Mais que bons amigos.
5 Protection.
Notas iniciais
Hotch mal acreditou nas palavras que ouviu de Mateo. Ele nem sequer acreditou que o diretor aceitou aquela troca absurda mandando Garcia com um agente qualquer apenas para conseguir resgatar a família. Apesar daquilo tudo, Hotch concluiu que se Garcia não estava realmente em perigo ele poderia tentar perdoar.
Galloay chegou com Garcia a Sede da B.A.U e Penelope estava apavorada. Hotchner decidiu que ele mesmo cuidaria de Penelope com a ajuda de algum outro agente. Ele a colocaria num lugar seguro.
A sala onde Garcia havia passado um tempo até pegarem os mercenários que caçavam Garcia ainda estava disponível. Jack ficaria com Jéssica, irmã de Haley. Ele havia dito ao filho que uma amiga precisava de ajuda porque "monstros estavam atrás dela" e ele deveria ajuda-la. Ele prometeu voltar quando conseguisse. Mas sempre viria em casa dar um beijo nele mesmo que por alguns minutos. Jack pareceu entender.
Garcia estava com Rossi na sala. Ela se sentia frustrada por ter que mais uma vez voltar para lá. Hotchner providenciou um novo notebook e um novo celular para que Garcia navegasse na internet e pudesse ajudar. Um agente sempre ficaria com ela. Não iram deixa-la sozinha. Aquela falha com Mateo provou que ela não estava realmente segura.
Hotchner entrou com sua mala na sala. Garcia estava quase pegando no sono. Aquele dia se revelou extremamente estressante e ela precisava descansar a mente. Ela virou para um lado e dormiu. Rossi bebeu uma dose Whisky depois de três bocejos.
— Deveria dormir também, Dave. – Disse Hotchner. – Eu te cubro. Haviam três camas no espaço. Rossi ocupou a segunda cama. Hotchner dormiria depois que David conseguisse acordar. Ele ficou redigindo relatórios e vendo os dois agentes dormindo. Garcia parecia estar tendo um pesadelo.
Hotchner se aproximou e colocou sua mão junto coma mão de Garcia que imediatamente se acalmou. Hotchner ficou alguns minutos observando Garcia dormindo.
— Ela é tão linda. – Disse Hotchner baixinho.
Depois de alguns minutos ele voltou para onde estava. Ele pensava cada vez mais em Garcia. Ele não conseguiu se concentrar mais nos relatórios.
— Concentra, centra e foca. – Disse Hotchner para si mesmo.
Ele não percebeu que já era dia porque pegou no sono no meio dos relatórios. Ele nem deitou na cama. Dormiu no pequeno sofá em que estava. Hotchner acordou sobressaltado com um barulho de porta.
— Ei. – Disse Reid. – Já é dia.
— Acho que eu sou um guarda costa horrível. – Disse Hotchner. – Ou é essa sala que é extremamente estranha. – Hotchner arrumou a gravata que havia soltado durante a noite e se recompôs.
Rossi acordou logo em seguida. Ele estava precisando demais daquele sono. A semana estava realmente agitada.
Penelope dormia ainda. Era um sono disfuncional. Ela não parecia estar dormindo ou tendo um sonho muito agradável.
Sonho de Penelope...
" – A agente do FBI Penelope Garcia acaba de ser assassinada na entrada do capitólio. – Informava uma moa numa televisão de vitrine. – Embora ela não tenha ligações terroristas uma vingança por ela ter ajudado na prisão de Almir Haseed é mais provável.
Penelope caminhou mais um pouco pelas ruas depois de assistir a notícia. As pessoas não conseguiam vê-la caminhando embora eles desviavam dela como se pudessem.
Ela entrou na sede do FBI ciente que muito provavelmente aquele era seu futuro. A equipe estava reunida em torno de uma foto de Garcia. Todos menos Hotchner que havia ido afogar suas mágoas numa garrafa cara de Whisky no lugar mais caro da cidade.
— Dia difícil? – Perguntou uma voz atrás de Penelope.
— Não consigo entender. – Disse ela.
— Acho que não há nada para entender. – Disse a voz.
— Sempre há algo para se entender. – Disse ela.
— Você morreu. – Disse a voz. – Não é muito complicado.
— Ele disse que me protegeria. – Respondeu Garcia.
— Você nunca deveria ter pulado na frente dele. – Disse a voz. – O seu sentimento com ele era totalmente reciproco.
— Então eu simplesmente morri salvando ele? – Ela não entendia.
— Ele tentou te salvar. – Disse o homem indo para frente dela. – Clamou muito para que você voltasse. Mas já era a sua hora.
— Não é justo! – Garcia bateu o pé em protesto.
Ao fazer isso ela acordou de repente.
— Tudo bem. – Disse Hotchner segurando Garcia. – Está tudo absurdamente bem.
— Teve um sonho ruim? – Perguntou Reid.
— Está mais para um pesadelo. – Disse Garcia. – E dos piores que já tive.
Ela se recostou na cama e deu um bocejo.
— Estava pensando. – Disse Hotchner. – Que tal vir para minha casa e eu te protejo lá?
Garcia achou estranha aquela proposta afinal ele era apenas o chefe dela. E até ela considerava ser mais segura ficar na sede da B.A.U do que em uma casa mesmo sendo de um agente federal.
— Aqui está bom. – Disse Garcia. – Vu até a minha sala. Afinal temos um caso novo.
— Não está pensando em se envolver com um caso nesse momento Penelope? – Perguntou Hotch.
— Não quero ficar aqui sem fazer nada. – Disse Garcia. – Além disso eu posso ficar aqui enquanto vocês trabalham.
— Alguém vai ter que ficar aqui. – Disse Hotchner. – Rossi você assume a equipe enquanto eu cuido da Penelope.
— Ótimo. – Disse Garcia. – Estou na minha sala. – Ela saiu do local.
Hotchner a seguiu.
— Vai aonde? – Perguntou Garcia. Ela não queria peitar seu chefe, mas aquela superproteção estava cansando.
— Com você. – Disse Hotchner.
— Olha. A minha sala é um lugar seguro. – Disse Garcia. – Além do mais eu sei me cuidar. E você precisa fazer seus relatórios.
— Mesmo assim eu vou com você. – Disse Hotchner. – E sem discussão.
Garcia se virou e começou a ir para sua sala. Hotchner a seguiu.
Garcia se sentou na sua mesa depois de informar a equipe e ligou suas máquinas. Hotchner se sentou mais atrás enquanto Garcia trabalhava. Ela estava especialmente bonita naquela manhã.
Hotchner ficou terminando seus relatórios que eram muitos enquanto assistia Garcia trabalhando. De vez enquanto ele dava algumas olhadas discretas para Penelope. Ele estava cada vez mais apaixonado por Penelope, mas tinha muito medo de contar e acabar coma amizade que eles tinham no momento.
Garcia trabalhava com um par de fones de ouvido brancos naquele dia então ela provavelmente estava tentando extrair algum áudio que era preciso.
O fim do dia chegou e Penelope voltou para a sala onde ela foi alocada para sua segurança. Rossi estava fora com a equipe então Hotchner e Penelope ficaria sozinhos durante aquela noite. Ela pegou o telefone e colocou outro fone de ouvido para não ter que falar com Hotchner.
Hotchner estranhava o jeito de Penelope. Ela nunca havia feito aquilo, mas considerando tudo era compreensível. Ele chegou perto o bastante de Penelope para tirar o fone de ouvido dela.
— Porque isso? – Perguntou Garcia assustada.
— Tenho que falar algo. – Disse Hotchner. – E tem que ser agora.
— Então fale. – Disse Garcia.
Hotchner tomou coragem para falar.
— Eu... Eu te amo Penelope. – Disse Hotchner.
Penelope achou que era uma brincadeira, mas percebeu que Hotchner nunca faria uma coisa daquele tipo.
— Eu não entendo. – Disse Penelope.
— Eu te amo desde, sei lá quando. Só sei que aconteceu. – Disse Hotchner.
Ele se aproximou e deu um beijo em Penelope. Os lábios dela não responderam quando os lábios de Hotch e os dela se encontrarão e ela acabou correspondendo o beijo.
— Eu te amo Penelope. – Disse Hotch entre um beijo e outro.
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