Notas iniciais
Apesar de eu realmente querer mostrar alguns passos da investigação eu deixarei para os últimos capítulos em forma de Flashbacks porque eu quero mostrar as nuaces do relacionamento dos dois.

Rossi e Reid cegaram a cena do crime. A lanchonete parecia um queijo suíço de tanto tiro que levou.

Haviam dois corpos deitados no chão. Estavam ali há algum tempo já.

— Até que enfim. – Disse o dono da lanchonete. – Quero saber quem vai pagar esse prejuízo todo.

— Agente Especial Rossi. – Disse Rossi. – Quem sabe você nos deixa trabalhar aqui e depois a gente vê sobre isso.

— Claro. – Disse o homem. – Meu negócio está destruído, tem dois caras mortos do lado de fora. Acho que não posso reclamar de nada. Vá em frente.

O homem saiu e entrou na lanchonete destruída.

— Que figura. – Disse Rossi.

— Deve ser porque não dormiu. – Disse Reid. – Privatização de sono afeta o sistema nervoso e faz a pessoa ficar rabugenta o dia todo.

— Dever ser o meu problema. – Disse Rossi. – Não durmo desde aquele caso.

— Você deveria experimentar alguns compridos para sono. – Disse Reid. – Apesar da maioria não ter a mínima eficácia alguns te derrubam por dias se você tomar a dose errada.

Rossi não falou nada.

— Eu não dormi essa noite Reid. – Disse Rossi. – Vou comprar algumas dessas pílulas.

— Só cuidado com o coração. – Disse Reid. – Um homem da sua idade pode ter sérias complicações ao fazer isso.

— Um homem... Da minha idade? – Disse Rossi. – Está me chamando de velho?

— Longe disso. – Disse Reid.

— Ah. – Disse Rossi. – Vamos processar essa cena de crime. Nem sei por onde começar.

Reid e Rossi entraram na lanchonete

— Uma coisa é certa. – Disse Rossi. – Eles têm uma mira ótima. Se Hotch e Garcia não tivessem se jogado no chão eles teriam morrido.

— Rossi. Essas balas são de AK-47. – Disse Reid.

— E? – Perguntou Rossi.

— São as mesmas do tiroteio no apartamento da Garcia. – Respondeu Reid.

— São os mesmos que atacaram a gente lá – Perguntou Rossi. – Então há mais deles.

— Provavelmente sim. – Disse Reid.

— Já faz uma semana que a investigação começou e nenhuma pista ainda. – Rossi parecia chateado.

— Quando fomos atrás dos mercenários também demorou. – Disse Reid.

— Só que ela não foi atacada duas vezes. – Rossi parecia cansado.

—Eu sei que você está cansado e provavelmente você vai dormir por horas depois disso aqui. – Começou Reid. – A gente tem que identificar esses caras.

— Está certo. – Disse Rossi. – Provavelmente eu deveria tomar um café por agora.

— Provavelmente. – Disse Reid. – Eu adoraria saber como eles descobriram que Hotch e Garcia saíram da sede e vieram até aqui.

— Fácil. – Disse Rossi. – Eles os vigiavam.

—No prédio federal? – Reid parecia meio incrédulo. – Seria muito arriscado.

— Quando Mateo encenou a entrega da Penelope em troca da família ele contatou um agente. Galloay. – Rossi parecia ter certeza que foi Galloay que entregou a localização.

— Ele era realmente sujo? – Perguntou Reid. – Achei que fosse de mentira.

— Talvez. – Disse Rossi. – Precisamos verificar a identidade deles. Tem o scanner de mão?

Reid passou o scanner para Rossi. Ele escaneou as digitais dos dois homens.

— Acho que temos um problema, Spencer. – Disse Rossi.

— Qual? – Perguntou Reid.

— Agentes Hendricks e Galloay. – Disse rossi. – São os nossos mortos.

— Há algo errado. – Disse Reid. – O padrão dos tiros não batem com os descritos pelo Hotch.

— Está dizendo que não aconteceu do jeito que Hotch descreveu? – Perguntou Rossi.

— Ou ele não contou toda a história. – Disse Reid

Rossi caminhou até a porta da lanchonete e Reid o seguiu

— Está chateado com o que eu disse? – Perguntou Reid.

— Não quero pensar que o Hotch possa ter esquecido de nos contar algo. – Disse Rossi.

— Ele pode não estar lembrando de quase nada. – Disse Reid. – O sono afeta as lembranças.

— Vamos esperar ele acordar e perguntamos para ele. – Disse Rossi. – Sem conclusões precipitadas.

Rossi entraram na lanchonete e reencenaram o tiroteio com suas mentes.

— Então Hotch e Garcia estavam sentados aqui. – Começou Rossi. – Ela ficou na mesa e ele foi pedir sanduíches. Ele volta e senta de frente para ela.

Rossi parou para pensar um pouco. Reid se posicionou na frente de Rossi.

— Ele vira para ela para conversar sobre essa experiência de ficar sob custódia outra vez. – Rossi e Reid viraram para a janela. – Eles se viram para a janela quando um carro estaciona. O dono da lanchonete está fazendo os sanduíches e uma das empregadas sentada na última mesa assistindo à televisão.

Rossi parou um pouco indo até onde a senhora estava.

— Daqui onde estou eu vejo perfeitamente o lugar onde os bandidos estacionaram, mas dificilmente veria uma arma. – Rossi puxou a cortina toda furada. – Então eles vão até onde Hotchner e Garcia estão sentados. Hotch vê os bandidos com as armas em mãos e grita para todo mundo se abaixar porque ele sabe o que vai acontecer em seguida.

— Eles se abaixam e ficam aqui esperando o tiroteio parar. – Rossi se abaixou por alguns momentos. – Então eles não viram os atiradores por um bom tempo.

Hotch acordou algumas horas depois e foi direto para a garrafa de café. Garcia ainda dormia. Hotch foi até um dos pequenos banheiros para tomar um banho. Ele não queria deixar sua garota sozinha, mas estava realmente precisando de um banho naquela manhã. Ele geralmente tomava banho a noite, em casa, mas ele acordou se sentindo um lixo.

Ele não entendia porque se sentia assim até lembrar da noite anterior. Ele entrou no chuveiro e cinco minutos depois estava de volta. Garcia não estava lá e ele se desesperou. Estava pronto para ligar para David e iniciar uma busca quando ela voltou com iogurte.

— Desculpa. – Disse Garcia entrando. – Acordei faminta.

Hotch se sentiu melhor.

— Bem... Considerando a noite anterior eu estranharia se não tivesse. – Disse Hotchner com um sorriso. Ele sabia que devia se controlar embora nada o impedisse verdadeiramente de beija-la.

— Mais tarde. – Disse Garcia fazendo Hotchner se afastar. – No lugar de sempre.

— Tudo bem. – Hotchner se afastou de Garcia quando Morgan entrou de repente.

— Algo de errado? – Perguntou Morgan.

— Na verdade não. – Disse Hotchner. – Conversávamos sobre um ~caso~.- Hotchner disfarçou o quanto pode.

— Está certo. – Disse Morgan. – Eu vim porque Mateo mandou chamar a Penelope para uma conversa.

— E eu estou incluído nessa conversa? – Perguntou Hotchner.

— Na verdade está sim. – Disse Morgan. – Assim como quase todo mundo da equipe.

— E porquê? – Perguntou Hotchner.

— Temos um plano. – Disse Morgan. – Um plano elaborado pela equipe no escuro.

— Não achou que eu e a Garcia precisávamos saber sobre esse plano? – Perguntou Hotchner nervoso.

— É tão arriscado que não temos certeza se vai dar certo. – Disse Morgan. – Por isso a gente precisa de você, mas em especial da Penelope.

— De mim? – Perguntou Penelope.

— Sim, Baby Girl. – Disse Morgan.

Hotchner se sentiu com ciúmes quando Morgan chamou Garcia daquele jeito, mas não deixou evidente.

— Vamos lá então. – Disse Hotchner.

A equipe incluída de Rossi e Reid que haviam processado e voltado da cena do crime estava reunida na sala da equipe.

— Ainda acho arriscado. – Disse Reid. – E se ela se machucar?

— Não vamos deixar acontecer.- Disse Rossi. – Mas realmente precisamos dela para isso funcionar.

— Ainda é estúpido. – Disse Reid.

— Ok. Todos nós concordamos que é arriscado. – Começou Mateo – Mas é o único jeito de dar certo.

Todos olharam para Hotch e Garcia.

— O que é tão arriscado? – Perguntou Hotchner.

— O plano. – Respondeu Mateo. – Pode custar a vida dela.

— Você realmente enlouqueceu. – Disse Hotchner. – Se vai custar a vida dela então nem pense.

Garcia pensou por um momento.

— Eu realmente quero fazer isso. – Garcia tomou coragem para dizer aquilo.

— Você não está pensando em se arriscar? – Perguntou Hotchner.

— Eu quero ter paz. Sair para lanchonetes sem levar uma rajada de tiros pela minha cabeça. – Disse Garcia.

— Ótimo. – Disse Mateo. – Vamos colocar isso em curso. Então escute com atenção porque esse é o plano e tem que ser seguido à risca.

Hotchner não tinha bons pensamentos sobre o plano. Se algo acontecesse a sua garotinha ele mesmo mataria cada um até se sentir vingado.

Notas finais
O próximo capítulo pode ou não conter cenas de violência e ter a presença do nosso querido (ou não) Mr. Scratch