Notas iniciais
Oi gente estamos de volta!!!!!! Espero que gostem do capitulo de hoje, boa leitura.

Ally e Demi entraram na sala de parto com o coração acelerado, e Amanda respirou aliviada ao ver as duas.

— Mandi. – Ally disse, se aproximando rapidamente e pegando a mão da garota.

Amanda já estava com a roupa apropriada para a cirurgia, com uma espécie de tela verde a impedindo de ver boa parte da própria barriga. Pronta para começar o parto.

— Hey, garotas. – murmurou, fazendo uma careta.

— Tá tudo bem? – Demi perguntou.

— Não exatamente. Eu estou sentindo umas pontadas... – suspirou – É bom que ela nasça hoje. Estou preocupada com isso.

— Vai dar tudo certo. Não se preocupe.

O médico entrou na sala e se aproximou de Amanda, franzindo a testa no meio do caminho.

— Amanda. Como se sente?

— Nervosa.

— E com dor. – Demi falou.

— São só umas pontadas.

O médico sorriu, balançando a cabeça negativamente.

— Estão muito fortes?

— Não.

— Você sabe me dizer mais ou menos de quanto em quanto tempo?

— Menos de um minuto. – disse apertando a mão de Ally – Menos de um minuto com toda a certeza.

O médico ficou sério, anotando algo na prancheta que carregava e Demi franziu a testa.

— Está tudo bem, doutor?

— Espero que sim. – ele sussurrou – Amanda, vamos precisar fazer alguns exames antes do parto. Vou pedir pra enfermeira fazer tudo aqui mesmo. Não se preocupem, se eu estou certo, a gente só acertou muito em cheio o dia do nascimento da filha de vocês.

As três se entreolharam, preocupadas, quando o médico deixou a sala.

Pouco depois uma enfermeira entrou, trazendo uma máquina consigo.

Quando o médico entrou novamente, pouco mais de meia hora depois de sair, já tinha o resultado do exame em mãos.

— Bom, parece que temos algumas mudanças de planos. – avisou.

— Tá tudo bem com a bebê, doutor? – Amanda perguntou.

— Está sim. Mas não vamos mais fazer a cesariana.

— O que? – Ally franziu a testa.

— Sua bolsa estourou, Amanda. Vamos aguardar mais um tempo e tentar o parto normal.

***

— Puta merda. – Dallas murmurou, quando Demi contou o que havia acontecido.

— Isso é bom, não é? – Quinn perguntou.

— O médico não disse. – Demi suspirou – De qualquer modo, ele disse que pode levar mais algumas horas, então, se vocês quiserem ir...

— Nada disso. – a mãe de Ally, que havia chegado junto com o marido pouco depois da nora e da filha entrarem na sala de parto, assim como as companheiras de banda de Ally, disse – Eu só saio daqui depois que meu neto nascer.

— Eu to com ela. – Eddie, pai de Demi, falou.

— Eu sou a madrinha. Tenho que ficar. – Dallas falou.

— Nós vamos estar aqui quando o meu afilhado nascer. – Rachel falou.

— Eu juro que se vocês começarem com isso de novo, nós vamos ter problemas. – Quinn disse, fazendo as duas se calarem, e Demi riu.

— É por isso que eu te acho incrível, Quinn. – brincou – Eu vou avisar Ally que vocês chegaram – falou para os sogros –, e quando Amanda entrar pro parto, venho avisar todo mundo.

— Boa sorte lá, Lovato. – Lauren brincou – E não vai desmaiar.

— Vou me lembrar disso quando Camila for ter o de vocês, Jauregui.

— Deus que me livre de filho agora. – Camila disse, franzindo a testa – Serio, Lovato. Não to pronta pra isso.

— Imagina um casal de bebês cuidando de outro bebê? – Rachel provocou.

Demi riu, voltando para a sala com Amanda e Ally, deixando pra trás seus amigos e familiares discutindo. Como era quase sempre.

***

Demi segurava a mão direita de Amanda, enquanto Ally segurava a esquerda e a garota fazia força, gritando com todo o ar dentro de seus pulmões pela dor.

— Vamos lá, Amanda. Só mais uma vez. – o médico disse, quando a garota deixou o corpo relaxar por alguns segundos.

— Vamos, Mandi. Você consegue. – Ally incentivou.

Amanda respirou fundo, apertou as mãos das mulheres ao seu lado e fez força.

Pouco depois Amanda deixou o corpo cair para trás, e seu grito de dor foi substituído por um choro fininho, que encheu os olhos das três mulheres ali presentes de lagrimas.

— Ela... – Demi murmurou, olhando para Ally, e sorriu.

— Nossa garotinha. – Ally murmurou.

Automaticamente o choro fraco de felicidade de Amanda ganhou força e um novo sentido, chamando a atenção das duas.

— Hey, Mandi. Tá tudo bem. – Demi disse dando um beijo na testa da garota.

— A filha de vocês. – o médico se aproximou com um pequeno pacotinho nos braços e Ally sorriu.

A mulher estava pronta para pegar a filha no colo quando respirou fundo e apontou Amanda com a cabeça, e o médico rapidamente colocou a recém-nascida deitada no peito da mãe biológica, que a encarou com um grande sorriso no rosto.

— Ela é linda. – Amanda murmurou.

— Ela é perfeita. – Demi concordou.

As três permaneceram ali por alguns minutos, até que uma enfermeira a pegou, dizendo que precisavam fazer alguns exames.

Amanda relutou por alguns segundos antes de entregar a filha, mas, cansada, deixou que a enfermeira a levasse.

Com os olhos pesados de sono, assim que viu a filha ser levada para longe, Amanda deixou que o choro tomasse ainda mais conta de si, preocupando Ally e Demi.

— Mandi? O que houve? – Demi perguntou.

— Me desculpem. – soluçou – Por favor, me desculpem. Mas eu não posso. Não posso deixar que vocês levem minha filha.

— Tá tudo bem, Mandi. Se acalma. – Ally murmurou.

— Ela é tão... Eu... Eu não posso.

— Descansa um pouco, Mandi. Você está exausta agora. – Demi pediu.

— Não. Eu quero... Eu só quero minha filha. – Amanda murmurou, a voz saindo cada vez mais fraca pelo sono que começava a toma-la contra sua vontade.

— Tudo bem, nós entendemos. – Ally disse.

— Você precisa descansar, Mandi. Quando acordar nós conversamos, tá bem?

Amanda ainda tentou insistir, mas o cansaço acabou vencendo, enquanto Demi e Ally se encaravam.

***

— Ela nasceu. – Demi apareceu na sala de espera, sorrindo, ao lado de Ally.

O grupo que as esperava, já exausto, levantou num pulo para cumprimenta-las.

— Como ela é? – Madison perguntou.

— Aposto que tem cara de joelho. – Rachel provocou.

— Você nasceu com cara de joelho, Berry. Nossa filha é linda. – Ally falou, arrancando risadas dos outros.

— Você vai deixar ela falar assim comigo, Quinn? – Rachel reclamou e a loira riu.

— Não fica assim, amor. Aposto que você era um joelho muito fofo.

— É por isso que eu adoro a Quinn. – Normani riu.

— Quando vocês chegaram aqui, afinal? – Ally perguntou para todos aqueles que ela nem sabia que estavam ali, afinal, o grupo tinha praticamente triplicado desde a última vez que ela tinha saído dali..

— Cada um em um ponto diferente do dia. Sério, mais de dez horas em trabalho de parto? – Dinah riu – Essa menina vai dar trabalho pra vocês.

— Ah, fique quieta. – Demi riu.

— Quando vamos poder pegar ela? – Camila perguntou.

— Pegar ainda não sabemos, mas já podemos olhar no berçário. – Ally disse.

O grupo saiu em disparada para o berçário, arrancando uma risada fraca do casal.

Quando Brittany passou calmamente em frente as duas, o casal se encarou e respirou fundo.

— Hum... Britt? – Demi chamou – Podemos conversar?

***

Ally andava de um lado para o outro do quarto, enquanto Demi permanecia sentada na poltrona ao lado de Amanda, ainda adormecida.

— Amor, por favor, se acalma.

— Demi, você ouviu o que a Brittany disse. E se...? – Ally suspirou – E se ela não aceitar? E se ela decidir que só quer que a gente suma da vida dela? E deixe nossa filha. Ela pode...

— Eu sei, Ally. Mas ela não vai.

Demi bateu em sua própria coxa e Ally respirou fundo antes de sentar no colo da noiva.

— Vai dar tudo certo. Eu te prometo, tá bem?

— Eu não sei, Dem.

— Meu anjo, Mandi é uma pessoa sensata. Ela vai ver que o que temos a oferecer pra ela é o melhor.

Ally suspirou e encostou a cabeça no peito da noiva, deixando que ela fizesse um carinho de leve em seus cabelos.

As duas ficaram ali por alguns minutos, até ouvirem uma movimentação na cama ao seu lado.

Ally levantou rapidamente, indo até a garota, e Demi respirou fundo antes de fazer o mesmo.

— Hey, Mandi. – Ally murmurou.

— Garotas. – Amanda as encarou por alguns segundos antes de abaixar o olhar – Eu sinto muito.

— Nós sabemos, Mandi. Mas queremos conversar antes que você decida qualquer coisa, tudo bem?

— Eu não vou mudar de ideia. Sei o que tínhamos combinado, mas... Ela é minha filha.

— E nós não queremos tirar ela de você. – Demi garantiu, sentindo Ally apertar seu braço – Sabemos como deve ser difícil pra você, Mandi. E não queremos te fazer passar por isso.

— Então? – Amanda as encarou, curiosa.

— Nós conversamos com Brittany mais cedo. Faz algum tempo que nós duas estamos pensando nisso, mas... – Ally suspirou – Desculpe não termos falado com você antes. Nós ficamos com medo de você não querer, e...

— Mandi. – Demi disse quando Ally pareceu incapaz de continuar – Existem vários motivos legais pelos quais nós não podemos adotar você, mas tem um processo muito mais rápido e simples, que nos permite ser suas tutoras legais.

— Espera, o que? Vocês querem... Querem me adotar?

— Basicamente. Queremos adotar você e... Sua filha. Não podemos... Não seria possível pra gente adotar você e ter ela como neta. E você seria como uma irmã, ao invés de uma mãe, mas... Você vai poder ter um futuro melhor. Fazer faculdade, construir uma boa vida... Nós nos apegamos a você, Mandi. Nós queremos que você possa ter tudo isso. E ainda daria tudo isso pra sua filha, e continuaria sempre presente na vida dela.

— Como uma irmã?

— Pode não ser como mãe, Mandi, mas com certeza vai ser uma figura familiar que ela vai amar, respeitar e admirar muito. E se um dia você quiser, podemos contar a verdade pra ela.

— Não queremos que você pense que estamos tentando te comprar, ou algo assim. – Ally falou – Nós realmente nos apegamos a você e queremos o seu melhor. E o da... Da bebê também.

— Vocês a chamavam de filha até ela nascer. Porque estão chamando de minha filha, agora?

— Porque o que vai nos tornar mãe dela, Mandi, além de o papel, é o amor incondicional que nós já temos, sim, por ela. Mas até que você nos permita isso, ela é sua filha. Queremos que você saiba que... Não queremos tirar ela de você.

— Eu... Eu não sei.

— Você pode ter um tempo pra pensar, se quiser. – Demi disse – Mas tenha em mente que nós te amamos, Mandi, assim que como amamos sua filha. E que só queremos cuidar dela e continuar cuidando de você como fizemos nos últimos meses.

Amanda balançou a cabeça positivamente, ao mesmo tempo em que a porta se abria, chamando a atenção das três.

A enfermeira entrou carregando o pequeno embrulho nos braços, arrancando sorrisos das três, e Ally pegou a garotinha rapidamente.

Depois de algumas indicações e a promessa de voltar em pouco tempo para ensinar Amanda a amamentar, a enfermeira saiu da sala, deixando as três sozinhas, e Ally entregou a bebê para Amanda.

Demi e Ally sentaram uma de cada lado da cama para mexer com a criança, e Amanda observou atentamente como os olhos de ambas brilhavam ao ver sua filha.

Amanda reprimiu o suspiro pesado.

Sabia que não tinha como dar uma boa condição de vida para sua filha. Não tinha como dar nem para si mesma.

A mais nova olhou para a filha e sentiu os olhos lacrimejarem.

O que Ally e Demi estavam lhe oferecendo era muito mais do que ela poderia pedir.

Afinal, qual era a diferença se a garota em seus braços a chamaria de mãe ou pelo nome? O que importava era que ela estivesse bem e em sua vida. Que a amasse e fosse retribuída. Não era?

— Eu... Vocês vão querer que eu me mude para New York? – a garota murmurou, chamando a atenção das mais velhas.

— Bem... Nossa vida está lá, mas... – Demi suspirou – Estamos passando uma temporada aqui, e pretendemos continuar por um bom tempo. Você não vai poder viajar tão já. Muito menos essa coisinha fofa.

— Então...

— Vamos ficar em Los Angeles tempo o suficiente para você se formar. E então você vai poder ir para a faculdade que quiser. Seja em New York, morando com a gente ou não, ou em qualquer lugar do mundo. – Ally disse.

— É, mas vamos te trazer de volta em todos os aniversários e feriados importantes.

Amanda sorriu para as duas e para a criança em seu colo carinhosamente.

— Então... Eu posso escolher o nome?

***

— Cara, a filha de vocês já teve um filho. – Rachel brincou naquela mesma noite, quando todas voltavam para a casa da Berry e de Quinn.

— Cala a boca, Berry. – Demi revirou os olhos – E você? Como vai a adoção de Kathy?

— Oh! Tudo maravilhoso. Vou buscar ela amanhã cedo pra passar o dia com a gente. Kurt não me deixou pegar ela hoje pro fim de semana porque disse que precisava falar comigo e não teria tempo.

— Você acha que pode ser algo ruim?

— Duvido. Nenhuma das vezes tem sido. – Quinn disse.

— Isso é um bom sinal.

— É sim. – Rachel sorriu para as amigas pelo retrovisor.

Os minutos seguintes do trajeto foram feitos em silencio, com cada uma pensando em suas próprias filhas.

— Cara, esse bairro tá ficando mal habitado. – Demi brincou quando desceram do carro.

— Oh, cale a boca, Lovato. Se eu soubesse que a casa do lado é sua nem teria comprado. Fico imaginando as festas que você dá até altas horas da madrugada.

— Não precisa imaginar. Você participou de várias. – disse fazendo Quinn rir – Além disso, sou mãe de família, agora. Não faço mais essas coisas.

— Ainda bem, né? – Ally riu – Bem, vamos entrar. Obrigada pela carona.

— Relaxa, não foi nada.

As quatro se despediram e entraram em suas respectivas casas.

Rachel se jogou no sofá, exausta, e Quinn riu.

— Pode levantar dai e ir pro banho, senhorita Berry.

— Daqui a pouquinho, vai? Eu to cansada.

— Agora. – a loira mandou indo pro andar de cima.

— Só se você for comigo.

— E você acha que eu to indo pra onde?

Rachel praticamente pulou do sofá, subindo as escadas correndo e encontrando Quinn no meio do caminho.

— Não estava cansada?

— Eu posso estar nos meus últimos resquícios de força para me manter em pé, Quinn. Nunca vou estar cansada o suficiente para você.

Quinn sorriu e beijou a judia, que gemeu fraco contra a sua boca.

— Vamos para o banho.

***

Rachel estava andando calmamente pelo orfanato, em direção a sala de Kurt, quando uma movimentação chamou sua atenção.

A judia prendeu a respiração ao ver o casal de estranhos conversando com Kathy, e já fazia seu caminho inconscientemente até os três quando o rapaz apareceu.

— Hey, Berry. Estava te esperando.

— Kurt. Quem são? – apontou o casal com a cabeça e Kurt suspirou.

— Não se preocupe com isso. Vamos conversar no meu escritório, tá bem?

Os dois caminharam em silencio até o escritório do rapaz, que pediu que Rachel aguardasse ali por alguns minutos antes de continuar seu caminho pelo corredor.

A judia já andava de um lado para o outro, inquieta, quando ele voltou, e riu da situação da mais velha.

— Porque não senta e se acalma um pouco, heim? – pediu.

Com um suspiro pesado, Rachel fez o que foi pedido, observando Kurt dar a volta na própria mesa e se sentar.

O rapaz puxou uma pasta e a abriu, procurando por algo dentro dela e, logo depois, tirando dali alguns papeis, que entregou para Rachel.

— Acompanhamento de seis meses, e só uma semana depois que você contar ela pode realmente se mudar. Pra dar tempo pra ela se prepara e tudo o mais.

— Espera, o que? – Rachel o encarava de boca aberta.

— É oficial, Berry. – Kurt sorriu – Assim que você assinar esses papeis, Kathy é sua filha. E ela já pode se mudar. Uma semana depois que você contar, é claro, mas...

Rachel sentiu seus dedos tremerem enquanto passava folha por folha, as lendo rapidamente.

Pouco depois, Rachel estendeu os papeis assinados para Kurt, que sorriu.

— Conte a Kathy. – falou entregando a cópia da judia daqueles papeis para ela – E passe com esses papeis o cartório para assinar a certidão. Parabéns, Rachel. Você acaba de adotar Kathy.

Notas finais
Kathy adotada. Amanda adotada. Filha da Amanda adotada... Parece que tá tudo dando certo agora, hum? Eu nem posso acreditar que em três semanas estaremos postando o epílogo... Até semana que vem!