Mais que bons amigos.
13 Midnight.
Notas iniciais
Se passaram apenas doze horas desde que a cirurgia de Penelope acabou. Morgan continuou lá no hospital. Hotchner provavelmente dormiria mais algumas horas pelo que Rossi havia falado quando ele ligou no celular. Ele por outro lado estava indo para o hospital.
Morgan cochilava a cadeira dura daquela sala barulhenta. Ele não podia ir toda hora até a UTI por causa das questões de saúde. Eventualmente alguma das enfermeiras vinha falar com ele sobre o estado de Penelope.
Quando Rossi chegou ao hospital Morgan sentiu que poderia dormir em casa finalmente. JJ e os outros também estavam indo e ele poderia descansar.
— Como o Hotch está? – Perguntou Morgan.
— Dormindo. – Disse Rossi. – Ele precisava.
— É. Ele quase não dormiu desde que isso começou. – Disse Morgan.
— E Penelope? – Perguntou Rossi.
— O estado é delicado ainda, mas já está melhorando. – Morgan disse com um sorriso.
— O que está te incomodando Morgan? – Perguntou Rossi.
— Ela e Hotch estão namorando? – Perguntou Morgan. – Eu vi o jeito que ele olha para ela e toda aquela preocupação.
Rossi ficou em silêncio.
— Qual é Rossi? – Perguntou Morgan. – Não há nada de errado nisso. Tirando a regra contra confraternização entre funcionários.
— Se você sabe a resposta porque perguntar? – Rossi queria que Morgan descobrisse sozinho.
— Ela deveria ter me contado. – Disse Morgan.
— Iria parecer estranho ela te contar que está namorando o chefe dela. – Disse Rossi.
— Quem está amorado o chefe? – Perguntou Reid chegando por trás.
— Eu também quero saber. – Disse Prentiss.
Rossi não falou nada.
— Então? – Perguntou Reid. – Quem está namorando o chefe de quem?
— Uma amiga da CIA. – Rossi ainda não estava preparado para contar sobre o namoro de Hotch e Garcia.
— Hum. – Disse Reid.
— E o que esse "hum" significa exatamente? – Perguntou Rossi.
— Significa que eu sei que você está mentindo. – Respondeu Reid.
— Ainda não dá para contar o que está realmente acontecendo. – Disse Rossi.
— Mas eu quero saber. – Disse Prentiss.
— Saber o que? – JJ apareceu no hospital.
— Escutem. Eu sei que todos gostamos da Penelope, mas realmente não dá para todo mundo ficar aqui. – Disse Rossi. – Alguns de vocês tem que ir para a BAU.
Os agentes se olharam.
— É tem razão. – Disse Morgan. – Mas eu fico aqui. – E se sentou na cadeira.
— Você não estava cansado? – Perguntou Rossi.
— Tem razão. – Morgan se levantou. – Então você fica Rossi.
— E eu também. – Disse Reid.
— Está certo. – Disse Rossi. – Eu e Reid ficamos aqui e você Morgan vai para casa dormir. O restante vai para a BAU. Logo Aaron está chegando aí.
— Vem Prentiss. – Disse JJ. – Mas ainda acho injusto não deixar eu e Prentiss ficar aqui.
— Anotado, garotas. – Disse Rossi. – Quer conversar Reid?
— Conversas são um meio para desabafar o que estamos sentindo mesmo sem a outra pessoa perguntar se ela quer. A gente institivamente fala só de conversar por cinco minutos. A quantidade de informações que a gente passa é capaz de falar muito sobre nossa personalidade dominante. – Reid olhou para Rossi que estava espantado.
— E eu só perguntei se queria conversar. – Disse Rossi.
— Mas se você quiser conversar, a gente pode. – Disse Reid tentando consertar algo que não foi quebrado.
— Você me convenceu que é uma péssima idéia. – Disse Rossi.
Reid pegou um dos seus livros na bolsa e começou a ler sob os olhares de duas moças que se espantaram com a rapidez que o agente lia.
— Acho que é fingimento. – Disse uma delas.
— Deve ser um dos super gênios. – Disse a outra.
— Ou um CDF. – A outra falou.
Hotchner apareceu no hospital depois de uma hora. Já passava da meia noite quando ele chegou. Parecia melhor do que no dia anterior.
— Ela já acordou? – Perguntou Hotchner.
— Não. – Disse Rossi. – Provavelmente só daqui a dois ou três dias.
— Dois a três dias? – Hotch não parecia convencido.
— Ela precisa de tempo para se recuperar. – Disse Rossi.
Reid já havia pegado no sono.
— E ele? – Perguntou Hotch. – Ele precisa de tempo também. – Disse apontando para Reid. – Tempo para dormir.
— Aqui acontece pouca coisa de interessante. – Disse Rossi. – Se eu pudesse eu dormiria também.
— E porque não dorme? – Perguntou Hotchner.
— Está brincando? – Rossi respondeu com outra pergunta. – Alguém precisa garantir que você não invada a UTI para ficar com ela.
— E porque eu faria isso? – Perguntou Hotchner.
— A paixão faz as pessoas fazerem burrices. – Disse Rossi. – Então a menos que você se controle o suficiente para não invadir a UTI eu fico acordado.
— E o Reid? – Hotch realmente estava melhor.
— Vou chamar a JJ para busca-lo. – Disse Rossi. – E leva-lo para casa.
— Eu preciso de ar. – Disse Hotch de repete.
— Está tudo bem? – Perguntou Rossi.
— Acho que estou enjoado com esse cheiro. – Disse Hotch.
— É porque você não comeu nada ainda. – Disse Rossi puxando Hotchner para a lanchonete. – Vem. Te pago um lanche.
Hotch seguiu Rossi para a lanchonete. Eles se sentaram em uma das mesas com tampo de vidro.
— Um café expresso e um café puro, sem açúcar e sem leite. – Disse Rossi fazendo o pedido. – E um bolinho dos pequenos de chocolate por favor.
Hotchner não falou nada. A moça trouxe os lanches e Hotchner comeu tudo.
— Eu pago. – Disse Rossi impedindo Hotch de gastar o dinheiro que ele havia tirado da carteira.
Hotchner e Rossi voltaram para a sala de espera. O médico viu os agentes na sala e ficou nervoso.
— Olha. Ela vai acordar só daqui há alguns dias. – Disse o médico. – Uma enfermeira está com ela para emergências. E eu tenho quase certeza que te expliquei já.
— Nós vamos. Mas queremos saber de tudo e assim que ela acordar eu quero um telefonema. – Disse Hotchner.
— Não tenho nada contra dois seguranças por turno. – Disse o médico. – Acho que vocês tinham pensado nisso, né?
— É claro que sim. – Disse Hotchner. – Ligue para a sede e peça isso Rossi.
— Como fomos esquecer isso Aaron? – Perguntou Rossi.
— A gente ia ficar aqui. – Disse Hotchner. – Não iriamos precisar de seguranças.
Dois seguranças se posicionaram na porta de Penelope e dali só saíram para darem lugar aos novos seguranças na troca de turno e para ocasionalmente ir ao banheiro. Mas um sempre ficava na porta aguardando.
Hotchner e a equipe ficaram na sede aguardando alguma notícia. Eles a visitaram por dois dias. Ela iria abrir os olhos a qualquer momento e Hotchner queria estar por lá quando ela acordasse.
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