Mangle's Revenge
5 Conte comigo
Notas iniciais
Depois daquele dia, eu e Foxy passamos a ter um relacionamento ainda mais próximo que antes. Passamos a ter um relacionamento sério. Todas as noites, permanecíamos juntos, conversando, no Parts & Services, eventualmente na companhia dos outros Olds.
E estávamos prestes a por em prática nosso plano. Fora a primeira noite que vi Puppet longe dos outros Toys. Esgueirando-me nas sombras, constatei que ele estava dentro de sua caixa, ainda que uma melodia de caixinha de música tocasse suavemente na Prize Corner.
Mas percebi que haviam menos sombras para me esgueirar. Ao sair da Prize Corner e ir ao Palco para dar uma olhadinha nos Toys, notei que Toy Freddy e Toy Chica estavam rigidamente parados e Toy Bonnie não estava lá.
Logo vi que havia alguém no Escritório. Minha primeira reação foi ir rapidamente ao Kids Cove, lembrando-me de que era onde eu deveria estar se houvessem humanos na pizzaria. Permaneci lá durante o resto da madrugada, aflita. Devido ao silêncio a que eu não estava acostumada. Percebi o quanto sentia falta de Foxy. Ele provavelmente estava muito preocupado.
Depois do que me pareceram séculos, tocou o sino das seis. Ouvi passos do vigia noturno dirigindo-se à saída. Observei-o discretamente até que ele fechou a porta.
Eu sabia que os faxineiros e outros funcionários da pizzaria só chegavam alguns minutos depois do sino, e então apressei-me para chegar ao Escritório antes disso. Eu não tinha muito tempo, e por isso não passei no Parts and Services. Revirei as gavetas do Escritório até achar um currículo. Lá constava o nome do vigia — Jeremy Fitzgerald — e várias outras informações.
Me detive em algo particularmente interessante. Jeremy já havia trabalhado como mecânico antes. Ou seja, ele poderia nos consertar.
A alegria me invadiu por um momento. A ideia de ser consertada, assim como os Olds, era maravilhosa. Mas logo me toquei de que ele havia nos visto pelas câmeras. A animação diminuiu um pouco, mas resolvi esperar até a noite seguinte.
As horas não pareciam passar, mas finalmente chegou a noite. Ouvi o segurança entrando e se dirigindo ao Escritório. Algum tempo se passou, e tomei um susto quando a câmera de segurança lançou um flashlight claro demais, mas me mantive quieta. Não me atrevi a sair dali por alguns minutos, mas quando considerei seguro, subi no teto escalando a parede.
Eu tinha um plano em mente: apareceria no escritório e ficaria ali, parada, até que a ideia de me consertar passasse por sua cabeça. Faria isso na noite seguinte também, e se ele não demonstrasse vontade de fazê-lo, eu o mataria.
Comecei o percurso fazendo o máximo de silêncio possível, para evitar chamar atenção indesejada dos Toys. Me detive na Game Area, quando vi um par de olhos brilhantes.
Os olhos se aproximaram rapidamente até que o restante do corpo fosse visível.
–Foxy! — sussurrei, com vontade de gritar, sentindo uma alegria imensa. Desci do teto e fui ao seu encontro. Desesperado, ele me abraçou delicadamente, como se eu fosse uma flor preciosa. Afagou, trêmulo, minha cabeça e beijou minha testa demoradamente.
–Onde você esteve, Mangle? Eu fiquei tão preocupado! Pensei que os Toys... — ele estava visivelmente muito aflito.
–Ei, calma, eu estou aqui. É que contrataram um vigia noturno, e descobri que ele já foi mecânico. Foxy, acho que ele pode nos consertar!
–Eu sabia que haviam contratado um vigia noturno — ele disse com raiva na voz. — Estava indo ao encontro dele para matá-lo. Mas eu não sabia que ele era mecânico. O que você tem em mente?
–Eu pretendia ficar no Escritório por um dia, esperando que a ideia de consertar os animatronics passasse na cabeça dele. Se isso não acontecer, é uma prova de que não se importa nem com o lucro que a pizzaria teria com o conserto, nem conosco, mesmo pensando que não temos sentimentos. Que ele só está aqui para receber seu pagamento. E essa falta de generosidade por parte dele merecerá um castigo.
–Qual castigo seria esse? — perguntou Foxy.
–A morte dele. — Sorri sugestivamente.
Ele entendeu o que eu quis dizer e retribuiu o sorriso, dizendo:
–Conte comigo.
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