Mais que bons amigos.
14 Butterfly.
Notas iniciais
Hotchner ficou esperando Garcia acordar. Ele ficou feliz quando ela mexeu um dos dedos e depois se encheu de esperança quando um dos olhos começou a abrir.
— Ei. – Disse Hotchner quando Garcia abriu os dois olhos. – Quanto tempo pequena. Como se sente?
Ela não conseguiu falar nada.
— Talvez seja esses tubos. – Disse Hotchner. – Vou chamar o médico e pedir para ele colocar a cânula de nariz.
Hotchner saiu do quarto apavorado. A simples idéia de Penelope não conseguir falar o deixava assustado para pensar em qualquer coisa.
— Ei doutor. – Disse batendo na porta. – A Penelope acordou.
— Ótimo. – Disse o médico. – Precisa de algo?
— Quero que você mude o tubo para uma cânula nasal. – Disse Hotchner.
— Há algo errado? – Perguntou o médico.
— Tenho medo que ela não consiga mais falar. – Disse Hotchner. – Queria saber se ela não consegue falar por causa do tubo.
— Posso providenciar uma nasal. – Disse o médico. – Enfermeira Dustin. Preciso da senhora.
A enfermeira veio logo em seguida.
— Preciso que troque a sonda da Senhora Garcia para uma cânula nasal. – Disse o médico.
— Agora mesmo senhor. – Disse a enfermeira.
Hotch acompanhou a enfermeira e ficou durante o procedimento. Não demorou mais que dez minutos para fazer a troca. Hotch se sentou ao lado de Penelope e agarrou sua mão.
— Você consegue falar? – Perguntou Hotch. O medo subiu pela espinha fazendo seu estomago revirar de medo.
— Quase nada. – Respondeu Penelope. A voz era fina e quase um sussurro, mas já era algo para se comemorar.
Hotch deu um sorriso para Penelope e deu um beijo na boca dela. Ele garantiu que não havia ninguém os vendo.
— Eu estive pensando. – Começou Hotch. – Devíamos assumir nosso romance para a equipe. Sabe?
— Talvez eles entendam. – Disse Penelope. – Talvez não.
— Rossi já sabe. – Disse Hotch. – E eu nem contei para ele.
— Então deveríamos contar sim. – Disse Penelope. – E talvez procurar um novo emprego.
— Não vão nos despedir por estarmos namorando. – Hotch colocou a mão no bolso e tirou uma caixinha dele. – Se a gente der um passo a mais então a gente pode ficar junto no nosso emprego.
— Do que está falando? – Perguntou Penelope.
— Eu sei que estamos namorando há três semanas, mas eu já te amo há muito tempo. – Hotch abriu a caixinha e revelou um anel lindo de diamantes.
— O que é isso? – Garcia estava confusa.
Hotch se ajoelhou ao lado da cama e respirou fundo. Nem notou o resto da equipe chegando.
— Penelope Garcia. – Hotch começou. – Aceita ser minha esposa para o resto das nossas vidas? – Hotchner falou tudo de uma vez.
Morgan estava incrédulo com a cena que tinha visto. Reid tinha no rosto um misto de perplexidade e emoção. Prentiss e JJ estavam todas sorrindo. E Rossi se arrependia de não ter trazido champanhe para brindar o mais novo casal.
— Vai dizer sim, né? – Gritou JJ atraindo as atenções de Hotchner e Penelope.
— Não era bem assim que eu queria cotar para vocês. – Disse Hotchner.
— Ei. – Gritou Reid. – Ela tem que responder ao pedido.
Garcia estava meia envergonhada, mas finalmente tinha uma resposta.
— É claro que eu.... Aceito. – Garcia parecia confusa, mas conseguiu responder.
Todos fizeram festa até uma enfermeira os repreender pelo barulho.
Morgan ainda estava confuso com aquilo tudo. Felizmente ele entendeu e parabenizou o mais novo casal.
— Ela vai ter que se recuperar por completo antes de subir ao altar. – Disse o médico. – Parabéns aos dois.
— Obrigado. – Disse Hotchner.
— Obrigada. – Respondeu Garcia.
— Então... Como se sente hoje? – Perguntou o médico.
— A cabeça ainda dói um pouco. – Disse Garcia.
— Uma cirurgia de alta complexidade é assim mesmo. – Disse o médico. – Mais três ou quatro dias aqui e quem sabe poderemos te dar alta.
— Obrigado doutor. – Disse Garcia.
O médico saiu deixando Hotch e Garcia com os outros agentes.
— Quando começou? – Perguntou Morgan.
— Três semanas. – Disse Hotch. – Com tudo isso acontecendo eu decidi não esperar.
Morgan estava com ciúmes porque Garcia não havia contado para ele.
— Ei Morgan. Qual o problema? – Garcia via que o amigo estava chateado com alguma coisa.
— Eu realmente queria que tivesse me contado sobre isso. – Respondeu Morgan.
— Era complicado. – Disse Garcia. – Os riscos eram altos.
— Em algum momento vocês iam contar para a gente? – Perguntou Morgan. – Digo, ates de se casarem?
— A gente já vinha discutindo isso. – Disse Garcia. – Não sabíamos qual seria a reação.
— Como assim? – Perguntou Morgan.
— Olha o casal que eu e Hotch formamos. – Garcia estava cansada.
— Um casal bonito. – Disse Morgan. – Diferentes, mas bonitos.
— Você acha? – Perguntou Garcia.
— Vocês sempre foram leais as pessoas do trabalho, nunca causaram um grande estrago. – Morgan estava tentando controlar o ciúme. – O filho do Hotch vai gostar muito de você.
— Você acha? – Perguntou Garcia.
— Como se fosse possível não gostar de você. – Respondeu Morgan. – Você é uma pessoa que ilumina tudo por onde passa.
— Obrigada. – Disse Garcia. – Ele vai traze-lo hoje. Espero não estar fazendo o garoto ir procurar uma terapeuta.
Morgan riu com o comentário. Ele sabia que a amiga estivesse feliz ele também ficaria. Ele viu que o ciúme estava dando lugar ao entendimento. Ele admirava Penelope o suficiente para saber que as decisões que ela tomava eram certas, mesmo as vezes ela estando errada.
Ela seria feliz com Hotch e que o amor deles era uma coisa linda de se ver. O respeito e a admiração eram maravilhosos.
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