Mais ou Menos Amigos

9 Pequenos Detalhes São Essenciais Para Saber Sobre o Futuro


Notas iniciais
Eu quero adiantar que o próximo capítulo é o último da história. E não sei se vocês irão gostar do final mas eu irei fazer com todo carinho e amor. Ah, e o capítulo de hoje traz duas grandes revelações.

No dia anterior, na parte da tarde, o Henri estava agindo de uma forma muita estranha. Parecia estar em pânico, nervoso ... parecia que tinha aprontado algo. Torço para que não seja algo muito grave.

É por volta das 9h30min da manhã quando eu chego na casa do Henri. Aquele pânico dele de ontem eu ainda não engoli. Eu estou muito curioso pra saber o que é. Mas, pode não ser nada também. E esse "pode não ser nada" me deixa um pouco com medo porque eu posso estar fazendo um julgamento que pode estragar isso que está acontecendo entre a gente.

– Fê? O que faz aqui? — Ele está com uma cara de que acordou agora. Uma cara fofa (meu consciente ri de mim por causa desse "fofa").

– A gente precisa conversar sobre ontem — tento falar com pouco ar de seriedade mas é impossível.

– Okay. Mas você me deixou com medo agora — ele permite minha entrada em sua casa e me leva até seu quarto para conversarmos mais a vontade.

– Então ...

– Seguinte: ontem você estava, aparentemente, muito nervoso. Eu te perguntei a tarde toda o que era e você não me respondia. Ou você me fala agora o que aconteceu ou paramos por aqui. Não quero construir uma relação em cima de mentiras ou em cima falta de confiança — Sua feição muda. Ele passa a ficar sério e deixa seus olhos liberar o ar de medo que tem dentro dele.

Se passa alguns segundos e ele continua calado, me encarando. E eu decido tomar uma posição — Já que você não quer responder, então, terminamos aqui. Quando você decidir contar, você me avisa — eu caminho em direção á porta de seu quarto pra me retirar daquele lugar, porque é o que eu mais quero naquele momento, mas ele interrompe meus passos me segurando pelos braços, parecendo que vai responder.

– Certo, eu falo o que está acontecendo — ele respira fundo e, pelo visto, toma um gole de coragem pra me contar algo. Sinceramente, não estou preparado pra o que ele tem a me dizer — Anteontem, logo depois que você saiu de minha casa, eu fiquei com o Enzo, na casa dele.

– Você ta mentindo.

– Não estou, Fernando — não sei o que estou sentindo. Não sei o que sentir naquele momento. Acho que a vontade de ir embora dali é a única coisa que eu sinto.

– Você só ... ficaram? — meus olhos começam a lacrimejar. Mas eu não posso mostrar pra ele minha fraqueza, eu não posso.

– Nós transamos — ele começa a chorar, antes de mim — Me perdoe, Fernando, me perdoe. Foi maior que eu. Eu não consegui resistir. Não sei como que eu fiz aquilo ...

– Para — eu dou um grito de ódio e logo depois surge um leve sorriso no meu rosto, sem eu saber o porque — Não quero ouvir suas lamentações, seu desgraçado. Você fez a merda, agora não adianta mais. Não quero mais ouvir nada dessa tua boca imunda, que eu nem tenho ideia de onde ela passou naquele outro ridículo igual a você. Eu te ajudei, Henri. Eu te levantei pra vida, te trouxe pra um mundo melhor, mais alegre. Eu te mostrei o lado bom da vida de um adolescente, teu merda. Mas agora, eu vou te trazer pra aquele mundinho miserável em que você vivia antes de eu chegar em você.

– Por favor, Fê, não diz isso — choramingando, aquela desgraça humana implora pela piedade que ele nunca terá no resto de sua vida.

– Não me chama de "Fê", teu bosta — espero que com esse grito ele aceite a nova vida dele — De agora em diante, você esqueça que eu existo. Mas, não se preocupe, porque eu não vou te esquecer, porque será eu quem irei desgraçar com tua vida — ele começa a tossir.

– Pare de fingir. Ta achando que tem escrito em minha testa "otário"? — a tosse dele começa a ficar mais forte, mas, além disso, ele começa a cuspir sangue. Muito sangue. Ele acaba se ajoelhando e tossindo e saindo mais sangue de dentro dele.

Notas finais
Comecem a tirar suas conclusões.