Notas iniciais
Sim o sequestro foi resolvido mas algumas coisas ainda parecem dar errado para o casal e para a equipe.

Hotchner e a equipe fora para Oklahoma Heights atrás da pista. Gibbs e Tony foram juntos para dar apoio a equipe. Eles finalmente chegaram ao prédio onde Penelope foi se encontrar com o cara.

Eles entraram no prédio onde Garcia se encontrou. Ele apertou o botão do elevador que ainda estava operacional.

— Chegue logo. Chegue logo. – Hotch estava impaciente.

Havia grandes chances de ele encontrar sua amada lá, possivelmente morta e ele queria apertar o pescoço de Floyd até a carótida explodir em pedaços.

Felizmente ela não estava lá e Hotchner percebeu que não havia sangue.

— Boa notícia: ela ainda está viva. Má noticia: ela foi sequestrada. – Hotchner quase falou isso alto. – Precisamos encontrar a Penelope então prestem atenção. – Hotch subiu em cima de algo grande de onde conseguia ver todo mundo. – Ela ainda está viva. Eu quero ela viva e bem ou considerem-se despedidos.

Rossi e o resto da equipe acharam estranho o comportamento de Hotchner. Tudo bem que ele era "The Boss", mas ele estava agindo diferente muito estranho desde que aquilo tudo começou.

— Ela ainda está viva. – Disse Hotchner passando entre os agentes. – Eu tenho que achá-la.

A equipe seguiu Hotchner até um espaço vazio atrás do prédio. Ele reconheceu o aparelho caído. Ele pegou com cuidado e com luvas. Era uma evidência agora.

— O mp3 dela. – Hotchner quase desabou quando reconheceu. – Filho da puta.

Hotchner estava deixando seus sentimentos o dominarem e sua visão sobre esse caso estava ficando perigosa para quem o contrariasse. Ele nunca havia ligado para aquilo tudo. Eles acharam que Hotchner sentia algo por Penelope, mas ninguém tira coragem suficiente para perguntar se ele estava apaixonado por Garcia.

Bridgewater...

Aos poucos Garcia ia recuperando a consciência. Ela mal conseguiu abrir os olhos com a dor de cabeça que estava sentindo naquele momento.

— Filho da puta. – Ela conseguiu dizer depois de alguns minutos tentando abrir os olhos. – Você vai se arrepender. Ele... Ele vai te encontrar... – Garcia sentiu que as palavras não queriam sair. A dor de cabeça dela aumentava a cada palavra então ficou quieta por alguns minutos.

Ela olhava em volta assustada tentando mexer as mãos e os pés em vão. Floyd assistia a cena rindo daquela situação.

— Pelo menos estou vestida. – Disse Garcia.

— Talvez seja sorte que eu queria te devorar em vez de te violar. – Disse Floyd.

— Ah claro. Muita sorte. – Garcia falou aquilo com ironia. – Mas vendo por outro lado só fará você ser morto pelo agente Hotchner.

— Agente Hotchner? – Floyd se aproximou. – Que tal chama-lo de meu namorado?

— Como você sabe da gente? – Penelope tinha medo de perguntar.

— Soro da verdade. – Disse Floyd.

Ela teve pequenos flashes de cenas que ela nem sabia se eram mesmo reais.

— Você contou muita coisa para mim. – Disse Floyd. – Mas eu guardei a melhor parte para o final.

B.A.U

Washington...

Hotchner foi até onde Abby e McGee estavam. A equipe seguiu. Eles precisavam ver uma coisa.

— Ok McGee. – Disse Abby com receio. – Dá play.

McGee obedeceu e deu play.

O vídeo era torturante no sentido literal da palavra. Eles não conseguiam acreditar no que viram.

Hotchner saiu da sala e Rossi foi atrás dele. O agente se sentou no chão um pouco afastado da sala e começou a chorar. Rossi se sentou ao lado dele, mas tentou ser o mais forte que conseguia.

— Ela está... – Hotchner não conseguiu concluir.

— Ela ainda está viva, Aaron. – Rossi tentou acalmar Hotchner.

— Você viu o que ele fez com ela. – Hotchner estava arrasado.

— Você está apaixonado por ela, não é Aaron? – Perguntou Rossi.

— Como sabia? – Perguntou Hotch.

— Sou um perfilador experiente. Não é como se você conseguisse me enganar. – Disse Rossi.

— Eu não sei exatamente quanto eu comecei a olhar para ela desse jeito. – Disse Hotchner. – Mas eu percebi em algum ponto que havia me apaixonado por ela.

— Vocês formam um casal diferente. – Disse Rossi.

Hotch deu um sorriso. Rossi também.

— Fico feliz em te dar algo para sorrir. – Disse Rossi. – Vamos encontrá-la.

— Não sei se a tempo. – Hotch sempre pensava o pior.

— Talvez Abby consiga algo. – Disse rossi se levantando.

Hotch se levantou também. Ele chegaria a Penelope a tempo.

Eles voltaram para a sala onde Abby estava. Todos os agentes presentes olharam para Rossi e Hotch quando entraram. Havia algo na tela que os deixou assustados o suficiente.

— Quando iam nos contar? – Reid parecia chateado.

— A gente devia saber quem a gente estava procurando. – Morgan estava nervoso.

— Sabe o que esse cara fez no passado? — Perguntou Prentiss.

— Ela não merecia isso. – Murmurou JJ.

— Do que estão falando? – Perguntou Rossi.

Os agentes saíram frente do computador.

— Penelope. – Hotchner falou quando viu Garcia amarada a uma cadeira pelo vídeo no computador.

— Pelo que Abby disse é ao vivo. – Disse Gibbs depois de tanto tempo quieto.

— De onde? – Hotch estava impaciente.

— Estamos levantando isso e.... – Abby parou quando ouviu um grito através da tela.

— Filho da mãe. – Gritou Hotch.

Ele voltou seus olhos para a tela e viu Floyd aplicar outro choque em Garcia. Ela parecia não conseguir resistir por muito mais tempo. Os olhos dos agentes foram inundados com lagrimas de raiva.

— Porque não mandaram esse maldito para a cadeira elétrica? – Perguntou Morgan. Nem ele conseguia mais segurar a raiva que estava sentindo.

— Bridgewater. – Disse Hotchner, provavelmente pensando alto.

— O quê? – Perguntou Rossi.

— A casa antiga do Floyd em Bridgewater. – Hotch parecia ter tido uma conexão com Penelope. – Ela ainda está de pé. Estava na fila da demolição.

— Ele não seria tão estúpido em ir para lá. – Disse Rossi.

— Inteligência não é bem o forte dele. – Disse Hotchner. – Apesar de ser esperto em matar ele não é tão esperto em achar um lugar.

— Então ele teria uma van. – Disse Rossi.

— E um cumplice. – Completou Hotch.

— Para forjar uma célula terrorista, adulterar relatórios teria que ser alguém de dentro. – Disse Rossi.

— O mesmo relatório foi passado para o NCIS. – Disse Gibbs. – Acho que um ou dois dias depois de chegar em vocês.

— Faz sentido. – Disse Mateo. – Haviam analistas da marinha nela.

— Ele adultera os relatórios e forja uma lista com nomes. – Reid começou. – Ele mata alguns. Foram... cinco analistas de agência menos importantes, um da marinha, um da NSA e dois analistas que trabalhavam disfarçados em gangues locais.

— Ele sabe sobre os informantes. – Mateo começou a se lembrar. – Há quatro agentes que lidam com os informantes. Puxe a ficha dos quatro, senhorita Sciuto. – Pediu Mateo para Abby.

Ela abriu o arquivo dos informantes. As fotos apareceram na tela.

— Mariza Benes, transferida de Louisiana há quatro anos. 34 anos. Bateu o ponto todos os dias desde que a ameaça a Garcia começou. – Disse Mateo. – Ela estava no prédio durante o sequestro da Garcia.

— Meredith Andrews. Essa tem uma ficha grande condecorações no Bureau. – Disse Hotchner. – Sempre a primeira a entrar e a última a sair. Viu o pior que um ser humano pode ver na vida. Foi sequestrada e violentada por duas semanas antes de ser resgatada.

— Onde ela foi sequestrada? – Perguntou Reid.

— Não há menção do local aqui. – Disse Hotchner. – Foi apagado com ordem do diretor.

— Não é uma coisa fácil de se esquecer. – Disse Emily.

— Agente especial Erick Warner. – Reid leu em alto e bom tom. – Era um jovem problemático. Tem uma passagem na polícia por atentado ao pudor. O arquivo do terapeuta diz que ele gostava de falar sobre satã durante as visitas a ele. – Reid parou. – Um bom candidato a nossa vaga de traidor.

— Agente Bruno Marlowe. – Rossi torceu o nariz. – Esse cara realmente precisa de umas férias. Surtou na mesa de trabalho e atirou um grampeador na cabeça de um colega de trabalho. Foi repreendido, mas não despedido. – Rossi estava com uma expressão meia que de deboche. – Trágico.

— Vamos escolher o melhor candidato. – Disse Hotchner.

— Eu voto em Erick Warner. – Disse Reid. – O que fez menções a satã.

— É o candidato perfeito. – Disse Hotchner. – Puxe a ficha dele para mim Abby?

— Claro. – Disse Abby.

Em poucos segundos a ficha dele estava aberta.

— Como um cara desses se torna um agente federal? – Perguntou Hotchner.

— Talvez por causa do pai. – Disse Rossi. – Senador Benjamin Warner. Um cara muito influente no senado. Está se candidatando a presidente nas próximas eleições e tem grandes chances em ganhar.

— E porque se tornar cumplice de um assassino? – Perguntou Hotchner.

— Talvez porque ele queria ajudar o pai dele a ganhar. Ou talvez seja pela emoção em adrenalina. – Rossi parecia impressionado. – Pego quatro vezes em rachas ilegais, roubo de substâncias de uma farmácia enquanto trabalhava meio período. Entrou para o FBI para aprender alguma coisa e ser uma pessoa melhor. Seu caso preferido sempre foi o Floyd.

— Onde ele está agora? – Perguntou Hotchner claramente para Abby.

— Em uma cidadezinha chamada Bridgewater. – Respondeu Abby. – Cometeu o erro de não desligar o telefone. Novatos.

— Pode ser uma coincidência. – Disse Rossi.

—Ou uma armadilha. – Completou Reid. – Então. Vamos para lá?

— Claro que sim. – Disse Hotchner. – Agora.

Os agentes se preparam. Gibbs e Tony pediram para ir juntos. Hotchner aceitou iria precisar de ajuda.

Abby e McGee ficaram na sede monitorando a câmera de vídeo.

Bridgewater...

Certo que havia alguém assistindo à gravação e sem saber que eles o tinham encontrado ele continuou a torturar Penelope em frente a câmera.

Floyd desferiu uma sessão de socos em Garcia a fazendo ficar tonta e com hematomas visíveis na face. Certo que não era o suficiente ele deu mais quatro coques com sua vara de choques em Garcia.

Ele pegou uma faca afiada e fez um corte no braço de Penelope que não poderia fazer outra coisa a não ser gritar de dor. Ele viu o sangue saindo lentamente.

— Aquela droga faz a perda de sangue ser lenta. – Disse Floyd.

Apesar de ela já estar sendo torturada há quase quatro horas sem ninguém aparecer ela continuava resistindo.

— Me conte o que eu quero saber e talvez isso pare. – Disse Floyd.

— Nunca. – Garcia lutava contra a vontade de fechar os olhos. A pequena poça de sangue que se formava ao seu lado aumentava rapidamente e ela já havia perdido sangue suficiente para desmaiar.

Floyd fez mais um corte em Garcia. Ela quase não reagiu quando ele cortou outra vez.

— Hotch... – Foi a última coisa que Penelope conseguiu falar antes de apagar.

Exatamente nesse momento a porta voou para baixo. Algo estourou fazendo muita fumaça.

Floyd tentou fugir, mas Hotch o encurralou mostrando a arma apontada para sua cabeça.

— Apenas um motivo, Floyd e eu estouro sua cabeça. – Disse Hotch.

Rossi se aproximou com a arma igualmente apontada para a cabeça do homem.

— Ela está morta. – Disse Floyd.

— Ele não merece morrer. – Disse Rossi.

— Porque está defendendo ele, Dave? – Perguntou Hotch.

— Ele não merece morrer e fazer você se tornar um assassino, Aaron. – Disse Rossi. – Ele merece morrer numa cadeira elétrica.

— Sim. Ele merece uma cadeira elétrica. – Disse Hotch. – Floyd Feillyn Ferell, você está preso pelo sequestro da analista técnica do FBI Penelope Garcia. E reze a qualquer coisa que você acredite para ela não estar morta. Porque eu juro que não serei gentil. – Disse Hotchner algemando Floyd.

— Senta aí, seu idiota. – Disse Rossi.

Hotchner foi até Floyd mantinha Penelope presa.

— Abaixe essa arma, Erick. – Disse Aaron. – Talvez há uma pequena chance de você não ir a uma cadeira elétrica.

Erick colocou a arma no chão e Reid que veio correndo o algemou rapidamente e o colocou no chão.

Hotch se dirigiu a Penelope amarrada e viu a poça de sangue ao lado do corpo.

— Ela está... – Hotch hesitou por algum momento antes de terminar a frase. — .... Morta?

Reid checou se ela ainda tinha pulso.

— Ela tem pulso. – Disse Reid. – Mas está fraco. Precisamos de apoio médico. – Disse Reid ao telefone.

Hotch e Reid a desamarraram da cadeira e a colocaram no chão. Ela tinha dois cortes grandes o suficiente para ela perder aquela quantidade de sangue.

— Eu vou te tirar daqui. – Disse Hotch. – Eu vim por você.

Reid observava tudo sem dizer uma palavra sequer. Dois enfermeiros entraram no local e tentaram conter o sangramento.

— É... – Disse um dos paramédicos. – Ela é uma garota forte.

— O que exatamente isso quer dizer? – Perguntou Hotchner.

— Quer dizer que a perda poderia ser maior se você não tivesse chegado rápido o suficiente. –O paramédico pegou o braço de Penelope. – Esse corte foi o primeiro. – Disse mostrando um dos cortes. – Provavelmente duas a três horas atrás.

— E como ela suportou tanto tempo? – Perguntou Hotchner. – Ela estaria morta com essa grande quantidade de sangue no chão.

— Tem alguma idéia de quanto tempo ela está aqui? – Perguntou o paramédico.

Ele ainda estabilizava Penelope.

— Talvez umas cinco horas. – Disse Hotch. – Viemos de carro até aqui. Saímos há quatro horas.

— Eu sei que vocês têm um jatinho. – Disse o paramédico. Ele olhou para Hotch. – Bem... Saiu no jornal algum tempo atrás.

— Eu sei. – Disse Hotch. – Não nos autorizaram a usar nem o jatinho nem a pista de aterrisagem. Algo sobre cortes de orçamento e economia de combustível. Não exatamente nessa ordem.

— Mesmo sendo questão de segurança? – Perguntou.

— O senador descobriu que o filho preferido dele estava por trás de tudo. – Disse Hotch. – E tentou nos atrasar.

Hotch olhou para Penelope ainda inconsciente.

— Tem alguma idéia porque ela não morreu logo? – Hotch fez questão de voltar a pergunta.

— Talvez ele tenha dado alguma droga que faz o sangue sair mais lentamente. – Disse o paramédico. – Juntamente com algo para ela dormir.

— Tipo o quê? – Perguntou Hotchner.

— TRANSAMIN e Diazepam. – Disse o paramédico.

— Você parece ter certeza. – Disse o Hotchner.

— Já tive um certo número de casos assim. – Disse o enfermeiro. – Ótimo. No três a gente levanta ela. – Ele falou com o assistente.

Hotch colocou a mão por baixo da maca onde Garcia seria levantada.

— 1. 2 .3. – Disse o paramédico.

Os três levantaram a maca com todo cuidado. Qualquer movimento poderia acometer algum problema mais sério. Eles a colocaram em uma maca secundária com rodinhas, mas tiveram que dobrar ela para subir as escadas.

Eles a colocaram na ambulância. Ninguém estranhou quando Hotch se ofereceu para ir com ela para o hospital. Durante a viagem toda ele foi segurando a mão dela. Ela ainda estava inconsciente.

— Estarei com você quando acordar. – Disse Hotchner.

Os paramédicos se olharam, mas não tiveram coragem o suficiente para perguntar o que realmente acontecia entre os dois.

Eles finalmente chegaram ao hospital. Garcia foi levada para a sala de triagem e avaliação e depois para uma UTI. Apesar de não estar morrendo a perda de sangue foi preocupante e eles teriam que monitorar durante algumas horas.

Hotchner foi autorizado a fica o quarto com sua menina apesar de ela ainda estar inconsciente algumas horas depois. Ela recebeu duas bolsas de sangue. Haviam bandagens em seus braços onde Floyd havia feito os cortes.

Eles provavelmente haviam dado pontos para conter ainda mais o sangramento. Eles não tinham certeza quando ela iria acordar porque os remédios que eles deram para fazer os pontos eram anestésicos poderosos.

Dois dias depois...

Já haviam se passado dois longos dias desde que Penelope chegou ao hospital. Hotch ficou praticamente o tempo todo com ela apenas saindo para um banho rápido em casa ou buscar um novo copo de café.

Quando ele não estava Morgan ou Reid ficavam no quarto. Reid trouxe alguns enfeites da sala dela para o hospital. Quando Hotch voltou de mais um banho e Penelope não havia acordado ele decidiu falar com o médico. Ele não entedia o que estava errado.

— Talvez um exame de imagem. – Disse Hotchner para o médico.

— Podemos fazer. – Disse o médico.

— Vocês já deviam ter feito. – Disse Hotchner.

Ele voltou para o quarto e viu Reid olhando fixamente para Garcia.

— Algum problema Reid? – Perguntou Hotchner.

— Ela está pálida de novo. – Disse Reid.

— O que quer dizer com "pálida de novo" Reid? – Perguntou Hotchner.

— Ela estava assim quando chegou há dois dias. – Disse Reid. – Precisamos de um exame de imagem.

Mal Reid acabou de falar e a equipe veio pegar Penelope.

— É. Eu também acho. – Disse Hotchner.

Eles levaram Garcia para a sala de exames. Hotchner tentou segui-los, mas foi impedido.

— Eu vou te esperar Baby. – Disse Hotchner quando a porta fechou. – Eu te espero aqui.

Notas finais
Peguei bem leve na tortura porque a história não vai ser violenta.