Mais que bons amigos.
17 My Fault, Your Mistake.
Notas iniciais
Hotch estava verificando seus e-mails. Ele tinha algumas esperanças que Garcia não tivesse sido levada e que talvez tivesse fugido de medo. Era o que ele queria acreditar. Sim parecia estúpido até para ele, mas ele queria muito acreditar naquilo.
Ele viu um e-mail novo na caixa de mensagens que ele mantinha limpa. Ele teve medo quando leu o título do assunto.
To: AHotchner@fbi.gov, institucionalfbi@fbi.gov
Subject: Prova de vida.
Agente Hotchner. Provavelmente já deve saber quem eu sou e quem eu tenho em meu poder. Segue em anexo uma prova de vida da sua amada Penelope. Sei que parece meio estupidas as exigências, mas no momento é a única coisa que eu quero. Tenho certeza que está pensando em todas as jogadas que você provavelmente ainda tinha e acabaram de ser excluídas. Haha. Eu tenho certeza que vai notar que eu não dei nenhum prazo nas exigências e é exatamente para isso que esse e-mail serve. Nós não vamos nos encontrar pessoalmente. Nós vamos combinar todos os detalhes por aqui. Ah. Anexei o email do FBI junto. Sendo assim, qualquer coisa que responder vai para o FBI além de mim.
Att,
Erick Warner.
Hotch mandou imprimir o email. Ele tinha certeza que o anexo era um vídeo. Ele fez o download do vídeo para o computador pessoal depois de Abby garantir que era seguro.
Ele mandou para a sala de Briefing para todo assistir. O novo agente contrato Luke Alvez resolveu aparecer.
Ele queria ajudar, mas Hotch tinha medo.
— Pode participar se promete não estragar tudo. – Disse Hotch.
— Eu sei muito bem, Agente Hotchner. – Disse Alvez.
Hotch soltou o play e o vídeo começou. Hotch viu Garcia com seu vestido de noiva. Aquele que ela provavelmente usaria para se casar com ele há dois dias atrás.
— Acho que estão nos assistindo Penelope. – Erick falou na fita. – Então podemos começar. Agente Hotchner, como pode ver ela está bem. Não posso falar o mesmo do vestido lindo que ela estava usando para se casar com você, mas vendo por um lado é uma coisa pequena se comparado ao que ela poderá sofrer se não fizer o que eu quero.
— Filho da mãe. – Disse Hotch. – Você morrera se tocar num fio loiro do cabelo dela.
— As minhas exigências são as seguintes. Em primeiro lugar quero o corpo do Floyd de volta para que eu possa enterrar do jeito decente que ele merece. Segundo: Um milhão de dólares em notas não rastreadas, sem marcadores e um veículo a prova de balas. Terceiro: quero você aqui agente Hotchner. Só você, eu e Penelope. E último: quero uma chance de ter a minha ficha limpa, sem esses crimes que eu fui acusado. – Disse Erick na gravação.
— Vai sonhando babaca. – Disse Hotch. – Vai morrer quando eu te encontrar.
— Esse cara quer o corpo do Floyd desaparecido há um ano? – Perguntou Rossi. – E quer enterrar ele decentemente? – Rossi se levantou. – Ele tem um parafuso a menos.
— Ele está apaixonado por ele. – Falou Alvez.
Todos olharam para ele.
— Falei alguma bobagem? – Perguntou Alvez.
— Você falou exatamente o que precisávamos. – Disse Hotchner. – Precisamos de um corpo.
Hotch saiu sem explicar nada.
— Para que ele quer um corpo? – Perguntou Reid.
— Talvez para simular o do Floyd. – Respondeu Rossi.
— E aí ele pode se encontrar pessoalmente.- Concluiu Reid. – Mas ele precisa estar em putrefação inicial.
— E porquê? – Perguntou Rossi.
— Porque 1- ele está a um ano sumido e o processo de decomposição já foi iniciado. E 2- porque ele provavelmente foi mantido longe de qualquer ventilação adequada. – Disse Reid.
— Está certo. – Disse Rossi. – Acho que podemos simular isso também.
Hotch foi até um necrotério em Anacostia pegar um corpo mais ou menos parecido com o de Floyd.
— Algum corpo não reclamado que bata com esse? – Perguntou Hotchner.
— Ele está sendo procurado? – Perguntou a legista.
— Ele se matou e o corpo sumiu há um ano. – Disse Hotchner. – Porque?
A legista abriu uma gaveta.
— Achamos que algum dia alguém procuraria pelo corpo. Ela puxou a bandeja e Hotch quase caiu para trás.
— Que diabos está acontecendo? – Gritou Hotchner ao ver o corpo. – Onde encontraram?
— Ele foi escavado de um terreno há quatro meses. – Disse a legista. – Não temos as digitais e descartamos homicídio.
— A regra não é depois de três meses o corpo vai para o incinerador? – Perguntou Hotchner.
— Eu achei que ele deveria ter um fim digno. – Disse a legista.
— Ele era um canibal. – Disse Hotchner. – Não merece um fim digno.
— Ca-Canibal? – A legista se assustou. – Eu não fazia idéia de que era um canibal.
— E serial Killer. – Disse Hotchner. – Matou mulheres por de anos antes de ser pego.
— Eu não tinha idéia. – Disse a legista. – Ele foi desenterrado há alguns meses como eu te disse e veio parar aqui.
— E não o identificaram? – Perguntou Hotch.
— Sem digitais ou as falanges dos dedos. – Disse a legista mostrando as mãos.
— Uau. – Disse Hotch. – Posso pegar o corpo?
— É claro. – Disse a Legista. – Só assine aqui.
Hotch assinou a papelada. Ele quase sorriu com a sorte em encontrar o corpo de Floyd um ano depois, mas ele se lembrou de tudo que ele fez com sua Penelope e o amaldiçoou enquanto estava na van transportando o corpo para o FBI.
— Encontrou um corpo? – Perguntou Rossi.
— Encontrei o corpo. – Disse Hotch. – Está no segundo andar com guarda reforçada.
— De quem é o corpo? – Perguntou Reid.
— Floyd Feillyn Ferrell. – Disse Hotch.
— Só pode ser brincadeira. – Disse Morgan.
— Acho que é mais sorte. – Disse Hotch. – Desencavado quatro meses atrás em um terreno que iria ser construído. – Hotch sentou-se à frente do computador para escrever uma resposta ao email.
From: AHotchner@fbi.gov
To: erickwrner@gmail.com, institucionalfbi@fbi.gov
Subject: Estou pronto para um encontro.
Fiquei realmente pensando nas palavras que você me escreveu e elas são amáveis. É hora de nos encontrarmos pessoalmente. Estou com o corpo do Floyd em minha posição e mesmo querendo colocá-lo em uma fornalha e transforma-lo em alguns quilos de cinzas eu vou te entregar.
Se você fez algo contra a Penelope eu mesmo meterei uma bala no meio da sua testa.
Espero seu contato.
Att,
Agente Especial Hotchner.
P.S: se você me enganar eu te procuro até no inferno.
Hotch apertou o enviar. O medo de uma resposta ou frase com raiva era tão grande que ele não conseguia ficar na frente do computador.
— Preciso de um café. – Disse saindo.
— Não está sendo fácil para ele. – Disse Rossi.
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