Notas iniciais
Oi gente. Depois de alguns pedidos, resolvemos atender ao pedido de vocês por uma "maratona". Ou seja, de hoje Quarta feira até Sabado, você vão ter um capitulo por dia. Espero que curtam e preparem os corações.

Quinn abriu a porta e Rachel prendeu o ar por um segundo, olhando a loira de cima a baixo, enquanto tentava não pensar em quais eram as possibilidades de perderem o jantar naquela noite.

— Você está maravilhosa. – Rachel disse e pegou a mão da loira, se aproximando para lhe dar um beijo na bochecha.

— Obrigada. Aposto que você também. – Quinn sorriu.

— Perto de você? Ninguém vai nem olhar para mim.

— Você é famosa, eu não. – Quinn brincou.

— Ok. Talvez olhem pra mim. – Rachel riu – Vamos? O taxi já está esperando.

— Claro.

Quinn saiu, fechou a porta, e deixou que Rachel a guiasse até o elevador.

— Então, onde vamos?

— Surpresa.

— Rachel! – Quinn reclamou e a judia riu.

— Eu te conto quando chegarmos lá.

— Isso não é justo. – a garota fez bico e Rachel lhe deu um selinho.

— Prometo que não vamos demorar para chegar.

— Tá bem. – Quinn suspirou.

Rachel a ajudou a entrar no elevador e apertou o botão para o térreo.

— Quinn, você... Vai se importar se sair alguma coisa em alguma revista ou site por ai?

— O que?

— Sobre nós. Se algum paparazzi nos ver, podemos estar na capa de alguma revista amanhã.

— Eu não ligo pra essas coisas. Acho que você é prova o suficiente que nem tudo o que sai na mídia é verdadeiro. E não ligo para o que os outros pensam.

— Você é perfeita, Q.

— Por que não me importo? – brincou.

— Também. Mas você nem tem um motivo e acredita mais em mim do que pessoas que eu conheço há anos.

— Mas quanto dessa Rachel que eu conheço você já mostrou pra essas pessoas?

As portas do elevador abriram e Rachel ajudou Quinn a sair.

— Ninguém conhece a Rachel que você conhece. – a judia murmurou no ouvido da loira antes de abrir a porta do hotel e guia-la para fora, em direção ao taxi.

Rachel ajudou Quinn a entrar no carro, entrando logo depois e esticou um pedaço de papel para o motorista.

— Esse endereço.

— Rachel, não vai mesmo me contar pra onde vamos? – Quinn perguntou enquanto o motorista começava a se afastar do hotel.

— Não.

— Chata. – resmungou fazendo a Berry rir.

— Oh, você nem sabe o quanto. – brincou e deu um selinho na loira.

Vinte minutos depois o taxi parou em frente ao restaurante e Rachel sorriu.

— Chegamos.

— Finalmente! E onde estamos?

— No Exterior Lotus. Já ouviu falar?

— Se eu já ouvi falar? – Quinn deu uma risada fraca – Toda L.A. já ouviu falar do Lotus.

Rachel desceu do taxi após entregar o dinheiro ao taxista e ajudou Quinn a descer, a guiando pelo restaurante.

— Olá. Eu fiz uma reserva aqui mais cedo. Rachel Berry. – Rachel disse para a recepcionista, que sorriu para a morena.

— Claro. Me acompanhem.

A mulher levou as duas até uma mesa próxima a uma janela e Rachel puxou a cadeira para Quinn e a ajudou a sentar, antes de fazer o mesmo.

— O garçom já virá atende-las. – a recepcionista falou entregando um cardápio para Rachel e estendendo um para Quinn.

— Pode deixar. – Rachel disse o pegando.

Assim que a mulher se afastou Rachel aproximou sua cadeira da de Quinn.

— Então, você quer que eu te fale os pratos, escolha um, ou peça um cardápio em braile?

— Estou seriamente tentada a saber se você consegue escolher algo que me agrade. – Quinn brincou – Mas acho que vou preferir o cardápio em braile.

— Oh! Vamos lá. Me deixe escolher. – Rachel pediu – Vamos fazer assim: eu procuro um prato que acredito que você vai gostar e te digo o que tem nele, certo?

— Tudo bem, senhorita Berry. Vamos ver o que você consegue fazer.

— Hum... O que acha de um... Lemongrass Chicken Teriyaki?

— O que tem nele?

— Peito de frango, ervilhas e arroz.

— Parece bom. – Quinn sorriu.

— Esse então?

— Acertou em cheio, Rach.

Rachel sorriu e pegou a mão da loira por cima da mesa, após deixar o cardápio de lado.

— Eu já disse como você está linda, Quinn?

— Só umas quatro vezes desde que eu abri a porta do quarto. – a loira brincou.

— Bom, isso por que você está linda.

— Bem, não posso ficar com todos os créditos. Kitty e Santana me ajudaram a me arrumar.

— Com licença, senhoritas. – um garçom parou ao lado das duas – Já estão prontas para pedir?

— Claro. Vamos querer um Lemongrass Chicken Teriyaki para ela e um... Tuna Tartare pra mim.

— Alguma bebida?

— Vinho? – Rachel perguntou para Quinn.

— Vinho.

— Nos traga o melhor vinho que você tiver. – Rachel pediu.

— Já trarei seus pedidos.

— Ok. – Quinn sorriu.

— Kitty e Santana foram até o hotel? – Rachel perguntou franzindo a testa assim que o rapaz se afastou da mesa.

— Foram. – Quinn deu de ombros.

— E você disse que tínhamos um encontro?

— Algum problema?

— E se Kitty contar ao seu pai? – Rachel perguntou e Quinn riu.

— Não se preocupe, Rach. Eu vou lidar com o meu pai.

— Bem, se você diz. – Rachel deu um sorriso de lado.

— E como foi com os seus pais hoje a tarde?

— Tudo bem, na verdade. Meu pai estava bravo, mas papai estava mais pra preocupado. Conversei com a mãe da criança pelo telefone, e ela concordou em fazer o exame. Eu tirei sangue pouco antes de virmos pra cá, então, é só esperar. Dentro de dez, onze dias eu vou saber se a criança é minha ou não.

— Isso é bom. Tenho quase certeza que é um peso que você vai tirar das costas.

— Espero que sim.

— E essa mulher, o que ela disse?

— Nada demais, na verdade. Concordou em fazer o exame fácil demais. O que me deixou um pouco preocupada, pra ser realista.

— Você quer que esse filho seja seu, Rachel?

— Eu não sei, Quinn. – Rachel suspirou – Quero dizer, eu quero um filho. Mas não assim. Eu quero um filho com alguém que eu ame, sabe? Não parece idiota pra alguém que leva a vida como eu levava?

— Só o fato de o “levava” já estar no passado mostra que não Rachel. Sabe... Eu me pergunto o que fez você ficar daquele jeito.

— É uma longa história, Quinn.

— Nós temos tempo, certo? – Rachel suspirou e Quinn apertou de leve a mão da judia – É um assunto difícil pra você?

— Bastante, na verdade.

— Não precisa contar então, Rach. Não quero estragar essa noite.

— Na verdade... – Rachel deu uma risada fraca – Acho que vamos acabar falando disso em algum momento, então, porque não agora?

— A decisão é sua.

— Bem, na versão resumida da história, ser intersexual não era um problema na infância, por que ninguém sabia o que é isso. Mas quando os pais descobriam... Eu perdia amigos facilmente. Quando fiquei mais velha, entre a pré-adolescência e a adolescência, eu era motivo de risadas na escola. Sofria bullying constantemente, mas também vivia cheia de garotas dando em cima de mim. Nunca dei bola pra nenhuma delas. Até conhecer a Jéssica. Ela parecia diferente. Era tão bonita, nunca fez piada sobre mim e tinha aquele sorriso que, uau...

— Ela parece uma garota legal.

— Ela era. Mas então a chamei para sair. Ela aceitou e... Namoramos por quase um ano.

— O que houve?

— Perdi minha virgindade com ela. E no dia seguinte as piadas sobre minha situação eram mil vezes pior. As raspadinhas que eu levava todo dia pioraram. E uma foto minha corria pela escola.

— O que ela fez?

— Além de bater a foto enquanto eu dormia e espalhar por ai? – Rachel suspirou – Eu nunca deixei ela perceber quando eu ficava... Bem, em uma situação um pouco mais constrangedora. Tinha medo que ela fugisse. Com menos de um mês de namoro ela já tentava dormir comigo, mas eu sempre fugia de alguma maneira. A verdade é que ela duvidava que fosse verdade. Só estava comigo por que queria ter certeza. Eu obviamente terminei com ela. Pro meu desespero. enquanto ela ria e dizia que tudo bem, por que se eu não fizesse aquilo, ela faria.

— Que garota mais...

— É, eu sei. – Rachel a interrompeu, segurando a risada pela cara que Quinn havia feito – Depois que a gente terminou os podres começaram a aparecer. Ela já tinha me traído com mais da metade da escola. Tinha apostado com algumas amigas que me levava pra cama. E... – Rachel suspirou – Eu parei de querer saber depois disso. Quase entrei em depressão.

— E a foto?

— Meus pais entraram com um processo contra ela. A foto nunca foi parar na internet, só havia sido impressa, então foi consideravelmente fácil se livrar de todas.

— Eu sinto tanto, Rach.

— Foi difícil, realmente. Eu tinha quinze anos quando aconteceu. Alguns anos depois me mudei para New York e entrei em NYADA. Em menos de dois anos eu estrelei minha primeira peça of Broadway. Nunca mais me deixei me apaixonar de novo.

— E você era apaixonada por ela?

— Eu era.

— E acha que pode se apaixonar de novo?

— Eu espero que sim. Eu quero alguém que me deixe nervosa de novo, sabe? Que faça eu passar horas me arrumando para um encontro, que faça meu coração bater mais forte e que eu possa encarar por horas sem me cansar. Uma pessoa que me faça rir e esquecer meus problemas, mesmo que seja só por algumas horas. Alguém que me faça voltar pros eixos sem esforço. Que se preocupe comigo. – Rachel parou por um segundo, encarando Quinn – Alguém que me faça sentir todas essas coisas de livros românticos e um pouco mais. Por que são sentimentos indescritíveis. – a judia sussurrou – Alguém por quem eu me apaixone sem perceber. E que me ajude a superar o que Jéssica fez. Alguém em que eu confie o suficiente para contar... Tudo.

— Rach?

— Eu só tenho medo que esse alguém não se apaixone por mim. Não quero outra pessoa que só vai querer brincar com o que eu sinto.

— Você é uma ótima pessoa, Rachel. Seja lá quem for essa mulher que você procura, eu tenho certeza que vai se apaixonar também.

— Será, Q?

— É claro que vai.

— Você se apaixonaria?

— Senhoritas. – um garçom apareceu trazendo o vinho das duas e Rachel sorriu para ele, que as serviu e colocou a garrafa em cima da mesa – A comida chegará em poucos minutos.

— Tudo bem, obrigada.

O rapaz se afastou e Rachel olhou para Quinn, que estava vermelha.

— Então, Quinn, como eu dizia, quero alguém com quem eu vá sair de mãos dadas por ai e apresentar como minha namorada para mídia por que eu realmente gosto dessa pessoa. – Rachel resolveu ignorar o fato de que Quinn não havia lhe respondido. Talvez as bochechas coradas fossem sua resposta – Alguém que não ligue pro fato de eu ser famosa, mas que também saiba aceitar se eu precisar beijar outra pessoa em cena, ou algo do tipo.

— Rachel, isso tudo são coisas que se resolve, sabe? Por mais ciumenta que a pessoa seja, é seu trabalho. E se ela gosta de você, vai entender.

— Eu sei. – Rachel sorriu e deu um beijo de leve na mão de Quinn – E você, Quinn? O que você procura em uma pessoa?

— Sendo bem realista, Rachel, eu só quero alguém que eu ame e que me ame também.

Rachel encarou a loira e sorriu, colocando uma mecha do cabelo dela para trás da orelha e fazendo um carinho de leve na bochecha da loira.

— Rachel? – Quinn sussurrou.

Ao invés de responder, a judia se aproximou de Quinn e a beijou. A loira sorriu sobre os lábios da menor, correspondendo ao beijo da Berry com vontade.

— Por que, exatamente, estamos falando do que procuramos em uma pessoa como se não estivéssemos em um encontro? – Rachel brincou, se afastando um pouco da loira, e Quinn riu.

— Bem, sendo um encontro, sobre o que deveríamos falar, senhorita Berry?

— Eu não sei. Faz anos que eu não tenho um. – Rachel riu.

A judia segurou a mão de Quinn e sorriu a olhando.

— Rach?

— Oi.

— Você tá me encarando de novo.

— Eu sei. É que você é tão bonita que é impossível não ficar olhando.

— E agora você tá me deixando com vergonha. – Quinn riu fraco.

— Com licença. – o garçom parou ao lado da mesa e colocou um prato na frente de cada uma – Desejam mais alguma coisa?

— Por enquanto só. – Rachel respondeu.

— Bom apetite.

O rapaz se afastou e Rachel segurou as mãos de Quinn, a guiando pela mesa.

— Aqui estão os talheres. Aqui o prato e aqui... Sua taça.

— Obrigada, Rachel. – Quinn sorriu, mas a judia não soltou suas mãos – Rachel?

— Desculpe. – Rachel se ajeitou na cadeira, soltando as mãos da loira e se concentrando em seu próprio prato.

— Você está bem?

— Estou. Claro. – Rachel respondeu entre uma garfada e outra – Então, o que Santana e Kitty falaram sobre estarmos saindo?

— Santana ficou bem animada, na verdade.

— Tenho a aprovação da melhor amiga. Um ponto pra mim. – Rachel brincou – E Kitty?

— E o que seus pais falaram sobre isso?

— Quinn? – Rachel a encarou, franzindo a testa.

— Kitty só... – Quinn suspirou – Ela ficou feliz por nós, Rach.

— Por que eu tenho a impressão de que não é verdade?

— Rachel, Kitty é sua fã.

— E?

— O que você acha que metade dos seus fãs querem?

— Do que é que... Oh! Sério? Kitty?

— Não diga pra ela que eu te contei, tá bem? Ela vai me matar se souber.

— Claro. Pode deixar. – Rachel sorriu – Mas, Kitty?

— Eu sei. – Quinn riu – Mas isso é só coisa boba de fã adolescente.

— Ou talvez as Fabray não resistam a mim.

— Talvez você esteja sonhando alto demais. – Quinn riu e Rachel lhe deu a língua, lembrando logo em seguida que a garota não veria e balançou a cabeça negativamente para si mesma.

— Chata.

— Mas você me adora.

— E você me adora. – Rachel deu um sorriso de lado.

As duas continuaram comendo entre conversas e brincadeiras, e várias vezes a judia se pegou encarando a loira a sua frente.

Rachel lembrava de como havia se sentido quando começou a sair com Jéssica. Era exatamente assim.

A vontade de tocar a garota o tempo todo, de faze-la sorrir. Mas com Quinn tinha algo a mais. Ela queria parar o tempo ali.

Não queria correr o risco de que, quando saíssem dali, a garota não quisesse um segundo encontro. Que ela não quisesse seus beijos. Que não a quisesse.

— Rachel, você tá fazendo de novo. – Quinn brincou comendo o último pedaço da sua sobremesa.

— Namora comigo? – Rachel perguntou, arregalando os olhos para si mesma no segundo em que as palavras saíram da sua boca.

— O que? – Quinn gaguejou.

— Eu... Eu disse... – Rachel respirou fundo e olhou novamente para a garota a sua frente. – Namora comigo, Quinn? – pediu – Seja minha namorada. Minha gar...

— Rachel. – Quinn a interrompeu – Você está falando serio?

— É claro que sim! Eu... Eu posso ir até falar com seu pai, se você quiser. Sei que as chances de eu acabar sendo colocada pra fora do café são grandes, mas eu posso tentar.

— Rachel, você mora em New York. São, tipo, horas de lá pra cá.

— Teremos um relacionamento a distância. Podemos fazer isso.

— Nós duas sabemos que com você morando lá e eu aqui... Vai sair coisas sobre você na mídia das quais eu não vou gostar, e não vamos poder resolver pessoalmente. Você...

— Eu pego um avião todo dia pra te ver se for preciso, Quinn. – Rachel a interrompeu – Eu faço o que você quiser pra gente ficar juntas.

— Nós nos conhecemos há menos de uma semana, Rach. Você tem certeza do que está dizendo?

— Eu mudaria pra cá agora mesmo se isso fosse possível, mas não posso quebrar meu contrato com o Jesse. Mas... Eu posso tirar todas as minhas férias e folgas atrasadas pra ficar um tempo aqui com você.

— Você tem a possibilidade de um filho em New York. Não pode fazer isso.

— Pelos próximos dez dias. Depois disso eu volto e... Se o filho for mesmo meu nós pensamos juntas no que fazer. – Rachel respirou fundo – Quinn, se você não gosta de mim desse jeito... Ou o suficiente pra tentar, tudo bem. É só dizer que não. Mas, se você quiser isso também, eu vou fazer tudo o que eu puder e um pouco mais pra gente ficar juntas. Seja aqui, em New York, em outro pais ou outro continente, podemos fazer isso dar certo. É só querer.

— Você tem certeza que consegue lidar com um relacionamento a distância? Por que... – Quinn riu fraco – Eu quero, Rachel. De verdade. Mas...

— Mas...?

— Não acho que os últimos anos da sua vida precisam ser citados aqui, não é?

— Eu não vou te trair, Quinn. – Rachel se aproximou da loira, segurando suas mãos – Eu não vou mentir pra você, não planejava te pedir em namoro quando saímos do hotel. Mas quando começamos a falar sobre... O que procuramos em alguém... – Rachel sorriu e soltou uma das mãos de Quinn para fazer um carinho de leve na bochecha da garota – É você, Quinn. Eu sei disso. E se você dizer que aceita... Eu vou fazer isso dar certo, custe o que custar.

— Sim. – Quinn murmurou e Rachel sorriu.

— Sim?

— Sim, Rachel, eu aceito ser sua namorada. E...

Quinn foi interrompida pelos lábios da judia nos seus, e sorriu, passando os braços pelo pescoço da menor.

— Eu prometo que vou te fazer feliz, Q. – Rachel sussurrou se afastando um pouco da loira – E eu tenho a leve impressão que o mundo vai saber disso amanhã de manhã.

— O que?

— Tem um paparazzi batendo fotos nossa agora mesmo. – riu.

— Bom, me lembre de ligar e contar pra Kitty ainda hoje, então, ou ela vai ficar muito brava por não saber diretamente por mim.

— Eu tenho uma ideia melhor. – a judia deu um sorriso malicioso, se afastando da Fabray, e chamou o garçom mais próximo.

— Pois não?

— Você pode me arrumar uma caneta e um pedaço de papel, por favor?

— Claro. Só um instante. – o rapaz disse se afastando da mesa.

— O que você vai fazer?

— Vou garantir que ninguém saiba quem você é por enquanto, ou, acredite em mim, algum fã vai acabar indo atrás de você.

— Eu deveria perguntar como?

— Alguns são loucos, Quinn.

— Não, como você vai garantir que ninguém vai saber quem eu sou?

— Ah! Você vai ver.

— Hum... Eu acho que não. – Quinn riu.

— Senhorita. – o garçom entregou um pequeno bloquinho a Rachel e uma caneta.

— Obrigada. – a judia sorriu.

— Desejam mais alguma coisa?

— Eu não. Quinn?

— Não, estou bem.

— Bom, nos traga a conta, então.

O rapaz acenou e se afastou, enquanto Rachel se inclinava sobre a mesa para escrever no papel.

— Rachel?

— Estou escrevendo uma coisa pra ele. Espera aí... Ok.

— O que você escreveu?

— Me encontre na entrada do restaurante. Tenho uma ótima, em letras maiúsculas, história pra você.

— Rachel, o que vai fazer?

— Subornar o garoto, é claro. – Rachel riu antes de virar para a janela e mostrar o bilhete para o rapaz, que franziu a testa, mas acenou positivamente.

Ele não tinha nada a perder, afinal.

— Garoto?

— É. Ele não tem mais do que dezessete anos.

O garçom voltou com a conta logo depois, e Rachel a pagou e devolveu o bloco e a caneta para ele, tirando a folha que tinha usado e agradecendo antes de levantar.

— Vamos, Q? – chamou estendendo a mão para Quinn.

A loira levantou e Rachel entrelaçou seus braços, caminhando calmamente até a saída do restaurante.

Assim que saíram a judia avistou o paparazzi, com a câmera no pescoço e uma expressão nervosa.

— Chama um taxi em cinco minutos. – avisou ao manobrista que acenou positivamente, e fez um gesto para que o garoto com a câmera se aproximasse.

Hesitante, o garoto parou em frente as duas, respirando fundo.

— Senhorita Berry. – o rapaz gaguejou.

— Olá. Você é...?

— John. John Smith.

— Certo, John. Pra onde você pretende vender essas fotos?

— Eu não... Pretendo vender.

— Então...?

— Eu... Tenho um blog sobre famosos. As fotos são só pra lá.

— Certo. Bem, antes de mais nada eu gostaria de te apresentar minha namorada, Quinn.

— Muito prazer. – o rapaz estendeu a mão para loira.

— Q, eles está estendendo a mão.

— Oh! – Quinn rapidamente esticou a mão, procurando pela do rapaz que a segurou, franzindo a testa – Muito prazer.

— Enfim, gostaríamos de poder manter a identidade dela em segredo, por enquanto, então se você puder não publicar as fotos em que apareça o rosto dela, eu ficaria grata.

— Claro. Mas... Hum... Eu posso falar sobre... Essa conversa? Confirmar que ela é sua namorada, e tudo mais?

— Vou fazer melhor, John. O que você diz de... Eu te passo o e-mail da minha assistente e assim que essas fotos forem para o blog você manda o link para ela. Se não der para ver o rosto de Quinn em nenhuma, você pode não só falar sobre essa conversa, como marcamos uma entrevista para a próxima vez que eu vier a L.A. O que acha?

— Parece ótimo. Uau. Eu... Nem sei como agradecer.

— Só tome cuidado com as fotos que tirou, e nós nos entendemos, certo?

— Claro. Vai ser uma honra entrevista-la futuramente, senhorita Berry.

— Não é nada. Então, onde eu posso anotar o e-mail?

O rapaz rapidamente abriu um aplicativo no celular e estendeu para a garota, que anotou o e-mail de sua assistente e sorriu para John.

— Posso te pedir mais um favor? – pediu entregando o celular ao rapaz.

— Claro!

— Espera até amanhã a tarde para postar sobre isso, está bem?

— Certo.

— Ótimo. Obrigada, John.

— Obrigada você, senhorita Berry. Quinn.

— John. – a loira sorriu.

O rapaz se afastou com um sorriso no rosto e Rachel e Quinn voltaram para perto do manobrista, que já as esperava do lado de um taxi.

— Você não vai dar essa entrevista, não é?

— É claro que vou! Se ele cumprir a parte dele do acordo, não vejo por que não. E ele parece um bom rapaz.

Rachel ajudou Quinn a entrar no carro, entrando logo em seguida e dando o nome do hotel para o motorista, que começou a dirigir no segundo seguinte.

Durante o caminho as duas conversaram sobre algumas amenidades como o fato de que Quinn conheceria os sogros no dia seguinte, e que Rachel estava mesmo disposta a conversar com Russel sobre estar namorando a loira.

Quando chegaram em frente ao hotel Rachel pagou o taxista e ajudou a loira a sair do carro, a guiando hotel a dentro em direção ao elevador.

— Então, você fica aqui. – Rachel disse quando chegaram em frente ao quarto da loira, passando os braços pela cintura dela.

— Eu me diverti hoje, Rach. – Quinn sorriu e passou os braços pelo pescoço da judia.

— Eu também, Q.

— Então, nos vemos amanhã de manhã?

— Claro. Passo aqui as oito.

— Ok. – Quinn se inclinou e beijou a judia antes de solta-la e destrancar a porta do quarto – Boa noite, Rach.

— Boa noite, Quinn.

Quando a loira fechou a porta, tinha um sorriso no rosto. E Rachel só não saiu dançando pelo corredor por que sabia que o quarto de Jane ficava naquele andar, e a garota poderia aparecer a qualquer momento.

Notas finais
Então? Vocês já sabem o que fazer. Comentem, queremos saber o que vocês acharam? Sera que o Jonh vai manter o acordo? Ate amanha então.