Mais que bons amigos.
6 Just Love
Notas iniciais
Hotch acordou do lado de Penelope na manhã seguinte. Não havia rolado nada entre os dois apesar da vontade dos dois. Hotch estava sorrindo naquela manhã. Eles prometeram segredo um para o outro apesar que não era preciso pedir. Eles viveriam uma vida diferente mesmo que para isso Hotch tivesse que deixar o FBI.
Penelope agora significava uma nova chance de viver depois de Haley, Depois de Beth, mesmo com Jack e Jéssica na vida dele. Ele largaria tudo para viver com sua paixão. Quando ele e Garcia estivessem na frente de todo mundo eles ainda seriam chefe e funcionária, mas depois do trabalho eles seriam dois apaixonados.
— Bom dia flor. – Disse Hotchner quando Garcia acordou. – Espero que tenha dormido bem.
— Aquilo foi um sonho? – Perguntou Garcia.
— Nenhum pouco. – Disse Hotch dando um beijo em Garcia.
— Acho isso errado. – Disse Penelope.
— Vamos manter entre a gente por enquanto. – Disse Hotchner.
— Claro. – Penelope também pensava daquele jeito.
Hotchner deu um olhar para Penelope sendo correspondido por ela.
— Acho que não dá para eu ir para a sua sala hoje Pen. – Disse Hotchner. – Que tal trabalhar lá na sala dos agentes ou na minha sala?
— Acha que é uma boa idéia? – Perguntou Penelope. – Digo, eles são agentes treinados vão perceber algo.
— Eu não posso ficar mais uma tarde trancado na sua sala só com você. – Disse Hotchner. – Embora eu adoraria passar eu tenho que manter as coisas longe de polêmicas.
— Deve ter alguém para ficar lá comigo enquanto o senhor trabalha. – Disse Penelope.
— Vou encontrar um que entenda que você é um tesouro. – Disse Hotchner.
— E ser mencionar beijos. – Disse Penelope. – Não quero dar motivo para polemicas.
Hotchner se aproximou de Penelope e deu um beijo apaixonado. Penelope ficou olhando para a janela tomando cuidado para ninguém os visse.
— Vejo você de noite. – Disse Hotchner. – Rossi volta hoje se eles conseguirem pegar o assassino. Então temos que nos ver antes.
— Acha uma boa idéia? – Perguntou Garcia.
— Eu vou fica te olhando de longe com o Rossi por aqui. – Disse Hotchner. – Preciso ter um pouco do teu toque.
— Depois das dezenove. – Disse Penelope.- Máquina de salgadinhos. Quinto andar. – Completou.
— Estarei lá. – Disse Hotch antes de sair.
Hotchner saiu e deixou Garcia sozinha. Um agente novato foi designado por Hotchner para protegê-la.
— Agente Mitchell. – Disse o garoto. – Serei sua sombra por um tempo.
— Prazer. – Disse Garcia estendendo sua mão. – Penelope Garcia.
— Muito prazer Penelope. – Disse Mitchell.
Ele seguiu Penelope quando ela foi para a sala dela.
— Pegue aquela cadeira e se sente. – Disse Penelope para Mitchell.
Ele pegou a cadeira e sentou.
— Trabalha há muito tempo para o FBI? – Perguntou Mitchell.
— Quase quinze Anos. – Disse Garcia.
— Uau. – Exclamou Mitchell. – E como entrou nisso?
— Como assim? – Perguntou Garcia.
— Como entrou para o FBI? Porque tem que sabe atirar e você não sabe. – Mitchell estava realmente curioso.
— Eu era uma Hacker. – Disse Garcia. – Eles me prenderam e o Agente Hotchner me ofereceu um emprego aqui em troca de eu ir para a cadeia.
Mitchell não sabia o que responder.
— E daí eu comecei aqui. – Garcia lembrava de tudo. – No começo era roupa escura e formal. – Garcia deu um risinho. – Terninho de duas peças. Logo comecei a me soltar mais. E eles aprovaram a mudança.
— Deve ter sido difícil. – Disse Mitchell. – No meu primeiro dia na faculdade eu fui recebido com um balde tinta de desenho. – Era uma das lembranças mais dolorosas dele. – Tive que ir para casa trocar. Quando cheguei em casa minha mãe me disse que eu tinha estragado a minha melhor roupa e me mandou não sair do banheiro até dar um jeito de consertar.
— E? – Perguntou Garcia.
— Eu consegui resolver. – Disse Mitchell. – Um dia inteiro tentando tirar aquela tinta. Pedi o dia de aula.
— Isso deve ser horrível. – Disse Garcia.
— Mas eu me vinguei. – Disse Mitchell. – Estudei todas as horas que eu podia, arrumei um emprego legal em uma loja de vidros e passei em primeiro na faculdade de direito.
— Direito? – Perguntou Garcia. – E porque ser um agente federal em vez de advogar?
— Queria sair da minha zona de conforto. – Disse Mitchell. – Testar limites. Eu ainda vou ser um advogado quando sair do FBI.
Garcia virou e começou seu trabalho e ajudou a equipe a identificar o assassino. Caso fechado, assassino morto durante um tiroteio era hora de desligar as máquinas e ir para o encontro com Hotchner.
Mitchell tentou segui-la, mas Garcia o impediu.
— Não preciso de você. – Disse Garcia.
— Ordens do agente Hotchner. – Disse Mitchell.
— É com ele que vou me encontrar. – Disse Garcia – Ele está me esperando.
— Encontro com o chefe depois do horário? – Perguntou Mitchell. – Sei.
Garcia voltou e olhou diretamente nos olhos de Mitchell.
— Provavelmente ele te contou que eu estou de novo sendo caçada por assassinos dessa vez de uma célula terrorista. E provavelmente ela te contou que ele está me protegendo enquanto o resto da equipe está longe. – Garcia fez questão de disfarçar em cada palavra. – E se ele não te contou, agora você sabe.
Mitchell parecia envergonhado. Havia tirado conclusões que não existiam.
— Sinto muito. – Disse Mitchell. – Eu volto amanhã para te proteger. Como foi combinado com o agente Hotchner.
— Ok. – Disse Garcia. – Até amanhã.
Ela pegou o elevador para o quinto andar. Quando as portas se fecharam e ela ficou sozinha ela deu um sorriso indiscreto.
— Bobinho. – Pensou sozinha antes das portas se abrirem.
Hotchner estava na frente da máquina de lanches esperando ela. Ele deu um sorriso quando a viu e percebeu que ela estava quase do seu lado.
— Estava te esperando. – Disse Hotchner. – Achei que havia esquecido.
— Tive um pequeno problema com ~aquele~ agente que está me protegendo. – Disse Garcia. – Mas já resolvi.
— Que bom. – Disse Hotchner puxando Garcia para um beijo. – Esperei isso por muito tempo.
— Eu não vou negar nem afirmar nada sobre sentimentos, mas provavelmente eu também. – Garcia queria fazer gracinha com Hotchner.
— Escolha o que quiser. – Disse Hotchner. – Eu pago para você.
— E se alguém aparecer? – Garcia estava preocupada.
— Confie em mim. – Hotchner deu outro beijo em Penelope. – Rossi só chega daqui a duas horas. Temos tempo.
Garcia escolheu um bolinho de chocolate pequeno. Hotchner colocou uma velinha pequena que haviam esquecido na mesa ao lado da máquina, provavelmente de uma festinha de aniversário recente e correu para pegar um isqueiro e acendeu a vela
— Não é meu aniversário. – Garcia disse. – O que realmente estamos comemorando?
— Nosso amor. – Hotchner parecia muito adolescente naquela hora. – Apague a vela e faça um pedido.
Garcia achava uma bobagem, mas mesmo assim fez. Hotchner a puxou para perto e mordeu um pedaço do bolinho e deu o outro pedaço para ela morder.
— A nós. – Falou Hotch.
Fale com o autor