Mangle's Revenge
7 Tortura
Notas iniciais
Meu choro foi interrompido quando Foxy apareceu no corredor. Senti apenas sua mão em meu ombro.
–Mangle, não acredito nisso. — ele disse.
–No quê? — perguntei, com a voz trêmula.
–Você o matou. Não era pra ser assim que ele morreria. Vão descobrir que foi você! — pela primeira vez, vi o raposo tremendo, apavorado, mesmo não entendendo o motivo.
–Eu pensei que... era para ele morrer...
–Mas não assim! Nós íamos colocá-lo numa fantasia de Freddy, e ninguém saberia que teríamos sido nós. Mas assim, eles vão facilmente descobrir que você o matou! O sangue está em você, manchou seus dentes. Mesmo que te limpássemos, ainda existiriam vestígios, e além disso você enferrujaria.
O medo agarrou minha mente com dedos gélidos, ameaçando rasgá-la com pensamentos que poderiam vir a se tornar realidade. Foxy me abraçou desconsolado.
–Mangle, vão achar que você está com defeito. Vão te jogar no lixo ou coisa pior.
Retomei o choro com mais desespero ainda.
–Desculpe, Foxy. Me desculpe, por favor. Eu não sabia. Juro que não sabia. Eu me arrependi de tê-lo matado, não só por isso. Ele queria morrer. Ele veio pra morrer e sabia. Eu ...
Parei de falar abruptamente quando Foxy selou seus lábios com os meus. Embora fôssemos namorados, nunca havíamos nos beijado, mesmo que isso pareça meio estranho. Nossa relação envolvia apenas conversa, embora eu estivesse satisfeita com isso, pelo menos por enquanto.
Ele me abraçou, sem desprender minha boca da sua. Nunca havíamos tido um momento tão intenso. Tivemos que nos separar para que pudéssemos respirar, mas mesmo assim ele não me soltou, segurando-me em seus braços como se eu fosse uma flor preciosa.
Seus olhos estavam umedecidos, enquanto os meus pareciam cachoeiras. Nós não aguentaríamos nos separar, se me jogassem fora. Eu precisava dele assim como precisava de meus parafusos, e com ele não era diferente.
–Mangle, vamos fazer o seguinte: fique escondida, num lugar cuja existência ninguém além de nós saiba. Quando amanhecer, vão descobrir o corpo. Quanto mais tempo você permanecer escondida, sem que ninguém te veja, melhor. — ele disse, segurando minhas mãos.
–Não conheço nenhum lugar assim, Foxy. Mesmo aquee canto escondido do Escritório já é conhecido pelos humanos. Não sei onde poderia me esconder.
–
Eu posso procurar pra você. Não saia daí. — ele se levantou. Soltei sua mão com relutância, e ele saiu pelo corredor com um andar triste. Continuei lá sentada, enxugando as lágrimas, até sentir uma pancada forte na parte de trás da cabeça, justamente onde já fora atingida e quebrada uma vez. Minha visão enevoou enquanto eu sentia uma dor forte e aguda, até que tudo ficou preto.
–x-
Acordei deitada num lugar frio, com uma luz sobre minha cabeça, que doía. Logo reconheci os Toys acima de minha cabeça.
–Eu sabia que ela ia acordar cedo ou tarde — comentou Balloon Boy.
–Mangle, vamos direto ao assunto. Onde está Puppet? — perguntou Toy Freddy num tom ameaçador.
Tentei levantar-me, mas os outros Toys seguraram meus braços. Estava muito fraca para enfrentá-los.
–Pouco me importa onde está Puppet. Não o vejo desde quando vocês me quebraram a cabeça, literalmente. — rosnei
Toy Bonnie segurou uma faca que provavelmente havia pegado da cozinha. Encostou a faca em meu pescoço.
–Tem certeza, Mangle? Ele sumiu quando você foi, bem, atingida. Será que ele... não estaria com vocês, Olds? — ele perguntou, com uma voz maníaca.
–Como eu poderia saber? Ele sumiu depois de eu desmaiar! — eu suava frio.
Toy Chica pegou uma chave de fenda e começou a desparafusar uma parte do meu pé.
–É assim que começa, Mangle. Se você cooperar, talvez possamos te deixar sair daqui só com algumas peças a menos.
Rangi os dentes quando um dedo foi removido. Doía muito. Eu não podia fazer nada a respeito. Estava presa.
Eu só queria que alguém me ajudasse. Que alguém me salvasse daquilo.
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