Mais que bons amigos.
16 Sr. E Sra. Hotchner – Part 2.
Notas iniciais
Hotch simplesmente não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo de novo. Para piorar a chuva começou a cair sem querer parar. Era como um sinal para Hotchner.
— Se eu tivesse prestado a atenção aquele sonho. – Hotch pensou seriamente consigo mesmo. – Se eu tivesse pedido para acompanha-la até a igreja.
Hotch ficou pensando em muitos Ses naquela noite.
— Apenas respire. – Hotch dizia para ele próprio. – Pense.
Hotch deu um soco na mesa do escritório.
— Que droga! – Ele gritou. – Eu quero esse filho da puta.
Morgan e Rossi vieram ver o que estava acontecendo. Encontraram Hotch chorando no velho sofá do escritório.
— Eu sinto muito Aaron.- Disse Rossi. – Toda essa situação está me deixando louco também.
— Ela não deveria passar por tudo isso. – Disse Hotchner. – Tudo isso de novo. E de novo.
Hotchner se recompôs.
— Eu tenho que ser forte. – Disse Hotchner.
— Bem. – Disse Rossi. – Ambos concordamos que você deveria se afastar do caso, certo?
— Eu não disse que me afastaria do caso. – Disse Hotchner.
— Então eu quero que considere isso. – Disse Rossi.
— Você não está falando sério? – Hotch parecia surpreso. – É a Penelope. Não vou ficar em casa enquanto ela está deus sabe onde com u psicopata.
— Você sabe as regras. – Disse Rossi.
— Nunca consegui entender elas. – Disse Hotchner. – Eu vou ajudar a encontrá-la com vocês ou então eu vou procura-la sozinho.
— Não se envolva demais. – Falou Rossi. – Porque se isso acontecer, vou tirar você do caso mesmo sendo subordinado a você.
— Está certo. – Falou Hotch se recompondo. – Hora de ir atrás desse corno e jogá-lo no lixo.
Os três agentes saíram do escritório e viram Abby com Reid.
— Senhorita Sciuto. – Disse Hotch. — O que faz aqui?
— Reid me pediu ajuda. – Disse Abby. – Sinto muito pelo o que está passando.
— Obrigado. – Disse Hotch. – E o agente McGee?
— Está com em casa com Kelly, nossa filha. – Respondeu Abby. – Ela está com quase seis meses agora.
— Parabéns. – Disse Hotchner. – E Gibbs?
— Ele está seguindo uma pista sobre uma ex-agente. – Respondeu Abby.
— E Tony? – Perguntou Hotch.
— É complicado. Depois da morte da Ziva ele ficou perdido. Mas ele se recuperou quando a filha dele com a Ziva apareceu. – Respondeu Abby. – Ele está pensando em voltar a agência no ano que vem.
— Que bom. – Disse Hotchner.
Ele ouviu aquelas palavras com uma tristeza no olhar. Todos felizes e ele lá tendo que ir atrás da sua amada. De novo.
— Ela veio para ajudar, Hotch. – Disse Reid.
— Eu preciso da sua ajuda. – Disse Hotch. – Eu deixei isso acontecer de novo.
— Não é sua culpa agente Hotchner. – Disse Abby. – Eu sei bem como é ser sequestrada e torturada. – Abby falou aquilo deixando Reid intrigado.
— Você já foi sequestrada? – Perguntou Reid. – Você não me contou isso.
— Faz um tempo. – Disse Abby. – Missão disfarçada para a Agência. Deu errado.
Eram memórias dolorosas para Abby.
— Mas agora eu e McGee casamos, temos uma garotinha e estamos felizes. – Disse Abby.
— E como superou? – Perguntou Hotch.
— Nas primeiras semanas você se culpa e se pergunta se realmente aconteceu. Você passa uma bateria de exames invasivos se você sofreu violência sexual, se você tem marcas de cigarro. – Abby fez uma pausa. – Mas depois você simplesmente aceita e vira o jogo a seu favor. E se o seu agressor for morto tem uma grande chance de você voltar a dormir bem.
— Sem ver seu captor durante a noite? – Perguntou Hotch.
— Você vê ele nas primeiras noites... – Abby queria muito contar. – Mas você imagina ele sendo morto pelas suas mãos. E aí você volta a dormir.
— Será que ela vai se recuperar? – Perguntou Hotchner. – Já é a segunda vez que ela é levada.
— É o mesmo que a sequestrou um ano atrás? – Perguntou Abby.
— Ele está morto. – Disse Hotch. – É um vingador dele.
— Então ela vai sim. – Disse Abby. – Se ela refazer o processo, ela vai sim.
— Podemos começar a rastrear ou qualquer coisa? – Perguntou Hotch. – Ele não voltaria para Bridgewater. A casa do Floyd foi demolida há quatro meses.
— Algum parente ou amigo? – Perguntou Abby.
— O senador. Benjamin Warner. – Respondeu Hotch. – Mas eu acho que ele não vai procura-lo.
— E porque não? – Perguntou Abby.
— O pai retirou qualquer ligação com o garoto desde que ele foi julgado e condenado. – Disse Hotchner. – Ele fez tudo para provar a inocência do filho e descobriu que ele era ainda pior.
— Mesmo assim devemos checa-lo. – Disse Abby.
— Porque? – Perguntou Hotch.
— E eu achei que você fosse um perfilador experiente. – Disse Abby irônica.
— No momento eu estou mais do tipo preocupado. – Disse Hotch.
— Ele pode ter ligado para o filho. De uma linha segura. – Disse Abby. – O que ele aparentemente fez. Olhe só. – Disse Abby apontando para a tela. – Esses últimos números do registro telefônico do telefone do gabinete dele são da cadeia estadual de New Jersey.
— É onde o filho está preso. – Disse Hotch. – Todo esse tempo negando qualquer contato com o filho e ele está telefonando para ele.
— Políticos mentem. – Disse Abby. – E enganam até perfiladores.
— Eu quero falar com ele. – Hotch pegou o telefone e discou para o gabinete do senador. – É. Sim. Eu quero falar com o senador Warner por favor.
— Ele está fora do trabalho essa semana. – Disse a moça. – Problemas familiares. Volta só na semana que vem.
— Tem o celular dele? – Perguntou Hotchner.
— É informação protegida. – Respondeu a mulher.
— Sou da unidade de analise comportamental do FBI. – Disse Hotch. – Acho que tenho esse acesso.
— É claro que tem. Só um minuto. – A moça se afastou do telefone por alguns minutos. – Anote aí. 99552345. – Disse a mulher.
— Agradeço ela informação. – Disse Hotch. – E se estiver passando o número errado eu vou prende-la por atrapalhar uma investigação federal. – Hotch desligou o telefone sem uma resposta.
Ele pegou o papel escrito e torceu para aquele número estar certo.
— Eu venho por você Penelope. – Disse Hotchner.
Abby estava com Reid na sala de descanso. Eles conversavam.
— Então você foi sequestrada? – Perguntou Reid.
— Foi a primeira e única missão que eu fiz para a agência. – Disse Abby. – Eu fui disfarçada num cartel de drogas e no terceiro dia me descobriram. Uma moça que se passou por agente foi mandada pelo traficante e acabou morta.
— Não falou a palavra morta com convicção. – Disse Reid.
— Ninguém na agência adite a possibilidade de ela estar viva. – Disse Abby. – Gibbs estava rastreando algumas pistas com Tony, mas ele pediu um tempo da agência.
— E você? – Perguntou Reid. – Admite essa possibilidade?
— Eu acho que se ela falsificou a própria morte talvez tenha sido contra a vontade dela. – Disse Abby.
— E porque acha isso? – Perguntou Reid.
— Ela estava inconsciente quando a levaram para o hospital. – Disse Abby. – Os exames dela foram todos alterados para atestar uma possível morte cerebral.
— E como seria possível ela falsificar a própria morte? – Perguntou Reid.
— Tetrodotoxina. – Disse Abby. – Estou seguindo essa pista há algum tempo.
— Mas se ela era uma agente disfarçada porque tentar provar que ela esta viva? – Perguntou Reid.
— Gibbs estava apaixonado por ela. – Respondeu Abby. – E porque no final das contas ela estava tentando sobreviver ao chefe deles.
— Você a conheceu? – Perguntou Reid.
— Não. – Disse Abby. – Estava no hospital quando ela estava na UTI. Disseram que a amiga a levou para ser enterrada no Brasil.
— Ela era brasileira? – Perguntou Reid.
— Sim. – Disse Abby. – Eu realmente queria ter conhecido ela. Ela me ajudou a ser resgatada e provavelmente morreu por isso.
Hotchner interrompeu os dois.
— Consegui o telefone do senador. – Falou Hotch.
— Ótimo. – Disse Abby.
Ela pegou o número e foi ao computador.
— Procuramos algo? – Perguntou Abby.
— A localização atual dele. – Respondeu Hotch.
A equipe chegou naquele momento.
— O que conseguiram? – Perguntou Rossi.
— Um traidor e mentiroso. – Disse Hotchner.
— Quem? – Perguntou Rossi.
— Senador Benjamin Warner. – Disse Hotch.
— Ele cortou as ligações com o filho. – Disse Morgan.
— A verdade ele as mascarou. – Disse Abby. – Usou um telefone do gabinete.
— E temos certeza disso? – Perguntou Rossi. – Afinal ele é senador.
— Não me importa se ele é o papa ou Deus. – Disse Hotch. – Provavelmente ele sabe onde a Penelope está.
Miami...
Garcia finalmente acordou. Apesar de sua cabeça doer demais ela abriu os olhos lentamente e com medo. Tentou mexer as mãos, mas elas estavam amarradas forte o suficiente para impedi-la de usa-las.
Ela se lembrou de alguns flashes do sequestro. O pouco que realmente lembrava.
— Tem alguém aqui? – Perguntou Garcia.
Ninguém respondeu. Só o eco repetiu suas palavras.
— Estou vestida. – Disse para si mesma. – Isso significa duas coisas. Eu provavelmente não fui violentada. E a outra que eu fui sequestrada a caminho do altar.
Garcia conseguiu se sentar. Suas pernas por sorte estavam livres.
Um homem entrou com uma cadeira.
— Vamos começar com os jogos. – Disse o homem.
— Vai me violar agora? – Perguntou Garcia.
— Prova de vida. – Disse o homem.
— Como assim? – Perguntou Garcia.
— Estou chateado por não lembrar de mim. – Disse Erick.
— Desculpa se não sou muito de lembrar de psicopatas. – Disse Garcia.
Ele chegou perto dela e deu um tapa.
— Eu provavelmente te mataria agora... – Disse ele a pegando violentamente e jogando na cadeira. – Mas preciso do FBI para conseguir o que preciso.
— E eu provavelmente acho que o que você vai ganhar vai ser uma bala na testa. – Disse Garcia. – E não acho que vai conseguir algo se me machucar.
— Tem razão. – Disse Erick. – A prova de vida é para isso.
— Vai me matar depois? – Perguntou Garcia.
— Não se eles cooperarem. – Disse Erick. — Acha que eles vão cooperar?
Garcia não respondeu nada. Ela sabia que provavelmente a equipe já sabia que ela estava desaparecida.
— Eu só quero uma coisa então. – Falou Garcia.
— O que? – Perguntou Erick.
— Pode calar essa sua boca? – Perguntou Garcia.
Erick parou e se aproximou dela. Ele deu uma risada e deu um tapa em Garcia.
— Essa é a sua resposta. – Disse Erick.
— Filho da puta. – Disse Garcia.
— Ok. Vamos gravar. – Disse Erick. – Quero que fique quietinha enquanto eu falo com eles.
— Sabe que eles não te escutam, né? – Falou Garcia.
— Sei. – Disse Erick. – Mas quando eles virem esse vídeo eles vão saber o que eu preciso. Agora quieta.
Erick ligou a câmera de vídeo depois de pôr um pedaço de fita na boca de Garcia.
— Alô Agente Hotchner. – Disse Erick olhando para a câmera. – Estou com sua preciosa Penelope. É claro que já deve saber quem sou eu e porque estou fazendo isso. Eu teria pensado duas vezes antes de mandar meu amigo Floyd para aquela prisão onde ele tirou a própria vida. E eu teria pensado ainda mais antes de sumirem com o corpo dele do necrotério.
Erick fez uma pausa da própria imagem e focou em Garcia.
– Como pode ver ela está bem. Não posso falar o mesmo do vestido lindo que ela estava usando para se casar com você mas vendo por um lado é uma coisa pequena se comparado ao que ela poderá sofrer se não fizer o que eu quero.
Erick desligou a câmera por alguns segundos. Os anos no FBI o ajudaram a aprender a montar vídeos. Ele pegou uma caneta e escreveu o que conseguia lembrar de pedir.
— As minhas exigências são as seguintes. – Disse quando voltou a gravar. – Em primeiro lugar quero o corpo do Floyd de volta para que eu possa enterrar do jeito decente que ele merece. Segundo: Um milhão de dólares em notas não rastreadas, sem marcadores e um veículo a prova de balas. Terceiro: quero você aqui agente Hotchner. Só você, eu e Penelope. E último: quero uma chance de ter a minha ficha limpa, sem esses crimes que eu fui acusado.
Garcia estava assustada e sem poder falar nada por causa da fita na boca.
— E quero isso o mais rápido depois que essa fita chegar em suas mãos. – Erick desligou a câmera. – Acho que nos saímos bem.
Ele aplicou um sedativo em Penelope e ela caiu em sono profundo. Ele a jogou no colchão no chão e amarrou as mãos para trás. Depois mandou o vídeo para Hotchner e para o FBI.
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