Mal Particular

2 Capítulo 2 - Irritações


Notas iniciais
Esse capítulo já fala alguma coisa evolutiva ;x
Obrigado pelos reviews anteriores ;D
Espero que gostem.
Abrçs...

"O inferno está vazio, os demonios vivem aqui"

\"\"

Acordei totalmente grogue, com os olhos adendo e com a cabeça explodindo. Ressaca.

Me sentei na cama tentando me acostumar com a claridade.

-Já acordou, Dara?- Jeane dizia rindo. –normalmente você só acorda meio dia. Mas acho que hoje você resolveu quebrar a rotina.

-Não enche- eu dizia com a voz rouca e falha. –Já estou indo embora.

Passei o dedo em meus cabelos curtos, tentando desembaraçá-los sem sucesso. Desisti e resolvi deixá-los do jeito que estavam.

-Como assim?- ela dizia alterada. –Hoje é seu aniversário, querida. Temos que ir comemorar com estilo, pois não é todos os dias que se faz 17 aninhos. Aliás, nós vamos no GG’s, o expediente de Gus acaba daqui uma hora e meia. Nós vamos decidir o que vamos fazer, Dara.

Como ela animada, mesmo de ressaca. Eu me pergunto como isso é possível.

-Jean, sério. Não to afim. Além do mais, não basta a festa de ontem? Bebemos, pulamos, nos divertimos. Isso basta pra mim.

Já estava calçando meu All Star. Quando ela pulou em mim, me fazendo deitar na cama.

Ficou m cima de mim, com uma perna em cada lado do meu quadril prendendo meus pulsos.

-Você não vai não.- ela sorriu e eu ri alto.

-Você sabe que vou- eu rolei e fiquei por cima.-Até mais querida.

Depositei um beijo rápido em seus lábios. Ela odiava quando eu fazia isso.

Peguei minha bolsa e saí dali, deixando-a resmungando sozinha.

Ao chegar em casa, subi rapidamente para o meu quarto. Depositei minhas coisas em cima da mesa e capotei na cama, estava exausta e com ressaca.

-Dara?- olhei em direção aporta e vi minha irmã, me olhando com olhos grandes e vermelhos segurando seu grande urso de pelúcia.

-Estava chorando, Anne?- perguntei com um toque de preocupação.

-Onde você estava? Mamãe não dormiu em casa, falou que ia na casa de titio Martin, mas não voltou até agora.

Grunhi de raiva.

-Me desculpe, Anne.- eu dizia tentando disfarçar a raiva que eu sentia de minha mãe. –Venha aqui.

Ela deitou ao meu lado.

-Não consegui dormir a noite Dara, eu tive muito medo.- dizia já chorando. Abracei-a e cantarolei a musica que meu pai costumava cantar pra mim. Ela adormeceu rapidamente.

Acordei com a minha mãe gritando.

-Onde você passou a noite?- ela gritava.-Morri de preocupação!

-Não me venha dar sermões, ok?- eu disse me desvencilhando de Anne e saí do quarto empurrando minha mãe também. Fechei a porta, não queria que Anne escutasse mais discussões.

-Olha o jeito que fala comigo mocinha!- ao dizer isso, senti o forte cheiro de bebida. Minha raiva aumentou.

-Eu disse a você que não ia dormir em casa. E...- serrei os punhos. –Como pode deixar Anne passar a noite sozinha?

-Fui te procurar.

-Deixou Anne sozinha. Sabe que ela sofre de síndrome do pânico, como pode?.- eu dizia entre dentes, mas sem levantar o tom de voz.

-Cale a boca! Sabe muito bem que sei cuidar dela, não vou errar com ela o que errei com você.

Em todos esses anos eu venho escutando os mesmos tipos de coisas, mas, em todas as vezes me doía escutar estas palavras.

-O que você errou comigo?- minha voz era meio trêmula, não vou mentir que tinha vontade de chorar.

-Eu errei em apenas tê-la tido, em apenas tê-la aceitado em minha vida. Podia muito bem deixar você em um orfanato depois que seu pai morreu.

Soltei o ar fortemente, desci as escadas rapidamente e saí dali deixando minha mãe para trás aos gritos.

Eu chorei. Sim, eu chorei.

Em quatro anos de humilhação e sofrimento, nunca havia escutado aquilo. Ela nunca fora tão fria a ponto de me fazer chorar tanto.

E esse seria marcado como o melhor aniversário que já tive. Sem dúvida.

Notas finais
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