Notas iniciais
Oi gente!!! Estamos aqui com mais um capitulo, O primeiro do ano. Eu nem acredito que já tem nove meses que estamos postando essa fic. E agradeço de coração a todos que a acompanham. Boa Leitura.

Rachel rodava a aliança em seu dedo enquanto encarava o portão de desembarque, esperando que Marley aparecesse.

O aeroporto estava quase vazio, o que significa que quase ninguém pediria um autografo, e ela agradeceu por isso. Os compromissos dos dois próximos dias estavam a deixando nervosa, e ela não sabia se teria cabeça para lidar com os fãs.

Assim que a assistente se aproximou Rachel pegou o carinho que ela empurrava com as malas, e Marley arqueou a sobrancelha.

— A viagem foi longa e você deve estar cansada. Pode deixar isso comigo.

— Ok. – Marley suspirou, enquanto seguia a chefe em direção ao estacionamento – Começo o trabalho te lembrando dos seus compromissos agora, ou...?

— Não precisa. Essa entrevista e o... Treinamento de amanhã estão me dando nos nervos. É impossível de esquecer.

— Não chame de treinamento. Vai ser um ponto contra você.

— Chamo como, então?

— Curso preparatório.

— Que seja. – Rachel suspirou – A adoção da Kathy depende disso. Nada pode dar errado.

— Não tem como dar errado. – Marley sorriu – Pelo visto vamos anunciar um casamento também na entrevista, heim.

Rachel automaticamente sorriu, olhando a aliança que parecia se destacar em seu dedo.

— Oh, sim. Vamos anunciar o casamento do ano, porque eu me recuso que o momento mais feliz da minha vida seja menos do que isso.

— Parabéns, Rachel.

A judia apenas sorriu, parando perto do carro alugado.

— Obrigada, mas agora, tenho trabalho pra você.

— Novidade. – Marley brincou – Manda.

— Pelo amor de Deus, me compra um carro.

***

Rachel bocejou, sentada na recepção do psicólogo já as sete e meia da noite, cansada por ter passado o dia todo naquele prédio.

— Crianças exigem um esforço em tempo integral, e cansa bem mais – ouviu a voz que soou brincalhona e levantou a cabeça, encontrando a médica lhe encarando – passar o dia aqui não é nada comparado a isso.

— Eu sei que posso dar conta.

A doutora apontou uma sala com a porta aberta e Rachel respirou fundo antes de levantar e se encaminhar para lá.

Estava naquele lugar desde as sete da manhã, ouvindo uma palestra enorme e irritante, até as onze e meia, quando finalmente foi liberada, mas apenas por uma hora, para comer alguma coisa e ir para uma outra sala, onde ouviu mais uma palestra por uma hora e meia, e depois teve uma aula sobre como cuidar de crianças e todo um material relacionado a adoção – e nessa parte Rachel realmente prestou atenção, e até mesmo tinha algumas anotações em seu celular.

Quando finalmente a deixaram ir, as seis horas, ela apenas teve tempo de comer novamente antes de correr para a recepção da psicóloga, onde esperou por quase uma hora pela médica.

Agora, dentro da sala, Rachel sentia seu coração bater mais rápido. Sabia que aquela avaliação era uma das partes mais importantes do processo de adoção, e não queria falhar.

— Então, senhorita Berry – a doutora começou – porque, exatamente, você resolveu adotar?

***

— Eu fui uma droga. – Rachel falou, sentada na beira da cama de Quinn, que estava sentada atrás da judia, massageando seus ombros.

— Calma, meu amor. Você não sabe se foi mesmo tão mal assim.

— Eu sei que fui. Eu gaguejei várias vezes, e demorei demais pra começar a responder algumas perguntas, e... Ah! Teve uma que eu disse “não sei”. Eu deveria saber tudo, Q!

— Não saber faz parte de ser mãe, Rachel. Relaxa.

— Eu não quero perder a Kathy, Q. – a judia choramingou e Quinn suspirou.

— Você não vai meu amor. Fica tranquila.

Quinn deu um beijo na bochecha da judia, que suspirou e levantou.

— Mas e se eles acharem que eu não vou ser boa o suficiente pra cuidar dela? Talvez...

— Rach, só se acalma, tá bem? Eles disseram quanto tempo demora pra dar a resposta?

— Ela disse que, normalmente, até uma semana.

— Rach... Você sabe o que isso quer dizer, certo?

— Que vai ser uma semana agoniante?

— Não, Rachel... Se você passou nessa parte, e eu sei que passou, então, em no máximo uma semana um assistente social vai conversar com Kathy e decidir se ela pode ou não ir morar com você.

— E...?

— Rachel, pelo o que a Britt me disse, essa parte envolve uma visita na casa onde a criança vai viver.

Rachel arregalou os olhos, encarando Quinn sentada na ponta da cama.

— Temos uma semana pra adaptar e mobiliar a casa toda.

***

— Rachel, eu resolvo isso pra você assim que sairmos daqui. Você pode, por favor, focar na entrevista agora? – Marley praticamente implorou.

Rachel suspirou antes de se jogar no sofá disponível para ela no camarim improvisado e passou a mão pelo cabelo.

— Eu vou enlouquecer com isso.

— Rach, meu amor, foca na entrevista, ok? Isso é tão importante quanto arrumar a casa, no momento.

Rachel olhou para a namorada ao seu lado e sorriu.

— Tem razão. Vou contar sobre nosso outro filho daqui a pouco. – a judia falou antes de abaixar o corpo para dar um beijo na barriga da namorada.

— Se ela tiver outro surto, você dá um jeito. – Marley resmungou enquanto se afastava das duas.

— Eu amo você.

— Eu também amo você.

Rachel abraçou a loira e as duas ficaram ali por pouco mais de um minuto até Marley voltar.

— Tudo bem, Rachel. Hora de entrar.

***

Rachel observou os repórteres enquanto sentia o coração acelerar.

O grupo a sua frente prestava atenção em Marley, que fazia seu tradicional discurso antes de qualquer coletiva que a judia dava.

Ela ia falar sobre sua condição. Ia contar a verdade para aqueles abutres que fariam de tudo para lucrar enquanto espalhavam a notícia para o mundo. Por um segundo, ela desejou poder contar aquilo pessoalmente para cada fã.

Rachel olhou para o lado, onde, por trás de uma pequena porta, Quinn a esperava.

— Rachel. – Marley passou a palavra para a judia, que respirou fundo.

Quinn e seu filho.

Era por eles que ela faria aquilo.

— Antes de começar, eu gostaria de deixar claro que tudo aqui será tratado de forma superficial, sem muitas explicações... Técnicas. Como minha assistente já disse, qualquer pergunta deve ser guardada para o final, e gracinhas não serão toleradas.

Rachel observou por alguns segundos enquanto apenas os flashes faziam barulho pelo local.

— Há anos alguns boatos sobre eu ser intersexual saíram na mídia. Eu neguei e fugi do assunto o máximo que eu pude, porém, a verdade é que eu não sei como essa informação chegou até vocês. Por anos eu escondi parte do que eu sou de todos. Das pessoas mais próximas, da mídia, dos fãs, e do mundo. Por anos antes disso, eu tentei esconder até de mim mesma. A intersexualidade é uma condição de nascença, muito rara, que não costuma ser de conhecimento público e muitas vezes é chamada de hemafrodismo, o que é um engano. A intersexualidade é uma condição que eu carrego comigo minha vida inteira, e que define quem eu sou tanto quanto a sexualidade de uma pessoa, ou seja, em nada.

Rachel suspirou, enquanto cada repórter ali fazia suas anotações rapidamente, já formulando milhares de perguntas.

— De forma resumida o que eu estou dizendo é que sim, eu sou intersexual.

Assim que a judia se calou, as perguntas começaram a ser gritadas e a judia fechou os olhos, respirando fundo.

— Eu não vou escolher qualquer pergunta para responder até que todos ajam civilizadamente. – Rachel praticamente rosnou, e, aos poucos, o barulho foi diminuindo.

Quando todos estavam em silêncio, ela apontou o primeiro jornalista que viu na frente.

— Porque mentiu sobre isso durante todo esse tempo?

— Esse assunto sempre foi delicado pra mim, e eu já sofri o suficiente por isso no passado. Queria evitar... Transtornos, por assim dizer.

— O que quer dizer quando diz que já sofreu por isso? – o próximo repórter perguntou.

— Quero dizer que tenho histórias não agradáveis por causa da minha condição. Nenhuma delas virá a público, pelo menos por enquanto, no que depender de mim.

— O que a intersexualidade significa pra você?

— Que eu tenho um pênis? – a judia respondeu franzindo a testa, e o rapaz riu fraco.

— Não, quero dizer, no que isso mudou sua vida? O que a intersexualidade significa na sua vida?

— O preconceito, de modo geral. Foi só o que mudou. O que não fez muita diferença, na verdade, já que antes disso também sofri com o preconceito por ter dois pais. Coisa pela qual eu passaria de novo sem pensar duas vezes, pois não troco nenhum por qualquer outra pessoa.

— Em algum momento da sua vida você foi criada como um homem?

— Desculpa, o que?

— Antes de descobrirem sua intersexualidade.

— Oh, não. Foi descoberta assim que eu nasci. Sempre fui criada como uma garota.

— O filho da mulher que disse estar gravida de você há algum tempo, é seu?

— Não. Eu fiz exame de DNA antes e depois da criança nascer, e ambos deram negativo.

— Você já pensou em operar?

— Me perguntar isso é como fazer essa pergunta pra você, meu amigo. É algo que faz parte do que eu sou. Nunca faria isso.

— Porque contar agora?

— Esse era o ponto onde eu queria chegar. Obrigada por perguntar. – Rachel sorriu e respirou fundo – Como todos sabem, namoro há algum tempo. E, graças a esse namoro, descobri que sou completamente fértil. Minha namorada está gravida. Eu vou ter um filho. Ou filha.

Todos ficaram em silêncio por algum tempo, antes de começarem a gritar suas perguntas.

Rachel respirou fundo antes de apontar para um dos poucos que permaneciam mais calmos.

— De quanto tempo ela tá?

— Pouco. Ainda não começamos o pré-natal para ter certeza, mas calculamos dois meses.

— Você tem certeza que o filho é seu? – alguém gritou e Rachel procurou pelo rosto do responsável pela multidão.

— Como é?

— Como você sabe que esse filho é seu? Normalmente pessoas intersexuais são inférteis, não é?

Rachel achou pelo homem pela multidão e fechou a cara, respirando fundo.

— O último infeliz que fez piada sobre a minha namorada só não foi processado porque ela e meu advogado me convenceram de que ter garantido que ele nunca mais vai conseguir um emprego como jornalista na vida já era o suficiente. Peça muito pra eles pensarem o mesmo sobre você. Alguém tira esse cara daqui, por favor.

***

— Pai? – Quinn chamou, entrando no escritório de Russel, que suspirou.

— Veio gritar comigo de novo? – o mais velho murmurou.

— Na verdade, vim te dar a chance de se desculpar. E de começar a se aproximar da Rachel sem a intenção de bater nela, dessa vez.

Russel suspirou e encarou sua filha mais velha, que o tinha evitado desde que encostou no rosto de Rachel e, graças ao gemido de dor da namorada, descobriu sobre o murro que Russel tinha lhe dado.

— Como?

— Como você sabe... Eu e Rachel estamos adotando Kathy.

— Mais uma das coisas com as quais eu não concordo e sobre as quais não posso opinar. – resmungou – É, eu to sabendo.

— Rachel contratou uma boa empresa de construção, mas precisamos de alguém com experiencia no assunto.

— O que quer dizer?

— Você pode ajudar Rachel a coordenar a adaptação da casa para Kathy? Precisamos fazer tudo em menos de uma semana.

***

— Primeiro de tudo, pode começar colocando texturas nessas paredes. – Russel disse e Rachel arregalou os olhos.

— O que?

— Elas precisam saber em que cômodo estão. O jeito mais fácil é uma textura diferente nas paredes de cada cômodo.

— Não sei se temos tempo pra isso, Russel.

— Você não disse que essa equipe é a melhor que tem? Pois mande que eles já comecem a fazer isso. Podemos ver as outras modificações enquanto eles fazem essa parte.

— Mas...

— Rachel, eu adaptei minha casa, sozinho, em menos de quinze dias, quando Quinn sofreu o acidente. A textura foi o primeiro passo.

— Uma diferente por cômodo?

— Pode repetir as texturas, mas não no mesmo andar. E quanto menos repetir, melhor.

— Ótimo, então vamos começar escolhendo texturas.

— E depois temos escadas, quinas, e, Berry, você vai ter que adaptar os moveis também.

Russel saiu andando pela casa enquanto falava sobre tudo o que teriam que fazer, e Rachel o seguiu com um sorriso contido no rosto.

***

— Tem que ser dourado. O tradicional! – Judy reclamou, e Kitty revirou os olhos.

— Mãe, pelo amor de Deus, branco e dourado já saiu a moda há uma vida. Diz pra ela, Quinn!

— Eu não enxergo pra opinar sobre cor, Kitty. – Quinn riu – Acho que, ao invés de brigar por isso, deveríamos perguntar para Rachel.

— Sua noiva está ocupada com a casa, Quinn. – Santana reclamou.

— Não vai estar na próxima semana.

— Mas...

— E, mesmo se estiver, acho que precisamos de mais opiniões.

— E quem você tá pensando em chamar?

***

— Nada do que vocês estão pedindo é fácil de fazer. – o chefe da obra avisou Rachel e Russel, que acabavam de passar todas as modificações que deveriam ser feitas para ele.

— Quantos dias? – Russel perguntou.

— Posso fazer em até... Cinco dias, mas vou precisar aumentar a equipe e estender o horário de trabalho. Isso vai custar uma boa quantia a mais.

— Faça. – Rachel disse, dando de ombros – Não me importo em quanto vai custar, desde que esteja pronta no dia. Antes, de preferência.

— Ok. – o homem respirou fundo – Começamos amanhã pela...

— Vocês começam hoje. – Russel falou.

— O que? Mas...

— Eu sei como funciona essas empresas. Você vai precisar comprar o material, sim, mas o básico vocês sempre têm, pra emergências. Então, comecem hoje. É importante que isso esteja pronto logo, porque ainda vai ser preciso mobiliar e adaptar os moveis. Temos uma semana, se não menos, pra deixar essa casa cem por cento habitável. Ainda tá cedo. Vocês tem muito tempo pra trabalhar. Comecem hoje, porque não temos tempo pra perder. E se a gente atrasar por causa de vocês, então vocês terão problemas. Pro seu prazo de cinco dias, eu to contando hoje. Entendeu?

— Vou chamar a equipe.

Rachel sorriu, arqueando a sobrancelha, quando o chefe de obra se afastou.

— É, meu jeito de durão serve mais do que pra assustar quem se mete com as minha filhas. – Russel sorriu para a garota.

— O senhor tem que me ensinar a fazer isso.

— Pra que? Eu já to aqui pra ameaçar o cara.

— É... Mas não vai tá aqui pra ameaçar quem chegar perto da Kathy.

— Acredite, eu vou sim. – Russel riu – Mas posso te ensinar um truque ou dois.

***

— Hey, baby. – Rachel deu um selinho em Quinn antes de se jogar no sofá ao seu lado.

— Hey, amor. Como foi o dia hoje?

— Cansativo. – foi Russel quem respondeu, sentando no sofá do outro lado da sala.

— Os dois pro banho agora. – Judy mandou, parando na porta da sala – Vocês estão sujando meu sofá.

Rachel gemeu em desgosto, e Russel riu, levantando.

— Outro conselho, Berry: nem tente discutir quando a mulher mandar.

— Vou anotar esse. – Rachel riu – Vou tomar banho no banheiro do seu quarto, ok, Q?

— Ok. Já te encontro lá.

Rachel deu um selinho na loira e saiu em direção ao quarto da noiva, parando no caminho pra dar um beijo na bochecha da sogra, que riu.

— O que foi isso? – Quinn perguntou sobre o modo como Rachel e Russel se tratavam.

— Eu não sei. Mas não acho que você deva reclamar. – Judy aconselhou.

Já faziam três dias que Rachel e Russel estavam supervisionando, juntos, as adaptações da casa, que já estava quase pronta, e Quinn não podia estar mais feliz com o resultado disso na relação dos dois.

Quem diria que Russel Fabray daria o braço a torcer, afinal de contas?

***

— Eu vou buscar meus pais no aeroporto amanhã a noite. – Rachel disse enquanto Quinn saia do banheiro secando o cabelo – Fico feliz que você tenha chamado os dois para ajudar nos preparativos pro casamento.

— Bem, minha mãe, Kitty e Santana já estavam me deixando louca, então chamar os dois foi uma ideia maravilhosa. Mas acho que você vai ter que intervir em algum momento, amor.

— Não vejo problema. Mas posso saber porque?

— Bom, eu nem mesmo posso opinar na discussão sobre as cores ou... Santana falou alguma coisa sobre estampas, mas Kitty quase bateu nela por isso, então acho que foi completamente descartado.

Rachel riu e puxou a loira para sentar na cama, pegando a toalha da mão da noiva e se ocupando de secar o cabelo dela.

— Porque você não tem um secador, mesmo?

— Não gosto.

— Certo... Vou te fazer gostar quando morarmos juntas.

— E qual o plano? – Quinn riu.

— Hum... Eu posso fazer algum. – a judia brincou.

O celular de Rachel começou a tocar em cima da cômoda e a judia o pegou rapidamente, largando a toalha sobre a cama, mas respirou fundo antes de atender ao ver o nome de Brittany brilhar na tela.

— Alô?

— Rachel? Como você tá?

— Não vou mentir, Brittany, ansiosa. – ao ouvir o nome da loira, Quinn rapidamente levantou e foi para o lado da namorada, segurando sua mão – E você?

— Estou bem. Tenho boas notícias pra você.

— Alguma resposta sobre a adoção?

— A melhor de todas, Rachel. Uma assistente social vai vir conversar com a Kathy quinta a tarde.

— Oh, Deus. Serio? Isso quer dizer...

— Quer dizer que te aprovaram, Rachel. – Brittany sorria do outro lado da linha – E eu acho que você vai querer contar isso pra Kathy pessoalmente, então...

— Eu estou indo ai agora mesmo!

— Acho que não precisa de tanta pressa, Rachel. – Brittany riu – Afinal, eles ainda não entraram em contato com você?

— Não.

— Oh... Isso é estranho.

— O que? Porque?

— Normalmente eles te avisariam primeiro.

— Eu deveria me preocupar, então?

— Não, provavelmente entram em contato com você logo. Não se preocupe.

— Certo. Bom, eu tenho alguns poucos dias pra terminar a reforma na casa, então.

— Eu adiantaria isso. A gente se vê quando você vier falar com Kathy, Rachel. Amanhã, porque não vou te deixar essa hora.

— Britt...

— Nada disso. Já é quase meia noite, Rachel. Kathy já tá dormindo.

— Ok. Mas vou ai amanhã cedo, então.

— Se o seu cedo for depois das oito, tudo bem.

— Eu tava pensando em umas seis e meia...

— Rachel, Kathy ainda nem tá pensando em acordar essa hora. Venha amanhã depois das oito.

— Tudo bem. Obrigada por avisar, Brittany.

— Sem problemas. Desculpa pela hora.

— Oh, imagina.

— Bom, boa noite.

— Boa noite. E obrigada de novo.

Rachel desligou o celular e o colocou de volta na mesa de cabeceira, virando para abraçar Quinn.

— E então?

— Nós conseguimos, meu amor. Eles vão conversar com Kathy semana que vem.

— Eu disse que você tinha ido bem. – Rachel sorriu e deu um selinho na loira.

Notas finais
O que acharam? A Quinn disse sim e parece que tá tudo certo na adoção... Seria a hora que tudo fica bem? Até semana que vem!