Mais que bons amigos.
12 Surgery
Notas iniciais
Se passaram duas horas que Garcia estava fazendo o maldito exame. Hotchner estava bem impaciente e exigiu algumas notícias ou satisfação do que realmente acontecia. Geralmente Hotchner teria uma paciência maior, mas não naquela hora.
— Desculpa te incomodar Mateo. – Disse Hotchner ao telefone. – Eles não me falam nada.
— Eu ia mesmo te ligar Hotch. – Mateo parecia chateado.
— O que houve? – Hotchner se desesperou. – Não me diga. Não me diga que a Penelope... – Hotchner não ousou continuar a frase.
— Por deus Hotchner. Não. – Disse Mateo. – É sobre Floyd.
— Ah. – Hotchner ficou inexpressivo. – O que aquele lixo falou?
— No momento não pode falar mais nada. – Disse Mateo. – Ele está morto.
Hotchner ficou assustado.
— Como ele morreu? – Perguntou Hotchner depois de um tempo.
— Enforcado na cela. – Disse Mateo. – Talvez fosse melhor assim.
— Ele sabia o que Penelope recebeu. – Disse Hotchner. – Não acho que a morte dele seja boa para nós.
— Eu vou ligar para o diretor do hospital. – Disse Mateo. – Provavelmente é um exame muito completo que o médico mandou fazer. Justificaria a demora.
— É. – Disse Hotchner. – Mande ele me ligar.
Hotchner desligou o telefone mais ansioso. A porta finalmente se abriu. O médico parecia estranhamente perturbado.
— Agente Hotchner. – Começou o médico. – Receio não ter boas notícias. O quadro da senhorita Penelope não é agradável. A combinação de drogas afetou o cérebro dela tão violentamente que só uma cirurgia o cérebro vai determinar o que vai acontecer.
— Porque duas horas de exame? – Perguntou Hotchner.
— Bem. Ela teve uma convulsão durante os exames e tivemos que estabilizar ela para fazer o exame. – Disse o médico. – Foi complicado demais.
— Ela vai ficar bem? – Hotchner se sentia um lixo.
— Provavelmente vai ficar bem. Talvez com sequelas na fala ou na condição motora. – Disse o médico.
— Há algo que você não me contou? – Perguntou Hotchner.
— O kit estupro ainda não voltou do laboratório ainda e.... – O médico tentou falar algo, mas não concluiu a frase com medo.
— Acha que ele violentou ela? – Hotch se arrependeu daquela pergunta.
— Não temos certeza de nada. Mas o procedimento exige coleta de material. – Disse o médico. – Acho que se você falar com uma das enfermeiras você saberá melhor.
— Você vai operar ela agora? – Perguntou Hotch.
— Já estamos dando remédios pré-operatórios para ela e em alguns minutos ela vai para a cirurgia. – Disse o médico. – Eu tenho que ir para me preparar. Posso pedir para alguém te informar sobre o que vai acontecer durante a cirurgia. Talvez dure uma ou mais horas dependendo da gravidade.
— Seria bom – Disse Hotch enquanto o médico se afastou. – Seria bom.
Hotch foi para a sala de espera onde Reid e Prentiss estavam esperando há algum tempo.
— Sem boas notícias eu suponho. – Disse Prentiss.
— Ainda tem contato com aquele seu ex médico Emily? – Perguntou Hotch.
— Tenho. – Respondeu Emily. – Quer falar com ele?
— Preciso de uma segunda opinião. – Disse Hotch.
— Vou mandar ele ligar para você. – Emily se afastou e telefonou para seu ex.
— O que ela tem Hotch? – Perguntou Reid.
— Algo sobre as drogas que aquele demônio deu para ela. – Disse Hotch. – Elas machucaram o cérebro dela.
Hotch fechou os olhos. Sono estava exigindo seu tempo.
— Vai descansar um pouco, Hotch. – Disse Reid. – Eu prometo te ligar se algo mudar.
Hotch adormeceu as cadeiras de plástico duro da sala de espera.
— Ei. – Disse Rossi chegando devagar. – Eu te levo para casa.
Rossi pegou Hotch e o ajudou a ir para o carro. Ele estava abatido e parecia que iria dormir em qualquer coisa dura e macia o suficiente para poder dormir pelo menor número de horas que fosse. A cafeína estava dando mais sono do que o bloqueando e de qualquer jeito ele precisaria dormir em algum momento.
— Eu vou dormir só um pouco. – Disse Hotch. A voz saia mais como um sussurro.
— Está certo. – Rossi o levou para o carro.
Rossi achou melhor levar Hotch para a casa dele mesmo em vez da casa de Hotch. Ele iria acomoda-lo na cama de hospedes enquanto dormia na sua.
— Para onde estamos indo? – Perguntou Hotch quase dormindo.
— Minha casa. – Falou Rossi.
— Eu tenho a minha. – Falou Hotch.
— Eu sei. Mas vai ficar na minha. – Disse Rossi estacionando o carro. – Eu também preciso dormir um pouco então posso te vigiar.
— Eu não preciso de babá. – Disse Hotchner quase dormindo.
— Não. Mas alguém tem que te fazer dormir o suficiente. – Disse Rossi. – Vamos.
Rossi pegou Hotchner e o levou para o quarto de hospedes.
— Eu posso andar sozinho. – Disse Hotchner.
— Não se você cair da escada. – Disse Rossi.
Eles chegaram ao quarto e Hotchner dormiu quase instantaneamente. Ele estava tão cansado que dormiu de roupa mesmo.
Rossi foi para o seu quarto dormir um pouco. O celular no volume máximo caso algo acontecesse algo grave durante a cirurgia tocaria e acordaria até os passarinhos da rua.
Ele também dormiu.
Hospital Saint Providence.
Reid e Prentiss esperavam a cirurgia acabar. Reid estava com seu livro de sempre. Prentiss estava mexendo no celular tentando se distrair e não pensar no pior.
Sala de cirurgia...
— Muito bem garotos. Vamos começar. – Disse o médico responsável tentando animar o pessoal.
Aquela seria uma das mais complicadas do dia.
— Ela é federal? – Perguntou uma das assistentes.
— Na verdade sim. Mas ele é analista técnica do FBI. – Respondeu o médico.
— E qual a história? – A mesma moça fez a pergunta.
— Sequestrada por um assassino canibal, drogada com uma combinação de drogas que afetaram o cérebro dela. – Respondeu o médico.
A moça olhou assustada.
— E sim. É verdade. – Disse o cirurgião.
A moça não falou mais nada.
Duas horas depois...
A cirurgia finalmente havia terminado. Milagrosamente sem nenhuma complicação séria. Reid e Prentiss cochilavam na sala de espera quando o médico veio avisa-los finalmente.
Reid acordou rápido e Prentiss demorou um pouco para entender.
— A cirurgia acabou. – Disse o médico. – Ela provavelmente vai ficar bem.
— O que quer dizer com provavelmente? – Perguntou Reid.
— Quer dize que ela pode ficar com sequelas na fala por algum tempo. – Disse o médico. – Ela precisa descansar agora.
— Podemos vê-la? – Reid queria ver a amiga.
— Como eu disse ela precisa descansar. – Disse o médico negando. – Quando amanhecer vocês poderão vê-la. Vão para casa dormir um pouco. Ela vai ficar com uma enfermeira.
Morgan chegou ao hospital preocupado.
— Eu perdi algo? – Morgan parecia chateado. – Eu gostaria de ter sido avisado.
— Desculpe. – Disse Reid. – Nós também apagamos.
— E Hotch e Rossi? – Perguntou Morgan.
— Dormido. – Reid deu um bocejo. – Rossi levou Hotch com ele para dormir.
— E JJ? – Perguntou Morgan.
— Com o marido e os filhos. – Reid pegou a bolsa.
— Então onde estão indo? – Morgan achou estranho eles sairem.
— Casa. Cama. – Responderam os dois.
— Eu vou ficar aqui então. – Morgan se sentou em uma das cadeiras.
— Ok. – Reid parecia querer dormir em qualquer coisa suficientemente boa para isso.
Morgan foi até a porta do quarto de Garcia olhar ela um pouco.
— Descansa minha Baby Girl. – Disse Morgan através do vidro. – Estarei aqui quando acordar.
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