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53 Capitulo 53 - Resultados e expectativas
Notas iniciais
Rachel acordou com o celular tocando e respirou fundo, olhando para o relógio.
Cinco da manhã.
A judia pegou o celular rapidamente, atendendo sem olhar quem era.
— Alô?
— Rachel?
— Sam? O que houve? – perguntou, preocupada.
— Eu to... Eu... Kitty... – o rapaz gaguejava e Rachel franziu a testa.
— Samuel, o quão bêbado você está?
— Eu não to bêbado.
— Então tá gaguejando igual um retardado porquê?
— Ela tá namorando?
Rachel respirou fundo, olhando para Quinn dormindo ao seu lado antes de sussurrar.
— Você tá tirando com a minha cara?
— Rachel...
— Você me acordou às cinco da manhã pra saber se minha cunhada tá namorando?
— Eu...
— Porque não pergunta pra ela? – a judia nem deixava o loiro falar.
— Mas...
— Você é um babaca que ela não quer ver. É, eu sei.
— Só...
— Boa noite, Evans.
Rachel desligou o celular e o colocou de volta no criado mudo.
Com um bocejo, a judia abraçou Quinn e voltou a dormir rapidamente.
***
— Eu juro que tomei um susto quando vi o e-mail, mas quando vi essas coisas escritas... – Marley balançou a cabeça negativamente, enquanto Rachel, Quinn e Kitty, sentada ao seu lado na mesa que sempre ocupava no café, riam.
— Meu Deus, como essa mulher é... Não tem nem como descrever, sério.
— Ainda me pergunto o que você viu nela. – Quinn comentou, encostando a cabeça no ombro de Rachel.
— Faz muito tempo. Nem eu sei dizer. – brincou.
— Bom, de todo o jeito, Rachel, sua foto está segura agora. E ainda deixou Jéssica irritada de brinde.
— Obrigada, Deus. – a judia sorriu – Não teria conseguido sem vocês. Muito obrigada.
— Só fiz meu trabalho. – Marley sorriu, e Quinn se limitou a dar um beijo na bochecha da judia.
— Bom, a gente tem que ir. – Kitty disse, levantando.
— Vão onde?
— Vou fechar oficialmente a compra do meu ap.
— Pensei que tava olhando casa. – Quinn comentou.
— Kitty me convenceu de que o apartamento compensaria mais. E, realmente, me parece bem melhor.
— E já achou um?
— Acha que eu convenci ela só falando? – Kitty riu – Já levei ela direto pro apartamento certo. Vamos logo antes que a gente se atrase.
— Certo. Até mais.
— Tchau.
Marley passou o braço pelo ombro de Kitty, a abraçando de lado enquanto as duas se afastavam da mesa já se entretendo em sua própria conversa.
Quando estavam perto da porta, a mesma foi aberta, e Kitty travou no lugar, com o sorriso em seu rosto morrendo rapidamente.
Sam observou as duas por alguns segundos antes de se aproximar a passos pesados e puxar Kitty para longe de Marley, a abraçando apertado.
— Por favor, pequena, a gente precisa conversar.
***
Kitty estava sentada no sofá da sala de sua casa, encarando Sam, sentado a sua frente e parecendo nervoso de um jeito que ela nunca teria imaginado ver.
— Você queria falar, Evans. Então fale.
— Você e Marley... Vocês estão juntas?
— No que isso te interessa?
— Eu só... Eu gostaria de saber.
— Não.
Sam relaxou visivelmente e Kitty balançou a cabeça negativamente.
— Era isso? Só queria garantir que eu não to saindo com ninguém? Porque eu te garanto, Evans, que isso não tem nada a ver com você.
— Não estou dizendo isso. Eu só...
— Quer ter certeza que eu vou estar aqui quando você quiser. – Kitty o interrompeu – Mas eu não vou estar.
— Eu só preciso que você esteja aqui agora. – Sam suspirou – Eu fui atrás de você no aeroporto. Quando cheguei lá, Rachel disse que vocês tinham acabado de embarcar.
— E daí?
— Kitty...
— Você... Você sabia sobre minha festa, já que me mandou um presente. E a Idina. Mas não foi. Sei que Rachel não te chamou, mas você poderia ter tentado entrar, e...
— Eu fui. E quando cheguei lá... – Sam balançou a cabeça negativamente, suspirando.
— Se tivesse me mandado uma mensagem eu teria te colocado pra dentro. Teríamos conversado e...
— Eu entrei.
Kitty o encarou por alguns segundos e suspirou.
— Então eu não estou mais te entendendo.
— Você estava dançando com Marley na hora que eu entrei. – Sam murmurou e Kitty franziu a testa – Com a boca dela, pra ser mais especifico.
Kitty piscou algumas vezes, parecendo entender o que Sam queria dizer, antes de rir.
— E isso chateou você, Evans?
— É claro que sim!
— E com que direito, Sam? Depois das merdas que você me disse?
— Eu fui naquela porcaria de festa, completamente bêbado, porque tinha acabado de perceber que daria minha vida pra ficar do seu lado, Kitty, e não poderia deixar de te falar isso. Porque eu queria gritar pra todo mundo o quanto eu estou apaixonado pela garota mais incrível de todas, mas cheguei lá, e pouco tempo depois de ter dito que queria algo sério comigo, você estava nos braços de outra pessoa. Como você acha que eu fiquei?
— Eu acho que tão bem quanto eu fiquei quando você disse que não queria nada sério comigo. E não que não queria nada com ninguém, Evans. Que não me queria. Que o problema era ser eu.
— Eu nunca disse isso.
— Você disse sim. Tá tudo dentro da frase. “Eu não quero nada sério. Não com você”.
— Você tem que entender, Kitty...
— Entender o que, Samuel? Que você me chutou e agora tá arrependido? Ok, entendi. Tarde demais.
— Não faz isso, por favor.
Kitty levantou e suspirou, balançando a cabeça negativamente.
— Você sabe onde fica a saída.
— Não faz isso comigo, Kitty. – Sam implorou, levantando e correndo até a garota – Por favor.
— Sam...
— Por favor, Kitty. Uma chance. É tudo o que eu te peço. Uma chance, e eu vou passar o resto da vida tentando fazer você me perdoar.
— Fazem três messes, Sam.
— Você não sente mais nada por mim?
— Eu não disse isso.
— Então me deixa te mostrar que eu to pronto. Eu to pronto pra ter algo sério agora Kitty. Mas só se for com você.
Os dois se encararam por alguns segundos e Kitty suspirou, abaixando a cabeça.
— Porque demorou tanto pra vir atrás de mim?
— Porque eu estava com medo. Medo de você me rejeitar, de chegar aqui e te ver com ela. Medo de perceber que tinha perdido a mulher certa pra mim por ser um babaca.
— Você é um babaca. – Kitty sorriu.
— O maior de todos. – Sam deixou um sorriso pequeno escapar.
— E porque veio agora?
— Porque eu não aguento mais não te ter. Nem mesmo poder falar com você. E, a cada foto que você postava com a Marley... Era como uma facada em mim. Eu já estava me tornando um alcoólatra por cada foto de vocês duas.
— Você veio atrás de mim por ciúme?
— Vim atrás de você porque se eu vou me afundar no álcool, que seja pelo não.
— Isso tá me parecendo chantagem emocional, Sam.
— Tudo bem, vamos reformular. – Sam respirou fundo e olhou a garota nos olhos – Eu vim atrás de você, Kitty Fabray, porque eu te amo.
***
Rachel entrou no quarto ao mesmo tempo que o médico saia.
Assim que olhou para as três ali dentro, ela sabia que as notícias não eram boas.
Demi parecia tentar consolar Ally e Amanda, e a judia sentiu o peito apertar por alguns segundos.
— Pelo visto as notícias não são boas. – murmurou.
Demi suspirou, abraçando Ally, e sorriu para a judia.
— Bom, estou tentando fazer elas verem que poderia ser pior.
— O que houve?
— Amanda vai passar pela cesariana no fim de semana. – Ally murmurou.
— Relaxem, garotas. Vai dar tudo certo.
Demi suspirou e deu um beijo na cabeça de Ally, se afastou da namorada e deu um beijo na testa de Amanda, que fechou os olhos e respirou fundo.
— Eu vou tomar um café e já volto.
— Vou com você. – Rachel se prontificou, já abrindo a porta – Nós voltamos logo.
As duas caminharam até o elevador em um silencio pesado. Demi apertou o botão sob o olhar atento de Rachel, mas continuou encarando a porta do elevador como se fosse a coisa mais interessante do mundo.
Assim que ele abriu, Demi suspirou aliviada por estar vazio.
As duas entraram e, assim que as portas se fecharam, Demi encostou na parede de frente para elas, deixando as lagrimas virem com força.
Rachel suspirou e abraçou a amiga, que a abraçou de volta rapidamente.
— Vai ficar tudo bem, D. – murmurou – Vai dar tudo certo.
***
— Eu tenho mesmo que fazer isso? – Rachel reclamou.
— Você vai ver a cara dela muito mais vezes se processar, Rachel, então não reclama. – Santana falou, enquanto a judia encarava os papeis a sua frente.
Depois que a latina entrou com o pedido contra a ex da judia em relação a foto, Jessica havia enviado um e-mail não muito gentil a Marley, e Santana fez questão de responde-lo, deixando claro que, além dos problemas que ela já teria por enviar a foto se ela chegasse a público, Rachel estava entrando com um processo contra ela por danos morais. Como consequência, o advogado da mulher entrou em contato com Artie – já que Santana havia se responsabilizado apenas por aquele caso em especifico da judia – dizendo que gostariam de conversar sobre um acordo.
Por isso, naquele momento, Rachel estava sentada em uma das salas de reuniões do escritório da latina, com Quinn ao seu lado, esperando por Jessica e seu advogado.
— Não podemos só deixar o assunto de lado?
— Se fizermos isso, você não vai conseguir uma ordem judicial pra que ela fique afastada. E você tem dois filhos a caminho.
— Eu só concordo com o que você propor. – Rachel falou, desviando a atenção dos papeis para a latina – Não faço questão de um tostão dela. Só quero ficar em paz.
Santana apenas balançou a cabeça positivamente, sentando ao lado da judia e suspirando.
— Eles estão atrasados. Se demorarem mais dez minutos vamos considerar essa reunião cancelada e ir em frente com o processo.
— Espero que não seja necessário.
Pouco depois a porta foi aberta, e a secretaria de Santana deixou que Jessica entrasse na sala, sendo seguida por dois homens.
Os três sentaram de frente para as garotas e o homem mais velho sorriu, estendendo a mão para Santana.
— Senhorita Lopez. É um prazer conhece-la. – se apresentou enquanto Santana o cumprimentou com a sobrancelha arqueada – Advogado Ramsey. Nunca pensei que fosse ter a honra de negociar com você.
— Tudo bem, obrigada. Agora, se me permite, vamos logo com isso porque vocês já tomaram muito do meu tempo com seu atraso.
— Claro. Peço desculpas por isso. O transito estava hor...
— Que seja, vamos direto ao assunto. – Santana o interrompeu – Deduzo que tenham trazido uma proposta para que minha cliente desista do processo.
O homem se arrumou na cadeira, respirando fundo.
— Senhorita Lopez, acredito que vá concordar comigo quando digo que nenhuma das duas tem nada a ganhar com um processo. Se sua cliente nos processar, responderemos com o mesmo e você sabe que não teria nada que poderia fazer.
— Desculpa, o que?
— Sua cliente quer processar Jessica por danos morais. Entretanto, a única pessoa que teve seu nome exposto de forma negativa para a mídia foi ela. Pela sua cliente.
— Sua cliente expos a minha para a mídia. Só não veio a público. Temos provas disso. O que a senhorita Berry fez foi defender a própria imagem contando a verdade ao público. Além disso, o nome não foi liberado pela minha cliente. Em sua nota oficial nenhum nome foi citado. A própria mídia ligou o comunicado ao e-mail recebido anteriormente e soltaram o nome. É como dizer que vai processar o universo porque o ser humano tá acabando com o planeta. Você nem mesmo pensaria em levar isso a frente, senhor Ramsey.
O homem suspirou, abrindo a pasta que carregava em cima da mesa e estendendo três bolos de papeis para as mulheres a sua frente.
Santana sorriu. Era hora de realmente entrar em ação.
***
— Então agora você está livre dela?
— Graças a Santana. – Rachel sorriu para a garota.
— Um brinde ao ser sensacional que é a minha pessoa! – Santana levantou sua taça, fazendo o grupo rir.
A noite, depois da reunião com Jessica, seu advogado e seu marido – o que surpreendeu muito as três –, Rachel, Quinn, Santana, Brittany, Demi, Ally – Rachel teve trabalho para tirar as duas do hospital, mas Amanda as convenceu a respirar um pouco antes que seu filho nascesse, e ainda assim elas só concordaram quando Kurt se dispôs a fazer companhia a garota – Marley e Kitty se reuniram na casa de Rachel e Quinn, para conversar e tomar um pouco de vinho.
— As coisas vão se acalmar agora. – Rachel sorriu.
— Todo mundo merece um pouco de paz, não? – Kitty brincou.
— Isso aí. – Rachel disse – Agora podemos relaxar um pouco. Temos que comemorar que me livrei da Jessica, e dar um pouco de paz pra essas duas que viram oficialmente mamães amanhã.
— Como vocês estão com isso, garotas? – Marley perguntou.
— Nervosas. – Ally suspirou – Tenho medo que dê alguma coisa errada.
— Vai dar tudo certo, Ally. – Brittany a tranquilizou – Amanda é forte, e eu tenho certeza que essa criança vai ser também.
— A gente espera que sim. – Demi forçou um sorriso – De todo jeito, seja lá o que acontecer, estaremos na sala de parto com Amanda amanhã, prontas pra receber nossa filha e dar todo o amor e cuidado que ela precisar. Tanto ela, quanto Amanda.
— E nós vamos estar aqui pra dar todo o apoio que vocês precisarem. – Rachel garantiu.
— A Mandi se apegou mesmo a vocês nesses meses. – Brittany comentou.
— Imagino como vai ser difícil pra ela. Se separar de vocês e do filho de uma vez. – Santana disse e Demi e Ally se olharam.
— Vai ser difícil pra gente também não ter ela por perto. Nos acostumamos com a presença dela, sabe? – Demi falou.
— Além disso, ela não precisa se afastar completamente. Nunca impediríamos nossa filha de ter contato com ela.
— Deixem isso claro pra ela amanhã, então. Antes do parto, de preferência. – Brittany falou.
— É, ela vai precisar de um apoio. – Kitty disse.
O grupo se encarou por alguns segundos e Rachel respirou fundo, levantando.
— Alguém quer mais vinho?
— Eu, por favor! – Kitty pediu.
— Você não quer nada, Kitty. No máximo um suco de uva. – Quinn falou fazendo os outros rirem.
— Eu já tenho dezoito, Q. Agora eu posso.
— Não é porque pode que deve.
— Nem quando to na bad?
— O que houve? – Demi perguntou.
— Ela deu o fora no Evans, hoje. – Marley respondeu, sorrindo.
— Espera, o que? – Ally a encarou – Pensei que você queria ficar com ele.
— Eu queria, mas, quando ele me procurou hoje, eu só... Eu só queria ele longe de mim o mais rápido possível, sabe?
— Fez muito bem. – Rachel sorriu – Até merece o vinho.
— Sem vinho! – Quinn disse e Rachel riu.
— Claro, Q. Só tava brincando. – Rachel falou e piscou para Kitty, saindo da sala em busca da bebida.
***
Demi e Ally estavam sentadas na recepção, de mãos dadas, enquanto se controlavam para não andar de um lado para o outro, quando Rachel e Quinn entraram na sala de espera.
As duas só poderiam entrar na sala quando fossem começar o parto, dali há alguns minutos, e nunca tinham se sentido tão nervosas na vida.
Pouco depois de Rachel e Quinn, Kitty chegou acompanhada de Marley e os pais e irmãs da Lovato, que rapidamente abraçaram o casal, com um sorriso no rosto.
— Porque você tá nervosa desse jeito? – Dianna perguntou, sorrindo.
— E se algo der errado, mãe? Eu não...
— Vai dar tudo certo, Demi. Fique tranquila. Sua filha vai chegar ao mundo daqui a pouco. Não pense negativo.
— É isso ai, maninha. – Dallas, a irmã mais velha da garota, falou – Minha afilhada vai vir com muita saúde. Você vai ver.
— A minha afilhada, você quis dizer. – Madison, irmã mais nova da Lovato, falou.
— Da licença que a afilhada vai ser minha. – Rachel se intrometeu.
— Tirem o cavalinho da chuva. – Marley disse.
— A afilhada é minha. – Kitty riu.
O grupo começou a discutir quem seriam os padrinhos da criança, com Dallas quase batendo nos outros, dizendo que ela batizaria a garota, e Ally e Demi olharam uma para a outra e sorriram.
Aquela criança cresceria na família mais louca de todas.
O médico surgiu no corredor e as duas levantaram. Ally apertou a mão da noiva e Demi respirou fundo, forçando um sorriso para ela.
O médico já conhecido das duas pelo tempo que Amanda passou ali parou em frente a elas e sorriu.
— Estamos levando Amanda pra sala de parto. – avisou – Vocês já podem vir se arrumar pra acompanhar a cirurgia.
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