Mama, Im In Love With A Criminal
6 Fearful Memories
Notas iniciais
E lá estava eu em um canto qualquer daquela espelunca chorando como uma criança perdida. Sempre achei que nunca tive sorte, mas nunca chegara a pensar em uma má sorte em tanta gravidade.
Nunca se passara pela minha cabeça que um dia de minha vida cairia nas garras de um dos bandidos mais perigosos de Nova York, desde pequena sempre me senti tão protegida, estava certada o tempo todo por seguranças me escoltando.
E quem diria que um dia de minha lastimável vida aqui estaria eu, chorando desesperada sem saber pra onde ir, presa por um bandido perigoso que a qualquer momento pode tirar minha vida em questão de segundos.
E o pior de todas as possibilidades era que no fundo no fundo eu não queria voltar, não queria voltar a viver a grande merda que era minha vida, mesmo sempre estando cercada de dinheiro e jóias minha vida era uma verdadeira e terrível MERDA.
Não que eu queira ficar com um bandido perigoso, mas sim que eu não queria viver de novo o grande pesadelo que era minha vida, onde qualquer mulher daria tudo pra estar no meu lugar.
Mesmo por tudo eu tinha o dever de admitir como tinha sido maravilhosamente pecadora a noite passada, a cada cena que se passava pela minha cabeça eu lembrava de como tinha sido ótimo. Com Anthony sempre foi diferente, tinha sempre que fingir orgasmos e fazer uma cara de satisfeita se não quisesse apanhar, e depois no outro dia era tratada como uma cadela.
Vida, vida, vida, porque você escolheu ser tão cruel comigo?
- Planejando algum plano? – a voz rouca de Justin escoou pelo local fazendo com que eu acordasse dos devaneios
- Talvez a sua morte – respondi friamente fitando o homem sexy a minha frente com apenas uma calça jeans
- E qual é o plano?
- Se eu te contar não terá graça – disse irônica arrancando uma gargalhada dele
- Como é boba – disse – Sente fome? – perguntou gentilmente
- E de que adianta sentir se aqui não há comida?
- Vou buscar – ele disse – Sente ou não?
- O que você acha?
- É sempre irônica assim? – ele riu – Olhe só, se comporta bem pode ir visitar sua família amahã
- “Olhe só, se comporta bem pode ir visitar sua família amanhã” – repeti sua frase fazendo voz de nojo – Essa não é a questão, eu não quero visitar, eu quero morar, entendeu? Quero voltar a viver a minha vida
- Já conversamos sobre isso – disse sério – Vou buscar algo para comer, e você fique ai quietinha
- Por favor – disse o fazendo olhar pra mim – Não me deixe aqui sozinha
- Infelizmente não posso confiar em você o suficiente para sair na rua comigo – disse saindo pela porta e fechando a mesma
Meus olhos correram por todos os lados daquele local e eu me perguntei o que um bandido rico e cheio da grana como Justin devia ser, veio morar em um lugar tão deplorável como esse em vez de comprar uma mansão imensa?
Me levantei do chão e caminhei até o banheiro, o que eu mais precisava nesse momento era de um banho para relaxar o corpo
Abri a porta letamente e acendi a luz chocha que clareava muito pouco o ambiente. Era um banheiro horrível, azulejos quebrados e sujos, o chão era de cimento grosso e não havia um boxer, nem uma cortina perto do pequeno chuveiro.
Me aproximei pra abri o registro do chuveiro e me deparei com uma barata enorme.
- Meu Deus me diz que estou tendo alucinações – murmurei pra mim mesma
A barata desceu pela parede e entrou pelo ralo. Suspirei e abri o registro, tirei minha roupa lentamente com certo receio entrei debaixo da água fria que caia.
Senti meu corpo todo se arrepiar com o contato da água fria e tentei toomar banho o mais rápido que pude com medo da terrível barata voltar. Caminhei até o quarto sem roupa alguma e molhado por onde passava e puxei o lençol que cobria a cama cobri todo o meu corpo e me enxugando.
Me aproximei do saco que Justin havia trago e o abri com um pouco de receio. Notei que eram roupa femininas, e me perguntei qual a utilidade dessas roupas pra ele.
- Mexendo nas minhas coisas? Isso é muito feio sabia? – escutei a voz rouca de Justin logo atrás de mim fazendo com que eu desse um pulo.
- Desculpe, mas é que preciso de roupas
- Não há problema, afinal essas roupas são pra você – disse sorrindo e colocando alguma sacola que pareciam ser do Mc Donalds sobre a escrivaninha.
Vasculhei algumas roupas e notei que todas eram de marca e que estavam com suas devidas etiquetas.
- Você roubou isso? – perguntei abismada
- Sim algum problema?
- Sim – disse séria enquanto ele comia seu lanche e ligava a pequena TV a sua frente – Isso é crime
- Achei que já soubesse quem eu realmente sou
- E eu sei
- Então não há problemas
Revirei os olhos e escolhi uma roupa pra poder vestir. Optei por algo bem despojado, e que não tinha nada a ver com meu verdadeiro estilo. Caminhei até o banheiro e fechei a porta, me vestir sem demora e saí do banheiro.
- Até que não ficou anda mal – ele disse me analisando – na verdade você fica melhor assim do que com aquelas roupas sociais
- Sei..- murmurei fitando a minha roupa
- Vai comer? – perguntou apontando para o meu lanche em cima da escrivaninha
- Não devia comer essas coisas calóricas, mas vou ter que qubrar uma das minhas regras – disse caminhando até a escrivaninha pegando a caixinha do meu Big Mac
Sentei-me ao lado de Justin fitando a TV e notei que falavam sobre ele.
- Você nunca se cansa? – perguntei a ele de boca cheia
- De que?
- De assaltar, será que nunca e o suficiente? Tenho certeza que você tem o dinheiro suficiente pra sair daqui e viver uma vida maravilhosa em outro lugar
- E qual a graça disso se não tenho com quem compartilhar? – ele me fitou e suspirou
- Você pode ter a mulher que quiser, é um homem lindo na verdade – admiti
- Acontece que nenhuma me interessa, nenhuma consegue despertar algo forte em mim – ele disse – Sabe eu perdi a única que me fazia feliz, então nada mais faz sentindo – ele disse – Assaltar, e assaltar, dinheiro e uma mulher por noite, é essa a minha vida, e não vou abandoná-la – disse – Sabe na verdade é até meio divertido – ele riu
- Imagino, ser sempre perseguido e correr risco de morte a todo tempo parece ser muito divertido – disse ironicamente – Mas me diga, quem é essa que te fez feliz?
- Prefiro não tocar nesse assunto – disse sério fitando a TV
- Você ainda vai sair hoje? – perguntei a fim de mudar de assunto
- Não, por hoje estou de folga – ele riu
- E sobre aquilo..- disse meio encabulada – Se eu me comportar me levara pra visitar minha família, é mesmo.. verdade?
- Não – ele riu me fazendo bufar e tacar o meu lanche nele
- Olha só, você por acaso pirou? Meu Deus, eu preciso voltar, todos devem estar se preocupando comigo
- Porque não me deu se não queria comer? – perguntou ainda rindo tirando todo o meu Big Mac que estava espalhado em cima dele
- Eu estou falando sério, DROGA JUSTIN – comecei a chorar
- Olha só sente aqui – ele apontou para o lugar vago ao seu lado onde eu estava sentada e eu me sentei limpando as lágrimas que insistiam e cair – A minha única alternativa é te matar – ele disse como se isso fosse a coisa mais natural do mundo – Eu não posso te levar de volta, entenda. Você sabe de tudo agora, sabe onde vivo, você entrou no meu mundo e não pode mais sair desde que seja direto pra debaixo da terra
- Mas Justin eu já disse que não direi nada a ninguém, eu juro por tudo, te dou a minha palavra
- Você não entende, me desculpe, mas não dá
- Então porque não me matou até agora?
- Eu não sei – disse confuso – Na verdade era isso que eu devia fazer, afinal você só trará problemas – disse vasculhando uma gaveta e pegando uma arma
- Não, por favor, eu não quis dizer isso – disse assustada me levantando e me afastando dele
Ele chegou perto de mim e me prensou na parede apertando a arma no meu pescoço me deixando sem ar.
- Não por favor, eu faço qualquer coisa – disse chorando
Sentia minha respiração começou a falhar e meu coração palpitar rápido. Saber que morreria daqui alguns minutos me fazia ficar totalmente bamba e sem reação, era como se o meu cérebro evaporasse e eu não conseguisse formular nada.
Ele apertou mais a arma no meu pescoço e parecia estar fazendo um coisa terrível. Senti meu corpo tremer dos pés a cabeça. Nenhuma palavra conseguia se formar na minha garganta, muito mesmo conseguia respirar. Eu só conseguia rezar e pedir a Deus, a sensação de saber que ia morrer era terrível, era como se o mundo a minha volta tivesse desaparecido e só existisse eu a a morte prestes a me pegar.
O que foi estranho foi que ele socou a arma na parede e a jogou no chão. Ele me soltou aos poucos e saiu de perto de mim passando a mão nos cabelos.
A tenção foi tão grande que senti meu estômago todo revirar a única coisa que consegui fazer foi vomitar no chão inteiro. Respirei fundo ajoelhando no chão e passei as mãos no meu rosto assustada.
- Por..Porque..fez isso? – perguntei assustada e fraca
Ele não em respondeu nada, apenas ficou para de costas a minha frente balançando a cabeça negativamente.
- PORQUE VOCÊ TEM QUE SE PARECER TANTO COM ELA EM? – perguntou e chutou a primeira coisa a sua frente – MERDA
Eu mal sabia do que ele estava falando, aquilo tudo apenas me assustava. A minha vontade era abrir os olhos e notar que tudo não se passava de um pesadelo e logo eu iria acorda, e estar em minha cama, na minha casa vivendo minha vida de merda.
Me arrastei até o banheiro e fechei a porta afim de ficar longe dele. Me limpei, e abri a porta com um pouco de receio sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
- Me desculpe – escutei sua voz – É que.. tudo está tão confuso
- Por favor me deixa voltar – choraminguei
- Eu não vou ficar repetindo o que já te disse
- Você vai me matar?
- Por incrível que pareça não – disse — O que ta acontecendo comigo?..- murmurou pra si mesmo só que eu pude ouvir perfeitamente
Notas finais
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Iai o que acharam? Eu sei que esse capítulo a a maiooooooor MERDA! Prometo que no próximo vai ser bom ok?
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Próximo com 95 ou mais reviews ok? Espero que as fantasmas apareçam porque eu fiquei SUPER desapontada nas minhas outras fic's que postei, porque não teve quase nenhum reviews principalmente em Vingança Perdida!
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Digam tudo nos reviews ok? Lembrando que SUGESTÕES SÃO SEMPRE BEM VINDAS! Espero que tenham gostado, xx Gabi Pelizzari
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