Notas iniciais
Gente boa noite tudo bem? Espero que sim, quero pedir desculpas porque hoje postei um capitulo da minha outra fic aqui, Muiiiiitas coisas na cabeça e ainda fui inventar de postar hoje porque amanhã não poderei postar ai já viu, acabei trocando as bolas, Sorry . Bom, pedido de desculpa feito, eis o capitulo fresquinho para vocês, obrigada pelos comentários nos capítulo anterior e nos vemos nas notas finais. Ps: Erros já sabem né?

— Johanna, eu me recuso a vestir essa Legging preta, ela ficou ridícula em mim. E por que não posso ficar com a blusinha branca? Não gostei do decote desta preta. E essa peruca? Sem chances. Minha mãe usava esse tipo de corte na década de oitenta, isso é muito retro.

Sabe aquela situação que seria cômica se não fosse trágica?

Pois é. Impossível não pensar nessa máxima enquanto me encarava no espelho. Eu parecia uma Barbie travesti e meu irmão não estava muito diferente. Poderia ser pior. Finn e eu poderíamos estar comendo capim pela raiz, se não fosse pelo Haymitch e a amiga dele Johanna Mason, ambos nos resgataram na mansão de Plutarch Heavensbee e nos levaram para o almoxarifado da boate Sinsajo durante a madrugada, numa operação digna de filmes protagonizados pelo agente 007, James Bond. Por que fizeram isso?

Porque meu irmãozinho caçula tinha muita dificuldade em seguir regras, não importava quem as ditasse. Finnick achou de se engraçar logo com a filha do nosso contratante, mesmo Thesh tendo insistido em avisa-lo das complicações que tal atitude poderia nos acarretar.

— Finnick você não entende nada de moda. Esse corte de cabelo é um clássico, que nunca fica ultrapassado. E estas roupas? Queridinho, você não tem muitas opções a sua disposição neste instante como pode perceber. Já se olhou no espelho? – Tu és bem grandinho em todos os sentidos é difícil encontrar algo que lhe sirva no figurino das minhas meninas, sabia? Agora relaxa, ao menos está calça disfarça seus culotes e a peruca valoriza a cor dos seus olhos... ‘cê ‘tá até “fofinha” vestida com essa blusa estilo batinha. Está à cara da Fergie do Black Eyed Peas, além do mais fique tranquilo, preto emagrece.

Era incrível como estávamos a um passo de virar cadáveres e Johanna e Finnick estavam discutindo sobre coisas tão banais

– Johanna, eu não tenho Culote. Sou sarado, além disto, essa calça me deixa com a bunda enorme. Por que não posso usar uma peruca como a que o Peeta está usando? A dele é lisa e tem um corte super moderno. Veja só as roupas dele! Ele está sexy com esse vestido. É vermelho, gosto de vermelho.

Eu estava irritado. As roupas, a peruca, os sapatos, a voz do narcisista do meu irmão ecoando em meus ouvidos. Tudo contribuia para que eu explodisse a qualquer momento. só conseguia pensar como fui me meter nesta situação. Uma hora estava cantando no palco, na outra, já me encontrava no quarto da Primrose socando o primo dela, Gale, que mantinha uma arma apontada para a cara do meu irmão e pedia gentilmente que Finn o acompanhasse numa voltinha de carro pela Capital.

— É serio mesmo isso Finnick? Estamos jogando o restinho de brio que ainda nos resta na lata de lixo e você está preocupado com a droga do vestido e da peruca que estou usando? Qual parte de estamos muito ferrados ainda não entendeu?

— Peeta, já perdi toda a minha dignidade por hoje. Fui obrigado a deixar o gostosão na casa do Heavensbee e sair daquela festa só de cueca num porta mala de um carro, grudado em você como se fôssemos gêmeos siameses. Estou sendo obrigado a me travestir para tentar escapar daqui com vida, então não me enche. Se tiver que me disfarçar de mulher, que seja ao menos uma mulher bonita, não uma baranga.

— Se ainda tinha alguma duvida, agora eu não as tenho mais. Finnick, você caiu do berço quando era bebê e bateu forte com a cabeça no chão. Só pode cara! E a mãe escondeu da família inteira esse fato obscuro sobre o seu passado. Tu só podes ser ‘sequelado. Finn, ‘Cê acha que eu ‘tô curtindo este vestidinho “sexy” que a Johanna me cedeu?

Eu estava a ponto de cometer um fratricídio, quando a voz nada suave do meu tio invadiu meus ouvidos me fazendo estremecer e lembrar que ele também se achava presente no almoxarifado.

— CALE A BOCA OS DOIS! – Haymitch vociferou.

— Ainda não se deram conta do que está acontecendo aqui? Johanna muito obrigado. Nem saberia o que fazer sem você nesta situação. Valeu pela força, mas poderia me deixar a sós com meus sobrinhos, só um pouquinho?

— Haymitch, sabe que pode contar comigo sempre que precisar, né? Afinal somos amigos.

— Eu sei minha querida. Me desculpe mais uma vez por te envolver nesta enrascada.

— Não se preocupe comigo. Há muito não me divirto tanto. Suas “sobrinhas” são umas gracinhas. Hay... só mais uma coisinha. Toma cuidado, você conhece bem o Heavensbee, sabe do que ele é capaz.

— Esse é o problema, minha amiga. Sei do que ele e capaz... Obrigado, de verdade, entretanto nos deixe sozinhos agora, por favor.

Johanna deu um beijo na bochecha de meu tio e foi embora. Um silêncio profundo tomou conta do camarim que estávamos escondidos assim que ela saiu do espaço, Haymitch olhou de mim para Finn como se estivesse nos vendo pela primeira vez:

— Era para ser um trabalho simples... os dois só precisavam chegar à mansão do Plutarch no horário combinado. Cantar, o que? por uma ou duas horas? – Meu tio parecia decepcionado – E no final da noite receberiam um ‘cachêzinho, gordinho e bonitinho pelo trabalho de vocês... Peeta precisava ter nocauteado o esquentadinho do Hawthorne?

— Haymitch, eu... – Ia argumentar, todavia meu tio lançou-me um olhar de, cala a boca ou eu te mato, achei melhor permanecer calado. Ele seguiu com o discurso, desta vez direcionado a Finnick:

— Fruto proibido Finn. Sabe por que é chamado assim? Justamente porque é pro-i-bi-do. Não se pode olhar, tocar e prin-ci-pal-men-te. Não se pode COMER! SEU IDIOTA! Que droga Odair. Onde você estava com a cabeça, quando apresentou o Finnick Junior para a filha do meu patrão? Não precisa falar nada... Meu Pai do céu! Minha cunhada e meu irmão sempre levaram vocês à igreja. E para quê? De que valeu todos aqueles sermões sobre fruto proibido e não cobiçar a filha dos outros? Entrou por um ouvido e saiu pelo outro, seu porcaria?

— É mulher do próximo tio Hay.

— CALE A BOCA, FINNICK TRINKET ODAIR ABERNATHY MELLARK, ou eu arrancarei teu brinquedinho de fazer moça sorrir com as minhas próprias mãos. Chega! minha cota de paciência contigo se esgotou por hoje, seu moleque. Não quero mais ouvir um pio saído de sua boca, seu, seu... Eu preciso de uma boa dose de Whisky, ou vou acabar enlouquecendo de vez – meu tio estava em desespero, não parando de falar nem para respirar:

— já posso até ver aquela maluca da Effie invadindo meu loft de serra elétrica em punho querendo minha cabeça, ou melhor, o meu...Ah deixa pra lá. Garoto o Plutarch é um dos maiores contrabandistas de bebida do país, nem a polícia pode com ele... Como eu não previ isso? Por que eu tinha que ter arrumado esse ‘trampo na casa do meu patrão para vocês? Aquela loirinha com carinha de anjo tem problema escrito na testa. Ao menos ninguém aqui sabe que eu sou tio de vocês... talvez isso conte em nosso favor e eu consiga tirá-los dessa situação. Não sei como, mas o Plutarch já foi informado que vocês foram vistos por aqui. Senhor! Que decepção. O pai de vocês deve estar dançando macarena no túmulo uma hora dessas.

– Tio você precisa se acalmarou vai acabar tendo um treco no coração – Dava para perceber o nervosismo de meu tio a quilômetros de distância.

— Peeta, fui eu que insisti para que vocês dois viessem para a Capital. Como acha que eu me sentirei se alguma coisa de ruim acontecer com qualquer um dos dois? Eu só queria passar um tempo com meus sobrinhos... e agora...

Eu sempre admirei meu tio. Haymitch sempre se fez questão de ser presente na vida da gente, eu e Finnick adorávamos suas visitas. Fisicamente meu tio era muito parecido com meu pai. Alto, pele bem clara, cabelos loiros, olhos azuis acinzentados. A diferença entre os dois ficava por conta da personalidade. Meu pai era mais tranquilo e centrado, já o Hay sempre foi de levar tudo na esportiva, um Bon vivant por natureza. Mulheres, bebidas, farras, sempre foram seu ponto fraco. Meu irmão caçula herdara muito da sua personalidade, ambos aparentavam ter vindo nessa vida a passeio, essa era uma das razões que faziam minha mãe odiar meu tio com todas as suas forças, fora que ele sempre foi o maior incentivador das estripulias que meu irmãozinho aprontava. Meu tio se orgulhava por ter alguém na família tão fanfarrão quanto ele, porém dessa vez não dava para tapar o sol com a peneira, Finn havia passado dos limites e até meu tio sabia disso.

— Os dois, nem pense em sair daqui! Sondarei para ver como terminou a festa na mansão e se a informação que chegou aos meus ouvidos é verdadeira. Sei que dona Alma não permitiria que o marido desse vexame, em fim, foi a festa de dezoito anos da única filha deles ela e o Plutarch não vão querer que amanhã saia em todas as revistas de fofoca que a filhinha deles foi seduzida por um Zé ninguém e flagrada com o traste em seu quarto.

O mais velho dos Mellarks tinha razão, os pais de Primrose Heavensbee não iriam querer um escândalo, primeiro porque eles prepararam uma super produção para comemorar a entrada da garota na alta sociedade, e segundo, porque se a fofoca vazasse eles jamais conseguiriam um bom casamento para a filha.

— Tio, eu sou a vítima aqui. Foi à garota quem me seduziu.

— Cala boca Odair – Dessa vez foi eu que mandei meu irmão se calar.

— Diz isso para o pai dela e aquele bando de homens armados até os dentes que estão procurando por vocês dois por toda a Capital. O meu patrão tem homens em todo o canto, não irá demora para que ele chegue até vocês. Preciso dar um jeito de levá-los em segurança para a quitinete e depois mandá-los de volta ilesos pra casa e para mãe de vocês... Peeta, seu sonho de se dar bem aqui na capital acaba aqui. Realmente sinto muito garoto.

As expressões corporais de Haymitch demonstravam o caos que ele provavelmente experimentava em seu interior, o homem andava de um lado para o outro, passando as mãos freneticamente pelos cabelos. Com certeza meu tio não tinha a menor ideia do que fazer com a gente. Se ele, com seus anos de malandragem não sabiam o que fazer para nos tirar da situação sem que no processo fôssemos metralhados pelo bando de Plutarch Heavensbee, imagine eu. Só me restava uma coisa, rezar para que algum milagre acontecesse e nós saíssemos vivos dessa.

Assim que meu tio saiu um silêncio profundo tomou conta do recinto. Finnick milagrosamente permanecera calado, pensando certamente nas palavras que meu tio tinha acabado de proferir, ele acabou se sentando no chão e encolhendo os ombros, na sequência abraçou os joelhos e pôs o queixo encostado neles. Parecia um garotinho de cinco anos que havia acabado de fazer uma grande bobagem e estava esperando o castigo que certamente levaria. Observa-lo frágil daquele jeito me fez ter pena, para dizer a verdade não me perdoaria se algo de mau lhe acontecesse. Sentia-me responsável por ele, sei o quanto estava sendo um irmão ranzinza, porém agir diferente não esta nos meus planos.

— Peeta? – Distraído me assustei ao ouvi-lo me chamar.

— O que é?

— Eu tinha ido ao banheiro durante o intervalo. Você viu a garota... Ela passou a noite inteira dançando em frente o palco, com aquele vestido vermelho sexy. Eu adoro vermelho. Não consegui resistir quando ela me interceptou no corredor. Tentei, juro, no entanto ela me beijou e quando eu vi já estava seminu na cama dela...

Tinha que dar o braço a torcer. Seria muito difícil resistir àquela garota com aparência angelical e atitudes ousadas. Ela era uma tentação.

—O pior é que não aconteceu nada... Se pelo menos eu tivesse chegado aos finalmentes.

— Ainn Petta! Por que você me bateu? Isso doeu.

— E é pra doer mesmo. Droga! Você não aprendeu nada hoje? Esse cascudo é só uma preliminar. Se conseguirmos sair dessa com vida dessa, te darei vários iguais a este.

— Você não pode falar nada de mim. Esqueceu o que aconteceu com você pela manhã? Você não resistiu aos encantos da girafona maluca e se ferrou no teste na Lerner.

— Não me compare a você. São situações diferentes.

Estava preste a dar inicio a mais uma sessão de cascudos em meu irmão quando começamos a ouvir vozes alteradas vindas do lado de fora do cômodo, algo que nos assustou já que meu tio havia nos dito que não teria ninguém àquela hora da manhã na boate. Finn sinalizou com o dedo indicador nos lábios para que eu fizesse silêncio, as vozes estavam ainda mais próximas da porta.

— Não me pressione Cato.

— Não estou te pressionando Kat. Só estou te dizendo que se...

— Que se eu não dormir com você estará tudo acabado entre nós, então esta tudo acabado!

— Como assim? Não estamos juntos a mais de um ano para agora você vem me dizer que está tudo acabado! Não sairei dessa relação no prejuízo.

— O que esta fazendo? Me larga! Eu não quero! Para, por favor, já disse que não quero! você esta me machucando.

— Cala a boca! Sou seu noivo e tenho direito de transar com você.

— Cato para! Por favor.

senti um baque forte na parede do almoxarifado e percebi pelo teor da discussão que era uma briga de casal e que provavelmente se eu e meu irmão não fizéssemos algo acabaríamos testemunhando uma violência sexual. Fiz menção de abrir a porta.

— Peeta não, o tio Haymitch disse para não sairmos daqui – Meu irmão cochichou.

— Finnick, não ficaremos aqui parados enquanto uma mulher pode estar lá fora sendo violentada.

— Não sabemos quem está do lado de fora.

Realmente não sabíamos o que nos aguardava atrás da porta, porém meu instinto primitivo mais uma vez estava falando alto. Abri a porta do almoxarifado com bastante força e gritei.

— Larga a moça agora, seu canalha!

Notas finais
Espero que tenham gostado. Bjokas e até semana que vem se tudo correm bem.