Notas iniciais
Floyd is Dead.

Se passaram duas horas que Garcia estava fazendo o maldito exame. Hotchner estava bem impaciente e exigiu algumas notícias ou satisfação do que realmente acontecia. Geralmente Hotchner teria uma paciência maior, mas não naquela hora.

— Desculpa te incomodar Mateo. – Disse Hotchner ao telefone. – Eles não me falam nada.

— Eu ia mesmo te ligar Hotch. – Mateo parecia chateado.

— O que houve? – Hotchner se desesperou. – Não me diga. Não me diga que a Penelope... – Hotchner não ousou continuar a frase.

— Por deus Hotchner. Não. – Disse Mateo. – É sobre Floyd.

— Ah. – Hotchner ficou inexpressivo. – O que aquele lixo falou?

— No momento não pode falar mais nada. – Disse Mateo. – Ele está morto.

Hotchner ficou assustado.

— Como ele morreu? – Perguntou Hotchner depois de um tempo.

— Enforcado na cela. – Disse Mateo. – Talvez fosse melhor assim.

— Ele sabia o que Penelope recebeu. – Disse Hotchner. – Não acho que a morte dele seja boa para nós.

— Eu vou ligar para o diretor do hospital. – Disse Mateo. – Provavelmente é um exame muito completo que o médico mandou fazer. Justificaria a demora.

— É. – Disse Hotchner. – Mande ele me ligar.

Hotchner desligou o telefone mais ansioso. A porta finalmente se abriu. O médico parecia estranhamente perturbado.

— Agente Hotchner. – Começou o médico. – Receio não ter boas notícias. O quadro da senhorita Penelope não é agradável. A combinação de drogas afetou o cérebro dela tão violentamente que só uma cirurgia o cérebro vai determinar o que vai acontecer.

— Porque duas horas de exame? – Perguntou Hotchner.

— Bem. Ela teve uma convulsão durante os exames e tivemos que estabilizar ela para fazer o exame. – Disse o médico. – Foi complicado demais.

— Ela vai ficar bem? – Hotchner se sentia um lixo.

— Provavelmente vai ficar bem. Talvez com sequelas na fala ou na condição motora. – Disse o médico.

— Há algo que você não me contou? – Perguntou Hotchner.

— O kit estupro ainda não voltou do laboratório ainda e.... – O médico tentou falar algo, mas não concluiu a frase com medo.

— Acha que ele violentou ela? – Hotch se arrependeu daquela pergunta.

— Não temos certeza de nada. Mas o procedimento exige coleta de material. – Disse o médico. – Acho que se você falar com uma das enfermeiras você saberá melhor.

— Você vai operar ela agora? – Perguntou Hotch.

— Já estamos dando remédios pré-operatórios para ela e em alguns minutos ela vai para a cirurgia. – Disse o médico. – Eu tenho que ir para me preparar. Posso pedir para alguém te informar sobre o que vai acontecer durante a cirurgia. Talvez dure uma ou mais horas dependendo da gravidade.

— Seria bom – Disse Hotch enquanto o médico se afastou. – Seria bom.

Hotch foi para a sala de espera onde Reid e Prentiss estavam esperando há algum tempo.

— Sem boas notícias eu suponho. – Disse Prentiss.

— Ainda tem contato com aquele seu ex médico Emily? – Perguntou Hotch.

— Tenho. – Respondeu Emily. – Quer falar com ele?

— Preciso de uma segunda opinião. – Disse Hotch.

— Vou mandar ele ligar para você. – Emily se afastou e telefonou para seu ex.

— O que ela tem Hotch? – Perguntou Reid.

— Algo sobre as drogas que aquele demônio deu para ela. – Disse Hotch. – Elas machucaram o cérebro dela.

Hotch fechou os olhos. Sono estava exigindo seu tempo.

— Vai descansar um pouco, Hotch. – Disse Reid. – Eu prometo te ligar se algo mudar.

Hotch adormeceu as cadeiras de plástico duro da sala de espera.

— Ei. – Disse Rossi chegando devagar. – Eu te levo para casa.

Rossi pegou Hotch e o ajudou a ir para o carro. Ele estava abatido e parecia que iria dormir em qualquer coisa dura e macia o suficiente para poder dormir pelo menor número de horas que fosse. A cafeína estava dando mais sono do que o bloqueando e de qualquer jeito ele precisaria dormir em algum momento.

— Eu vou dormir só um pouco. – Disse Hotch. A voz saia mais como um sussurro.

— Está certo. – Rossi o levou para o carro.

Rossi achou melhor levar Hotch para a casa dele mesmo em vez da casa de Hotch. Ele iria acomoda-lo na cama de hospedes enquanto dormia na sua.

— Para onde estamos indo? – Perguntou Hotch quase dormindo.

— Minha casa. – Falou Rossi.

— Eu tenho a minha. – Falou Hotch.

— Eu sei. Mas vai ficar na minha. – Disse Rossi estacionando o carro. – Eu também preciso dormir um pouco então posso te vigiar.

— Eu não preciso de babá. – Disse Hotchner quase dormindo.

— Não. Mas alguém tem que te fazer dormir o suficiente. – Disse Rossi. – Vamos.

Rossi pegou Hotchner e o levou para o quarto de hospedes.

— Eu posso andar sozinho. – Disse Hotchner.

— Não se você cair da escada. – Disse Rossi.

Eles chegaram ao quarto e Hotchner dormiu quase instantaneamente. Ele estava tão cansado que dormiu de roupa mesmo.

Rossi foi para o seu quarto dormir um pouco. O celular no volume máximo caso algo acontecesse algo grave durante a cirurgia tocaria e acordaria até os passarinhos da rua.

Ele também dormiu.

Hospital Saint Providence.

Reid e Prentiss esperavam a cirurgia acabar. Reid estava com seu livro de sempre. Prentiss estava mexendo no celular tentando se distrair e não pensar no pior.

Sala de cirurgia...

— Muito bem garotos. Vamos começar. – Disse o médico responsável tentando animar o pessoal.

Aquela seria uma das mais complicadas do dia.

— Ela é federal? – Perguntou uma das assistentes.

— Na verdade sim. Mas ele é analista técnica do FBI. – Respondeu o médico.

— E qual a história? – A mesma moça fez a pergunta.

— Sequestrada por um assassino canibal, drogada com uma combinação de drogas que afetaram o cérebro dela. – Respondeu o médico.

A moça olhou assustada.

— E sim. É verdade. – Disse o cirurgião.

A moça não falou mais nada.

Duas horas depois...

A cirurgia finalmente havia terminado. Milagrosamente sem nenhuma complicação séria. Reid e Prentiss cochilavam na sala de espera quando o médico veio avisa-los finalmente.

Reid acordou rápido e Prentiss demorou um pouco para entender.

— A cirurgia acabou. – Disse o médico. – Ela provavelmente vai ficar bem.

— O que quer dizer com provavelmente? – Perguntou Reid.

— Quer dize que ela pode ficar com sequelas na fala por algum tempo. – Disse o médico. – Ela precisa descansar agora.

— Podemos vê-la? – Reid queria ver a amiga.

— Como eu disse ela precisa descansar. – Disse o médico negando. – Quando amanhecer vocês poderão vê-la. Vão para casa dormir um pouco. Ela vai ficar com uma enfermeira.

Morgan chegou ao hospital preocupado.

— Eu perdi algo? – Morgan parecia chateado. – Eu gostaria de ter sido avisado.

— Desculpe. – Disse Reid. – Nós também apagamos.

— E Hotch e Rossi? – Perguntou Morgan.

— Dormido. – Reid deu um bocejo. – Rossi levou Hotch com ele para dormir.

— E JJ? – Perguntou Morgan.

— Com o marido e os filhos. – Reid pegou a bolsa.

— Então onde estão indo? – Morgan achou estranho eles sairem.

— Casa. Cama. – Responderam os dois.

— Eu vou ficar aqui então. – Morgan se sentou em uma das cadeiras.

— Ok. – Reid parecia querer dormir em qualquer coisa suficientemente boa para isso.

Morgan foi até a porta do quarto de Garcia olhar ela um pouco.

— Descansa minha Baby Girl. – Disse Morgan através do vidro. – Estarei aqui quando acordar.