Mais que bons amigos.
7 HoneyMoon.
Rossi chegou com o resto da equipe a sede da B.A.U depois do último caso. Ele estava realmente cansado depois de tudo aquilo que aconteceu. Rossi estava chateado e pediu se Hotchner poderia cuidar de Penelope sozinho naquela noite. Ele queria ficar um pouco sozinho para pensar. Hotchner concordou.
Eles ficariam sozinhos uma noite inteira, mas não poderia de passar de alguns beijinhos.
— Vamos esperar isso tudo acabar para fazermos qualquer outra coisa. – Disse Hotchner. – Embora eu esteja louco para te ter nos braços.
— É claro. – Disse Penelope. – Eu entendo totalmente.
— A gente poderia conversar sobre alguns assuntos. – Falou Hotchner.
— Tipo o quê? – Perguntou Garcia.
— Tipo quando você foi baleada. – Hotch viu a expressão de Garcia mudar.
Garcia levantou e foi até a janela. Ela estava triste.
— Isso ainda machuca você? – Perguntou Hotch.
— É. Machuca um pouco. – Disse Garcia. – Quero dizer não é como se eu não tivesse superado porque já superei, mas eu tenho que me lembrar daquilo sempre que entro no meu prédio.
Hotchner se levantou e foi ao encontro dela.
— Aquilo foi realmente horrível, não? – Perguntou Hotchner.
— Talvez se eu tivesse percebido a verdadeira intenção dele, eu nunca teria me encontrado com ele. – Penelope realmente se sentia culpada por tudo aquilo.
— Eu acho que ele teria feito de outro jeito. – Disse Hotchner. – Talvez você nem teria sobrevivido se fosse diferente.
— Eu não sei. – Penelope se sentou e Hotchner se sentou ao lado dela. Ele limpou uma lagrima do olhar dela.
— Eu sei. E acredite eu fiquei muito feliz que você tenha sobrevivido. Eu cogitei acabar com ele eu mesmo. – Hotch falou isso pela primeira vez desde aquilo tudo. – Eu tive medo de te perder.
— Foi a minha pior experiência. – Disse Penelope. – Acho que eu mudei muito depois daquilo.
— E mudou para melhor. – Disse Hotchner. – Se tornou uma garota forte e decidida.
Penelope e Hotchner deram um beijo apaixonado e foram comer algo na sala de descanso da equipe que estava vazia. Ele não sabia o que realmente preparar para aquela ocasião então ele pegou sorvete e iogurte.
— Lembra? – Perguntou Hotchner. – Quando você estava aqui sozinha por causa dos doze sujos você havia pego sorvete e iogurte, mas aparentemente você nunca terminou porque eu interrompi você.
— Lembro. – Disse Penelope. – E aqui estamos de novo. – Eu sendo caçada e flertando com meu chefe.
Garcia ficou triste. Hotchner percebeu.
— Ei – Disse Hotchner chegando perto de Penelope. – Vamos acabar com eles. Vamos pegar cada um deles e jogar na cadeia.
— Não vejo isso num futuro próximo. – Disse Garcia. – Eu não vejo um futuro para mim.
Hotchner se levantou e foi para mais próximo de Garcia.
— Quer saber? – Disse Hotchner de repente. – Você está precisando sair um pouco daqui. – Hotchner estendeu a mão para Penelope. – Vem. Conheço uma lanchonete maravilhosa aberta 24 horas.
— A gente não pode sair daqui, lembra? – Disse Penelope. – Eles podem estar nos vigiando.
—Eu te protejo. – Disse Hotchner. – Vem. Precisamos de um pouco de ar.
Penelope pensou um pouco. Ela estava precisando sair de lá um pouco ou ela acabaria subindo pelas paredes.
— Está certo. – Disse Penelope pegando a mão de Hotchner e levantando. – Mas temos que voltar logo.
— Podemos comprar lanche para a viajem.- Disse Hotchner. – E refrigerantes.
— Água. – Corrigiu Penelope. – Sem gás.
— Está certo. – Água sem gás. – Disse Hotchner.
Eles saíram como dois adolescentes saindo escondidos dos país.
Hotchner colocou Penelope no carro dele e acelerou em direção a uma lanchonete.
Ele dirigiu por trinta minutos até chegarem a lanchonete. Ela estava vazia, visto que eram quase duas da manhã quando eles chegaram.
Hotchner foi até o balcão pedir alguns sanduiches especiais para eles e água sem gás.
— Estaremos trazendo. – Disse o dono da lanchonete.
— Obrigado. – Disse Hotchner voltando para a mesa onde estava com Penelope.
Ela estava perto das janelas então Hotchner percebeu a movimentação do lado de fora do local.
Dois carros pararam dez minutos depois deles chegarem e estarem esperando o pedido que estava demorando.
Hotchner percebeu que não poderiam ser clientes por causa das armas grandes que eles tinham consigo. Hotch percebeu o que iria acontecer. Ele olhou para Garcia e só conseguiu gritar:
— Se abaixa!! – Gritou Hotchner para Garcia.
Ela se jogou no chão assim como todos os empregados que estavam na lanchonete quando o tiroteio começou. Hotchner pegou a arma e verificou que tinha poucos cartuchos na arma. Ele resolveu arriscar alguns tiros, mas quando foi dar o primeiro Penelope o impediu.
— Não! – Gritou Garcia. – Não se arrisque à toa. – Penelope se protegia quanto e como podia dos tiros.
— Não acho que eles vão ficar sem balas por um bom tempo. – Disse Hotchner.
— É você que vai se se arriscar. – Disse Garcia. – Guarde algumas.
Penelope estava enfrentando sua segunda troca de tiros, dessa vez sem apoio de outros agentes.
— Me promete uma coisa. – Gritou Garcia.
— O quê? – Perguntou Hotchner.
— Me promete que se sairmos vivos daqui nunca mais vamos sair da sede do FBI? – Penelope estava realmente falando aquilo.
— É uma boa idéia. – Gritou Hotchner.
— Alguém vai avisar a polícia. – Disse Hotchner. – Alguém sempre avisa quando tem trocas de tiros.
— Eu não cotaria com isso senhor. – Gritou um homem mais velho, provavelmente o dono do lugar. – Estamos longe de qualquer casa ou civilização nessa hora da noite.
— Do que diabos você está falando? – Gritou Hotchner. – Tem casas aqui perto!
— São casas modelo Senhor! – Gritou o homem debaixo do balcão do lugar. – Significa que eles não podem dormir nelas porque não tem cama.
— E onde eles dormem? – Hotchner ficou o mais abaixado possível.
— Na casa dos parentes eu acho. – O senhor quase levou um tiro. – O que eles estão fazendo afinal?
— Eles querem nos matar! – Gritou Hotchner.
— Vocês são bandidos? – O homem se arrependeu de ter deixado Hotch e Garcia entrarem.
— Não! Agente Federais. – Hotchner ficava de olho em Garcia que estava assustado. – Penelope. Está tudo bem? – Gritou Hotchner.
— Estou no fogo cruzado de novo! – Gritou Penelope. – Não estou bem.
— Desculpe fazer você passar por isso de novo. – Gritou Hotchner.
De repente os tiros pararam.
— Merda. – Gritou um dos homens. – Deveriam ter levado mais munição.
Hotchner se levantou e deu três tiros contra os homens. Os dois primeiros morreram na hora e o terceiro fugiu mesmo ferido.
Hotch se recompôs e Ajudou Garcia a se levantar. Ela havia se cortado com o vidro da janela.
— Vai ficar tudo bem. – Disse Hotchner. – Vai ficar tudo bem.
— Você deveria ter usado o seu celular. – Disse Garcia.
— Eu o deixei dentro do carro. – Disse Hotchner. – Queria um pouco de privacidade.
Hotchner e Garcia nem pegaram os lanches. Ela havia perdido o apetite durante a troca de tiros e ele queria leva-la para a sede de volta o mais rápido que podia.
— A gente queria um pouco de emoção, mas isso é demais. – Disse Hotchner tentando fazer Garcia rir um pouco.
Ele ligou o carro e foram até a sede da B.A.U depois de prometerem ajuda. Haviam dois corpos que precisavam ser autopsiados e reconhecidos.
Hotchner não contou quantos desvios ele fez no caminho para lá tudo para garantir que eles não estavam sendo seguidos.
Garcia parecia assustada com tudo aquilo que havia acontecido na lanchonete, mas não conseguia falar naquele momento.
— Tudo bem? – Perguntou Hotchner.
— Naquele momento, com as balas voando pelos vidros quebrados eu me imaginei num filme. – Disse Garcia. – E eu imaginei o final. E não era um final legal.
— Mas deu tudo certo, não é? – Falou Hotchner.
— Eu fiquei com tanto medo de dar algo errado. – Disse Garcia.
— Desculpe. – Disse Hotchner. – Saímos para comer lanches e acabamos no meio de um tiroteio.
Garcia deu uma risada. Hotchner não entendeu o porquê de ela rir.
— Qual a graça? – Hotchner deu um pequeno sorriso. – E se tivéssemos morrido?
— É tão obvio que isso iria acontecer. – Disse Penelope.
— E porque aceitou então? – Perguntou Hotchner.
— Bem. Eu quase não saio da minha sala durante os casos. – Disse Garcia. – E em dois dias já estive em dois tiroteios. Isso mostra que eu sou uma pessoa sortuda apesar de tudo.
— Mas temos que parar de participar de tiroteios desse jeito. – Disse Hotchner. – Nem deixaram a gente comer nosso sanduíche. – Hotchner fez uma cara de chateado. – E eu realmente queria comer.
— Deve ter pão e algo na geladeira do FBI. – Disse Garcia. – E poderemos atacar aquele sorvete com iogurte que iriamos atacar antes da idéia dos sanduiches.
— A troca de tiros abriu meu apetite. – Disse Hotchner.
— Se quer saber ele abriu o meu também. – Disse Garcia. – Sabe o que devíamos fazer?
— O que? – Perguntou Hotchner.
— Parar em um supermercado e comprar tudo que conseguíssemos levar para a BAU e guardar na geladeira. – Disse Garcia.
— Também acho. – Disse Hotchner. – E assim que conseguirmos um sinal ligar para Rossi e Morgan.
— Também acho. – Garcia se ajeitou no carro e tentou dormir um pouco.
Ela adormeceu no carro mesmo o resto da viagem. Levaria mais uns dez minutos para chegar a sede da BAU e ela poderia dormir até lá.
Hotchner parou para abastecer em um posto na estrada de onde ligou para Rossi e Reid irem a cena do crime.
— Você está bem, Aaron? – Perguntou Rossi.
— Saí para dar uma volta com a Garcia. Ela precisava de ar e de comida de verdade. – Começou Hotchner. – E nós provavelmente fomos seguidos e atacados.
— Mortos? — Perguntou Rossi.
— Dois dos três que nos atacaram. – Disse Hotchner. – Depois de destruírem metade do lugar e ficarem sem balas eu atirei e matei dois. O terceiro fugiu, mas não vai muito longe.
— Sabe o risco que você correu? – Rossi estava zangado e com razão. – E sabe o risco que a Penelope correu?
— Ok Rossi. – Disse Hotchner. – Eu entendi.
— Onde estão agora? – Perguntou Rossi.
— Em um posto de combustíveis na rodovia. – Disse Hotchner. – Saí para encontrar algum sinal.
— E onde fica essa fica essa lanchonete? – Perguntou Rossi.
— Há vinte minutos daqui. – Disse Hotchner nunca tirando o olhar do carro e de Penelope. – Estamos a dez minutos daí agora então dá uns trinta minutos da sede do FBI.
— Ok. – Disse Rossi. – Irei até lá.
— Estou indo para aí com a Penelope. – Disse Hotchner. – Chego em dez minutos se tudo der certo.
— Certo. – Disse Rossi. – Vou mandar prepararem café para quando vocês chegarem.
— Eu agradeço. – Disse Hotchner desligando e voltando para o carro.
Garcia dormia ainda. Ela estava bem cansada. A adrenalina havia finalmente baixado e Hotchner estava quase dormindo. Ele queria chegar logo a sede do FBI e dormir algumas horas. Eram quatro da manhã ainda e a estrada felizmente estava vazia o suficiente para chegarem rápido a sede.
Hotch quase não chegou na sede. Eles chegaram a garagem e ali ficaram. Hotch e Garcia dormindo na garagem. Rossi ainda estava na sede quando eles chegaram. Ele desceu e encontrou os dois dormindo no carro.
Rossi acordou Hotchner primeiro que acordou Garcia. Ela parecia mais cansada que estava antes de ir dormir.
Eles foram até a sala onde eles estavam ficando e deitaram. Hotch deitou no sofá e Penelope na cama colocada. Hotchner queria ter chego a cama, mas ele estava pregado.
Rossi foi levar café para eles, mas deu meia volta ao vê-los dormindo. Ele deixou o café e foi para a cena de crime com Reid.
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