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4 Capitulo 4 - Fabrays
Notas iniciais
— Você já conheceu Rachel? – Kitty perguntou assim que atendeu o celular.
— Já, Kitty. – Quinn riu – E sim, eu estou bem. Como estão as coisas por ai?
— Como ela é pessoalmente?
— Kitty, me deixa falar com a mamãe.
— Quinn... – Kitty choramingou e a mais velha riu.
— Passa o telefone pra dona Judy.
— Chata.
— Nossa, eu vim até aqui por sua causa e ainda sou chata? – brincou.
— Mãe! A Quinn no telefone! – a loira ouviu Kitty gritar – Enquanto ela vem, me fala da Rachel.
— Sabe, às vezes eu acho que você é apaixonada por essa garota.
— Prefiro não comentar. Vou passa pra mamãe. Beijos.
— Beijo.
— Hey, meu amor. Como está?
— Estou bem, e você? Como estão as coisas por ai?
— Estão ótimas. Santana é uma garçonete excelente. Estou até pensando na possibilidade de contratar essa latina estressada.
— Eu ouvi isso, dona Judy! – a voz de Santana soou ao longe e Quinn riu.
— Não vá me substituir.
— Nunca, Q. Os fregueses têm perguntado de você. Principalmente certo moreno, alto e de olhos castanhos.
— Mãe, eu não enxergo pra você definir alguém assim e eu saber quem é. Mas, se você está falando do Finn, já mandei ele largar do meu pé.
— Anda se divertindo? – Judy riu.
— Tem sido legal. Eu fico imaginando Kitty aqui. Ela ia ficar louca.
— Tenho certeza que sim. Você já pegou os tão sonhados autógrafos pra ela?
— Ainda não. Mas eu tenho tempo. Volto só na segunda à tarde.
— Bom, não vá esquecer. Por que eu já estou quase estrangulando ela de tanto que ela fala desses autógrafos.
— Vou lembrar de pedir da próxima vez que eu ver eles. Mas vou conversar com o diretor e ver se eu consigo algum ingresso para ela. Não fale nada ainda, por que eu não tenho certeza.
— Ok. Santana quer falar com você.
— Tudo bem. A gente se fala depois. Beijos. Te amo.
— Também te amo, filha.
— Hey, Dorinha! Como é que estão te tratando ai?
— Eles estão me tratando muito bem. Mas você é uma pessoa que eu quero socar. Você sabia que eu estava conversando com Kitty no viva-voz ontem?
— Opa. – Santana riu – Pelo menos se tiver algum cara gato, já sabe que você está solteira.
— Vá à merda, Santana.
— Quinn? – Rachel chamou batendo na porta.
— Espera ai, latina. – a loira pediu e afastou o celular da orelha – Entra! – mandou.
— Atrapalho? – Rachel perguntou, entrando no quarto e encostando a porta.
— Não. Só estou falando com Santana. Espera um minuto que eu já falo com você.
— Quem tá ai, loira?
— Rachel. – Quinn respondeu.
— A diva da sua irmã?
— Rachel está com Quinn? – a loira ouviu o grito de Kitty ao fundo e riu.
— Você é muito vadia, Santana. E eu vou ser mais ainda e desligar antes que Kitty pegue o telefone de volta.
— Ok. Tchau loira.
— Tchau.
— Não desliga! Eu quero falar co... – a voz de Kitty foi interrompida pelo fim da ligação.
— Está tudo bem?
— Está sim. – Quinn riu – Aposto que Kitty daqui a pouco me liga querendo falar com você.
— Você é má. – Rachel riu – Por que não colocou a garota na linha?
— Por que ela ia começar a gritar e chorar e eu ia acabar perdendo a paciência. – o celular de Quinn começou a tocar e ela riu – Deixa tocar.
— Eu bem que poderia atender. – Rachel sorriu, sentando ao lado da loira.
— Ok, lembre-se que foi você quem pediu.
Quinn atendeu a ligação e colocou no viva voz.
— Lucy Quinn Fabray, eu exijo falar com a Rachel! – a Fabray mais nova gritou.
— Olá. Kitty, não é? – Rachel respondeu.
O silencio do outro lado da linha durou alguns segundos e Rachel franziu a testa.
— Hum... Kitty?
— Ai meu Deus! Eu estou falando com Rachel Berry! Rachel! Eu... Ai, caramba. Eu sou sua maior fã! Sempre quis te conhecer e... – o discurso de Kitty foi longo, e Rachel o ouviu rindo baixo, enquanto Quinn gargalhava.
— Ok, Kitty. Para de chorar. – Rachel pediu alguns minutos depois – Sua irmã me falou bastante sobre você. E... Eu diria que vou até sua casa te conhecer, mas não sei se vou ter tempo, então, prometo te mandar um autografo. Quer alguma coisa especial escrita nele?
— Só... Se tiver meu nome na sua letra já está ótimo. – Quinn percebeu a felicidade na voz da irmã e acabou rindo mais ainda.
— Ok, Kitty. Já pode parar de drama.
— Você só está com inveja por que eu vou ter um autografo.
— Kitty, eu conheço ela.
— Dane-se você, Quinn.
— Ok. Boa sorte com o café, Kitty. Vou desligar.
— Não Quinn! Por favor, me deixa falar com a Rachel.
— Tchau Kitty. – Quinn disse.
— Tchau, Kitty. – Rachel se despediu.
— Tchau, Rachel. Eu sou sua maior fã! Eu...
Quinn desligou o telefone e as duas riram.
— Sua irmã é fofa.
— Ela é irritante, isso sim.
— Essa só é sua opinião por que ela é sua irmã.
— E a sua está baseada em uma conversa por telefone.
— Touché.
— Enfim, algum motivo em especial para ter vindo até aqui?
— Queria sua companhia.
— Sei... – Quinn riu.
— Está duvidando de mim, Fabray?
— Eu? Imagina? – Quinn não poderia estar sendo mais irônica.
Rachel riu e empurrou à loira, a deitando na cama, e começou a fazer cosquinha nela, que se contorcia, rindo.
— Para com isso, Rachel! – gritou entre risadas – Você acha que eu tenho cinco anos, ou o que?
— Acho que você fica fofa vermelha desse jeito. – Rachel parou ainda rindo da loira, que respirava fundo, ainda rindo um pouco.
— Eu juro que vai ter volta. – suspirou.
— Eu acho que não. – Rachel sorriu.
— E ai, como foi lá com Jesse? – Quinn perguntou se acomodando melhor na cama, e Rachel deitou ao lado dela.
— Ainda não fui internada em uma clinica de reabilitação, então, melhor do que eu pensei.
— E você precisa de uma clinica?
— É claro que não. Eu já disse, fumei poucas vezes. Além disso, já faz um bom tempo que não chego nem perto de drogas. Apesar de a ideia ter me passado pela cabeça essa semana.
— Ainda bem que não fez. – Quinn suspirou.
As duas ficaram em silencio por alguns minutos até Rachel dar uma risada fraca.
— Nós não temos muitos assuntos em comum, não é?
— Não muito. – Quinn riu – Tudo bem, me conte sobre musicais.
— Sério?
— É! Kitty vive falando sobre eles e eu costumo ignorar, mas eu gostei das musicas do musical de vocês.
— Não é nosso, exatamente. Estamos reencenando.
— Bom, eu ainda gostei das musicas.
— RENT é um dos meus preferidos. Fiquei eufórica quando consegui o papel.
— Era seu sonho?
— Não. Meu sonho é fazer Fanny Girl.
— Me fale mais sobre isso.
— Você pareceu minha antiga psicóloga falando, agora. – Rachel riu – Fanny é... Fanny. Indescritível. Foi à peça que marcou a careira da minha maior inspiração, Barbra Streisand.
— Hum...
— Você não está interessada, não é? – Rachel riu.
— Eu pensei que ficaria mais depois de ouvir vocês, mas... – Quinn riu.
As garotas ficaram em silencio pro mais alguns segundos, até que Rachel sentou, encarando a loira.
— O que você pretende fazer hoje? – Rachel perguntou para Quinn.
— O mesmo que você. Ou seja, nada.
— Mas eu tenho uma ideia do que fazer.
Rachel pegou o celular e digitou uma mensagem, enviando segundos depois.
— Então, qual a ideia? – Quinn perguntou.
— Espera ai. Você já vai saber.
Pouco tempo depois, todos estavam no quarto da loira.
— Por que da convocação Rachel? – Noah perguntou.
— Acho que merecemos uma saída.
— Claro. Eu estava mesmo querendo ver algum teatro amador. – Harmony disse.
— Você pode ver o teatro amador na apresentação da família Adams. – Rachel disse.
— Aonde você quer ir então, vossa majestade? – Jesse perguntou, irônico.
— Fazer uma fã ter um ataque.
— Você não vai fazer isso, vai? – Quinn perguntou.
— Acho que falo por todos quando digo que sua irmã merece. Fala sério, inscrever a irmã naquele sorteio...
— Verdade. E se você falasse que não viria? – Jane disse.
— Por incrível que pareça, Kitty sabe como conseguir o que quer. Não só comigo. Digamos que toda a família cai nas graças daquela garota.
— Então, vamos fazer uma garota feliz enquanto estamos de ressaca.
Antes de saírem, Quinn ligou para Santana e pediu para que ela tirasse a irmã do café por uma hora. Pouco tempo depois, a latina retornou a ligação avisando que tinha conseguido.
Meia hora depois eles passaram pela porta de vidro fazendo a pequena campainha tocar. Logo que entraram eles foram atacados pelo cheiro delicioso de massa assada.
Quinn soltou o braço de Rachel, dobrou a bengala e seguiu café á dentro, deixando todos eles bestas de ver como a garota se guiava até a pequena janela na cozinha, depois de deixar a bengala sobre a mesa onde a irmã costuma se sentar para ler.
— Mãe. – ela chamou e logo em seguida sua mãe saiu da cozinha seguida de Santana que carregava alguns pedidos.
— Loira azeda, você devia me ajudar com isso, afinal, a ideia de tirar sua irmã daqui foi sua.
— É bom encontrar com você de novo. E eu falei pra Kitty que você não ia conseguir se virar. Os pedidos são de que mesa?
— Mesa sete.
— Arruma uma mesa grande pro pessoal. – Quinn mandou, pegou a bandeja da mão da amiga e seguiu em direção da mesa sete.
— Espero que goste. – a loira disse sorrindo.
Quando voltou para perto dos novos amigos ela apresentou cada um para sua mãe e Santana.
— Pessoal, essa e minha mãe Judy, e essa aqui e a insuportável da Santana. – completou.
— Fala serio Fabray. Você sentiu falta da minha gostosura.
— Mais um motivo pra eu gostar de não enxergar. – disse fazendo todos rirem. – Cadê o papai? – perguntou.
— Saiu com a Kitty. – Judy respondeu.
— Vocês deveriam se sentar, e fazerem seus pedidos. – Quinn disse.
— Na verdade, viemos só para conhecer a sua irmã. Não queremos nada. – Sam disse.
— Vocês não podem sair daqui sem comer um cupcake feito pela tia Judy. Serio, se ela não fosse casada, ate me ariscaria só pela comida dela.
— Santana! – Quinn e Judy falaram ao mesmo tempo.
— O que? Só estou sendo sincera. – a latina respondeu arrancando risadas dos outros.
— Que mesa tá vazia? – Quinn perguntou.
— Acho que cabem todos vocês na cinco. – Judy disse – Sua bengala já tá lá mesmo. – brincou.
— Certo. Eu vou levar eles para lá. Mãe arruma alguns cupcakes, uns e cooks e, por favor, mãe, eu estou pirando sem seus Donuts. – disse fazendo Judy rir.
— Pode deixar. Só leve eles até a mesa. E fique por lá. Nada de vir ajudar Santana.
Quinn virou na direção da mesa e Rachel se aproximou, estendendo o braço para ela.
— Posso? – pediu.
— Eu sei me virar aqui dentro, Rachel.
— Eu sei. Mas ver você andando sem ajuda e sem a bengala me da à sensação de que você vai cair a qualquer segundo e isso meio que me preocupa. – Quinn riu, mas deixou que a judia entrelaçasse seus braços, e saiu em direção à mesa.
Assim que se afastaram, Santana virou para Judy com um sorriso malicioso.
— Acho que em vez de gato, ela pegou uma gata. – falou fazendo Judy rir.
O grupo se acomodou na mesa indicada por Judy e ficaram conversando por alguns minutos, até Santana aparecer carregando uma bandeja com as coisas que Quinn havia pedido e algumas a mais.
— Eu acho que hoje eu não almoço. – Blaine comentou ao ver a quantidade de coisas que Judy havia mandado.
— Eu não como comida desde que essa loira foi sorteada. – Santana disse se afastando da mesa, fazendo o grupo rir.
— Certo, desfio alguém a não gostar da comida da minha mãe. E, por favor, alguém me dá um Donuts.
Rachel entregou o Donuts da loira, antes de acompanhar os outros e pegar um para si.
— Cara, isso é muito bom. – Jesse disse, enquanto os outros apenas concordaram, ocupados demais mastigando para falar.
Ficaram ali, conversando e rindo por mais ou menos vinte minutos, antes da campainha tocar novamente.
— Acho que aquela é a sua irmã. – Rachel sussurrou para Quinn, e a loira sorriu.
— Mãe! – a Fabray mais nova gritou assim que entrou – Chegamos.
— Preparem-se. – Quinn murmurou.
Kitty foi ate a pequena bancada que tinha ali e sentou, sem olhar em direção as mesas.
— Ela ainda não viu a gente. – Blaine murmurou.
— Não vai demorar muito. – Quinn garantiu.
— Hey, projeto de Quinn. – Santana cumprimentou a loira, que revirou os olhos, enquanto saia da cozinha – Compraram o que sua mãe pediu?
— Papai já foi levar as coisas pelo fundo. Vou voltar para a minha mesa.
— Não grite muito.
— O que? – Santana riu e Kitty balançou a cabeça negativamente, se virando na direção das mesas, e travou assim que viu o grupo que a encarava sorrindo – Ai. Meu. Deus.
— Olá, Kitty. – Rachel disse.
— Ai, caramba! São eles! Puta merda, Santana! São...
— Seus ídolos? – a latina sugeriu quando Kitty pareceu perder a fala.
— Jane, Jesse, Blaine, Matt, Sam, Harmony, Noah, Elliott e Rachel Barbra Diva Berry.
— Reparem que o meu nome ela disse completo. E com um “diva” no meio. – a judia sorriu.
— O que ela está esperando para vir nos abraçar, mesmo?
Jesse não precisou falar duas vezes. No segundo seguinte Kitty estava abraçando todos eles, que haviam levantado assim que a garota os viu, entre lagrimas, enquanto falava o quanto eles eram talentosos.
Assim que parou em frente a Rachel, a loira parecia não saber o que fazer.
Rachel riu e a abraçou. Quase que instantaneamente, Kitty a apertou em um abraço que a loira queria fazer durar pelo maior tempo possível.
— Não chore Kitty. Viemos aqui para te fazer sorrir, não chorar.
— Eu não acredito que estou abraçando vocês. Que estou abraçando você.
— Está sim. – Rachel sorriu – Depois que sua irmã falou sobre você, eu não poderia deixar de vir conhecer minha maior fã.
— Eu te amo. Serio. Você é de mais.
— Se acalma e vamos conversar um pouco. O que acha?
— Eu... Claro. – Kitty suspirou.
O grupo voltou a sentar, e Kitty sentou ao lado da irmã, a abraçando.
— Obrigada. De verdade. Eu nunca vou conseguir te agradecer por ter trazido eles aqui.
— Para ser bem sincera com você, Kitty, agradeça a Rachel. A ideia foi dela.
— Não tire seu credito, Quinn. Se você não tivesse nos contado sobre a sua irmã viciada em musicais, não estaríamos aqui. – Rachel disse.
— Tia Judy mandou. – Santana disse aparecendo com mais uma bandeja cheia de comida.
— Cara, eu vou precisar fazer uma semana de exercício em um dia pra perder tudo isso. – Sam disse.
— É só não comer. – Jane falou.
— Isso não é uma opção. – Sam falou pegando outro cupcake.
— É claro que não. – Kitty sorriu – Minha mãe é uma ótima cozinheira.
— E põe ótima nisso. Santana tem razão. Dá pra arriscar casar só pela comida. – Quinn esticou a mão por trás de Kitty para acertar um tapa na cabeça de Rachel, sentada do outro lado dela – Hey!
— Respeito com a minha mãe.
— Então, Kitty. Você está de frente para os seus ídolos. Não tem nada que queira falar ou perguntar? – Jesse perguntou.
O sorriso de Kitty quase não coube em seu rosto.
— Eu quero saber tudo sobre todos vocês.
Quinn não soube disser em que momento da conversa começou a ficar entediada. Estavam ali há quase uma hora, e foi tempo o suficiente para a loira pensar se alguém repararia se ela dormisse ali, pelo menos, umas dez vezes.
Quinn já estava pensando em arranjar uma desculpa para ir conversar com sua mãe quando a porta foi aberta, e o barulho de crianças gritando chamou a atenção de todos. Automaticamente, Quinn sorriu.
— Desculpa gente. Eu esqueci que as crianças vinham aqui hoje.
— É um grupo bem grande. – Sam comentou.
— São mais ou menos vinte crianças. – Quinn falou.
— Como você...?
— Elas fazem parte de um orfanato que meus pais ajudam. – Kitty contou – Eles vêm aqui toda semana.
— Hey, crianças! – Judy sorriu, saindo da cozinha.
— Tia Judy! – a maioria deles correu para abraçar Judy, enquanto um casal, que havia entrado com eles, os observava sorrindo.
A garota se aproximou de Judy com uma garotinha no colo, e a Fabray não hesitou em pega-la.
— Hey, Kathy.
— Oi, tia Judy. Tudo bom?
— Eu estou bem, pequena. E você?
— Também. Consegui anda sozinha sem esbarrar em ninguém, essa semana!
— Que bom. – Judy sorriu.
— Cadê a Kim?
— A Quinn está com alguns amigos, hoje.
— Mas ela tá aqui?
— Tá sim.
— Trás ela aqui, mãe. – Quinn pediu e automaticamente a garotinha sorriu.
— Acho que não, heim... – Judy brincou.
— Po favo, tia Judy. – Kathy pediu fazendo bico e Judy riu, entregando a garota para Quinn – Kim?
— Sou eu, pequena.
— Senti saudade. – a garota falou a abraçando e Quinn sorriu.
— Eu também. Foi uma semana longa.
— O pessoal tava falando que você conheceu gente famosa.
— Conheci sim. E eles estão aqui. Por que não da oi pra eles?
— Oi. – a garota disse e escondeu o rosto no pescoço de Quinn, que riu.
— Hey, garotona. – Sam sorriu, bagunçando o cabelo da garotinha – Tudo bem?
— Tá. – resmungou.
— Não precisa ter vergonha, Kathy. – Quinn disse – Eles são legais – Kathy se afastou um pouco de Quinn e a loira sorriu – Então, você conseguiu andar sem esbarrar em ninguém?
— Foi sim. Pergunta pra tia Britt!
— Eu acredito em você, pequena. Parabéns. Eu lembro de como foi difícil pra mim.
— Deveríamos perguntar? – Rachel perguntou.
— Hey, Kathy, por que você não vai com a Britt, sentar com as outras crianças para comerem?
— A tia Santana não está falando com ela?
— Não sei. Mas, se tiver, não tem problema. Elas conversam depois.
— Tá bem.
— Britt! – Quinn chamou e, alguns minutos depois, Kathy estava sentada na mesa com as outras crianças, escolhendo o que iam comer – Kathy também é cega. – Quinn explicou – Ela nasceu assim, e os pais não quiseram lidar com a responsabilidade. Deixaram ela com Kurt e Britt. Kurt os conhecia. Eram dois idiotas irresponsáveis. – Quinn suspirou – Se não se importam, eu vou sentar um pouco com eles. Adoro essas crianças.
— Quer que eu te leve lá?
— Não precisa Rachel. Eu sei me virar aqui.
— Tá bem.
Quinn foi sentar com as crianças, que gritaram assim que a viram, sob o olhar atento dos outros.
— Sou só eu, ou mais alguém reparou que aquela amiga da Quinn está caidinha por aquela loira? – Harmony comentou, chamando a atenção dos outros, que riram do modo doce que Santana parecia tratar Britt.
— Santana tá investindo na Brittany há tanto tempo, que eu nem tento me lembrar mais. – Kitty riu – Mas a latina é covarde de mais para chamar ela pra sair.
— Bom, então eu vou mostrar pra ela como se faz, e tentar alguma coisa com o rapaz. Sabe se ele é gay, Kitty?
— Kurt? Mais gay que você Blaine.
— Tchau. – Blaine falou indo em direção ao moreno, arrancando risada dos outros na mesa.
— Cara, Quinn é bonita, legal, virgem e se da bem com crianças. Definitivamente tenho que casar com ela. – Sam falou, ignorando completamente o moreno.
— Com licença. – alguém disse atrás de Sam, colocando a mão no ombro do loiro, que se virou assustado.
— Pai. – Kitty disse e Sam engoliu em seco.
— Senhor Fabray. – Sam cumprimentou enquanto os outros prendiam o riso.
— Sou eu. E não me importa quem é você. Por que não espero te ver por aqui com frequência. Não como você parece querer vir.
— Papai. – Kitty respirou fundo.
— Senhor Fabray, eu só estava brincando.
— Então quer dizer que minha filha não seria uma boa esposa para você?
— Não foi isso que eu quis dizer.
— E o que quis dizer?
— Que... Qualquer um seria sortudo em ter Quinn como esposa, mas eu só a vejo como amiga. – o rapaz gaguejou.
— Eu te dou um conselho, senhor...
— Evans. Sam Evans.
— Evans. Te dou um conselho, rapaz. Se pretende ter filhos ou pelo menos ter o... Instrumento necessário para isso, fique longe de Quinn. Fui claro?
— Sim senhor.
— Ótimo. – Russel sorriu e se afastou da mesa.
Assim que Russel estava a uma “distancia segura”, Sam soltou o ar que nem sabia que estava prendendo, enquanto Rachel encarava a mesa com a testa franzida e os outros riam.
— Cara, sua cara foi impagável. – Noah riu.
— Cala a boca. – Sam murmurou.
— Sinto muito por isso, Sam.
— Tudo bem. – Sam suspirou – Cara, eu tenho pena de qualquer um que tente namorar vocês.
— E eu tenho pena de mim que provavelmente vou ficar solteira pelo resto da vida. – Kitty disse fazendo os outros rirem.
— Vamos mudar de assunto, sim? – Rachel pediu e rapidamente o grupo voltou a falar sobre musicais e outros assuntos, enquanto Rachel, às vezes, olhava para a mesa onde Quinn estava com as crianças.
— Seja um pouco mais discreta Rachel. – Sam sussurrou para a garota, algumas horas depois, quando Kitty saiu do café para buscar alguns pôsteres para o grupo autografar – Você não vai querer que o pai dela venha te ameaçar também, não é?
— Ele não precisa. – Rachel disse – Ainda existem pessoas inalcançáveis para a gente, Sam. Quinn é uma delas.
— Rachel Berry dizendo que alguém é boa demais para ela. Caramba. – Sam riu.
— Quinn é demais para qualquer um nessa mesa.
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