Mama, Im In Love With A Criminal
7 Worst birthday
Notas iniciais
- Você precisa me prometer que não vai mover um músculo se quer, apenas observar – disse Justin olhando seriamente pra mim.
Já se passara 5 dias depois do incidente com Justin, nunca mais eu saí de dentro dessa merda de esconderijo, eu ficava todas as tardes isolada do mundo lá fora, e sozinha, enquanto ele realizava seus assaltos.
Hoje era meu aniversário de 24 anos e, Justin tinha dito que ficou sabendo que alguns membros da minha família estariam na minha casa hoje, e ele me levaria pra vê-los, mas eu precisava me comportar do jeito certo, como ele havia mandado. Não podia falar, nem ir em direção a eles, apenas observar de longe.
- Sim, eu prometo, farei o que você pedir – disse sem pensar duas vezes, isso era tudo o que eu mais queria desde que Justin me “seqüestrou”.
- Tudo bem, vai se arrumar – disse
Me levantei correndo e fui procurar por uma roupa no monte de roupas que ele havia trago pra mim, ou melhor, roubado pra mim. Achei uma que não tinha nada a ver com o meu estilo, como Justin havia mandado. Peguei a roupa e corri em direção ao banheiro pra me vestir.
- Ei, lembre-se – disse antes deu entrar no banheiro – Se você der um passo em falso, e fazer algo de errado, eu mato você e toda a sua família – disse sério
Engoli em seco e assenti de cabeça baixa entrando no banheiro. Me escorei na parede assim que fechei a porta e soltei um dos meus melhores sorrisos. Eu poderia ver todos novamente, mas podia esperar por isso.
Talvez fosse até doloroso demais, vê-los de longe, e mal poder conversar ou tocar. Suspirei fundo e comecei a vestir a roupa rápido, antes que Justin mudasse de idéia.
Me arrumei o mais rápido que pude e me observei no pedaço de espelho que tinha ali. Fiz uma careta ao me olhar mais logo depois ri. Era estranha aquela roupa, não tinha nada a ver comigo, mas até que havia ficado legal.
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- Britney anda logo – disse do lado de fora do banheiro.
- Estou pronta – disse abrindo a porta no mesmo momento.
Ele me olhou de cima em baixo e levantou as sobrancelhas.
- Que foi? Ficou ridículo? – perguntei preocupada – Eu sei, eu estou ridícula..- me interrompeu colocando o dedo indicador sobre minha boca.
- Você ta.. Perfeita – sorriu
Devolvi o sorriso e o observei. Ele vestia uma calça jeans escuro, uma blusa branca, uma jaqueta de couro preta por cima e um capuz preto cobrindo seus cabelos. Estava lindo como sempre.
Caminhamos até a porta e ele destrancou todos os cadeados. Assim que ele abriu a porta, pela primeira vez em 5 dias eu vi a luz do dia. Sorri imediatamente e olhei pra ele.
- Como é bom sentir a luz do dia novamente – disse enquanto caminhávamos até sua moto.
- Você entendeu tudo o que eu te disse né? – perguntou ignorando meu comentário – Não saia de perto de mim, tente disfarçar..
- Observar de longe e ficar calada, sim eu entendi – disse o interrompendo
- Acho bom – disse colocando seu capacete e entregando outro pra mim.
Subimos na moto e eu agarrei em sua cintura quando ele deu partida. Meus cabelos voavam um pouco devido ao vento. Como era bom respirar ar puro.
Observava cada canto por onde passávamos, cada rua, cada esquina. Eu havia lhe dito onde era minha casa, esperava que toda minha família estivesse reunida lá, lamentando meu desaparecimento.
Queria poder estar com eles hoje, meu aniversário sempre foi maravilhoso, e hoje, estou passando ao lado de um ladrão perigoso que me mantém presa dentro de uma casa cheia de ratos.
Faltava poucos quarteirões até chegar à minha casa. Meu coração já começava a acelerar. Apertei forte Justin contra meu corpo e suspirei quando ele parou a moto do outro lado da rua. Escutei uma musica forte presente no local e achei estranho.
Meus olhos estavam fechados e eu evitava olhar.
- Acho melhor você não abrir os olhos – murmurou Justin
Não entendi o que ele quis dizer e abri os olhos no mesmo instante. Quando meus olhos se encontraram com a minha casa quase tive um ataque.
Eu estava sumida a uma semana e eles estavam dando uma festa? Não, eu não estava vendo aquilo, não mesmo.
Na porta da minha casa havia vários seguranças e o barulho da musica lá dentro era notável. Meus pensamentos foram interrompidos na hora que vi, papai, mamãe na porta da minha casa.
Senti uma lágrima traiçoeira escorrer no mesmo instante de meus olhos e levei a mão no coração. Eles pouco se importavam com meu sumiço, pareciam já até tere se esquecido de mim.
Anthony chegou loco em seguida, todo feliz cumprimentado meus pais. Aquilo foi como uma facada no meu coração. Mas o que eles estariam comemorando?
Assim que eles entraram na minha casa sai de cima da moto e quando fui pensar em andar até eles senti uma mão forte me puxar com força.
- Não se mova – disse Justin percebendo o que eu iria fazer – Vamos embora, agora
- Não, eu tenho que saber o porque dessa festa – disse tentando soltar meu braço
- Se você sair daqui eu te mato – disse sério
- Pois então mate – disse nervosa e puxei meu braço com força
Saí correndo em direção ao portão de minha casa o mais rápido que podia, Justin estava quase me alcançando e quanto cheguei perto de um dos seguranças senti seu braço me prender.
- Me solta.
- Não, agora vamos
- Por favor, me solta, eu só quero saber
- Vamos agora – disse entre dentes apertando meu braço mais forte.
- Por favor – choraminguei.
- Algum problema? – escutei alguém dizer
- Não..- Justin tentou dizer mas eu o interrompi.
- Posso saber o motivo da festa? – disse
Justin faltou quebrar meu braço no mesmo instante de tanto que o apertou. Mordi o lábios inferior reprimindo um gemido de dor e fitei o segurança.
- Anthony Rupert, dono da Their Future, conseguiu um contrato bilionário com uns patrocinadores chineses – disse – Sabe essas coisas desse pessoal milionário
- E a mulher do cara morreu não faz nem uma semana e eles já estão dando uma festa – disse um dos seguranças – Esse pessoal rico só pensam em dinheiro.
- Espera ai, como assim morreu? – perguntei puxando meu braço da mão de Justin
- Vamos embora – murmurou Justin perto de mim
- Qual era o nome dela..- pensou – Britney, isso, se chamava Britney, e parece que ela sofreu um acidente e acabou morrendo. Passou até na televisão, não encontraram o corpo ainda.
- Mas ela não está morta – disse sem pensar
Como assim eles estavam dizendo que EU, estava morta? Eu não estava morta, estava aqui, na frente deles.
- Não morreu? Como assim moça? –perguntou o outro segurança
- Ela não sabe do que está falando – disse Justin antes que eu pudesse protestar — Obrigado – disse e saiu me arrastando até sua moto.
Mas que história era essa? Eu, morta? Como assim? E o pior de tudo, como eles conseguiam dar uma festa? Se o que aquele segurança havia dito fosse verdade, eles estavam achando que eu tinha morrido a uma semana, e eles não estavam nem se quer ligando pra isso. Bem a cara da minha família mesmo, quanto menos pessoas, mais dinheiro. Era isso que eles deviam pensar de mim, o fardo pra eles.
- O que aquele cara quis dizer? Eu não estou morta – disse nervosa com Justin quando chegamos perto da moto.
- Porque você fez aquilo – disse Justin enquanto colocávamos o capacete – Poderiam ter te reconhecido ou pior, me reconhecido – disse nervoso – Essa foi a primeira e ultima vez que você os vê – disse ele
- Você não respondeu a minha pergunta
- Vamos embora agora, depois conversamos – disse dando partida na moto logo em seguida
A cada rua que passávamos sentia uma nova lágrima se forma em meus olhos. Não conseguia acreditar no que eu havia presenciado minutos atrás.
Meu coração havia se despedaçado em milhões de pedaços. Essa era a minha vida, tinha um oceano de dinheiro, mas nem um grão de areia de amor, ou carinho. Estava no meio de pessoas que respiravam dinheiro, e não davam importância a nenhuma outra coisa que não tivesse valor material.
Morta. Era isso que eu era agora, uma morta. E minha família? Bom, estão todos comemorando enquanto a imprestável Britney aqui, estava sendo considerada uma morta.
Justin parou a moto em frente ao seu “esconderijo”, e eu mal esperei ele parra a moto direito, já saí de cima dela e andei pisando forte até a porta.
- Ei ei, calma ai, ta querendo morrer? – disse vindo logo atrás de mim – Britney, olha pra mim – disse
- Que foi? – perguntei o encarando séria
- Olha não fique assim
- Como você quer que eu fique? Feliz pulando por ai? – perguntei nervosa – Esse foi o pior aniversário de todos, o pior – disse a ele quando abriu a porta e entramos.
- Para com isso Britney, já foi – ele disse
– Você não entende – quase gritei — Eles estavam comemorando enquanto eu estava sendo considerada morta a nem uma semana, e eu te pergunto, o que eu significava pra eles? Nada – disse sentindo as lágrimas escorrerem
- Você já devia esperar isso, vivia falando mal da sua família – disse
– Mas essa é a pior parte – disse chorando – É ridículo, mas mesmo sabendo que provavelmente eles não estariam nem ligando, no fundo, no fundo eu esperava algo melhor vindo deles.
- Ei, senta ai e se acalma – disse ele me guiando até a cama fazendo com que eu sentasse na mesma
- Eu me odeio, me odeio por sentir vontade de chorar, me odeio por ainda me importar com eles – disse engolindo um choro – Afinal, eles nunca me deram valor, a única coisa que é importante pra eles é o dinheiro, apenas a merda do dinheiro – quando terminei a frase não segurei mais as lágrimas de desciam constantemente dos meus olhos. Também quem ligava?
- Me desculpe – suspirou olhando pra mim.
- Desculpa por quê? Você não tem culpa de nada – disse ainda chorando
- Sim, eu tenho culpa – disse sem rodeios
- O que você quer dizer com isso? – perguntei o encarando assustada reprimindo o choro.
- Fui eu – disse e torceu os lábios me encarando novamente – Eu subornei os policiais que estavam tratando do seu caso, e fiz eles falarem que você havia sido morta, esquartejada – disse — Eles mataram outra pessoa e disseram que era você, assim eu não correria o perigo de ser descoberto e não teria problemas com você – disse
Olhei pra ele por bastante tempo, tentando processar o que ele havia acabado de dizer. Eu não estava surda, estava? Quer dizer que foi ele que fez com que eu “morresse”? E pensou nele primeiro só pra não ter possíveis problemas de ser descoberto?
- Espera ai, como é que é? – perguntei balançando a cabeça negativamente e o encarando sério, com a esperança dele dizer que isso era mentira, ou eu havia escutado errado.
...
Notas finais
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digam tudo nos reviews, o que gostaram, o que odiaram e deêm sugestões! Próximo com 115 reviews ou mais!
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Iai qual será a reação dela em? O que você acham que deve acontecer?
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Espero que tenham gostado, eu sei que o capítulo ta uma porcaria, mas é que eu escrevi agora, correndo. Mas espero que vocês tenham gostado um pouco. xx GabiPelizzari
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