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51 Capitulo 51 - Futuro, presente e passado
Notas iniciais
— Está entregue, mocinha. – Rachel disse enquanto tirava Kathy de dentro do carro e fechava a porta.
— Mas eu não queria voltar. – a mais nova reclamou e Rachel suspirou, colocando a garota na calçada e se abaixando pra ficar da altura dela.
— Eu sei que não, pequena. E eu também queria que você ficasse com a gente. Mas nós temos que seguir as regras, tá bem?
— Mas tá demorando muito. – Kathy cruzou os braços, fechando a cara e Rachel sorriu.
— Vai passar logo, pequena. Aliás, temos que terminar seu quarto antes de você mudar, não é?
— Mas a gente já comprou tudo hoje!
— Eles ainda têm que entregar. E depois montar. E depois a gente tem mais coisa pra comprar...
— Rachel, a gente já comprou a cama. É só do que eu preciso. – a garota murmurou e Rachel riu.
— Você sabe que temos que esperar a assistente social dizer que você pode ir.
— Mas...
— Tenha paciência, pequena. Você vai mudar logo.
— Promete?
— Eu prometo.
Kathy sorriu e abraçou a judia, que retribuiu rapidamente.
— Eu amo você, Rach.
— Eu também amo você, Kathy.
As duas se afastaram e Rachel observou Kathy ir até Brittany, que a pegou no colo e acenou para que a mais velha esperasse.
Brittany sumiu pelo portão do orfanato e voltou pouco depois, chamando Rachel com a mão.
A judia franziu a testa, mas ligou o alarme do carro e andou até a loira.
— Olá, Rach.
— Hey, Britt. Tá tudo bem?
— Claro. Eu... Acho que sim.
— Acha?
— Kurt quer falar com você.
Rachel encarou a garota e engoliu em seco.
— Você sabe sobre o que é?
— Ele não quis me falar. Mas ele está aí agora, se você quiser.
Rachel apensa balançou a cabeça positivamente e suspirou, seguindo a loira para dentro, pelo caminho que já conhecia bem, até a sala do rapaz.
— Boa sorte. – Brittany disse e continuou seu caminho para sua própria sala, no final do corredor.
Rachel encarou o nome do futuro advogado na porta e respirou fundo antes de bater.
— Entra!
Rachel abriu a porta, encontrando o rapaz cercado por livros.
— Semestre difícil? – perguntou entrando e fechando a porta atrás de si.
— A faculdade é difícil, mas o último semestre é impossível. – disse e apontou a cadeira em frente a sua mesa, onde a judia sentou – Britt disse que eu queria falar com você.
— Me deixou um pouco assustada, na verdade. Tá tudo bem? Algum problema na adoção?
— Tudo na mais perfeita ordem. Não se preocupe.
— Graças a Deus. – Rachel suspirou.
— Como tem sido seu relacionamento com Kathy, Rachel?
— Tranquilo, eu acho. A gente se dá bem, e ela adora sair comigo e com Quinn. Pergunta sempre quando o bebê vai nascer...
— Vocês tiveram algum problema?
— Não.
Kurt acenou positivamente e abriu a sua primeira gaveta, pegou uma pasta dentro dela e a fechou novamente, sorrindo para Rachel.
— Eu recebi um e-mail da assistente social esses dias.
— Certo... – a judia murmurou pegando a pasta.
— O que acha de ter algumas responsabilidades há mais?
— O que quer dizer?
— A escola das crianças está em um... Período de eventos, digamos assim. A assistente social acha que é uma boa você tomar a frente das decisões sobre a participação da Kathy neles.
— Claro. Sem problemas.
— É um passo importante, Rachel. Importante e incomum, eu devo dizer.
— Como assim?
— Normalmente você só tomaria a frente dessas coisas quando Kathy fosse pra casa com você.
— E o que isso quer dizer?
— Ou ela está desconfiando da sua capacidade de lidar com assuntos mais sérios, ou ela vai liberar a mudança de Kathy antes do termino dessas atividades.
— E elas vão até quando? – Rachel perguntou, já abrindo a pasta e procurando pela informação.
Kurt apenas sorriu, deixando que ela observasse as palavras no folheto.
— Kurt... – a judia murmurou, de boca aberta.
— Eu to apostando na segunda opção, Rachel.
Rachel apenas sorriu.
***
Rachel encostou na porta e observou Quinn deitada no sofá. A televisão estava ligada no que a judia deduziu ser um documentário, e a loira parecia extremamente concentrada em ouvi-lo.
— Eu sei que você tá aí. – Quinn disse, de repente.
— Eu nunca pensei que não soubesse.
Rachel se aproximou enquanto Quinn sentava e deu um selinho na loira, jogando a pasta que Kurt havia lhe entregado sobre a mesinha de centro e sentando ao lado da noiva.
— Você demorou. O que houve?
— Kurt quis falar comigo.
— Algum problema?
— Nenhum. Tá tudo muito bem. Vamos começar a tomar algumas decisões sobre a vida de Kathy, na verdade.
— Isso é bom, certo?
— Muito.
Quinn sorriu, mas logo suspirou e pegou o controle, desligando a tv e ficando seria.
— É hora daquela conversa, não é?
— Já adiamos ela o fim de semana todo, Rach. Mas Kathy não está mais aqui. Não temos mais um motivo pra adiar.
— Q... – Rachel suspirou e virou para a loira, sentando de lado no sofá – Eu sinto muito ter saído e sumido daquele jeito...
— Eu sei que sente, Rach. De verdade, meu amor, o que eu quero não é ouvir desculpas.
— O que quer que eu diga, então?
— Porque você fez isso? Porque saiu assim?
— Porque... – Rachel suspirou e Quinn buscou sua mão com as suas.
— Tudo bem, meu amor. Eu não vou te julgar. Só quero saber o que ela te disse que te fez agir assim.
— O que eu sou, Quinn? – murmurou – Quero dizer... Jéssica tem razão em uma coisa: se você for gay, então, porque está comigo? E se você for hetero, porque tá comigo? Porque... O que eu sou? Metade de um e metade de outro?
— Se você quer ver assim, que seja. Você me dá o melhor dos dois sexos.
— Eu to falando sério, Quinn.
— E eu também. – a loira suspirou – O que você acha que é, Rachel?
— Eu não sei.
— O que você é, Rachel? O que você sempre foi?
— Uma mulher.
— Então você é mulher e ponto final.
— Mas não é isso que eu sou da cintura pra baixo. E... O que eu quero dizer, Quinn, é que seja qual for sua sexualidade, eu nunca vou me encaixar nela.
— Já ouviu falar em bissexualidade?
— Quinn...
— E você não tem que se encaixar em nada além de na minha vida, Rachel. Eu não me apaixonei pelo seu sexo. Me apaixonei pela sua personalidade. Sua história, seu jeito de pensar... Eu me apaixonei pela sua alma, meu amor, e não pelo seu corpo. Eu me sinto bem com você. Sinto que fica mais fácil respirar. Eu quero estar abraçada a você, segurando sua mão... Tendo qualquer tipo de contato o tempo todo, sim. Mas é mais por sentir o carinho que você tem comigo no mais simples toque do que por qualquer outra coisa. O que seu corpo me proporciona na cama é só um bônus. Um bônus sensacional, mas um bônus.
Rachel sorriu e se inclinou para a frente, tomando a boca da loira na sua com vontade.
— Rach... – Quinn gemeu quando a judia desceu os beijos para o seu pescoço.
— Eu amo você. – Rachel murmurou sem afastar a boca do corpo da loira.
— Eu também amo você. Mas essa conversa ainda não acabou.
— Quinn... – Rachel choramingou, tentando empurrar a loira para deitar no sofá, e Quinn riu, a afastando.
— Agora não. Nós realmente precisamos dessa conversa.
Rachel se jogou contra o encosto do sofá e suspirou.
— Tudo bem. Você tem razão. Eu só...
— Rachel, esse tempo que você saiu... O que você fez?
Rachel franziu a testa, se arrumando no sofá e encarando a noiva.
— Eu já te disse. Bebi.
— Só isso?
— O que quer dizer, Q?
— Você ficou com alguma outra pessoa?
— O que? – Rachel arregalou os olhos – Não, Quinn. Claro que não.
— Rach, se você me traiu eu prefiro saber agora do que...
— Eu nunca faria isso. – Rachel a interrompeu – Eu não... Mesmo que você me chutasse de casa e arrumasse um jeito de me manter longe pro resto da vida, eu nunca conseguiria ficar com outra pessoa, Quinn. E eu não quero ficar. Não importa o quão bêbada eu estava.
— Outro ponto dessa conversa. – Quinn suspirou – Rach, eu sei que ter recaídas é normal, e eu sinto muito não ter te apoiado...
— Eu estava errada, Quinn.
— Eu estava mais. – Quinn suspirou – Eu não queria dizer todas aquelas coisas pra você. Eu tava com a cabeça quente. Por isso não queria conversar naquela hora. Eu queria me acalmar primeiro. Mas você insistiu e... Não estou dizendo que foi só culpa sua, mas que eu deveria ter me controlado. Você precisa de alguém que te apoie, e não que grite com você daquele jeito.
— Todo casal briga, Quinn, e tá tudo bem. No final das contas, nós duas fugimos daquela discussão. Você saindo com a Santana, e eu... Saindo daqui. Nós duas vamos falar coisas das quais vamos nos arrepender as vezes. Faz parte. Nós temos que aprender a lidar com isso de uma forma saudável. Conversando, como estamos fazendo agora. Mas sem precisar que alguém suma por dias pra isso.
— Ainda assim... Desculpe ter te dito todas aquelas coisas.
— Só se você me desculpar por ter sumido e por ter bebido daquele jeito.
— Eu já desculpei.
— Então, nós estamos bem.
Quinn se inclinou para frente, beijando Rachel calmamente.
A judia suspirou, e Quinn a empurrou contra o encosto do sofá, sentando no colo da noiva com uma perna de cada lado do seu corpo.
Quinn desceu os beijos pelo pescoço de Rachel, que jogou a cabeça para trás, com a respiração pesada.
— Promete vir conversar comigo ao invés de beber, sempre que tiver vontade de tomar alguma coisa? – a loira pediu, sem parar com os beijos.
— Agora eu prometeria até te levar pra lua. – a judia resmungou e Quinn riu, subindo os beijos pelo pescoço de Rachel em direção ao seu rosto.
— Me lembrar de te perguntar depois de novo, então.
A loira mordeu de leve a ponta da orelha da judia, antes de sussurrar com a boca próxima ao ouvido da noiva.
— Mas agora eu quero que você me faça esquecer de tudo que não seja você.
Rachel avançou sobre a loira, a beijando desesperadamente enquanto puxava seu corpo para mais perto de si.
Quando o ar se fez necessário, Rachel afastou a noiva de si, com um sorriso safado no rosto.
— Eu sei que você tá brava comigo, e que eu deveria ser romântica e tudo mais – Rachel disse enquanto se livrava das camisetas que as duas vestiam – mas a gente pode deixar isso pra segunda rodada?
Assim que sentiu a peça sair do seu corpo, Quinn colocou seu corpo ao da noiva, voltando a beija-la.
Rachel apertou a cintura da loira, que subiu as mãos por suas costas, abrindo o fecho do sutiã rapidamente.
Quinn empurrou os ombros de Rachel, e a judia se livrou da peça já aberta enquanto a loira abria e tirava o seu próprio.
Rachel sorriu para a loira antes de puxa-la pra si novamente, arrancando um gemido de ambas quando os seios nus se tocaram.
Rachel tirou os sapatos com os pés, os jogando em qualquer lugar da sala, e levantou, sentando Quinn no sofá e se afastando da loira.
A judia se livrou da suas meias e calça rapidamente, rindo enquanto observava Quinn lutar contra a sua própria.
Rachel se aproximou de Quinn, substituindo as mãos delas pelas suas enquanto dava beijos de leve pelo seu pescoço, descendo em direção aos seios, e puxou a calça da noiva para fora do corpo da loira, levando junto sua calcinha.
Rachel se afastou de Quinn por alguns segundos, observando o corpo da mulher que tanto amava. Não importa quantas vezes tivesse a chance de admirar o corpo da loira, nunca se cansaria de olhar.
— Rach? – Quinn chamou e a judia saiu de seu transe, sorrindo para ela.
— Você é perfeita.
Rachel se inclinou sobre a loira e a beijou, passando os braços em torno de seu corpo para arruma-la no sofá, tentando ajeitar o corpo das duas em cima do móvel.
— Devíamos ter comprado um sofá mais largo. – a judia murmurou e Quinn riu, arranhando levemente as costas da noiva, e resmungando baixo ao encontrar o elástico da cueca.
— Tira. – mandou.
Rachel ergueu o corpo apenas para tirar a peça rapidamente e joga-la em qualquer canto da sala.
Assim que voltou a ajoelhar no sofá Rachel sentiu as pernas de Quinn rodearem sua cintura, a puxando para ela, e riu quando quase caiu completamente por cima da loira.
Antes que a judia pudesse dizer alguma coisa, Quinn a beijou de modo desesperado, arrancando um gemido da noiva.
Rachel afastou a boca da de Quinn apenas para descer a boca por seu pescoço, em direção aos seios, beijando, chupando e mordendo lentamente, sentindo a loira se mexer sob si, sem se importar com o fato de que algumas daquelas caricias certamente deixariam marcas.
Assim que chegou onde queria, a judia deu um beijo de leve sobre o seio esquerdo da loira, antes de tomar o direito na boca, passando a acariciar o esquerdo enquanto sua outra mão se ocupava de explorar o corpo da loira.
Quinn se contorcia embaixo da judia, arranhando seus ombros e tentando conter os gemidos que teimavam em sair de sua boca.
Quando se deu por satisfeita, a judia desceu a mão que acariciava o corpo da noiva, tocando sua intimidade de leve, e Quinn prendeu a respiração, jogando a cabeça para trás.
— Tudo isso pra mim? – Rachel disse, se afastando da loira apenas o suficiente para encara-la com um sorriso safado no rosto – Mas eu nem fiz nada demais.
— Faz quase uma semana, Berry. E os hormônios da gravidez estão começando a aparecer. – Quinn jogou o corpo pra cima, passando os braços pelos ombros da judia para sussurrar em seu ouvido – Então cala a boca e me fode logo.
Rachel praticamente rosnou, atacando os lábios da loira enquanto guiava seu membro até a entrada da noiva, a penetrando rapidamente, recebendo uma mordida não tão fraca em seu lábio inferior como resposta.
A judia estocava rapidamente, enquanto Quinn também jogava seu quadril de encontro ao da noiva, praticamente de forma sincronizada, em busca de mais contato. O suor começando a escorrer pelo corpo das duas, enquanto as respirações iam ficando cada vez mais pesadas.
Quinn passou as pernas em torno da cintura da judia novamente, a forçando para um pouco mais perto, sem que a mais velha parasse de investir contra ela.
Rachel desceu os beijos para o pescoço da loira, que jogou a cabeça para trás, dando mais liberdade para a judia, enquanto mordia o lábio inferior na intenção de conter seus gemidos.
Rachel começou a investir cada vez mais rápido contra a loira, sentindo os músculos reclamarem, mas os ignorando completamente.
A judia afastou o rosto do corpo da loira para observar a expressão de prazer da noiva, e quase perdeu o ritmo de seus movimentos.
Rachel voltou a beijar Quinn, e não demorou até que, juntas, as duas atingissem o ápice, sentindo os corpos tremerem com a intensidade do prazer que as atingiu.
Rachel deixou seu corpo cair sobre o da loira, que respirava fundo, com um sorriso no rosto.
— Uau. – Rachel murmurou e Quinn riu.
— É. Uau.
A judia apoiou as mãos entrelaçadas na loira, e seu queixo nas mãos, a observando ainda com a respiração pesada.
— Eu não te machuquei, não é?
— Nem um pouco. Na verdade, eu adorei isso.
Quinn se moveu e Rachel sentou, deixando que ela fizesse o mesmo.
A loira se aproximou de Rachel, apoiando as mãos no seu ombro e aproximando sua boca do ouvido da judia para sussurrar com a voz rouca.
— Gostei tanto, que quero repetir. No nosso quarto, dessa vez. Quem sabe em uma posição diferente...
Quinn levantou e saiu em direção as escadas, enquanto Rachel a observava de boca aberta.
Quando chegou na metade da escada, Quinn parou e virou para a judia, ainda estática no sofá, com um sorriso malicioso.
— Não demore, ou eu começo sem você. E traga nossas roupas.
Rachel pulou do sofá, pegando as roupas pela sala rapidamente, enquanto Quinn sumia no andar de cima, e subiu as escadas correndo logo em seguida.
Assim que chegou na porta do quarto Rachel tropeçou nos próprios pés, travando no lugar para a cena que encontrou.
— Puta merda.
— Eu lembro de você comentar alguma coisa sobre como gostaria de me ver de quatro, uma vez.
Rachel jogou as roupas que segurava no chão e passou por cima delas, sem tirar os olhos do corpo de Quinn, praticamente correndo para se ajoelhar na cama atrás do corpo da loira.
A judia passou as mãos pelas costas da loira em um carinho leve, antes de inclinar o corpo sobre o dela, se apoiando em seus ombros, para sussurrar no ouvido na loira.
— Eu amo seu corpo.
Quinn sorriu, e, antes que Rachel pudesse perceber, seu corpo estava caindo contra a cama, e Quinn tinha um sorriso malicioso no rosto.
— Você só disse sobre me ver de quatro, meu amor. Não sobre fazermos algo nessa posição.
Quinn deitou sobre a judia, que ainda tentava entender como tinha ido parar deitada ali, e a beijou, arrancando um gemido fraco da noiva.
A loira se afastou de Rachel apenas para descer os beijos para seu pescoço, deixando uma mordida de leve no ponto de pulso da judia.
Rachel gemeu e levou as mãos até a cintura da loira, deixando um aperto de leve ali.
Quinn voltou a subir os beijos pelo pescoço da judia, em direção ao seu ouvido, enquanto suas mãos exploravam o corpo da noiva sem vergonha alguma, a tocando por completa.
— Eu disse que me apaixonei por você, e não pelo seu corpo, e isso é completamente verdade. Mas, sabe, eu amo seu corpo também. – sussurrou – Amo o jeito como você se arrepia quando eu falo assim no seu ouvido. Ou quando eu... – Quinn se interrompeu para morder de leve a orelha da menor – Faço isso. Amo beijar sua boca, e o que ela me causa quando está em outros lugares, também. – a loira deixou um selinho na boca da judia, antes de deitar completamente sobre a noiva, arrancando um gemido de Rachel, que apertava cada vez mais a sua cintura.
— Quinn...
— Amo a sensação dos seus seios nos meus. – continuou, acariciando lentamente o corpo da judia – Amo sentir sua pele. – sorriu maliciosamente, antes de parar as mãos sobre a bunda de Rachel – Amo apertar sua bunda. – disse o fazendo, e Rachel sorriu.
A judia já se sentia completamente excitada, e queria mais do que tudo amar a garota a cima de si até a exaustão de ambas, mas em hipótese alguma interromperia a noiva. Eram poucas as vezes que ela tinha momentos desinibidos como aquele, e Rachel os adorava. Então, ao invés de interrompe-la, Rachel descontava apertando cada vez mais forte sua cintura.
— Amo o jeito como você me toca. – Quinn disse, parando as mãos em cima das da judia – E amo sentir você dentro de mim.
Rachel sentiu a mão direita da loira em seu membro e arfou.
— Amo o quanto eu sei que você é gostosa, mesmo sem poder te ver.
Quinn desceu o corpo pelo da noiva, deixando pequenos chupões pelo caminho, enquanto movia sua mão no membro da judia lentamente.
Assim que chegou onde queria, a loira deu um beijo na cabeça do membro da noiva, e sorriu para o gemido da judia, que a olhava maliciosamente.
— Ah, claro. Eu amo o seu gosto também.
Antes que Rachel pudesse pensar em responder, Quinn o levou a boca, e a judia rapidamente levou a mão a cabeça da loira, a enchendo com seus cabelos, enquanto a ajudava com os movimentos.
Rachel já estava quase em seu ápice quando Quinn se afastou, a fazendo gemer fraco antes de encarar a noiva, que tinha um sorriso malicioso.
— O que diabos você pensa que tá fazendo? – reclamou.
— Até uns segundos atrás, chupando você. – Quinn voltou a deitar sobre a judia – Mas agora, quero outra coisa na minha boca.
Quinn se inclinou sobre a noiva, levando seu seio direito a boca e o sugando lentamente.
— Puta merda. – Rachel resmungou, jogando a cabeça para trás.
Quinn sorriu, se mantendo ali por algum tempo antes de morder levemente o bico do seio da noiva, o largando para dar a mesma atenção ao esquerdo.
Quando se deu por satisfeita, Quinn ergueu o corpo e deu um selinho rápido na noiva, que a encarou, sentindo a respiração pesada.
— Sabe o que mais eu amo, Rach? – perguntou inocente, como se não estivesse provocando a judia segundos antes.
— O que? – Rachel murmurou com a voz rouca.
— Quando você me pega de jeito.
Rachel praticamente rosnou, empurrando Quinn contra a cama e ficando por cima da noiva, entre suas pernas.
Rachel apertou a cintura da loira, sem se preocupar em ser cuidadosa, e inclinou o corpo pra frente.
— Eu deveria te torturar, igualzinho você fez comigo. – sussurrou no ouvido da loira, empurrando seu quadril contra o da noiva.
— Estou contanto com isso. – Quinn gemeu.
Rachel sorriu, beijando o pescoço da loira com vontade, garantindo que ficaria marcado, enquanto suas mãos exploravam o corpo já conhecido abaixo de si.
A judia desceu os beijos pelo corpo da loira, deixando apenas um beijo de leve sobre cada um de seus seios – o que arrancou alguns protestos dela – antes de continuar fazendo seu caminho.
Sorrindo para Quinn, Rachel beijou e mordeu lentamente suas coxas, chegando perto de sua intimidade já encharcada apenas para pular para a outra coxa. Repetiu o processo algumas vezes, sentindo Quinn se remexer contra o colchão.
— Rachel... – Quinn chamou.
— O que?
— Você sabe o que.
— Eu quero ouvir você implorar, baby. – disse e deu um beijo de leve sobre a intimidade da loira, a fazendo gemer.
— Rachel, por favor.
— Por favor o que?
— Eu preciso sentir você.
Rachel sorriu e ergueu o corpo sobre o da loira, lhe dando um selinho.
— Fica de quatro pra mim, vai.
Quinn não pensou duas vezes antes de obedecer, e Rachel sorriu, voltando a se inclinar sobre a loira, que gemeu ao sentir seu membro ereto contra si.
— O que você tinha dito mais cedo sobre eu te querer de quatro, mesmo?
— Só vai logo, Rachel! – Quinn implorou e a judia riu.
— Foi você quem mandou.
Rachel guiou seu membro até a entrada da loira, a penetrando rapidamente, e Quinn mordeu o lábio inferior, segurando o grito de prazer que quase escapou de sua garganta.
A judia estocava rapidamente, fazendo com que o corpo de Quinn balançasse no ritmo de seus quadris.
— Sabe, eu lembro muito bem da nossa conversa daquele dia. – Rachel comentou, sem parar de se mover contra a loira.
— O que... – antes que Quinn pudesse terminar sua pergunta, sentiu a mão da judia descer rapidamente contra sua bunda – Rachel!
Rachel riu fraco, acertando mais um tapa do outro lado, e Quinn gemeu fraco.
— Você gosta disso, não é?
— Cala a boca, Berry.
Quando o terceiro tapa lhe atingiu, Quinn deixou seu corpo cair contra cama, sentindo o orgasmo tomar conta de seu corpo, e fazendo com que Rachel também atingisse o ápice.
A judia jogou seu corpo ao lado do da noiva na cama e sorriu, a puxando para si.
As duas ficaram ali por algum tempo, abraçadas e em silencio.
— Obrigada. – Rachel murmurou.
— Pelo o que? – Quinn perguntou, sonolenta.
— Eu sei o que você tentou fazer, Q. – Rachel deu um beijo na cabeça da loira – Por isso, obrigada. E saiba que deu certo.
Quinn riu fraco.
— Não foi nenhum sacrifício.
— Eu amo você.
— Eu amo você também.
Pouco depois, as duas deixaram que o sono tomasse conta de seus corpos e mentes.
***
Rachel acordou com o celular tocando e suspirou, esticando o corpo para pegar o aparelho em cima do criado mudo enquanto olhava o relógio.
— O que pode ser tão importante que você não pode esperar até as nove pra me ligar, Marley? – reclamou – Ainda não são nem sete horas.
— Você está com problemas, Rachel. Preciso que venha até minha casa o mais rápido possível. Artie já está chegando.
— Artie? – Rachel sentiu o sono se esvair assim que Marley tocou no nome do advogado, levantando rapidamente e saindo do quarto para poder conversar sem acordar Quinn – O que está acontecendo, Marley? E como Artie já tá chegando? Há quanto tempo esse problema chegou até vocês?
— Tempo o suficiente pra Artie chegar aqui. Ele me avisou agora há pouco que já desembarcou e tá vindo pra cá.
— Porque não me avisaram antes?
— Porque não é algo que você vá conseguir resolver sozinha, então resolvemos te dar um tempo. Você sabe, depois da briga entre você e Quinn... – Marley suspirou.
— O que tá acontecendo, Marley?
— Jéssica.
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