Mandy Mellark (Hiatus)

4 O baile de apresentação


Notas iniciais
Meninas, quero pedir mil desculpas, muito tempo sem atualizar né? Espero que não tenham desistido de MM, porque eu não desistirei dela, é que tive MUIIIIIIIIIIITOS contratempos durante esse mês de novembro, quero agradecer imensamente as lindas que tem deixado seu comentários tão especiais na fic, eles são meu maior incentivo, às vezes fico um pouquinho triste porque sempre vejo muitas visualizações e acompanhamentos na fanfic e poucos comentam, sempre acho que a história pode não estar agradando, mas logo me animo ao ver pessoinhas incríveis como a Belrapunzel, Deborah, Everdeen Mellark, Gabi Mellark, e MoonGobletOUAT, Paçoca com chocolate, e Mago do céu, deixando maior força em forma de comentário em Mandy Mellark, meninas vocês não tem ideia o quanto isso é importante para quem escreve. Esse capitulo vai especialmente para todas vocês, SUAS LIIIIIIIIIIIINDAS... Ps: Não revisei, então já sabem, erros me avisem por favor que eu corrijo. Bjs, e ótima leitura.

Após Cressida e sua equipe de produção praticamente me jogaram para fora do set de filmagem por conta do fiasco que eu e a morena do Lamborghini protagonizamos nos estúdios da Lerner esta manhã, cheguei em casa revoltado e de péssimo humor, Contei para meu irmão a minha odisseia, desde o encontro com Katniss Everdeen no posto de gasolina, até o momento que a marrenta correu em direção ao elevador vestindo apenas a camisola do figurino, tivemos até algumas ideias bizarras de “Como matar a girafa de salto 15” caso um dia ela reapareça na minha frente, mas é claro que lhe omiti o quanto o beijo dela mexeu comigo. Finn foi para a academia, e eu passei o resto da tarde enfurnado na cama sendo atormentado por imagens da morena vestida naquela camisolinha transparente, e sentindo o gosto daquele bendito beijo em minha boca, o estranho é que eu deveria odiá-la por diversos motivos, incluindo o fato de ela ter ferrado com meus sonhos, porém, tudo que eu mais queria neste instante era ter a oportunidade de vê-la uma última vez.

— Peeta, você ainda esta jogado nesta cama? Já esta na hora de se arrumar para o ‘trampo na mansão do Plutarch Heavensbee – A voz estridente de meu irmão invadiu a quitinete dando fim ao silêncio que imperava na mesma há algumas horas.

— Fala baixo Finnick, minha cabeça esta a ponto de explodir.

Minha cabeça doía bastante, e meu humor não havia melhorado nem um pouco desde que ele foi para academia, mas, tínhamos um trabalho a fazer, e eu jamais deixaria o Haymitch na mão, a tributus, banda que tocava na boate Sinsajo onde Hay é o gerente, estava precisando de dois vocalistas freelancers para se apresentar com eles na festa de dezoito anos de Primrose Heavensbee, filha do dono da boate; meu tio já havia combinado com os músicos que eu e meu irmão aceitaríamos de bom grado o trabalho, pois é, independente do meu “bode” e da minha imensa vontade de continuar na cama pelo resto da vida, fiz o que era certo, coloquei o meu melhor sorriso no rosto e comecei me aprontar para o trabalho.

Chegamos à mansão de Plutarch Heavensbee às 18:00hs, após sermos devidamente revistados pelos seguranças e acolhidos pelas hostess que recepcionavam os convidados, uma das garotas nos mandou procurar por Tresh Williams, o baixista da ‘tributus que encontrava-se no palco próximo a piscina fazendo a passagem do som; Tresh era o único integrante da banda que conhecíamos, Haymitch nos apresentou a ele logo que chegamos a Capital, os dois eram amigos de longa data, enquanto atravessávamos o jardim em busca da piscina que ficava nos fundos da mansão, observávamos embasbacados os retoques finais sendo realizados pela equipe do buffet, a mansão dos Heavensbees tinha arquitetura moderna e refinada, sua área externa abrigava um ambiente arborizado, onde residia jardins bem cuidados repleto de iluminadas fontes decorativas, nos fundos da residência tinha uma ampla área de lazer com quadra de basquete, piscina, bar, academia de ginástica, e uma área de jogos que caberia umas três quitinetes do tamanho da minha.

— Estou feliz feito pinto no lixo.

—O que disse Finnick?

Permaneci em transe por uns segundos admirando a estrutura da casa, foi a fala animada de Finn que me trouxe de volta a realidade.

— Feliz feito pinto no lixo, é como eu me sinto neste exato momento Peetinha, olha pra isso! Esse lugar é o céu. Nem conheço a aniversariante, mas sabe de uma coisa, essa garota já subiu no meu conceito; Isso que é uma festa de dezoito anos irmão, o tio se superou dessa vez; quando ele falou nesse ‘trampo eu não botei muita fé, baile de apresentação? Pensei ‘caraca! Quem ainda dá um baile de apresentação hoje em dia?

Eu entendia a euforia do meu irmão, bailes de apresentação são como um rito de passagem para as meninas de famílias abastadas, logo que as adolescentes completam dezoito anos são apresentadas à alta sociedade, mais precisamente aos rapazes solteiros cujas famílias estão à procura de um bom casamento para eles, geralmente tais eventos são um pé no saco.

— Pinto no lixo? Você esta mais para garotinho que foi a primeira vez ao parque de diversões, só espero que lembre das regrinhas de conduta que o Haymitch nos passou por telefone, além disto, não se esqueça, estamos aqui a trabalho. Anda logo, desse jeito não chegaremos nem a piscina, quanto mais ao palco.

— Regras? ‘Cê ‘tá de brincadeira comigo Peeta. Quem vai a um parque de diversões e se contenta em ficar olhando para os brinquedos quando pode brincar em todos eles? Maninho não me peça o impossível, dá uma olhada a sua volta... Nós nunca estivemos em uma festa parecida com esta, isso aqui é o paraíso, bebida liberada, Djs, Bartenders lindas, música eletrônica, se liga, tem até aquelas bebidinhas que vem com um guarda-chuvinha dentro, fora que daqui a pouco este espaço com certeza estará lotado de mulheres gostosas, e o melhor, disponíveis, viu só as hostess que nos acolheram? Aquelas mulheres são maravilhosas, parecem modelos de capa de revista.

Meu irmão estava coberto de razão, mas, nem em uma próxima encarnação eu lhe diria isso, a festa tinha tudo para ser uma superprodução cinematográfica, telões espalhados pelo jardim, luzes high tech iluminando uma pista de dança improvisada ao lado da piscina, hostess gatas, dançarinos e dançarinas de pole dance posicionados em lugares estratégicos, garçonetes bronzeadas trajando tops e micro saias, garçons sarados vestindo apenas calças e gravatinhas borboleta, e uma equipe de Bartenders muito animada, tirando os marmanjos, definitivamente, se não estávamos no paraíso, estávamos às portas dele.

— Finn, eu não ‘tô te pedindo nada impossível, só peço que tenha um pouco de bom senso, será que você é a única pessoa na face da terra que não tem aquela vozinha interior que te avisa quando esta prestes a fazer alguma de suas ‘Ms?

– Esse é o seu maior problema Peeta, você da muita atenção para essa vozinha interior chata, nunca se diverte, sabe o que você esta precisando?

— O que, sabichão?

—Deixar a vida te levar de vez enquanto, seguir teus instintos primitivos, viver uma aventura, sei lá, arriscar-se de vez em quando, entende? Sair de sua zona de conforto e apenas se divertir, sem pensar no amanhã.

— Instintos primitivos? Tive uma amostra essa manhã de como é ruim se deixar levar por a eles. Finnick eu estou bem assim; agora, vê se controla seu amiguinho ai embaixo, antes que um dia acabe ficando realmente sem ele, porque do jeito que tem se comportado desde que chegamos a capital isso não demorará a acontecer.

— É por isso que tu tens vinte e dois anos e ainda é virgem... Você é muito comedido, muito certinho, e ultimamente esta parecendo um velho chato de cem anos, sabe quando teremos a oportunidade de estar em outra festa tão incrível assim? Não precisa nem responder, tenho a impressão que não gostarei da sua resposta.

– Finn, eu sei que tudo aqui na Capital é novidade, toda essa agitação, esse glamour e ostentação, tudo isso atrai e seduz de início, mas temos que manter os pés bem firmes no chão, me escuta pelo menos uma vez na vida, o tio Haymitch trabalha para essa gente há bastante tempo, e nos pediu para manter distância deles, então não arruma problema para ele, nem pra gente, nós só estamos aqui para cantar e fim de papo.

— Peeta você não ouviu nada do que eu disse né? Caramba, fora o Williams, ninguém aqui sabe que o Hay é nosso tio, e nem vai saber no que depender de mim, vê relaxa ao menos umas horas pra variar, você está precisando disso mais que eu, anda mais mal-humorado do que o normal, passou o dia inteiro jururu por causa da girafona maluca que ferrou com teu sonho de virar um galã de cinema, viu, essa festinha chegou no momento certo, quer melhor lugar para desencanar dos teus infortúnios do que neste paraíso? Peet, nós somos os vocalistas, sabe o que isso significa? Que a mulherada vai cair matando em cima da gente, é hoje que você resolve seu probleminha.

— Finn, minha condição não esta em questão e nem é um problema pra mim, o que está em qu...

— Caramba! Vocês demoraram, pensei que eu teria que cantar hoje.

Ainda tentava colocar um pouco de juízo na cabeça do meu irmão quando Tresh Williams se materializou na nossa frente com um sorriso enorme nos lábios, o rapaz negro de vinte de cinco anos mais parecia um armário duplex no alto dos seus 1,90 de altura, mas ganhava de qualquer pessoa quando o assunto era simpatia.

— Tresh, ainda não será dessa vez que vamos conhecer o seu lado cantor – Brinquei em respostas ao seu comentário.

— Qual é Peeta, eu até que canto direitinho.

Tresh respondeu, e em seguida desceu do palco para nos cumprimentar, depois de alguns minutos de conversa, perguntei por meu tio.

– E onde esta o Haymitch? Ele disse que nos apresentaria o contratante.

— Ele passou por aqui, mas teve que ir até a Sinsajo buscar Johanna e as meninas, elas também vão se apresentar hoje a noite, exigência da aniversariante, a Prim é muito amiga da Joh e das dançarinas da boate.

— Nossa! Ainda teremos apresentação de dança?

Era inevitável não pensar o quanto a aniversariante era excêntrica julgando-a por sua festa de aniversário.

— É, a Prim, quer que seu baile de apresentação seja o evento do ano na Capital –Tresh falava da garota com muito carinho e aparentava ser bem intimo dela.

— Nossa eu não paro de me surpreender com essa Primrose Heavensbee, já estou contando os minutos para conhecê-la; festinha nada tradicional, amiga de dançarinas, o que mais posso esperar dessa garota? –no momento em que Finnick pronunciou o nome da aniversariante, nosso amigo desfez-se do sorriso Colgate que ainda ornamentava seu rosto e exclamou num tom bem ríspido, apontando o dedo indicador para o rosto de FInnick.

— Nem pense em chegar perto dela, ela não é para seu bico, não olhe para ela, não toque nela, mesmo que ela te dê condições ou se insinue para você, fique longe, estamos entendidos?

— Estamos – Finn respondeu, eu e meu irmão nos entreolhamos estranhando o jeito possessivo do baixista falar.

— Já ouviram falar em fruto proibido? Pois é, se não quiserem ser expulsos do paraíso, escutem meu conselho; O último rapaz que deu bom dia para a Primrose foi dar uma passeio de carro com o sobrinho do patrão e nunca mais se ouviu falar do ‘vacilão por estas bandas – Tresh falou de forma incisiva e deu o assunto por encerrado.

— Eu vou levá-los até o escritório do patrão antes que esse jardim fique lotado de convidados – disse emburrado, apressadamente o seguimos em direção ao interior da residência, poderia jurar que existia algo por trás daquela irritabilidade toda.

— Não posso confiar naquele bando de amadores Gale, como perderam um carregamento de bebidas grande como aquele? Toda a operação era simples, eles só precisavam interce...

Entramos na casa em silêncio e fomos direto para o que eu julguei ser o escritório do contratante, a porta estava entreaberta, e ouvimos uma voz bem alterada que vinha lá de dentro. Nosso amigo deu três batidinhas na porta abrindo-a na sequencia, silenciando quem quer que fosse que gritava lá de dentro.

— Senhor Heavensbee, desculpe-me interrompê-lo, o senhor pediu que eu trouxesse os cantores assim que chegassem.

— Entra Willians. Espere só um minuto, que já termino com meu sobrinho.

Olhei de soslaio para meu irmão, que me olhou de volta desconfiado, entramos no escritório junto com o Tresh e encostamo-nos à parede próxima a porta, contei cinco homens dentro do cômodo, ou melhor, cinco armários de terno e gravata, todos estavam de pé ao redor de uma grande mesa redonda, sentado atrás da mesma encontrava-se Plutarch Heavensbee, seus cabelos eram grisalhos, aparentava ter uns cinquenta anos; os homens estavam com as caras péssimas, principalmente o rapaz que estava mais próximo à mesa que supus ser o tal Gale, sobrinho do patrão, o cara era alto, pele cor de oliva, e aparentava ter aproximadamente a minha idade.

– Gale, eu não queria te envolver nisso meu querido, mas só confio em você para resolver esta situação, sei que fará um bom trabalho, agora vá curtir a festa e leve os rapazes juntos com você.

— Eu prometo que tudo estará resolvido até amanhã à noite tio.

O rapaz caminhou até a porta do escritório, mas antes de sair da sala com os quatro armários a tiracolo dirigiu um olhar ameaçador em nossa direção, algo em seus olhos pareceu-me tão familiar, porém não saberia dizer o que.

— Aproximem-se – Nos aproximamos da mesa redonda enquanto Plutarch nos analisava com um olhar desconfiado.

—Eu jurava que os dois fossem bem mais velhos, o Haymitch disse para vocês qual o tipo de musica que eu quero ouvir esta noite?

— Sim ele nos disse- respondi.

— Que bom, não venham para cá com essas musicas barulhentas que vocês adolescentes costumam curtir hoje em dia, já não basta o circo que se tornou o meu jardim, eu e minha mulher queremos curtir um pouco dessa festa também, esse foi o motivo de contratá-los, quero ouvir algo bem mais calmo.

O sotaque do homem a minha frente era realmente esquisito, a aparência então nem se fala, roupas extravagantes, chapéu e botas de cowboy, e uma barriga saliente espremida dentro do colete que usava por cima da camisa social.

– Peeta responda – Finn sussurrou em meu ouvido. Depois me deu uma cotovelada suave ao notar que eu encarava o patrão.

— Nós cantamos todo tipo de musica, geralmente quem escolhe a setlist é o contratante, ent...

— Papaizinho, os malabaristas ainda não chegaram.

Nem acabei de responder a pergunta, e eis que uma loira de parar o trânsito adentra o local em que estávamos; à garota era linda, alta, corpo escultural, cabelos longos, olhos mais azuis que os meus, e vestia um longo vestido vermelho com uma fenda do lado direito que mostrava parte de sua coxa, e que belo par de coxas.

— Desculpa papaizinho, não sabia que o senhor estava com visitas.

A garota disse para o pai usando uma voz manhosa, mas encarando de forma demorada e um tanto maliciosa meu irmão, Finnick correspondeu seu olhar com a mesma intensidade. Vi a cena, e discretamente dei uma cotovelada nele.

— O que é? — ele me perguntou num sussurro de forma que só eu pude ouvir.

— Nem pense nisso Finn. – falei baixo, porém firme, ele prontamente desviou o olhar para um aquário bem distante de onde a garota se encontrava.

— Primzinha, vem cá meu bebezinho, o papai esqueceu-se de contratar os malabaristas minha princesinha – O homem colocou a filha no colo e a tratou como se ela fosse uma menininha de cinco anos.

— Mas, você prometeu que eu teria malabaristas na minha festinha, paizinho.

— Não fica tristinha, minha bonequinha. Amanhã o papai vai mandar comprar um carrinho novinho para compensar meu esquecimento, tudo bem?

— Não quero um carro, papai.

A garota fez beicinho e saiu do colo do pai fazendo birra, depois se sentou à mesa, e cruzando as pernas nos deu uma visão privilegiada de suas belas pernas, aquilo foi muito sexy, embora ela tivesse um ar de menina travessa, olhei de lado para Tresh e Finnick e os dois estavam completamente hipnotizados com a cena.

— E o que você quer meu amorzinho?

— Eu quero que o senhor deixe a Kat ser a nova coreógrafa da Sinsajo.

— Isso nunca, não quero ver sua prima exposta na boate como se ela fosse uma simples dançarina — gritou. A resposta do Plutarch foi rápida, a garota começou a chorar como um bebezinho. Um choro tão falso, que não convenceria ninguém.

— Por favor, por favor, por favor, papai o que custa? É o sonho dela, e eu ficaria tão feliz.

— Tudo bem meu amor, só não chora, o papai deixa... Mas com uma condição – Nem acreditei no que estava vendo a minha frente. O choro da garota havia surtido efeito.

— Qual condição paizinho lindo?

— Gale e os meninos.

— Mas papai...

— Essa é a minha condição, kat só poderá trabalhar na boate, se aceitar a escolta do irmão e dos homens dele. Caso contrario, nada feito.

— ‘Tá legal, negócio fechado.

— Agora vem aqui. Dá outro beijinho no papai.

Minha cabeça voltou a doer dessa vez mais intensamente, e um aperto no peito começou a me incomodar, olhei o cenário a volta, a garota sentada no colo do Heavensbee beijando-o diversas vezes, Finnick e Tresh, feito dois idiotas a olhando como se ela fosse uma miragem no meio do deserto.

Então uma vozinha interior chata como diria meu irmão começou a berrar insistentemente em minha cabeça:

“Sai fora que vai dar merda”.

Notas finais
E ai, o que acharam do capitulo? Curtiram? Não curtiram? Estou ansiosa para saber a opinião de vcs. Avisando que no próximo capitulo já vamos conhecer Fergie, e Mandy Mellark, não sei por que, mais eu tenho quase certeza que irão se apaixonar por essas duas irmãs. Rsrs. Beijokas.