Manahana

1 A Irmã e o Saxofone


Notas iniciais
Eu sei que não sou muito bom com japonês, por isso me avisem se tiver algo errado! Divirtam-se!

- Uaaaaahhh! Cara... Mais um daqueles...

Oi, sou o Moto. Caraca, preciso até me apresentar... Enfim, moro no Japão, tenho 17 anos, ou pelo menos daqui a três meses, uhuuu~... É raro eu estar animadinho assim, realmente. Tenho cabelo marrom... Tamanho médio caído... Pele... Branca, olhos pretos... (duh)... Moro com meus pais e tenho uma irmã. Pois é aí onde está o problema. Minha irmã. Ultimamente ando tendo aqueles sonhos eróticos que todo garoto normal tem (antes que pensem besteira...), todos envolvendo minha irmã nua. Affe, preciso parar com esses pensamentos... Mas não consigo devido a toda essa “adrenalina” que a gente chama de “vida”. Falando em adrenalina, melhor ir logo pra escola.

Direto para a cozinha...

- Moto, quer café da manhã? – disse uma senhora de meia idade. Provavelmente 35 ou 38 anos.

- Ora, Okaa-san. Não dá pra você deixar isso de lado, pelo menos hoje? (Okaa-san – Mãe)

- Nada disso! Você precisa comer bem pra crescer forte!

- Mas eu já sou crescido... (e tem outra razão pra eu querer pular o café...) – Diz Moto. Uma figura sai das sombras e pular atrás de Moto o fazendo cair no chão. Ele continua imóvel tentando evitar movimentos bruscos.

- Onii-chan! Já ia saindo sem mim, não ia? – Diz uma garota de cabelos longos e azuis presos por um laço fazendo um rabo-de-cavalo do lado da orelha. Seus seios um pouco pequenos acariciavam as costas de Moto o fazendo ficar vermelho e constrangido. (Onii-chan- Irmão/Irmão mais velho/Respeito e intimidade com um amigo).

- Hana, Já disse pra você não fazer isso... – Diz Moto.

- Mas esse é meu jeito de te dar meu “bom dia”~... – Diz ela segurando mais forte fazendo seus seios ficarem colados nas costas de Moto. – Se eu não fizer isso, o onii-chan vai acabar indo mau na escola... Não posso deixar isso acontecer! O onii-chan vai ser um ótimo desenhista um dia, e eu preciso motivá-lo ao máximo!! – Diz ela mostrando determinação com seus olhos verdes brilhando intensamente ao soltá-lo.

- Mas, não podia ser um “bom dia” que não me faça cair de bruços? – Diz Moto resmungando.

- Hmm... – Pensa ela. Depois ela pega o rosto de Moto e o beija com vontade. Sua língua se enroscou na dele como uma cobra e, a língua dele retribuiu contra sua vontade. Moto ficou vermelho-tomate e olhou com pânico para a mãe que olhava aquela cena achando tudo aquilo “bonitinho”. Ao terminar o beijo ardente e babado, Hana o olha, excitada. – Então esse vai ser meu novo “bom dia”! Tee-hee!

- D-d-de onde você tirou uma coisa deixas?! – perguntou o irmão abobado e furioso ao mesmo tempo.

- Ora ora, eu vi alguns daqueles vídeos que você tem no seu computador... – Diz ela com um pouco de vergonha.

- Q- q -quais deles? – Pergunta Moto já vermelho sangue.

- Aqueles ecchi, é claro. – diz ela fazendo cara de inocente. – você é mesmo ecchi, eim, o-nii-chan?(Ecchi – Pervertido ou programa com cenas um pouco pervertidas)

- (É melhor eu por uma senha no meu computador...) – pensa Moto.

- Ah, okaa-san, qual é o café de hoje? – Perguntou ela se levantando e indo direto pra mesa.

- Hoje só tem um pouco de bolinho de arroz que sobrou de ontem. – Respondeu ela contente pela pergunta.

- Mmmmm... Bolinho de arroz... – Diz Hana com água na boca.

E essas são, provavelmente, as mulheres, mas romanticamente instáveis do Japão... Okaa-san nunca se importou com as coisas que anee-chan faz comigo, não importando o quão hentai elas sejam... Otou-san não é muito diferente... Anee-chan é o que me preocupa... Lembra quando eu disse “que as mulheres sonham com amor proibido todo santo dia e que isso se manifesta com mais intensidade na faixa dos 15 ou 16 anos”? Então, anee-chan tem exatamente 15 anos. Imagina só o sufoco... Tenho medo de que ela está procurando fazer incesto comigo... Hmm... Incesto... Que problemático... Por isso preciso estar alerta, aliás, ela é minha anee-chan, e eu não posso me deixar levar assim tão facilmente. Serei forte! (Anee-chan – Irmã/irmã mais nova, hentai – Pervertido e programa destinado à adultos)

Na hora de sair, Hana ficou agarrada no meu braço e não o largou mais. Moto se sentia envergonha no modo como as pessoas olhavam ele andando com a irmã daquele jeito.

- Hana, não dá pra andar de um jeito mais adequado não? – pergunta ele sem graça

- dame dame, estou andando assim porque eu amo o onii-chan! – Diz ela segurando forte o braço de Moto. Este tira o braço e fica na frente dela olhando-a nos olhos. (Dame – não)

- Hana, escute. Você sabe que não existe esse tipo de relação entre nós! Somos apenas irmãos! Você é só a minha anee-chan! – Diz ele. Hana fica mais contente.

- Mas é claro que sim!

- Ufa, arigatou! – diz Moto se sentindo aliviado. (arigatou – obrigado)

- Eu sou a anee-chan do onii-chama! – grita ela se jogando aos braços de Moto, abraçando-o mais forte ainda. Depois cochicha – E eu vou fazer tudo o que o onii-chama quiser, em qualquer lugar, a qualquer hora! A-ny-thin-g”u”! ( -chama – sufixo destinado a alguém muito querido. Intimidade pura!)

Mais pessoas começaram a olhar. Algumas com interesse, outras com desgosto, outras andaram mais rápidas, outras andaram mais devagar, outras ficaram até “babando”.

- Deus, o que foi que eu fiz pra merecer isso? T-T– Diz Moto olhando pro céu enquanto continuava seu caminhado até a escola, vermelho.

Na escola...

O sinal bateu dando a hora do recreio (puxa, que rápido! Mas também, Moto só ficou dormindo e desenhando...). Moto quis ficar na sala desenhando no seu caderno. Seu hobby preferido era desenhar. Nunca passou um dia sequer sem fazer ao mês]nos um ou dois rabiscos na folha. Sua maior nota era com certeza em artes. O restante estava tudo abaixo da média...

- Oe, Moto! O que fazes aí, meu velho? – diz um garoto da idade de Moto com cabelos encaracolados e loiros, olhos negros e pele um pouco bronzeada chegando com mais dois amigos. Um com cabelos lisos e negros, olhos negros pele pálida e o outro com cabelo espetado para frente e pretos, olhos castanhos pele também pálida.

- Ainda não deu pra notar? – Diz Moto sem mostrar interesse para seus amigos.

- Animadinho como sempre, eim? – Diz o garoto de cabelos loiros pegando o desenho de Moto.

- Ei! Me devolve isso!- Gritou Moto tentando recuperar seu caderno, frustrado pela velocidade do colega.

- Hmm... olha só! Parece até alguém que eu conheço... – Zomba o garoto loiro do colega. Moto pára de persegui-lo vendo que não tem mais como esconder... – O que você acha, Fuuma? – Disse dando o caderno para o garoto de cabelo espetado.

- É, realmente... – Diz Fuuma analisando o desenho. – Você realmente está afim dela, não é?

- Não é nada disso... É... É só uma coisa que não sai da minha cabeça... – Diz Moto com vergonha.

- Claro, como todas as outras coisas que não saem da sua cabeça e que se parecem exatamente como isso, hahaha! – Diz o garoto de cabelo negro e liso tomando posse do caderno.

- Me dá isso, Yuri! – diz Moto retomando o caderno das mãos de Yuri.

- Eee de agora em diante! – Grita o garoto de cabelos loiros sobe numa das carteiras e fazendo poses teatrais. – Eu, Yamasaki Saito, declaro Yokoyama Moto e Yokoyama Hana, totalmente casados! Já pode transar com a noi- Antes de terminar afrase, Saito é atingido por um apagador e caiu no chão. – Ae, cara, qual é a tua?! – diz ele se levantando com raiva.

- Eu não te deixo ver meus desenhos para ficar falando assim da minha anee-chan!-Diz Moto irado com Saito.

- Cara, tá tudo bem! Todos na escola sabe de suas “relações secretas com sua anee-chan”!

- Não, não entendem! Todos só pensam besteiras! Não tem como eu estar “ afim” da minha própria anee-chan! Quer dizer, isso seria totalmente errado!

- Hmmm... Gomenasai, “bro” – DizSaito chegando perto de Moto e tocando no seu ombro. Moto sabia o que isso quer dizer. Depois ele agarrou o pescoço dele e disse – Quer dizer então que eu posso “ficar com ela”, né?

Moto deu um belo de um cascudo em Saito deixando um galo do tamanho de uma bola de tênis e saiu batendo os pés no chão pra fora da sala.

Os corredores da escola eram bem longos. Mas também, com uma escola grande daquelas... A escola toda cobria o maior estádio do mundo por completo! Moto chegou em uma maquina de refrigerante e pegou uma lata de guaraná. Abriu e tomou olhado pela janela do corredor. Estavam todos brincando lá embaixo. Dava pra ver Hana e suas amigas se divertindo pra valer, enquanto Moto só ficava bebendo refrigerante. Entediado, ele resolve dar uma volta pela escola. Ao passar pelo corredor do segundo andar, Moto ouve uma música.

Music Time!! (http://www.youtube.com/watch?v=J8Vp4DxRGEk)

Um belo solo de saxofone chamou a atenção de Moto. Ele correu pelo corredor à procura do som até chegar à sala de teatro. Da parte de cima ele pôde ver uma bela garota de cabelos ruivos tocando um saxofone. Uma belíssima melodia, aquela. Moto não tirou os olhos daquela garota e do modo como ela mexia elegantemente seus dedos sobre o instrumento. Quando ela terminou de tocar, Moto continuou a vê-la enquanto ela olhava para a sala vazia. Seus olhos eram tão vermelhos quanto seus cabelos. Moto sentiu seus pés saindo do chão, como se estivesse num sonho. Quando percebeu, estava caindo pela cortina do palco e com um grande estrondo aterrissou do lado da garota que saltou de susto. Ela tinha a idade de Moto. Ela se aproximou dele e o desenrolou da cortina.

- Daijobuka? – Perguntou ela com sua voz serena. (“Daijobouka” ou \"Daijobukana\"– Você está bem? “-ka” é usado para formar perguntas.)

- Da- daijobudayo – Respondeu Moto abobado com a situação. –Arigaaa...! — Ele deu um passo pra fora, mas acabou tropeçando e caiu em cima da garota dando um beijo na sua boca sem intenção.( “-daio” – usado para responder certas perguntas com educação)

Num flash, Moto se ergueu e ficou sentado na frente dela a olhado com desespero – Gomenasai! Gomenasai! Gomenas- OUCH! – Gritou ele ao se apoiar no seu braço direito. Não conseguia movê-lo bem e nem sentia direito seus dedos. Sua mão estava virada de um jeito estranho em relação ao seu braço.

- Deixe-me ver isso. – Disse a garota séria. Ela verificou o braço de Moto sem ao menos olhar para ele.

- ( boa, Moto. Agora ela nem liga mais para você, graças à sua grande estrada...) – Pensou Moto com vergonha de si.

- Precisa ir à enfermaria. Isso pode ser grave! Vem que eu te levo! – Disse a garota. Moto a ficou a olhando abobado enquanto ela o erguia pela sua mão esquerda e o levou correndo pra fora do teatro. Ainda o segurando pela mão. – Tente não mexer muito. Pode piorar!

- Ma-mas e o seu instrumento? – Perguntou Moto um pouco confuso.

- Eu pego depois. Você precisa de tratamento urgente! – disse ela. Moto ficou vermelho após ter ouvido isso. Quer dizer, ninguém se importa assim com ele a não ser sua okaa-san e sua anee-chan ( do jeitinho-todo-especial-dela)! Moto chegou a pensar que ela poderia ter esquecido do pequeno acidente entre os dois. Ou não.

Chegando na enfermaria, depois dos exames...

- Não se preocupem, não é muito grave. Sua mão vai ficar bem, mas o seu ante-braço ficou um pouco fraturado. Vai ficar de repouso por 3 meses. Ouviu bem, Moto-san? – disse a enfermeira. Ela era bem delicada com seus pacientes e eles até se sentiam confortáveis perto de seus cabelos longos, encaracolados e roxos, com seus óculos realçando a beleza de sua face e de seus belos e grandes... Bustos. ( \"-san\" – Sufixo usado para se comunicar amigavelmente com alguém mais novo e inexperiente.)

- Wakarimashita... – disse Moto, com o braço já engessado, chorando da dor de sua mão após a enfermeira tê-la colocado de volta em seu lugar. (\"Wakarimashita\" – Entendido)

Ao sair da enfermaria, Moto olhou para a garota e se sentiu tentado a uma pergunta que não saia de sua cabeça.

- Ano,... – diz Moto. A garota o olhou. ( “Ano” ou “Anosa” – usado para chamar a atenção de alguém informalmente.)

- Nani? – Perguntou ela ( “Nani” – “O quê?”)

- Qual é o seu nome? – Perguntou Moto.

- Mana, por quê?

- Bem porque você me trouxe até a enfermaria e tal... Arigatou. – Disse ele sem jeito.

- Foi nada. – disse ela contente. Moto se sentiu melhor, pois sentia que ainda havia chance.

- Onii-chan!! – Gritou uma voz de criança e nada confortável para Moto. Hana chegou perto do onii- chan estérica. – Onii-chan, eu vim aqui ver se você está bem! Quem é ela? É a sua namorada?

- Hana, acho que não é uma boa hora... – disse Moto tentando acalmar a anee-chan. Sem sucesso.

- Você por acaso é a namorada do onii-chan?! – disse Hana se pondo na entre Moto e Mana, ignorando totalmenteMoto. – Pois saiba que o onii-chan já tem compromisso com outra pessoa!

- Sério? E quem essa pessoa seria? – Perguntou Mana demonstrando interesse.

- Ora, ora – Disse Hana um pouco envergonhada. – Essa pessoa seria nada mais nada menos do que – Mas antes dela terminar a frase, Moto a calou com a mão esquerda e saiu correndo pelo corredor levantando poeira.

- Então... Tá. – disse Mana impressionada com a velocidade com que Moto correu no presente estado.

Beeeemmm longe dali...

- Arr... Aarrr... – Moto pegou fôlego após ter corrido tanto. – O que você tem na cabeça, Hana?!

- Ela precisa saber que o onii-chan já tem uma pretendente! – Disse ela se justificando.

- (Meu Deus...) E essa seria você?

- Bem... Sei lá... Você acha? – Disse ela vermelha de vergonha. Moto se sentiu arrependido de ter perguntado.

-Ai! – gemeu Moto após ter movido seu braço direito por um instante.

-Ah! O onii-chan está com dor? – Disse Hana pegando de leve o gesso e beijando-o. Depois o levantou e o pois perto do coração acariciando gentilmente. – Está melhor? – disse ela olhando gentilmente para Moto com o sol brilhando forte atrás dela, dando uma visão angelical de uma anee-chan que só se importa com seu onii-chan.

- Umm... Tá... Um pouco... – disse Moto olhando pro lado. A dor parara e seu coração batia bem rápido. – mas pode me largar, sim?

- Ann... Claro! – disse Hana voltando a si e largando o braço de Moto. Eles caminharam pelos corredores até Hana perguntar – Tem mais alguma coisa que eu possa fazer pro oniichan?

- (Ficar bem longe seria ótimo...) Uumm... Não, valeu. Eu to bem agora.

- Então ta! Te vejo na saída onii-chan! – disse ela correndo alegremente pelo corredor.

-Ufa! Paz e sossego, finalmente!

De volta pra casa...

Moto estava deitado na sua cama contemplando o teto, pensando naquela garota. O modo que ela tocava o saxofone não saía de sua cabeça, nem aqueles olhos ardentes e aquele jeito gracioso dela...

- Mana, huh? – perguntou ele pra si. Ele sentiu uma mão escorrendo pelo seu corpo, dando calafrios nele. Hana o abraçou forte e o beijou intensamente. Não havia nada que ele pôde fazer naquele estado, por razões simples.

- Anosa, onii-chan. O que vamos fazer agora? – disse ela excitada. — ? Oniichan, cê ta comuma cara estranha... comeu algo estragado?

-... Não...

- Então o que é?

- Meu braço...

- Eh? – Então ela percebeu que estava encima do braço engessado de Moto. – Ah! Gomenasai! Gomenasai, Onii-chan! – Disse ela saindo de cima do Moto.

- Tudo bem... – Disse Moto recuperando o fôlego. — Ano...

- Nani?

- Por que você gosta tanto de mim assim?

- Mas que pergunta, eim, onii-chan! Eu gosto de você porque sou sua anee-chan! Só por isso! Nada mais! E preciso lutar para que o onii-chan seja um grande desenhista uma dia!

Moto então olhou para as paredes de seu quarto com alguns de seus desenhos. Todos achavam que ele desenhava como um profissional, mas ele enxerga erros que ninguém mais vê, por isso ele não entendia bem se era mesmo um profissional.

- É... Entendi. Gomen, pela pergunta...

- Que nada! ^-^ Já sei! Hoje vou dormir com o Onii-chama!

- Nani?!? Sai fora!!

- Ahahaahaha!!

E assim é como eu vivo. Complicado, eu sei, mas... Sei lá. Tem muito o que vir ainda... *glup*

Notas finais
Ah pela demora, bem, coisas do tipo, falta de imaginação, provas, projetos... O de sempre ^^; /Alguns erros de gramática foram corrigidos. Ainda tenho muito o que aprender.../
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.