essa possibilidade. — rimos.
– Você parece incomodado com alguma coisa.
– Você me conhece muito bem. — beberiquei minha cerveja e peguei o celular, mandando uma mensagem para Jackson e pedindo o resto do dia de folga também.
– O que se passa nessa sua cabecinha oca?
– Pedi Derek em casamento, mas ele não aceitou e agora vejo que foi estupidez minha e que se fosse ao contrário também não aceitaria. Eu não sei o que me deu e se ele aceitasse, sei que magoaria muito ele quando desse tudo errado. — eu estava confuso.
– Eu pedi sua mãe em casamento tantas vezes que não consigo nem mais contar nos dedos. Ela sempre recusou e eu continuei atrás dela, você só foi impulsivo e ele recusou porque consegue enxergar melhor isso. O estresse, a adrenalina e o medo foram as coisas mais determinantes para esse pedido, por mais que você o ame, não é o momento para nenhum dos dois. Não se martirize pelo sofrimento que você causaria, aproveite que tudo se encaixou. — peguei a mão do meu pai e a apertei.
– Obrigado por estar aqui. — eu sabia que ele sempre poderia me ajudar.
Admitir que eu precisava falar com a minha mãe naquela noite também não foi fácil. Eu queria estar no apartamento de Derek e arrumar tudo o que pudesse para sua chegada, talvez tomar uma cerveja com meu pai e Scott, mesmo adiantar meu trabalho, mas falar com a minha mãe não era o que eu queria, mas foi preciso.
– Você me deixou totalmente de fora. Isso foi péssimo e eu me sinto muito magoada. — ela me acusou.
– Meu namorado quase morreu, tentaram assassiná-lo mãe. Eu não ligo se isso te magoou, mas eu tive muito com que lidar para dar importância aos seus sentimentos. — ela me olhou indignada.
– Se não veio se desculpar, por que está aqui? — ela se levantou do próprio sofá e andou de um lado a outro da sala.
– Achei que você gostaria de saber que Derek volta depois de amanhã e que as coisas estão mais calmas. Agora eu estou aqui dando a devida atenção a você. Achei que seria o certo. — ela cruzou os braços e me encarou.
– Um absurdo você me colocar em segundo plano, Stiles! Você não pode me excluir sempre que acha conveniente.
– Eu não vim para brigar. — levantei. — Estou tentando fazer a coisa certa. — caminhei em direção a ela. — Preciso ir. — beijei sua testa.
– Por que não fica para o jantar? — ela pediu.
– Sem brigas?
– Juro! — ela cruzou os dedos nos lábios em um promessa.
– Tudo bem. — cedi.
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