Notas iniciais
Ola pessoal, fico feliz que depois de tanto tempo tenha aparecido pessoas interessadas nessa fic. E peço desculpas pela demora em postar algo. Eu realmente achei que estava morta, por isso não postava e também tem o fato de eu começar a escrever um cap e não conseguir terminar. Espero que gostem desse. Boa leitura e todos.

Visão Percy:

Agora eu já estava dentro de casa. Lá estavam eu e Annie que levava sua bolsa, provavelmente já estava com a intenção de dormir fora quando saiu de casa. Segurei em sua mão antes de entrar em casa, estava sentindo que ela não estava muito confiante e não era para menos.

—-- Percy, que bom que vocês chegaram. Imaginei que viessem para cá. E preparei um lanchinho. Minha mãe fala entusiasmada. ,

Logo em seguida vejo Annabeth desvencilhar sua mão da minha e ir correndo em direção da minha mãe, lhe dando um abraço apertado. Foi ai que percebi o quanto ela estava carente e precisava de um colo materno. Como as duas eram muito ligadas e elas se entendiam apenas com um olhar, uma correu para os braços da outra. Ultimamente Annie andava sentindo muita falta de sua mãe e isso estava a afetando emocionalmente.

—-- Vem aqui querida. Minha mãe fala retribuindo ao abraço.

—-- Me desculpe Sally, eu não queria atrapalhar. Eu só preciso desse abraço, prometo que não vou..... Annabeth falava aos soluços quando minha mãe resolve cortá-la.

—-- Não se preocupe, se lembra do que combinamos? Sempre que você precisar estarei aqui para lhe oferecer um colo. Minha mãe termina de falar, acariciando o rosto de Annabeth.

Em seguida vejo minha mãe arrastar Annie para o sofá e fazer com ela se deitasse em seu colo assim como quando erámos crianças e ela pegava no sono. Me sento ao seu lado olhando tudo de perto.

—-- Agora com um pouco mais de calma me conte o que aconteceu.

—-- Bem é que que...

Era visível a dificuldade que ela estava em falar do assunto. Vejo ela segurar o tempo todo sua correntinha de coruja. Queria lhe passar segurança, então resolvo fazer um cafuné em seus cabelos enquanto ela ficava deitada sobre o colo de minha mãe. Ela respira fundo e torna a falar.

—-- Eu briguei com o meu pai, ele está uma fera comigo. Quase rolou alguma agressão. Foi bem tenso. Nessa hora Annie se levanta para sentar, abaixando sua cabeça. Estava sentado ao seu lado e vejo suas bochechas ficarem levemente rosadas.

—-- Ei, não precisa se envergonhar. É normal pessoas brigarem. Minha mãe fala usando um tom compreensivo.

—-- Eu entendo Sally, mais é que meu pai falou coisas constrangedoras a meu respeito. Você já deve imaginar. Ele parece bem decepcionado comigo. Uma coisa na qual eu nunca quis que acontecesse.

—-- A minha conversa com ele não foi fácil porém, eu tentei amenizar as coisas. Só que seu pai ainda sofre muito por te de te criar sozinha, de um tempo a ele. As coisas não estão perdidas. Agora vou terminar de organizar a cozinha. Acho que vocês precisam de um tempo a sós. Sally falou dando uma piscadela para nós. A não pense que eu não reparei no seu hálito de álcool mocinha.

Não tinha dado outra, em seguida desse comentário vejo Annie corar e se encolher no sofá.

—-- Sua mãe é uma peça. Não tem como esconder nada dela. Eu não devida ter ido parar no primeiro bar da esquina. Isso foi irresponsável da minha parte.

—-- É verdade, mais as vezes precisamos extravasar.

—-- Sabe, estou começando a achar que andar sempre na linha não é a melhor opção. Eu sinto vontade a fazer coisas que jamais fiz. Sabe sinto falta de emoção na vida.

—-- Eu concordo com você. Eu acho que desde que sua mãe morreu você vem se cobrando de mais, chamando a responsabilidade para você. É muito peso para apenas uma pessoa carregar. Todos nós notamos essa mudança. Eu não quero Annie vida louca de volta, mais você podia ser mais flexível. Tem que deixar a vida te levar as vezes.

Isso é verdade, poucas pessoas da idade dela se preocupam com tantas coisas. Trabalho, estudo e ainda ajudar em casa. Pouco sobra tempo para ela relaxar e se divertir. E se algo dá errado, está lá o orgulho dela a auto criticando.

—-- Obrigada Percy. Você tem me mostrado como é viver a vida. Ela fala esboçando o primeiro sorriso da noite.

—-- Temos que ter um meio termo. Eu não estou certo. Só fico vadiando. Vem vamos subir, acho que precisamos relaxar um pouco. Tapa um Netflix?

—-- Claro, é o que eu mais quero. Relaxar e esquecer os problemas.

Subimos em direção ao meu quarto. Já tinha acontecido dela ficar para dormir em minha casa, porém meus hormônios não estavam tão aflorados e tinha nosso código de amizade que impedia um ao outro de invadir o seu espaço pessoal. Agora tudo era diferente, eu já não conseguia separar muito as coisas. O dia em que ela passou mal tive de ter um grande auto controle para não ultrapassar os limites de minha imaginação. Segundo Thalia desde que Annie terminou com o Luke ela sente uma tensão toda vez que ela vem falar comigo. Thalia também revelou que Annie sempre gostou de mim de outra forma, mais como percebeu que eu só olhava para garotas do estilo da Drew, resolveu reprimir esse sentimento e partir para outra. Eu sempre gostei muito da Annie, mais demorei muito para perceber que ela mexia com o meu lado homem também e não apenas com o garoto Percy.

O namoro com a Drew só mexia com Percy irresponsável de escola que quer aparecer e chamar atenção. Com Annie é diferente, com ela eu quero aprender coisas novas e ela me faz tentar dar o meu melhor nas coisas. E nessa última semana eu estava me sentindo extremamente atraído por ela e me pagava tendo pensamentos nada amigáveis com ela. Tudo ultrapassando os limites de uma amizade, mesmo a nossa sendo muito íntima. Eu queria muito tentar algo, mais tinha que ser no momento exato e sabia que agora ela precisava mais do amigo do que nunca. Deitei sobre a cama indicando o espaço que sobrou para que ela se deitasse.

Ela demora um pouco, mais acompanha meu movimento. Eu a abraço lateralmente e pego o controle da tv mudando para HDMI. Sinto ela se aconchegar em meu abraço, sua respiração ainda estava descompassada e vejo que ela precisava muito que eu lhe passasse segurança.

—-- Qual filme você deseja ver?

—-- Qual quer um que não seja de terror ou drama. Disso já basta minha vida. Ela fala se encolhendo mais em mim.

Já estava no meio do filme e percebo que Annie pega no sono. Sua cabeça repousava sobre meu peito e uma de suas mãos seguravam meu ombro. Ela dormia serena e tranquilamente. Seu rosto se mantinha relaxado, ela parecia um anjo. Vendo-a dessa forma me senti meio mal em ter investido em alguém como a Drew por tanto tempo. Era outra época da minha vida, porém eu tinha uma pessoa tão valiosa do meu lado não enxergava. Retiro seus óculos com cuidado do seu rosto para não acordá-la, em seguida pego sua mão com delicadeza e a coloco abraçando um travesseiro. Resolvo descer para cozinha e pagar um sanduiches para nós.

—-- E ai filho como Annie se encontra? Minha mãe fala sentando-se à mesa.

—-- Ela pegou no sono, acho que estava precisando. Eu só vim pegar um lanche.

—-- Filho fala a verdade para sua mãe. Você terminou mesmo com a Drew? Nesse momento vejo uma ansiedade em seus olhos.

—-- Claro mãe, porque a pergunta?

—-- Olha filho, só um cego não vê que Annie é apaixonada por você. Ela pode não falar abertamente sobre isso, mais demonstra em suas ações. Você é meu filho e eu não quero você metido em mais rolos ou que acabe por machuca-la. Ela é como uma segunda filha para mim, você sabe a princesa que não veio já que só tive filhos homens.

—-- Eu sei, só não entendi bem onde você quer chegar.

—-- Estou querendo dizer que, não quero filho meu metido com duas pessoas. Isso é errado e só machuca as pessoas envolvidas.

—-- Fica tranquila eu já resolvi meu lance com Drew. Ela não aceitou muito bem, mais faz parte. Sobre a Annie eu tenho que admitir que demorei muito para reparar em quanto ela é valiosa. Eu estou tentando mudar não apenas para o pai, mais também por ela. Quero provar que sou diferente do que as pessoas pesam e que posso ser fiel a uma amizade ou um amor.

—-- Filho sua mãe fica muito mais tranquila sabendo que você quer investir em um relacionamento sadio e verdadeiro. Pode ter certeza que todos esses anos cultivando essa linda amizade de vocês só fortaleceu essa relação e tudo o que nascer agora vai vir de uma base sólida e bem construída. Nesse caso eu te apoio incondicionalmente.

—-- Obrigado mãe. Acho que é minha deixa, antes que você possa me constranger ainda mais. Boa noite. Falo corando um pouco, afinal não era comum esse tipo de conversa entre nós.

—-- Durma bem e cuide bem dela.

Depois dessa conversa de mãe e filho um pouco embaraçosa, resolvo subir e tomar um bom banho. Meu quarto era uma suíte e tinha bastante espaço. Coloco os lanches sobre a escrivaninha e parto para o chuveiro. Água sempre foi uma coisa revigorante para mim e hoje não seria diferente. Resolvo por ficar apenas com uma bermuda já que hoje estava sentindo calor e era comum eu ficar assim em casa. Era como sentir um pouquinho da praia em mim. Meus cabelos ainda estavam molhados e eu não tinha nenhuma intenção e penteá-los. Isso dá trabalho e no meu caso raramente funciona. Estava prestes a pegar um sanduíche, quando olho para o lado vejo que Annie estava acordando. Seus olhos estavam vermelhos, seus cabelos completamente desgrenhados e com a roupa amassada. Ela estava com os cotovelos apoiados na cama e com corpo levemente inclinado para cima. A cara que ela fez de sonolência misturada com não estou enxergando nada estava muito fofa.

Sento na beirada da cama com a intenção de colocar seus óculos no lugar. Ela ainda me olha um pouco confusa, Annie não funciona bem ao acordar. Ela precisa de alguns minutos para se situar. Me aproximo devagar de seu rosto reposicionando seu óculos, ela leva alguns segundos para se acostumar com a mudança brusca na visão. Nesse momento nossas respirações estavam próximas quase se tornando uma só. Eu já não aguentava mais ficar apenas admirando sua beleza de longe sem poder tocá-la ou sentir como era ter tudo tão de perto. Uma de minhas mãos fazia leves carícias em sua bochecha enquanto a outra segurava delicadamente sua fina cintura. Vejo ela dar uma corada singela e desviar o olhar como sempre faz quando está nervosa. Uma de suas mãos estavam sobre meu peito como se ela quisesse me afastar ou estivesse insegura. Me aproximo ao máximo do seu corpo roçando de leve seus lábios no meu, sinto o quão macios são, o que só aumenta meu desejo de completar minhas ações. De repente algo estalou em minha cabeça e eu recuo bruscamente pensando em quão errado isso estava sendo. Respiro fundo e torno a falar, acho que tinha explicações para dar.

--- Eu lhe peço desculpas. Eu não devia ter feito isso.

--- Eu nem sei o que dizer. Acho que devemos esclarecer algumas coisas. Já é a segunda vez que quase nos beijamos. Annie fala extremamente envergonhada.

Eu não devia ter me descontrolado. Annie não está bem, ela encontra-se triste e muito magoada. É um momento delicado e eu sinto que ela está vulnerável. Da para ver que ela se encontra com a guarda baixa e eu estava sendo um completo idiota me aproveitando disso.

--- Você quer esquecer tudo isso que aconteceu entre nós? Ela fala se encolhendo na cama. Vejo seus que seus olhos estão marejados. Ai caiu a fixa do que minha mãe falou sobre ela gostar realmente de mim.

--- Jamais vou poder esquecer isso Annie, foram momentos que eu me senti completo. O problema é que estou descobrindo uma nova faze na minha vida e está difícil controlar minhas emoções.

--- Fico feliz que você esteja mudando, porém espero que tenha certeza do que está fazendo. Eu não quero que isso seja um passo em falso e que estremeça nossa amizade. Seu olhar agora era compreensivo e carinhoso.

Era por isso que nossa amizade era tão duradoura, ela é um anjo comigo. Sempre paciente e complacente, mesmo gostando de mim todo esse tempo ela nunca deixou de estar ao meu lado.

--- Só acho que temos que admitir que há uma grande tensão entre nós. Não podemos ficar sozinhos mais ou não vou conseguir me controlar um terceira vez.

--- Talvez não deve se controlar, deixe seu coração te guiar.

--- Pera ai? É você mesmo me dando conselho amoroso? Cadê a Annie toda cética e pragmática?

--- Não foi você mesmo que disse que tinha que me soltar mais?

--- Estou vendo que vou adorar conhecer esse seu outro lado.

--- A minha sugestão é que devemos deixar rolar. Eu tenho que admitir, eu estava adorando sua iniciativa. Acho que espero isso por muito tempo, está um pouco na cara não é?

--- Sim, mais não se preocupa quando for para ser será. Agora vem cá e me dê um abraço estou sentindo falta disso.

Ela me deu um abraço apertado como seu fosse escapar assim como da outra vez em sua casa. Agora as coisas faziam mais sentido, acho que ela tinha medo que eu voltasse com Drew. E depois de toda essa tensão com seu pai ela devia estar voltando a ter algumas de suas inseguranças da época de escola. Depois dessa conversa esclarecedora ela foi tomar um banho a acabamos por adormecer juntinhos. Lógico que em seguida de um evento como aquele não tinha mais como ser apenas uma dormida inocente, mais por hora eu tinha que agir dessa forma. Por ela, até que se sentisse segura e confiante de novo.

Notas finais
Continuem comentando é rapidinho. O que mais gostaram do capítulo? Alguma sugestão legal? Vamos conversar pelos comentários. Peço novamente desculpas pela demora. Obrigada a todos.