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50 Capitulo 50 - De volta para casa


Notas iniciais
Oi gente estamos de volta. Antes de mais nada, gostaria de compartilhar uma felicidade com vocês: A FIC TÁ TODA ESCRITA!!! Enfim, espero que gostem do capitulo dessa semana. Boa leitura!

Quinn estava sentada atrás do balcão. O café estava parado naquela semana, e ela agradecia por isso.

Depois da discussão com Jessica no dia anterior, a loira estava cada vez mais desesperada por qualquer notícia de Rachel.

Tinha prometido a si mesma que se a judia não aparecesse até o final do dia, sairia do café direto para a delegacia mais próxima, mesmo que precisasse passar por cima da irmã e de Marley.

Faltavam poucos minutos pra isso.

Brittany entrou no café brincando com Kathy em seu colo, e parou de frente para a loira, que forçou um sorriso.

— Hey, Quinn!

— Quinn! – Kathy sorria.

— Hey, Britt. E aí, pequena?

— Cadê a Rachel? Ela tinha ficado de me esperar aqui.

— Te esperar?

— É. Pra pegar a Kathy. Você sabe, passar o primeiro fim de semana com vocês.

— Claro! Rachel me disse. – Quinn falou, a mente trabalhando rápido – Desculpe, só estou com a cabeça muito cheia. Rachel teve um compromisso de última hora e não pode ficar esperando. Ela me pediu pra levar Kathy pra casa.

— Aconteceu alguma?

— Não, nada grave. Só inadiável.

— Certo. E ela volta hoje?

— Os planos são esses.

— Ok. – Brittany sorriu – Bom, fale pra ela não levar Kathy muito tarde no domingo, ok? E qualquer problema, podem me ligar.

— Não teremos problema. Certo, pequena? – Quinn disse saindo de trás do balcão para pegar a garota.

— Certo! – Kathy parecia animada.

Brittany passou Kathy para o colo de Quinn, lhe dando mais um milhão de recomendações antes de ir embora, a deixando sozinha com a garota.

— Certo, Kathy. O que acha de ficar sentada comendo uns cup cakes enquanto eu fecho o café?

— De chocolate?

— Do que você quiser.

— Então, tá bom.

Quinn deixou a garota sentada e foi buscar os bolinhos, suspirando.

Odiava mentiras. Ter que mentir, ainda mais para alguém como Brittany então, mais ainda. Mas sabia o quanto a adoção era importante para Rachel, e por mais que a noiva estivesse sabe-se Deus onde fazendo Deus sabe o que, não podia deixar que nada atrapalhasse aquilo.

A judia tinha passado a sexta-feira anterior inteira falando sobre aquele fim de semana. Kathy não teria aula no dia seguinte, Quinn não se lembrava ao certo o porquê, mas, por esse motivo, Rachel tinha convencido Brittany a deixa-la com as garotas desde a quinta-feira.

Se Rachel tinha se esquecido até mesmo disso, Quinn não queria saber o que mais ela poderia ter deixado pra fora de sua mente.

***

— E a fogueira fez bastante fumaça. – Quinn contava para Kathy, deitada ao seu lado na cama que dividia com Rachel, aos sussurros – A baleia ficou tão incomodada, que acabou espirrando os três para fora...

Quinn ouviu a respiração de Kathy ficar pesada e suspirou, parando com a história.

Rachel ainda não tinha aparecido, mas por causa de Kathy, não tinha tido tempo de ir a delegacia, como tinha prometido a si mesma que faria. Mas isso não significava que ela estava mais calma.

Depois que fechou o café, Quinn pediu para que sua mãe levasse ela e Kathy para casa. Judy ainda perguntou se ela não preferia passar a noite na casa dos pais, para que eles pudessem ajudar com a mais nova, mas Quinn negou. Se iria ser mãe da garota, deveria aprender a cuidar dela sozinha. E só conseguiria aquilo na pratica.

Quando chegou em casa, Quinn deixou a garota entretida em conhecer as poucas coisas que já tinham comprado para o seu quarto e esquentou o jantar das duas.

Comeram entre brincadeiras e por alguns minutos Quinn conseguiu esquecer o aperto que sentia pela falta de Rachel.

Depois disso as duas conversaram sobre o dia de Kathy na escola, brincaram com algumas bonecas da garota e, quando a menor se sentiu cansada, Quinn lhe deu um banho, colocou seu pijama e deixou a garota tomando seu leite enquanto se aprontava para dormir.

Minutos depois, a loira se encontrava ali, com Kathy dormindo contra si.

Quinn se ajeitou melhor na cama com Kathy em seus braços, e deixou que algumas lagrimas corressem por seu rosto, apertando a garota contra si.

Seu peito doía e implorava pela presença da judia.

Tentando não chorar alto para não acordar Kathy, Quinn pegou no sono.

***

Rachel entrou ainda meio cambaleando em casa, e, com certa dificuldade, trancou a porta.

Na parede, o relógio marcava as quatro da manhã.

A judia deixou a chave na mesinha de centro e subiu as escadas silenciosamente.

Sua cabeça pesava pelo excesso de bebida que tinha ingerido, e sabia que seu cheiro não era nada agradável. Mas, antes de pensar em qualquer uma dessas coisas, ela sabia que tinha uma coisa que deveria fazer.

Parou na porta do quarto que dividia com a noiva e, respirando fundo, a abriu tentando não fazer barulho.

Acendeu a luz sem se importar, sabendo que aquilo não incomodaria Quinn, e piscou algumas vezes para a cena que encontrou.

Quinn dormia deitada de barriga para cima, abraçando Kathy, que estava deitada sobre seu peito, com um braço e com a outra mão na barriga que começava a aparecer. O rosto ainda estava marcado pelas lagrimas recentes, e Rachel mal sabia o que estava sentindo.

Ao mesmo tempo que se sentia feliz pelo claro carinho de Quinn com seus filhos, sentia a culpa pelos dias que passou fora e pelas decisões que tinha tomado. Se sentia mal por ter esquecido que Kathy passaria uns dias com elas e por não pensar no que poderia causar para o bebê se deixasse Quinn nervosa. Mas se sentia muito pior por saber que, provavelmente, era o motivo das lagrimas da loira.

Rachel deu alguns passos para trás, encostando na parede e sentando ali, de frente para a porta do quarto, enquanto um soluço sofrido escapava por sua garganta e as lagrimas voltavam a cair descontroladamente, se perguntando como ela tinha pensado que poderia viver sem aquilo. Sem nunca ver cenas como aquela. Sem Quinn. Sem o amor que parecia querer explodir seu peito.

Quinn acordou ouvindo o choro que Rachel tentava não deixar soar tão alto e sentou na cama devagar, tomando cuidado para não acordar Kathy.

— Rachel? – chamou baixo.

Sua resposta veio na forma de um soluço alto, que a judia tentou abafar.

Rapidamente Quinn andou para fora do quarto, e Rachel se sentiu pior ainda ao ver a loira em pé aquela hora, parecendo tão preocupada com ela.

— Rach. – Quinn suspirou, sentando ao lado da judia e a abraçando de lado, o que fez Rachel chorar mais ainda.

— Me desculpa. Por favor, Q, me desculpa.

— Tá tudo bem, meu amor. Calma. Tá tudo bem.

Quinn segurou Rachel em seus braços por quase uma hora, enquanto a judia chorava copiosamente, fazendo um carinho de leve pelas costas da noiva.

Quando a judia parecia mais calma, Quinn deu um beijo em sua testa e suspirou.

— Amor, vamos levantar, sim? Você vai tomar um banho e eu vou preparar um café bem forte pra você.

— Quinn, me desculpa. Eu...

— Tá tudo bem, não se preocupe. Nós não vamos brigar de novo, ok? Você só precisa se acalmar e tirar um pouco desse álcool de dentro de você. O ideal seria tomar um banho gelado, mas acho melhor você tomar um morno e colocar uma roupa quente. Você tá gelada. Quando terminar, desce pra tomar um café.

— Me desculpa, Q.

— Já desculpei, Rach. Não se preocupe.

Quinn deu um beijo na testa da judia e levantou, puxando Rachel consigo.

— Você tá machucada, ou...?

— Não. Eu to bem. Vou tomar banho no banheiro do corredor, pra não acordar Kathy. – Rachel murmurou e Quinn concordou com a cabeça, dando um beijo na bochecha da noiva.

— Eu amo você.

Quinn se afastou e Rachel foi até seu quarto pegar uma roupa antes de ir para o banheiro.

Em baixo do chuveiro, a judia voltou a chorar.

***

— Q? – Rachel chamou, parando na porta da cozinha e Quinn se aproximou da noiva com duas xicaras na mão.

— Vamos pra sala.

Rachel pegou a xicara que Quinn lhe estendeu e caminhou lentamente até o sofá, com a noiva ao seu lado.

As duas ficaram em silencio por alguns segundos até Rachel quebra-lo.

— Me desculpa.

— Não se desculpe, Rachel. Tá tudo bem. Nós duas erramos.

— Mas eu não devia ter sumido assim. Eu disse que você tava fugindo, mas quem fugiu fui eu. Eu...

— Tá tudo bem. – Quinn suspirou, deixando sua xicara na mesinha de centro.

Quinn puxou Rachel para si, a abraçando de lado, e a judia se afastou apenas para deixar sua xicara ao lado da de Quinn e se acomodar melhor contra a noiva.

— Onde você estava esse tempo todo?

— Por aí. – Rachel murmurou – Cada vez que um bar fechava eu ia pro mais próximo que tava aberto.

— Você bebeu esse tempo todo?

— Na segunda eu só... Andei até anoitecer. Foi aí que eu entrei em um bar, na intenção só de comer alguma besteira. Daí pra frente, eu bebi o máximo que meu corpo aguentava. Acabava apagando na mesa do bar e quando acordava, bebia de novo. Hoje eu acordei jogada no chão do banheiro de uma boate qualquer e, quando eu levantei, me encarei no espelho... – Rachel suspirou, balançando a cabeça negativamente – Eu nunca tinha chegado nesse ponto, sabe? E eu percebi o que tava fazendo. Comigo e com você.

— Rach...

— E eu tomei uma decisão, Q. – Rachel respirou fundo, se afastando da noiva para encara-la – Eu amo você, Quinn. Com todas as minhas forças. Como nunca amei ou vou amar ninguém. Eu te amo o suficiente pra te deixar ir, se for o melhor pra você.

— O que quer dizer?

— Eu amo você Quinn, mas, se você não sente que eu sou a pessoa certa...

— Para. – Quinn a interrompeu – Nem mesmo pense nisso, Rachel. Eu amo você. Tanto quanto ou mais do que você me ama. Esses dias que você estava longe, foram como tortura pra mim.

— Mas...

— Não deixe o que aquela garota disse entrar na sua cabeça. Você é uma mulher incrível, Rachel. É a minha mulher. Mãe dos meus filhos. Eu quero dividir a vida com você. Quando você chegou bêbada aquele dia... Eu só conseguia pensar no quão perigoso tinha sido pra você dirigir naquele estado. E foi isso o que me irritou. Pensar que algo de ruim pudesse te acontecer.

— Sinto muito.

— Você tinha razão quando disse que eu não estava te apoiando como eu prometi. Mas não vou cometer esse erro agora.

— Você não estava errada.

— Mas também não tava certa. Você teve uma recaída, e eu deveria estar aqui pra te dizer que foi errado, sim, mas nós poderíamos dar um jeito nisso. Eu to aqui pra isso, agora, Rach.

— Eu amo você. E sinto muito ter te deixado preocupada.

— Não faça nunca mais.

— Não vou.

— Ótimo. E eu amo você também.

Rachel deu um selinho na loira, pegou sua xicara e se aconchegou contra Quinn, descansando a cabeça em seu ombro.

***

— Quinn? – Kathy chamou, enquanto descia as escadas devagar.

Quinn e Rachel ainda estavam deitadas no sofá. Depois de tomarem seus cafés as duas permaneceram ali, aconchegadas uma na outra, e acabaram pegando no sono.

Rachel levantou a cabeça, a sentindo pesada, assim que ouviu a garota chamando por Quinn, e praticamente pulou do sofá, correndo até ela ao vê-la quase na metade da escada.

— Hey, Kathy. – sussurrou, e a garota sorriu.

— Rach! – praticamente gritou.

— Fala baixo. – a judia pediu, a pegando no colo – A Quinn ainda tá dormindo.

— Opa. – Kathy sussurrou – Você não tava aqui quando eu fui dormir.

— Me desculpe, pequena. Mas eu voltei, e vamos passar o final de semana todinho juntas.

Kathy abraçou o pescoço da judia, que sorriu e lhe deu um beijo na bochecha.

— Então, o que acha de irmos escovar os dentes e, depois, tomar café?

— E a Quinn?

— Deixa ela dormir mais um pouco. A gente acorda ela depois.

Quase uma hora depois, Rachel deixou Kathy sentada na mesa da cozinha, comendo cereal com leite, e voltou para a sala, encontrando Quinn ainda dormindo do mesmo jeito que a tinha deixado.

— Hey, amor. – Rachel murmurou, se abaixando ao lado da noiva e fazendo um carinho de leve no rosto dela – Q, hora de acordar.

— Não quero. – Quinn resmungou e Rachel riu.

— Vamos lá. Kathy já acordou.

— Você pode cuidar dela por alguns minutos.

— Já cuidei. E agora quero cuidar de você. Anda, levanta. Você vai ficar com dor no pescoço por dormir no sofá.

Quinn suspirou e sentou, passando a mão pelo rosto.

— Bom dia.

— Bom dia. – Quinn sorriu – Sabe, por alguns segundos pensei que ontem a noite tinha sido um sonho.

— Me desculpe por te preocupar esses dias.

— Tudo bem, você precisava de um tempo. – Quinn esticou a mão e Rachel prontamente a segurou.

A loira puxou Rachel para sentar ao seu lado, a abraçando e respirando fundo.

— Como você se sente?

— Eu to bem, Q. De verdade.

— Você sabe que ainda vamos falar sobre isso, certo?

— Desde que não briguemos, tudo bem.

Rachel deu um beijo na bochecha da loira e levantou.

— Agora, vai se arrumar. Vou preparar seu café da manhã e depois vamos levar Kathy no parque, como tínhamos combinado, certo?

— Só temos que passar no café antes e avisar que você voltou. – Quinn falou, já se afastando em direção as escadas.

— Sem problemas.

***

Judy arregalou os olhos ao ver Quinn entrando no café, e Russel, parado a sua frente, encarou a porta com a testa franzida.

— Bom dia. – Quinn disse.

Rachel entrou com Kathy no colo e Judy suspirou, aliviada, enquanto Russel deu um sorriso de lado.

— Já podemos guardar a roupa preta, Judy. Ninguém morreu.

— Pai, agora não, tá bem? – Quinn murmurou pegando Kathy do colo de Rachel e Russel suspirou.

— Rachel. – Judy disse – Quando voltou?

— Ontem a noite. – a judia murmurou.

— E onde você tava? – Russel perguntou.

— Colocando a cabeça no lugar.

— Só viemos pedir pra vocês avisarem as meninas que Rachel está bem. – Quinn disse.

— Não vão nem tomar café? – Judy perguntou.

— Não. Já tomamos café. Agora vamos levar Kathy no parque. Certo, pequena? – Quinn disse.

— Isso! – Kathy sorria.

— Acho que podemos demorar mais alguns minutos. – Rachel disse e suspirou – Podemos conversar por um momento, Russel? Em particular.

— Perdeu o amor pela vida, Berry? – o mais velho brincou – ou tentou fazer parecer que brincava – enquanto levantava.

— Por uns dias, talvez. Mas já to com ele de volta.

Russel acenou com a cabeça para o escritório e deu as costas a judia, que se aproximou de Quinn e lhe deu um beijo na bochecha.

— Você sabe que não precisa disso, não é?

— Eu sei. – Rachel sorriu – Já volto.

— Ok. Cuidado com ele.

— Pode deixar.

Rachel entrou no escritório pouco depois de Russel, e o encontrou em pé de frente para uma mesa com algumas bebidas.

— Desde quando isso tá aí?

— Desde que você engravidou minha filha e eu tenho bebido pensando que logo alguém vai tirar a outra de casa também.

Russel estendeu um copo para Rachel, que balançou a cabeça negativamente.

— Já bebi demais essa semana.

— Pega.

— Eu não...

— Eu já servi, Berry. Pega e cala a boca.

Rachel pegou o copo revirando os olhos, enquanto Russel sentava na sua cadeira.

— Suponho que você queira me dar uma desculpa por ter sumido todos esses dias.

— Na verdade...

— Saiba que eu não quero ouvir. – Rachel o encarou por alguns segundos, antes de suspirar – Não preciso das suas desculpas. O que acontece entre você e Quinn é problema de vocês duas. Me aproximei de você o suficiente pra saber que você não é tão ruim pra Quinn quanto parece.

— Russel...

— É claro que eu quero te esmurrar por ter feito minha filha sofrer nos últimos dias, mas não tenho nada a ver com isso. Eu só... Rachel, Quinn está gravida e vocês vão adotar Kathy. A cada briga você vai sumir por dias e deixar sua família?

— Não vou mais fazer isso, Russel.

— Espero que não.

Os dois se encararam em silencio por algum tempo, e Rachel respirou fundo, sentando de frente para o sogro.

— Ela entrou na minha cabeça. – murmurou.

— O que?

— Minha ex... Ela me fez... Eu senti que não merecia Quinn. Que não merecia ser amada por ninguém.

— E aí você fugiu?

— Aí eu bebi. E Quinn ficou tão puta comigo que... Eu pensei que ela estava certa.

— E aí você fugiu?

— Eu quis deixar Quinn. Deixar que ela tivesse alguém que merecesse ela. Então... Eu não fugi. Ontem, quando eu decidi voltar, ainda tava completamente bêbada. E eu só ia pegar minhas coisas e sumir.

— Você ia abandonar minha filha? Sem nem mesmo dar uma explicação?

— Claro que não! Eu só... Eu ia voltar pra gente conversar, em algum ponto. Mesmo que eu deixasse Quinn, ainda vamos ter um filho, e eu nunca o abandonaria. Mas quando eu cheguei em casa... Quando eu olhei pra ela de novo... Eu prefiro morrer a ter que viver sem ela.

Russel tomou o resto da bebida em seu copo e o deixou em cima da mesa. Levantou e andou até a porta, parando com a mão na maçaneta.

— Pense em abandonar ela desse jeito de novo, Rachel, e eu vou garantir que isso vai acontecer.

O Fabray saiu do escritório deixando a judia sozinha, encarando a bebida intocada dentro de seu copo.

— E eu agradeceria. – murmurou algum tempo depois que a porta foi fechada.

***

Jéssica andou pelo aeroporto com pressa.

O relógio em seu pulso dizia que ela tinha apenas algumas poucas horas antes de ter que estar acordada novamente, e sabia que precisava descansar por algum tempo.

As mensagens em seu celular diziam que estava tudo pronto.

Logo ela estaria indo em direção a Michael em um vestido branco estupidamente caro. Mas ainda tinha uma coisa pra fazer antes.

Rachel tinha tomado sua decisão pelas duas.

Se a judia não a queria, se contentaria com o noivo. Mas não sem antes faze-la se arrepender.

Assim que chegou ao seu apartamento foi para o closet já quase vazio – afinal, se mudaria para a casa do marido quando voltassem da lua de mel – e buscou a caixa escondida dentre todas as caixas que permaneceriam por ali, até que ela vendesse o apartamento e alugasse um galpão para guarda-las.

A colocou na cama, se arrastando para debaixo dela logo em seguida.

Tateou a madeira até encontrar a chave presa ali e a puxou.

Destrancou a caixinha e a esvaziou, tirando várias fotos e presentes significativos.

Com certa dificuldade, puxou o fundo falso e sorriu para a foto que escondia ali.

Notas finais
O que será que a Jessica está planejando? Agora só sábado para saber. Até Semana que vem.