Mais que bons amigos.
4 Under My Skin
Notas iniciais
Hotch se dirigiu a sala de Mateo. O chefe já estava com as filmagens.
— Talvez identifiquemos alguém nessas filmagens. – Falou Hotchner.
— E se ela tiver saído sozinha? – Perguntou Mateo.
— Nunca. – Disse Hotchner. – Desculpa. – Hotchner estava nervoso com toda aquela situação e Mateo insinuar aquilo era doentio.
— O que queria falar comigo? – Perguntou Mateo. – Tenho muita coisa para resolver.
— Muita coisa para resolver? – Perguntou Hotchner. – A Penelope desaparecida e você preocupado com coisas.
— Eu sou diretor de seção. – Disse Mateo. – Tenho que supervisionar muitas coisas.
— Estava vendo as imagens da câmera de segurança do prédio das últimas duas horas. – Disse Hotchner. – Penelope aparece em quase todas as que passam pelo corredor, elevador e saguão.
— E isso prova exatamente o que? – Perguntou Mateo.
— Que ela foi levada. – Disse Hotchner
— Só prova que ela saiu sozinha do prédio. – Disse Mateo.
Hotchner estranhava aquela falta de interesse de Mateo. Afina no começo ele estava muito preocupado com Penelope e agora ele simplesmente fazia pouco.
— Um mesmo agente aparece em todas. – Disse Hotchner.
— Aaron. Isso prova que ela saiu do prédio sozinha. – Disse Mateo.
— É um agente masculino Mateo. – Disse Hotchner. – Ele a acompanha até o estacionamento.
— E? – Mateo estava estranho.
— Garcia deixou o carro dela em casa. – Disse Hotchner.
— Hum. – Mateo quase não ouvia Hotchner.
— Está certo. Já chega. – Gritou Hotchner. – Qual o problema? Você estava muito preocupado no começo disso tudo. E agora nem liga.
— Não posso ajudar você Aaron. – Disse Mateo. – Quero ficar sozinho por favor.
Hotchner saiu batendo a porta deixando Mateo sozinho.
— Ok. – Falou. – Já fiz tudo o que pediram agora soltem minha família.
— Talvez quando terminarmos com sua agente. – Disse uma voz no ouvido.
— Ela é inocente. – Disse Mateo. — Assim como minha família.
— Ela sabe demais. – Disse a voz. – Se fizer tudo certinho a gente vai soltar sua família no final do dia.
Mateo estava atordoado com tudo aquilo. Entregou Penelope para salvar sua família.
Mais cedo naquela manhã...
Mateo passou em casa para tomar um banho antes de voltar para o trabalho. Estava todo moído por causa do acidente. Subiu para o quarto e encontrou sua esposa dormindo.
— Volte a dormir amor. – Disse quando entrou no quarto e sua esposa acordou. – Estou bem.
— Tem certeza? – Perguntou a moça.
— São só alguns arranhões feios. – Mateo deu um beijo na esposa. – Eu vou ficar bem. Só preciso de um bom banho.
Ele foi até o banheiro e abriu o chuveiro. A água quente parecia derreter a pele machucada e o orgulho ferido. Ele ouviu um grito.
— Amanda? – Gritou de dentro do Box. – Amanda. Está tudo bem?
Não houve resposta. Ele pegou a toalha, se secou, vestiu qualquer roupa que achou e saiu correndo do banheiro. Viu um homem apontando uma arma para Amanda.
— Se você fizer qualquer coisa, eu a mato na hora. – Disse o homem.
— Não farei nada. – Disse Mateo. – O que querem?
— Cooperação. – Disse o homem.
— Cooperação em que? – Perguntou Mateo. – Sou do FBI. Eu negócio com pessoas como você.
— Você tem algo que precisamos. – Disse o homem.
— Dinheiro? Passagem ou passaportes para fora do país? Drogas? – Perguntou Mateo.
— Penelope Garcia. – Falou o homem.
— Não estou entendendo. – Disse Mateo. – Ela é apenas uma analista técnica.
— E é exatamente por isso que queremos ela. – Disse o homem apertando mais a arma contra Amanda.
— Eu não posso simplesmente entrega-la a vocês. – Disse Mateo. – Ela está em custódia na sede do FBI. Não é como se eu conseguisse tirá-la de lá do nada.
— Vai ter que dar um jeito. – Disse o homem. – Ou nunca mais verá sua família.
— Deixem Christina fora disso. – Disse Mateo. – Minha Filha é pequena demais para ser sequestrada.
— Ela vai com a mãe dela. – Disse o homem. – Vão ser minhas reféns até você nos entregar a senhorita Penelope. – O homem colocou a arma atrás da cabeça de Amanda. – Ande cadela.
— E o que vai acontecer se eu não cooperar? – Perguntou Mateo.
— Mandaremos elas de volta em um caixão. – Disse o homem. – Vai encontrar as instruções em cima da cama, junto com uma escuta que vai passar todas as instruções no trabalho. Eu sugiro cumpri-las, senão eu vou cumprir as minhas. Anda cadela.
Amanda foi obrigada a sair com o homem.
— Eu vou te encontrar Amanda. – Gritou Mateo. – Vocês duas!!
— Boa sorte. – Disse o homem.
Mateo pegou a caixa em cima da cama e ativou a escuta. Ele sabia que em alguma possibilidade Penelope seria morte se ele a entregasse, por outro sua esposa e filha seriam mortas se ele não a fizesse.
— Considere as opções. – Disse Mateo.
Apesar do homem não dizer para não falar com alguém sobre aquilo ele sabia de a possibilidade da casa ter sido grampeada e que se ele ligasse para qualquer pessoa para falar sobre isso Amanda e Christina seriam sumariamente assassinadas.
Mateo chegou ao trabalho com o ponto no ouvido. Ele tria que entregar Garcia ou algo daria errado e ele acabaria viúvo e sem filha.
Ele foi para a sala onde Garcia trabalhava depois de falar com Hotchner.
— Está muito ocupada? – Perguntou Mateo.
— Não. Aparentemente um machucado desses impede a rápida digitação. – Disse Garcia. – Então estou trabalhando o quanto rápido eu posso.
— Queria conversar com você alguns minutos. – Disse Mateo. – Se não for muito incomodo.
— Claro. – Garcia finalmente se virando para ele.
— Na minha sala é melhor. – Disse Mateo.
Mateo e Garcia seguiam para a sala dele. Ele suava frio. Um homem os esperava lá.
— Esse é o Agente Galloay. – Disse Mateo. – Vai levar você para um passeio.
— Porque? – Garcia ficou agitada. – Não quero ir para nenhum lugar.
Galloay pegou Garcia pelo pulso e a levou pelo corredor.
— Quando a gente sair daqui você vai andar como se estivesse livre – Ela tinha uma arma apontada para suas costas.
— Porque está fazendo isso Mateo? – Perguntou Penelope.
— Eles... Eles estão com a minha família. – Disse Mateo.
— Vamos. – Disse o agente Galloay. — Sem escândalo.
Garcia obedeceu. A arma estrategicamente escondida com um casaco não chamava a atenção.
—Eles virão atrás de mim. – Falou Garcia.
— É só um passeio. – Disse Galloay. – Darei umas voltas, fingirei um acidente no meio do caminho e você poderá voltar discretamente para cá.
— Porque vai fazer isso? – Perguntou Garcia.
— O diretor me deu mais dinheiro que esses caras poderiam me pagar. – Disse Galloay. – Amanda E Christina serão soltas e estarão seguras em uma delegacia
— E porque você concordou em me ajudar? – Perguntou Garcia.
— É uma boa agente. – Disse Galloay. – Muita gente te admira. Inclusive eu.
— E porque a arma? – Perguntou Garcia.
— Não é uma arma propriamente dita. – Disse Galloay. – É tão falsa quanto o meu relógio.
— E qual é o plano? – Perguntou Garcia.
— Fazer você sumir por algumas horas e depois quando elas forem soltas você aparece. – Disse Galloay.
— Eu preciso chegar até lá. – Disse Penelope.
— Mandei um dublê seu e meu. – Disse Galloay. – Quando perceberem a verdade, Amanda e Christina estarão de volta sãs e salvas.
Mais tarde...
O fim do dia se aproximava e nenhuma notícia de Penelope. Mateo recebeu uma ligação de um delegado avisando que a esposa e a filha estavam salvas na delegacia.
— Galloay. – Disse Mateo – Pode traze-la.
— Estou a caminho. – Disse Galloay.
— Tenho uma coisa para contar. – Disse Mateo voltando a sala.
— É sobre Penelope? – Perguntou Hotchner.
— E sobre o sumiço dela. – Disse Mateo.
— Adoraria ouvir. – Disse Hotchner.
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