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55 Capitulo 55 - Casais
Notas iniciais
Rachel se encarou no espelho e respirou fundo, sorrindo.
O nervosismo estava lhe corroendo desde a noite anterior, quando Santana e Kitty praticamente sequestraram sua noiva para uma despedida de solteiro. É claro que Demi e Blaine também garantiram a sua, mas a judia mal tinha aproveitado a noite.
As duas não tinham se visto ou se falado desde então, e isso não estava colaborando para a falta de calma da judia.
— Rachel. – Leroy entrou no quarto e sorriu para a filha – Você está linda.
— O senhor já viu a Quinn? – perguntou, ansiosa, e Leroy riu.
— Não, não vi. Mas pela cara de choro do seu sogro quando saiu do quarto dela, ela está tão linda quanto você.
Rachel suspirou, sentando no sofá ali presente com cuidado para não amassar o vestido.
Faziam três meses que Kathy morava com ela e Quinn. Três meses que as três eram uma família completa.
E, ainda assim, a judia morria de medo que Quinn fosse abandona-la no altar na última hora.
***
— Fabray, todo mundo sabe que sua mulher já foi uma galinha de mão cheia. Mas ela não te abandonaria no altar. Então faz o favor de sossegar essa sua bunda e barriga enormes, por favor.
Quinn respirou fundo e virou para Santana, que engoliu em seco.
— Lopez, todo mundo sabe que você é apaixonada pela Brittany e que é reciproco. Então faz o favor de tomar vergonha nessa cara e ir falar com ela, por favor.
— Tudo bem. Entendi. Continua furando o chão aí.
Quinn suspirou e sentou do lado da latina.
— E se ela desistir?
— Ah, me poupe, Fabray. Quem deveria desistir é você. Quem ia querer passar a vida com a Berry?
Quinn respirou fundo e sorriu, soltando uma risada fraca.
— Eu com certeza quero.
***
— Eu aceito. – Rachel respondeu com um sorriso rasgando seu rosto.
— Pelo poder concedido a mim, eu as declaro casadas. Pode beijar a noiva.
Rachel passou os braços em torno da cintura de Quinn, sentindo os braços da esposa em torno de seu pescoço enquanto a beijava, arrancando aplausos e gritos dos convidados ali presentes.
— Minha esposa. – Rachel murmurou contra a boca de Quinn, sorrindo, enquanto parecia saborear as palavras.
— Esposa. Isso soa tão bem. – Quinn sorria.
As duas se afastaram e Quinn enganchou o braço no de Rachel, virando de frente para os convidados enquanto eram aplaudidas por todos.
— E pela primeira vez, as senhoras Fabray-Berry. – o cerimonialista anunciou e as duas começaram a andar para fora do salão, com um sorriso no rosto, enquanto sentiam a chuva de arroz em cima de si.
Assim que saíram da vista de todos, Rachel puxou Quinn para si, a beijando com vontade e sendo retribuída na mesma intensidade.
— Eu nem posso acreditar que agora você é legalmente minha. – Quinn murmurou.
— Eu sempre fui sua, meu amor.
— Mães! – Kathy gritou e as duas viraram para a garota sorrindo.
— Eu tentei impedir, mas essa garota é rápida. – Hiram brincou, fazendo as duas rirem enquanto Quinn pegava a filha no colo.
— Hey, pequena. O que achou do casamento? – Rachel perguntou.
— Demorado. – reclamou fazendo as duas rirem.
— Mas pelo menos agora tem festa. – Quinn brincou.
— Eu gosto de festa. – Kathy sorriu.
— Então porque não sobe com o seu avô, e a gente te encontra lá daqui a pouco, heim?
— Tá bom!
Kathy praticamente pulou no colo do avô, que riu e parabenizou a filha e a nora pelo casamento antes de subir de volta para o salão.
As duas seguiram para fora do salão acompanhadas do fotografo, e depois de quase meia hora tirando fotos por ali, o fotografo saiu na frente, as deixando ter um momento sozinhas.
— Finalmente. – Rachel sorriu, dando um selinho na loira.
— E então, como foi sua despedida de solteira ontem?
— Uma verdadeira droga. Minha cabeça estava no que você tava fazendo o tempo todo. – disse fazendo Quinn rir – E a sua?
— Oh, a minha foi muito boa.
— Foi, é?
— Foi sim. Fomos pra casa da San e passamos a noite com besteiras e filmes.
— Serio? Só isso?
— Rachel, olha o meu tamanho. – Quinn riu, passando a mão pela barriga de sete meses – O que mais você achou que faríamos?
— Eu realmente pensei em strippers e coisas do gênero. – disse fazendo Quinn rir.
— E você teve isso?
— Blaine bem que queria, mas Demi anda responsável demais pra essas coisas. – Rachel brincou – Tivemos uma noite de jogos e pouco bebida.
Quinn sorriu e abraçou a noiva.
— Eu estou tão feliz que mal posso por em palavras. – Rachel murmurou.
— Eu sei como se sente.
— O que acha de voltarmos? – Rachel perguntou – Já devem estar sentindo nossa falta.
— Claro, vamos.
As duas começaram a andar de mãos dadas lentamente de volta para o salão.
Quando estavam na metade do caminho Quinn parou, fazendo Rachel franzir a testa.
— Q?
— Escuta. – mandou e Rachel procurou por algum barulho, até ouvir sussurros.
— O que...?
— Vem.
As duas caminharam em silêncio até um dos vários jardins que tinha ali, e Rachel sorriu, as escondendo atrás de uma arvore quando percebeu o que acontecia.
— Esse clima é realmente incrível. Eu amo casamentos. – Brittany falou.
— É, é um clima bacana. – Santana falou.
— Você não pretende casar, San?
— É claro que pretendo, um dia. Mas... Não sei se a garota que eu quero vai me querer. E você? Pretende casar?
— Claro que sim. Só não sei se você vai ter coragem de pedir.
— Como é? – Santana encarou a loira de boca aberta.
— Demi me deve cinquentinha. – Rachel murmurou.
— E Kitty me deve dez. – Quinn segurou a risada.
— Qual é, San? – Brittany riu fraco, se aproximando da garota – Nós duas sabemos que queremos. Eu só não entendi porque você nunca tomou uma atitude.
— Eu... Você... Você... Você me quer? – Santana parecia chocada, e Brittany continuava sorrindo cada vez mais – Tipo, você tá falando sério mesmo?
— Cara, sua amiga é burra ou só se faz?
— Porque eu brincaria?
— Se a Santana não beijar agora, eu bato nela. – Quinn murmurou.
— Então... Você...
— Santana, só cala a boca.
Brittany se aproximou de Santana, a puxando para si lentamente e a beijando com calma.
— Demi me deve mais vinte. – Rachel disse fazendo Quinn rir.
***
— Mas eu queria ir. – Kathy reclamou, de braços cruzados, fazendo Rachel suspirar.
— Pequena, você não pode ir nessa viagem com a gente. É coisa de gente grande.
— Eu não quero que vocês me deixem. – a garota murmurou e Quinn sentiu o peito apertar.
A festa já rolava há algumas horas, e quando Kathy ouviu o casal falando sobre a viagem que fariam na lua de mel, logo perguntou quando as três iriam.
Agora as três estavam em uma mesa reservada para as duas, Rachel com a garota no colo, tentando explicar que ela não poderia acompanha-las dessa vez.
— Nós nunca vamos te deixar, meu anjinho. – Quinn falou.
— Então porque não vão me levar?
— É complicado, Kathy. Você ainda é muito nova pra saber dessas coisas.
— Sério, Rachel. Essa é a explicação que vai dar pra ela? – Quinn reclamou.
— Quer que eu diga o que?
— Que vai me levar! – Kathy resmungou e Quinn sorriu.
— Pequena, essa é uma viagem pra eu e a Rachel resolvermos algumas coisas sobre estarmos casadas. A gente vai estar ocupada praticamente o tempo todo. Você não ia gostar.
— Mas eu quero ficar com vocês.
— Mas você vai ficar na casa dos seus avos com a tia Kitty. Você gosta tanto da tia Kitty...
— Mas e se vocês não voltarem?
— A gente promete que vai voltar logo, meu anjo. São só duas semanas. Vai passar rapidinho.
— Vocês prometem?
— Prometemos.
Kathy abraçou o pescoço de Rachel, que sorriu.
— Eu amo vocês.
— Nós também amamos você, anjinho. – Quinn respondeu.
Kathy pulou do colo de Rachel e foi até Quinn, fazendo um carinho de leve na barriga da loira antes de dar um beijo no vestido branco.
— Eu amo você também, irmãozinho.
Kathy voltou a correr pelo salão, deixando Quinn e Rachel com um sorriso no rosto.
— Nós temos uma filha incrível, Quinn.
— Eu sei. Ela é maravilhosa. – Quinn sorriu – Eu tenho um presente de casamento pra você, Rach.
— Aposto que só pode me entregar ele em particular. – Rachel deu um sorriso malicioso e Quinn riu.
— Não é nada disso. Chama a minha mãe pra mim. Tá na hora de te entregar ele. – mandou dando um selinho na noiva.
Pouco depois todos os convidados observavam as duas em cima do pequeno palco improvisado, onde estava a mesa com o bolo, dentre outras coisas.
— Então... Antes de cortar o bolo, estourar champanhe e tudo o mais... – Quinn sorriu, estendendo a caixinha que segurava para Rachel.
A judia a pegou depois de dar um selinho na loira e abriu com calma.
O conteúdo dentro dela a fez franzir a testa, antes de arregalar os olhos.
— Quando você descobriu? – murmurou.
— Há uns dias, no último ultrassom.
— O que tem aí, Rachel? – Blaine gritou.
— Não pergunta, Blaine. Aposto que é alguma coisa pra elas usarem essa noite. – Demi brincou, recebendo um tapa de Ally, que carregava a filha mais nova das duas, com a mais velha ao lado.
Desde que as duas tinham oficialmente adotado Amanda e a pequena Valentina – nome escolhido por Amanda – as coisas estavam indo muito bem para elas. Amanda era quase uma terceira mãe na vida da criança, já que Ally e Demi permitiam que ela opinasse em todas as decisões importantes sobre a pequena, e pretendiam continuar assim pelo resto da vida, afinal, Amanda poderia nunca ser chamada de mãe, mas ela era e tinha esse direito.
Rachel revirou os olhos mas sorriu, virando o presente que ninguém além dela saberia realmente o que era: um par de sapatinhos azuis com uma plaquinha escrita “It’s a boy” logo em cima.
— É um garoto! – gritou para os convidados, que começaram a gritar com a notícia.
Rachel deixou a caixa em cima da mesa, ao lado do bolo, antes de abraçar Quinn, lhe beijando apaixonadamente.
— Nós temos o nosso casal.
— Um de cada pra dar trabalho. – Rachel sorriu – Obrigada por me fazer a mulher mais feliz desse mundo.
— Não agradeça, Rach. Até porque a mulher mais feliz desse mundo sou eu.
— Eu amo você.
— Eu te amo mais.
***
— E aí, cunhadinha? – Kitty parou ao lado de Rachel e Quinn na mesa das duas, horas depois, já de madrugada.
— E aí, Kitty? Porque eu tenho a impressão de que você quer algo?
— Porque tá passando tempo demais com a Quinn. – disse fazendo as duas rirem – Você pode nos dar licença um pouquinho? Eu queria conversar com a minha irmã.
— Claro. – Rachel sorriu e deu um beijo na bochecha da noiva antes de levantar – Não a deixe nervosa.
— Faz mal pro bebê. É, você fala isso sempre. Vaza daqui.
Rachel saiu rindo e Kitty sentou ao lado da irmã, que arqueou a sobrancelha para ela.
— Parece serio. O que houve, KitKat?
— Q... Você sabe como eu fiquei mal quando o Sam foi um babaca comigo, né? E como eu pensei que nunca ia querer outra pessoa desse jeito na minha vida de novo...
— Infelizmente, eu sei sim. – Quinn suspirou – Você não resolveu dar uma chance pra ele, não é?
— Bom, na verdade... Você também sabe como Marley esteve do meu lado esse tempo todo, né?
Quinn sorriu, pegando a mão da irmã em cima da mesa e apertando de leve.
— É só me dizer, Kitty.
— Eu e Marley temos ficado há alguns dias e... Ela meio que me pediu em namoro.
— E você aceitou.
— É claro! Se você pudesse ver aquela garota saberia que nem teria como dizer não. – disse fazendo Quinn rir.
— Eu fico feliz por você, Kitty.
— Sério?
— Claro que sim! Marley é uma pessoa incrível, e eu tenho certeza que ela vai te fazer muito feliz. E se não fizer eu dou um jeito nela. – brincou, fazendo Kitty rir – Você merece alguém que te faça feliz, Kitty.
Kitty sorriu e abraçou a irmã, deixando um beijo de leve em sua bochecha.
— Obrigada, Quinn. Você sabe como o seu apoio é superimportante pra mim.
— Sempre, KitKat. – sorriu – Senhor Fabray já está sabendo disso?
— Ainda não. Quero Marley fora de perigo por mais um tempo. – brincou.
— E a mamãe? – Quinn perguntou rindo.
— Dona Judy sempre sabe de tudo antes da gente contar, mas eu falei com ela pouco antes do casamento começar. Logo depois de Marley pedir, na verdade.
— Espero que ela cuide bem de você.
— Pode deixar que eu vou. – Marley disse, parando atrás da cadeira de Kitty e sorrindo – Então, Quinn... Sem nenhuma ameaça?
— Eu não ameaço, Rose. Eu simplesmente faço se machucar ela.
— Eu não vou, pode ter certeza. – Marley sorriu, se inclinando para dar um beijo na bochecha de Kitty – Vamos dançar?
— Claro. Até mais, Q.
— Até.
***
— Q. – Kitty parou ao lado da irmã e de Rachel, que dançavam uma música lenta – Tá na hora de ir se trocar. Você também, Berry.
— Mas já?
— Sim senhoras. Não vão querer perder o voo.
— Claro que não. – Quinn se afastou de Rachel e lhe deu um selinho – Nos vemos logo.
— Nos vemos logo. E, Quinn, espero que não esteja levando muitas roupas. Não vamos usar nenhuma na maior parte do tempo.
— Nojento, Berry. – Kitty reclamou – Serio, é minha irmã
— E o que você acha que rola numa lua de mel, Kitty?
— Na de vocês? Qualquer coisa, menos isso. – falou puxando Quinn para longe.
— Você fala como se você não fizesse nada. – Quinn brincou quando as duas entraram no quarto onde Quinn se trocaria.
— De onde você tirou que eu faço alguma coisa, Lucy? – Kitty reclamou, vermelha.
— Eu te conheço, Kitty. – Quinn riu – E pode até não estar fazendo ainda, mas dá pra sentir a tenção entre você e Marley.
— O que quer dizer?
Quinn apenas sorriu e balançou a cabeça negativamente.
— Então, cadê minha roupa?
Pouco menos de uma hora depois, Quinn e Rachel se encontraram na frente do salão, com todos os convidados as observando.
— Você está linda. – Rachel sorriu.
— Eu aposto que você também. – Quinn disse e lhe deu um selinho.
Kathy correu, abraçando as pernas das duas, e Rachel se abaixou para pega-la no colo.
— Você vai ficar bem, não é, pequena?
— Vou, né. – murmurou fazendo as duas rirem.
— E se a gente trouxer presente? – Quinn brincou.
— Mesmo?
— Um monte deles. – Rachel disse.
— Não demorem muito lá! – Kathy mandou e Rachel deu um beijo em sua bochecha, enquanto Quinn beijava a outra.
— Nós prometemos, pequena.
Judy se aproximou das duas, pegando a neta no colo e se despedindo delas.
Depois de mais alguns tchaus, as duas entraram no carro que as esperava, já com suas bagagens, e Rachel sorriu para Quinn, puxando a esposa para que se aconchegasse contra ela.
— Esse dia foi mil vezes melhor do que eu pensei que seria. – Quinn murmurou.
— Bom, a única parte em que eu estava pensando era o seu sim, então, é, foi bem melhor.
— Eu amo você, Rachel.
— Eu amo você, Quinn. E agora eu tenho o prazer de poder dizer que vou te provar isso todos os dias, pelo resto da nossa vida.
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