Notas iniciais
Penúltimo capitulo. e totalmente inspirado em conversas da corregedoria das series policiais inclusive Criminal Minds. então a provabilidade ter "Uma semana atrás" e "dias atuais" em grandes quantidades e justificada. e eu peço desculpas por isso.

— Apenas para os registros pode declarar seu nome e cargo no FBI? – Perguntou o homem da corregedoria.

— Agente especial supervisor Aaron Hotchner. – Respondeu Hotchner. Ele tinha alguns cortes no rosto devidamente cobertos por esparadrapos brancos.

— Há quanto tempo está aqui agente Hotchner? – O homem da corregedoria não parecia amistoso.

— Tempo o suficiente. – Respondeu Hotchner.

— Vamos falar sobre essa operação que você e sua equipe executaram na semana passada. – Falou uma mulher que estava ao lado dele.

— O que quer saber? – Perguntou Hotchner. – Se eu me arrependo? Eu não me arrependo de absolutamente nada.

— Uma vida foi perdida agente. – Falou com nervosismo a mulher.

— O que é uma vida em comparação com as demais que poderia tirar se não fosse parado? – Perguntou Hotch.

Uma semana antes...

Hotch voltou alguns minutos depois de ir buscar um café. Ele entrou na sala e os agentes o olharam assustados.

— Algo de errado? – Perguntou Hotch indo para a frente do computador.

Era um email resposta de Erick.

— Tenho medo. – Falou Hotch.

— Tenha coragem em vez de medo. – Falou Rossi.

Hotch abriu o email e respirou fundo.

— Seja o que Deus quiser. – Falou Hotch.

From: erickwrner@gmail.com

To: AHotchner@fbi.gov

Subject: Vamos nos encontrar.

Não esperava mais de você agente Hotchner. Vamos nos encontrar.

Chalé Betty estrada com Roadshore. Venha sozinho com o corpo. Estaremos esperando.

Att,

Erick Warner.

Hotch tirou a arma do coldre a examinou. Depois colocou balas extras e saiu. Simples. Sem dar uma palavra com o time.

— Diga que ele sabe o que está fazendo! – Falou Reid.

— Ele sabe o que está fazendo. – Disse Rossi.

— Ele vai mesmo sozinho? – Perguntou Reid.

— Talvez ele ache que se render é a melhor solução. – Disse Rossi.

— Talvez todos morram. – Disse Reid.

— A única coisa certa é que um dos dois vai morrer. – Disse Rossi. – Erick e Hotchner não podem viver no mesmo mundo.

— E quem você acha que vai morrer? – Perguntou Reid.

— Talvez Hotch dê um jeito de controlar e sobreviva. – Disse Rossi.

— Talvez? – Perguntou Reid. – Não é um bom sinal.

Hotch levou o corpo junto com ele quando saiu. O trato era ele ir sozinho, mas a equipe o seguiu em dois carros de cores diferentes. Ele sabia o tempo todo que estava sendo seguido, mas agia como se não soubesse.

Chalé Betty, Roadshore.

Hotch desligou o motor do carro e sentiu como um vento atravessasse sua espinha toda. Ele verificou a arma e o corpo já em decomposição na traseira do carro. Ele sabia que só havia aquela chance de encontrar sua Penelope.

A equipe se posicionou tão bem escondida quanto pode nas matas que cobriam o local. Não havia sinal de celular. Não havia como chamar reforços.

Hotch retirou o corpo do porta malas e entrou. A porta bateu e não ouve mais nada.

Dias atuais...

— Agente Morgan. – Começou o homem da corregedoria. – O que aconteceu no chalé? E porque vocês seguiram o Agente Hotchner mesmo sabendo do acordo?

Morgan ficou alguns segundos em silêncio.

— Tentando formular uma desculpa convincente o suficiente? – Perguntou o Homem da corregedoria.

— Na verdade estou tentando lembrar de alguns detalhes. – Respondeu Morgan. – Aquele dia foi terrível para todos, mas para o Hotchner foi pior. Tudo aquilo que aconteceu poderia ter sido evitado se o FBI tivesse colaborado.

Uma semana antes

Sede da BAU, FBI

Hotch foi falar com Mateo. Ele esteve em missão por seis meses e tinha acabado de voltar.

— Faz tempo, né? – Perguntou Hotch entrando.

— Faz. – Respondeu Mateo.

— Por onde andou? – Perguntou Hotchner.

— Paquistão, Afeganistão e Israel. – Respondeu Mateo. – Vi o pior que o ser humano pode aguentar.

— Você soube que a Penelope foi raptada. – Falou Hotch.

— É. Eu sei. – Falou Mateo. – E já me contaram o que você pretende fazer.

— Eu preciso. – Respondeu Hotch.

— E é uma loucura. – Retrucou Mateo.

— Não posso perde-la. – Falou Hotch.

— Está certo. – Disse Mateo. – Eu preciso de um tempo.

— Para quê? – Perguntou Hotch.

— Eu acabei de chegar de uma missão de seis meses. – Começou Mateo. – Minha mulher me deixou e levou nossa filha com ela. A minha casa foi penhorada por dividas grandes e eu estou morando em um apartamento cedido pelo governo.

— Sinto Muito. – Falou Hotch. – Ela vai morrer se eu não fizer o que ele está pedindo.

— Então faça. – Disse Mateo. – Faça e eu te ajudo.

— Obrigado senhor. – Disse Hotch.

— E mande o agente Morgan para cá. – Disse Mateo antes de Hotch sair.

— Claro senhor. – Respondeu Hotch.

Dias atuais...

— O que exatamente você e o chefe de seção Cruz conversaram, agente Morgan? – Perguntou o homem da corregedoria.

— Nós traçamos um plano de ataque para resgatar a Penelope. – Respondeu Morgan. – Era ariscado, mas precisávamos traçar.

— Então que plano era esse? – Perguntou o homem da corregedoria.

Uma semana antes...

— Sente-se Agente Morgan. – Disse Mateo.

— Eu ainda não entendi o porquê eu estou aqui. – Disse Morgan.

— Quero traçar um plano de resgate. – Disse Mateo. – Eu sei o que o agente Hotchner pretende fazer e é horrivelmente arriscado ele ir sozinho.

— Concordo senhor. – Disse Morgan. – Mas se ele vir alguém seguindo o Hotch ele vai matar a Penelope.

— Esse é o plano. – Disse Mateo. – Venho trabalhando nisso desde o sequestro dela.

— É um plano bom. – Disse Morgan. – Posso passar para a equipe?

— Com certeza. – Disse Mateo. – Inclusive ao agente Hotchner.

— Estaremos prontos até a hora combinada. – Respondeu Morgan.

Os dois levantaram ao mesmo tempo e apertaram as mãos.

— Se me permite senhor. – Disse Morgan. – Porque não passar o plano para o Hotch ao invés de mim?

— Eu vi a raiva os olhos dele, Agente Morgan. – Respondeu Mateo. – Não estava pronto para ser xingado.

— Ele está realmente apaixonado, Senhor. – Respondeu Morgan. – E depois de tudo o que eles passaram acho coerente.

— Me chame de Mateo, Agente Morgan. – Disse Mateo. – E eles realente se completam.

— Sim. – Disse Morgan. – Vou passar o plano para a equipe.

Morgan saiu da sala e foi para a sala da equipe.

— Prestem muita atenção. – Falou Morgan quando estavam todos presentes. – Esse plano é para resgatarmos a Penelope.

— Ótimo. – Disse Rossi. – Revele para nós.

— Hotch vai se encontrar com o bandido no Chalé Betty em Roadshore as 15:35 da tarde. Ele vai estar com dinheiro, passagens, um documento falso, um corpo em decomposição e a gente seguindo ele o tempo todo em dois carros diferentes. A entrada do chalé tem duas câmeras. Abby vai nos ajudar causando um apagão nelas com uma queda providencial de energia. – Disse Morgan. – Um aviso vai ser emitido para todos os chalés avisando da queda de energia para um reparo falso na fiação elétrica. Os carros vão parar na entrada e Hotchner vai transportar o corpo até a entrada da casa. Ele vai estar com um chaveiro que também é protegido contra qualquer aparelho que possa interferir no sinal.

— Isso é realmente um plano? – Luke parecia se nenhuma esperança.

— Sim. – Morgan disse tão seco quanto chão no calor. – Quando ele convencer o babaca a se entregar a gente entra. E a gente salva a Penelope. Talvez o cara acabe morto e isso resolva os nossos problemas.

— Adorei esse plano. – Falou Rossi. – Estou pronto para isso.

— Então vamos. – Disse Morgan.

Dias Atuais...

— — Agente Rossi. – Falou o homem da corregedoria. – No que pensavam quando executaram esse plano?

— Na vida de uma colega e amiga pessoal de cada um de nós. – Respondeu Rossi. – Quando um amigo está com problemas você deve ajudar ele a superar e arriscar sua vida para salvar a dele.

Reid entrou logo depois de Rossi sair sem dar outras explicações

— O que aconteceu na cabana? – Perguntou o homem. – Agente Reid?

— Nós seguimos o plano, mas algo saiu do controle. – Respondeu Reid.

Uma semana antes...

" Hotch desligou o motor do carro e sentiu como um vento atravessasse sua espinha toda. Ele verificou a arma e o corpo já em decomposição na traseira do carro. Ele sabia que só havia aquela chance de encontrar sua Penelope.

A equipe se posicionou tão bem escondida quanto pode nas matas que cobriam o local. Não havia sinal de celular. Não havia como chamar reforços.

Hotch retirou o corpo do porta malas e entrou. A porta bateu e não ouve mais nada."

Hotch entrou se aproximou com o corpo.

— Sabe quantos favores tive que pedir para poder te entregar o corpo de bandeja? – Perguntou Hotch em tom de ironia. – Se vale de consolo estava enterrado em um bom lugar.

Erick o olhou fixamente. Não falou nem uma palavra.

— Cadê a Garcia? – Perguntou Hotch.

— Naquela sala. – Erick falou. – Acho que ainda está dormindo.

— É bom ela estar viva. – Falou Hotch. – Seu dinheiro está na aleta. Foi difícil trazer o corpo sozinho até a sala. Mesmo para um defunto em decomposição ele pesa.

— Você quer que eu me entregue? É por isso que marcou esse encontro? – Perguntou Erick.

— Um pouco sim, um pouco não. – Falou Hotch.

— O que isso significa? – Perguntou Erick já sem paciência.

— Uma parte minha quer que você reaja e eu tenha que dar um tiro em você. Não fatal, mas o suficiente para deixar a Penelope em segurança. – Disse Hotch. – A outra quer que você se renda sem fazer nada de estupido e consiga resgatar minha amada.

— Não vou me render fácil. – Disse Erick.

— A parte complicada é que não temos câmeras aqui. – Disse Hotch. – E eu poderia te matar e declarar legitima defesa.

— Com um tiro na testa? – Erick riu. – Não seria defesa pessoal.

— Alguns advogados contestariam sua versão. – Disse Hotch. – Eu provavelmente poderia dizer que a arma estava mirada para mim. E dar uns dois tiros e alegar defesa.

— Você não faria isso. – Disse Erick.

— Quando uma pessoa machuca alguém que a gente ama, essa pessoa pode ser morta. – Falou Hotch.

— Ela merece tudo o que ela ganhou. – Disse Erick. – Ela matou Floyd.

— Ela não matou Floyd, Erick. – Disse Hotch. – Ele se matou na cadeia. Ele tirou a própria vida. Ele provavelmente ficaria no corredor da morte por algum tempo e então morreria pior do que morreu.

— Ela abreviou isso. Poderíamos ter tido uma vida juntos. – Disse Erick olhando para o cadáver.

— Ele provavelmente te mataria e arranjaria um outro idiota para ajudá-lo. – Disse Hotch.

Erick provavelmente se mataria antes de se render.

— Ele não faria isso. – Disse Erick apontando a arma para a própria cabeça. Ele sabia que a hora tinha chegado.

— Você não quer tirar sua vida para vingar a dele, Erick. – Disse Hotch. – Não vale a pena morrer.

— Você vai dizer para meu pai que eu me matei? – Perguntou Erick. – Vai dizer o motivo?

— Talvez. – Disse Hotch.

— Você está gravando isso? –Perguntou Erick. – Ha alguém que pode dizer a ele que eu nunca o deixei de ama-lo?

— Provavelmente alguém dirá. – Disse Hotch. – Droga ele percebeu a câmera na abotoadura. – Pensou sozinho. – Que tal me passar a arma e talvez nós possamos chegar a um... – Hotch não conseguiu concluir. O som da arma foi tão forte que a equipe correu para a casa. – Acordo. – Terminou Hotch automaticamente depois de ver Erick no chão.

A porta veio a baixo com o chute sincronizado de Morgan e Rossi.

— Ei Hotch. – Disse Morgan. – O que foi aquilo?

— Ele... Ele se matou. – Falou Hotch.

— Diga que gravou. – Disse Rossi.

— Muito provável que tenha gravado. – Respondeu Hotch. – Tenho que achar a Penelope. – Falou Hotchner.

Ele saiu de perto da equipe abriu a porta de um quartinho nos fundos.

Hotch colocou um sorriso por ver sua garota, mesmo ela estando inconsciente.

— Conseguem uma ambulância? – Perguntou Hotch.

— Acho que posso pedir uma. – Disse Rossi tirando um telefone via satélite do porta malas. – É o melhor.

Rossi discou alguns números.

— Sim. Agente especial David Rossi. Preciso de uma ambulância no chalé Betty em Roadshore. – Falou Rossi quando a moça atendeu do outro lado. – Ela provavelmente foi drogada.

Hotch ficou ao lado de Penelope o tempo todo enquanto a ambulância não chegava. Ele considerava a possibilidade e que, se a ambulância não chegasse em de minutos ele mesmo levaria ela para o hospital. Felizmente a ambulância chegou cinco minutos antes. Eles imobilizaram Penelope e levaram para a Ambulância.

Ela foi colocada no melhor quarto do hospital que o FBI conseguiu com sua influência. O médico havia garantido que ela não havia sofrido nenhuma lesão e até mesmo a leve suspeita de estupro foi descartada. Hotch ficou ao lado dela durante a as 2 horas em que ela ficou desacordada e foi literalmente o primeiro ser vivo que ela viu quando ela acordou.

Hotch ficou contente por ela estar apenas com marcas nas mãos das algemas de plástico nos braços. Ele ficaria ali o tempo necessário para ela se recuperar. Ele sairia apenas para um banho e algumas hora de sono. Penelope nunca ficaria sozinha.

Dias atuais...

— Nós temos as imagens das câmeras do agente Hotchner. – Disse O homem da corregedoria. — Ele não vai ser punido. Mas eu quero saber porque a equipe não entrou com ele, Agente Jareau.

— Ele sabia exatamente o que fazer. – Disse JJ. – Ele tentou fazer Erick se render, mas Erick resolveu se matar.

— Então ele era apaixonado pelo Floyd? – Perguntou o homem da corregedoria.

— Ele era psicopata igual a ele. – Disse JJ. – Ele estudou o caso e ficou apaixonado por Floyd mesmo sabendo que o que ele tinha feito era horrível.

— Então para que ele queria o corpo e o dinheiro se ele iria se matar? – Perguntou o homem.

— Ele provavelmente queria ter uma despedida com o corpo do seu grande amigo. – Disse JJ. – Uma promessa que eles ficariam juntos onde quer que eles estivessem.

— Se matar era um meio de "se encontrar" com Floyd? – Perguntou o homem da corregedoria.

— No nosso meio isso comum. – Respondeu JJ. – Vemos isso todo dia.

JJ saiu e Prentiss foi a última a ser interrogada.

— Agente Prentiss. – Começou o homem. – O romance de Garcia e Hotchner atrapalha a equipe em algo?

Prentiss achou estranha aquela pergunta.

— Eles são perfeitos juntos. – Disse Prentiss. – Se respeitam no ambiente de trabalho. Trabalham como chefe e funcionaria e quando vão para casa esquecem os problemas do trabalham e conversam. Eles fazem as melhores festas. Eles estavam prestes a se casar quando ela foi sequestrada outra vez.

— Não respondeu minha pergunta Agente Prentiss. – Falou o homem da Corregedoria.

— Na verdade a pergunta que você deveria fazer é porque estamos aqui enquanto nós provavelmente deveríamos recebermos uma medalha por um resgate bem-sucedido. – Disse Prentiss. – Porque ninguém aqui tem culpa desse psicopata filho de uma puta ter resolvido acabar com a própria vida antes de acabar com a vida de uma agente supercompetente que é maravilhosa no que faz. O namoro dela com o Agente Hotchner só a fez melhor no trabalho. Ela ainda o chama de senhor no trabalho. – Prentiss se levantou e foi até a porta.

Antes de sair ela ainda disse algumas palavras.

— Quando ela foi baleada, a corregedoria também fez todas essas perguntas por causa de um registro da equipe encriptado. Eles perderam tempo investigando aquilo e ela foi atacada outra vez em sua casa. Ela tinha encriptado o registro da equipe por causa de um hacker alguns anos atrás e como resultado daquilo uma agente foi baleada e ela se sentiu culpada. – Prentiss parecia realmente zangada. – Felizmente ele foi morto e ela foi liberada das acusações. Vocês provavelmente deveriam ficar felizes por ela estar bem e não ficar fazendo perguntas ridículas. – Prentiss abriu a porta e saiu. Ela havia falado tudo que queria e se sentia bem com isso.

— Acho que encerramos por aqui. – Falou o homem da corregedoria.

A equipe se reuniu no hospital. Uma semana era o que Penelope precisaria passar no hospital e ela logo estaria de alta. Quando ela passou com a cadeira de rodas a equipe toda aplaudiu.

— Vai ter casamento? – Perguntou JJ.

— Vai sim. – Respondeu Hotch.

Garcia deu um sorriso e Hotch deu um beijo nela. Aplausos baixos foram dados. Eles realmente mereciam ser felizes.

Notas finais
Sim o casamento realmente vai acontecer no final. e eles vão ser realmente felizes.