Make Me Wanna Stay

2 Talking in the Table


Notas iniciais
Olá, pessoal. Eu não tive como postar antes por que eu tive que estudar o final de semana todo. Mas de uma maneira ou outra, esta ai mais um lindo capitulo pra quem acompanha a Fic. Esse vai servir pra explicar algumas coisas do primeiro, por exemplo, o motivo pelo qual a Punzie estava chorando. Espero que gostem e até semana que vem. -Anna

Levei a Punzie até A Mesa para que ninguém pudesse vê-la naquele estado e para que ela pudesse me contar o que havia acontecido. A Mesa Redonda, como nós chamamos, era mais ou menos um ponto de encontro para os alunos, está situada depois de todas as salas e só um pouco antes do estacionamento (que fica na parte de trás do colégio). Eu acho que quando ele foi construído tinha o intuito de ser um local de estudos agradável por causa da enorme mesa redonda giratória localizada no meio do terreno e as várias cadeiras que o circundam, mas em todo esse tempo aqui eu nunca vi ninguém estudando na Mesa. O lugar é ao ar livre com uma entrada sem porta e em forma de arco, lá se existem vários bancos espalhados por todo perímetro, além de uma enorme árvore que a Punzie e a Vi costumam escalar. Elas dizem que quando você está lá no alto você consegue ver Nárnia, que é basicamente uma construção inacabada do colégio e que agora só serve para jogar fora as tralhas dele. A Merida descobriu o lugar a tempos, por isso ela escolheu o nome, e era ela também que costumava nos levar até lá antes de taparem a entrada.

Ok, já chega de falar da Mesa, voltando para a Punz. Depois de um tempo a loirinha conseguiu se acalmar e me contar o que aconteceu. Resultado: fiquei uma fera quando ela terminou de falar. A história é a seguinte: Ela havia chegado mais cedo na escola para fazer uma surpresa ao Flynn e quando foi procura-lo o achou beijando a Astrid, a ex-namorada do Hiccup. O Hick não tinha nos contado por que eles haviam terminado (de novo ), então foi uma grande surpresa para mim ouvir que ele tinha sido traído mais uma vez , só que dessa vez com a Astrid e o Flynn. Ela me disse que ficou muito chocada ao ver a cena e logo em seguida se preparou para sair correndo, mas antes esbarrou em uma lata de lixo bem atrás dela o que fez o traidor perceber sua presença e segui-la, no momento que este a alcançou a alcançou tentou se explicar, porém a menina lhe deu uma tapa e disse que estava tudo acabado, o idiota (ainda achando se achando na razão) disse que era ele que não queria mais saber dela e completou dizendo que se a mesma não o queria tinha quem quisesse, com isto dito ele voltou para Astrid. Depois disso a pobrezinha continuou a correr com o único intuito de perder o primeiro dia de aula, mas foi ai que ela me achou e o resto da história você já sabe. Quando Punzie terminou de contar ela deu um longo suspiro e pude ver outra lágrima correr sua bochecha, nesse momento eu me levantei tão subitamente que ela levantou o rosto com um olhar confuso.

– Onde está aquele babaca? — eu disse

– O que você vai fazer Jack? — ela perguntou ainda soluçando

– Nada que ele não mereça. Pra onde ele foi depois que vocês discutiram Punz?

–Você vai bater nele? Não Jack, eu não posso deixar que você faça uma besteira dessas — dizendo isso ela se pôs na minha frente impedindo que eu passasse e continuou — eu não vou te dizer onde ele está.

–Por quê? Por que mesmo depois de tudo que ele fez você ainda o defende? – questionei já perdendo a cabeça- Ele é um completo imbecil, te faz sofrer e você ainda por cima defende ele. POR QUE VOCÊ FAZ ESSE TIPO DE COISA RAPUNZEL? — nesse momento eu já estava gritando.

–Eu... — ela pareceu gaguejar, mas logo em seguida falou com firmeza — Eu não estou fazendo isso por ele, estou fazendo isso pra proteger você.

–Então você acha que eu não sou forte o suficiente para bater no Flynn? Ahh, realmente, muito obrigado.

–NÃO É ISSO SEU IDIOTA!- foi à primeira vez em tempos que eu via Rapunzel gritar de raiva, normalmente ela era tão calma e doce- Eu só não quero que você vá lá e se machuque por minha causa, eu não quero que você se rebaixe ai nível dele porque você é muito melhor do que isso, eu não quero que você vá embora e me deixe...

Naquele momento eu percebi o que ela realmente estava tentando me dizer a um tempão. Ela queria que eu ficasse. A garota estava frágil e precisava de alguém perto dela. Nesse caso, eu. Corei um pouco me sentindo envergonhado por brigar com ela e então disse:

– Desculpa Punzie. É só que... Essa história dele te trair me deixou louco sabe? Como alguém pode achar que vai encontrar coisa melhor que você? Você é bonita, inteligente, meiga é simplesmente tudo que há de bom!- okay, isso saiu muito gay. Dessa vez olhei para ela e percebi que seus olhos estavam brilhando, mas dessa vez não pelas lagrimas. Ela sorria- Ele deve ser mesmo muito burro pra deixar você escapar.

–Vo-você acha mesmo que eu sou tudo isso?

–Não, eu não acho. Eu tenho certeza.

Ela pulou para cima de mim se agarrando na minha nuca e com o queixo apoiado no meu ombro, me abraçou tão forte quanto havia abraçado mais cedo. Por um instante fiquei sem reação, até que lentamente minhas mãos foram descendo de encontro as suas costas retribuindo assim o abraço.

–Obrigada Jack, por tudo- ela disse me apertando ainda mais e sussurrando no meu pé do ouvido — eu te amo.
Quando ela disse isso senti um frio na barriga e vi que minhas mãos estavam suando. Por que eu parecia estar tão nervoso. Oh Deus, o que está acontecendo comigo?

–Eu... eu também- engasguei- eu também te amo Rapunzel- disse antes que o silencio se tornasse constrangedor.

Ela levantou sua cabeça e me encarrou sorrindo. Nossos rostos estavam tão pertos que podia sentir sua respiração se regularizando. Eu a encarei de volta olhando por fim no fundo dos seus lindos olhos verdes e suas bochechas coraram. Nós ficamos assim durante alguns segundos até que nossos rostos foram aos poucos se aproximando e de repente...

–RAPUNZEL!!! ONDE VOCÊ SE METEU CRIATURA?!?!- a voz de Merida ao longe nos acordou do transe que estávamos nos largamos rapidamente os dois totalmente corados sem se encarar. Depois de um ou dois minutos a garota de cabelos ruivos adentrou a Mesa e veio correndo em direção a nós. Ela se sentou entre mim e Punzie, nem percebendo o constrangimento no ar, e disse:

– A Maevis disse que te viu chorando hoje mais cedo, mas você saiu correndo e ela não conseguiu te alcançar. O que aconteceu?! Foi algo grave?! Você descobriu que tem alguma doença rara e sem cura?! De 1 a 10 como está se sentindo?! — nesse momento ela pareceu notar minha presença e se virou rapidamente para mim dizendo — Oi Frost, como foi seu verão?

–Bom na media que um verão pode ser para mim- com isso ela assentiu sorridente e voltou-se novamente para a garota loira sentada a sua frente voltando a enchê-la de perguntas. Sério, eu amo a Merida, mas nossa, como eu a odeio nesse momento. Ela tinha que chegar logo naquela hora?
Punzie sorriu com toda aquela cena e disse:

–Sim, foi algo grave. Não, eu não tenho nenhuma doença rara e blábláblá. E eu estou péssima, mas a historia é longa e pelos meus cálculos já temos que entrar em sala- a ruivinha fez cara de protesto como quem dissesse “ você vai me contar essa historia agora ou não sai daqui” mas a loira continuou- Olha, eu já contei tudo para o Jack e realmente não vou ter forças para contar esse história de novo, não agora , mas eu prometo que na hora do almoço eu te conto. Pode ser?

Mer suspirou e deu de ombros já se levantando:

– Tudo bem, mas saiba que eu estou muito chateada pelo cabeção ter ficado sabendo mais sobre essa história antes de mim — disse fazendo cara de raiva e andando para longe. Antes que se afastasse muito ela deu uma curta gargalhada e continuou — Tenho que achar o Hick, antes de eu vir para cá ele estava indo atrás da Astrid de novo — nós nos entreolhamos — vocês não vem?

– Pode ir andando, nós já vamos. Afinal, ele precisa mais de você do que a gente – ela deixou escapar um sorriso e sumiu colégio adentro.
Durante algum tempo nós só ficamos lá sentados encarando o chão e eu me lembrei do sonho de mais cedo e de como ela estava linda nele, e quando dei por mim estava rindo feito um bobo, ela me olhava com um olhar curioso no rosto e eu apenas balancei a cabeça ainda sorrindo. Então antes que o clima ficasse constrangedor de novo me levantei e estendi a mão para a garota sentada a minha frente:

– Vamos- eu disse- não podemos perder mais um minuto desse ano.

Ela aceitou minha mão, e não a soltou mais depois disso. Quando já estávamos indo em direção as salas ela apertou minha mão, claramente nervosa, e eu retribui o aperto tentando acalma-la sem usar as palavras. Nós ficamos de mãos dadas até que cada um teve que ir para sua sala, ela tinha aula de biologia com o Soluço e a Venellope, e eu era acompanhado por Merida e Will naquela primeira aula de história do ano. Quando tivemos que nos separar o corredor já estava vazio, então ela se aproximou de mim sussurrando no meu ouvido:

– Bom primeiro dia de aula Jack — pressionou os lábios na minha bochecha esquerda e saiu. Andando tão elegante e levemente sem olhar para trás e eu a fiquei admirando percorrer o seu caminho até que a vi entrar numa sala e falei quando já era tarde demais para que ela escutasse:

–Para você também, minha princesa.

E com isso me dirigi até a sala 127, mas durante todo o tempo que a Srta. Palmers falava sobre a guerra das Coreias e os desastres do Vietnã eu só conseguia lembrar-me daquela garota de olhos verdes que há tanto tempo era minha amiga, mas que agora por alguma razão parecia que tínhamos acabado de nos conhecer. E se eu a tivesse conhecido hoje, diria que era amor. Amor à primeira vista.

Notas finais
Bem, o que acharam? Já esperavam o ser essa a razão pela qual ela estava triste? E o Hiccup, o que me dizem sobre ele ter sido traído "de novo"? No próximo capitulo vocês vão ficar sabendo de uns fatos inesperados sobre alguns personagens. Então não deixem de comentar o que vocês acham que é!!