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36 Capitulo 36 - Bem vindas a New York
Notas iniciais
— Eu não posso acreditar que realmente estamos em New York. – Kitty disse, animada.
— Você já viu a Rachel?
— Ainda não. Mas pelo tumulto que tá ali na frente, acho que já encontrei ela.
Quinn riu fraco, ainda se sentindo um pouco enjoada por causa do voo, e Kitty entrelaçou seus braços, começando a andar em direção ao aglomerado de pessoas.
Como Rachel havia dito, as duas passariam três semanas com ela na cidade que nunca dorme.
A judia tinha feito muitos planos com Quinn naquele mês em que o romance voltou a ser pelo telefone, e na maioria incluíra a cunhada – mas não em todos.
Assim que Rachel viu a namorada e a cunhada se aproximando, o sorriso em seu rosto cresceu e ela educadamente dispensou os fãs, saindo do meio deles para abraçar a sua loira – e flashes choveram em cima das duas.
— Quinn. – a judia murmurou – Que saudade, amor.
— Hey, Rach. Não tem ideia de como eu senti sua falta.
Rachel sorriu e puxou a loira para um selinho, arrancando gritos dos fãs, o que as fez se separarem rapidamente.
— Desculpe por isso. Fãs. – a judia disse.
— Tudo bem.
— Hey, Kitty. – Rachel abraçou a cunhada, a afastando do carinho com as malas e tomando seu lugar atrás dele – Como foi a viajem de vocês?
— Uma droga. – Kitty murmurou, entrelaçando o braço no de Quinn novamente, enquanto seguia a judia para fora do aeroporto – Teve turbulência quase o caminho inteiro. Foi... Apavorante.
— O voo foi bom. – Quinn riu – Teve uma turbulência que não durou nem cinco minutos, mas traumatizou minha irmã. – disse fazendo Rachel rir.
— Primeira vez no avião, Kitty? – Rachel franziu a testa – Não, espera. Você foi com a gente pra Disney.
— É. Mas aquele voo não teve turbulência nenhuma.
— Teve sim. Mas você tava dormindo. – Quinn contou – Pra onde vamos agora, Rach?
— Vamos direto pra minha casa. Temos que guardar essas malas e aposto que vocês vão querer descansar um pouco.
— Seria ótimo.
— A última sessão da peça é amanhã, mas eu ainda tenho a última sessão publica hoje. Espero que vocês não se importem, mas vou ter que deixar vocês sozinhas por algumas horas.
— Sem problemas, Rachel. Eu e Quinn provavelmente vamos dormir umas boas horas hoje.
— Ótimo. Sam provavelmente vai passar em casa depois da apresentação. Ele tá louco pra te ver, Kitty. Se não for ser um problema, é claro.
— Não, claro que não é um problema. – Kitty respondeu rápido, fazendo Quinn rir fraco.
— Amanhã Marley vai cuidar de vocês, porque ainda tenho que passar o dia no teatro e, a noite, vocês vão a apresentação e depois em uma festa de despedida comigo.
— E depois?
— Os outros dias a gente vê depois. – Rachel sorriu.
***
— Bem-vindas a minha casa. – Rachel disse abrindo a porta da casa e deixando as Fabrays entrarem, não muito tempo depois de saírem do aeroporto – Vou mostrar o seu quarto, Kitty. Você fica comigo no meu, certo, Quinn?
— Claro. – a mais velha sorriu e Kitty revirou os olhos.
— Eu vou dormir com fones.
Rachel balançou a cabeça negativamente, puxando a mala de Quinn para dentro enquanto Kitty puxava a sua.
A judia deixou a cunhada no quarto de hospedes e foi com Quinn até o seu, deixando a mala parada próxima a porta e a encostando, antes de puxar a loira para si.
— Eu senti sua falta.
Quinn beijou a judia sem esperar por uma resposta, e Rachel gemeu fraco contra a boca da loira, a puxando para trás, em direção a cama.
A judia sentou e puxou Quinn para o seu colo, sem cortar o beijo.
Sentiam falta uma da outra, mesmo se falando todo dia.
Quinn afastou a namorada de si e levou as mãos até o seu rosto, acariciando de leve, e, automaticamente, Rachel fechou os olhos.
— É tão bom poder te sentir assim. Te ter junto comigo.
— Só de poder te olhar... – Rachel suspirou – E nós não vamos mais precisar nos separar, certo?
— Não vamos?
— Não. – Rachel sorriu – Bom, eu vou passar o natal com os meus pais, mas, depois disso, já tenho planos de ir direto pra L.A.
— Já vai se mudar? – Quinn sorriu.
— Aos poucos, mas, sim. O plano é esse.
Quinn passou os braços pelo tronco de Rachel e encostou a cabeça em seu ombro.
Permaneceram ali por um tempo, até o telefone de Rachel começar a tocar.
Quinn saiu do colo da judia, que pegou o celular esquecido no bolso e atendeu.
— Alô? Já. Não, porque? Certo. Mas já? Pensei que ainda tinha algumas horas... Não, tudo bem. Chego ai em uma hora. Eu sei! Eu vou me arrumar e já vou sair. Cala a boca. – a judia riu – Pode deixar. Tchau.
Rachel desligou o celular com um suspiro, e levantou.
— Jesse precisa de mim.
— Tudo bem.
— Você e Kitty vão ficar bem?
— Claro. Sem problemas.
— Certo. Você quer... Ficar tomando um banho? Eu passo no quarto da Kitty e peço pra ela vir te ajudar a se localizar depois.
— Seria bom.
— Vem. Eu te levo até o banheiro.
Rachel deixou a namorada no box – depois de dar uma bela olhada no corpo da loira, e amaldiçoar até a decima geração de Jesse por tira-la de perto da garota – e saiu em direção ao quarto de hospedes. Falou com Kitty, a mandando ficar à vontade para mexer em tudo e ligar se precisasse de algo, e saiu em direção ao teatro.
A judia teve um dia cheio após aquilo, correndo de um lado para o outro, lidando com o sentimentalismo de final de peça e com seu discurso de despedida para a última sessão pública.
Voltou para casa já era quase meia-noite, com Sam em seu encalço.
— É sério, Evans. Elas estavam cansadas. Devem estar dormindo.
— Que dormindo nada, Berry.
— Fala baixo! – mandou enquanto abria a porta para o loiro passar, e ele revirou os olhos.
Rachel fechou a porta e Sam sorriu ao perceber o barulho que vinha da cozinha.
— Viu. Não estão dormindo.
Rachel revirou os olhos e foi em direção ao barulho, com Sam lhe seguindo.
— Hey, garotas. – a Berry sorriu, se aproximando de Quinn, que estava sentada a mesa enquanto Kitty terminava de lavar algo na pia, e a abraçando por trás.
Ambas as garotas já usavam pijamas, e Rachel deduziu que as duas estavam apenas esperando por ela e Sam, ao invés de ir dormir.
— Hey. – Quinn sorriu, sentindo o beijo de leve no pescoço.
— Kitty, larga isso ai. Eu limpo depois. – a judia mandou.
— Nada disso. – a mais nova riu – Eu já estou acabando.
— Larga isso ai e vem me abraçar, garota, ou eu ficar realmente bravo. – Sam reclamou e Kitty sorriu, largando o que fazia para pular no pescoço do loiro – Senti saudades. – disse a abraçando.
— Não tanto quanto eu, aposto.
— Ah, eu tenho certeza que mais.
— Agora falem que se amam, casem e me deem sobrinhos. – Rachel disse, fazendo os dois corarem e Quinn rir.
— Oh, sim. Eu quero sobrinhos, Kitty.
— Vão a merda vocês duas. – Sam falou se afastando de Kitty para ir até Quinn, a abraçando – Como vai, Fabray?
— Bem, Sam. E você?
— To indo.
— Como foi a apresentação? – Kitty perguntou, voltando para a pia.
— Eu mandei deixar isso aí, Kitty.
— Perguntei como foi a apresentação, e não se poço terminar o que já comecei.
— Foi boa. – Sam riu – Regada de lagrimas e pressão emocional, mas boa.
— Sam foi quem mais engasgou com o discurso final. Chorou igual um bebê.
— Olha quem fala. Aliás, ela agradeceu a peça por ter dado o melhor presente que a vida poderia ter dado a ela, Quinn. Nessas exatas palavras.
— Ah, é? E que presente é esse?
— Minha namorada, Quinn Fabray. – Sam falou – Foi o final do discurso.
— Você sabe que eu vou falar as mesmas palavras amanhã e você estragou tudo, não é, boca de truta?
— Você disse que eu chorei igual um bebê!
— E eu aposto que é verdade. – Kitty piscou para o loiro.
— Vão me julgar só porque eu me emocionei um pouco?
— Eu pensei que você ia alagar o teatro!
— Você que é insensível.
— Não sou não.
— Ah, é sim.
— Pelo menos não choro igual uma retardada.
— Já chega, crianças. – Kitty disse secando a mão e olhando para os dois – Parem de brigar ou eu vou por os dois de castigo.
— Muito engraçada. – Sam disse se aproximando lentamente da loira.
— Samuel Evans, pare já com isso.
— Parar com o que?
— Não tente.
— Não sei do que você está falando.
— Sam... – Kitty começou a se afastar do garoto, dando passos para trás e ele sorriu.
— Tarde demais.
— Não!
Os dois começaram a correr pela cozinha entre risadas, arrancando risadas de Quinn e Rachel.
Não demorou até que o rapaz alcançasse Kitty, a abraçando e tirando do chão.
— Sam!
— Quietinha ai, Fabray! – mandou, a soltando e segurando sua cintura antes que ela pudesse correr novamente, começando a fazer cocegas na garota, que ria descontroladamente.
— Me solta, Sam! Para com isso.
— O que ele tá fazendo? – Quinn sussurrou para Rachel.
— Cocegas. – a judia riu fraco.
— Só quando dizer que me ama.
— Nunca!
— Então vamos ficar aqui por um bom tempo.
— Não! Me larga.
Kitty tentou correr e Sam a puxou para baixo, caindo no chão com a garota sobre si, e a empurrando rapidamente, sentando sobre a sua cintura e voltando a fazer cocegas.
— Pra que tentar fugir?
— Me larga, Evans! – Kitty ria, se contorcendo embaixo do garoto, na tentativa falha de se soltar.
— Vai dizer que me ama?
— Não.
— Então eu não solto.
— Tá bem! Eu te amo. – Kitty disse entre risadas – Agora, para com isso.
— Não sei. Não me convenceu.
— Sam!
— Tá bem. Tá bem. – Sam parou suas mãos, sorrindo para Kitty, que continuava rindo, vermelha por tantas gargalhadas.
Quando Kitty finalmente parou de rir, os dois se encararam por alguns segundos, as respirações pesadas pelas risadas recentes.
Sam acariciou de leve o rosto da garota, que fechou os olhos e suspirou.
O som de alguém limpando a garganta, porém, os tirou daquele momento, e Sam levantou rapidamente, vendo Rachel lhe encarar com uma expressão de diversão no rosto, enquanto Quinn parecia seria.
O rapaz estendeu a mão para Kitty, que a aceitou.
A garota levantou e arrumou o cabelo bagunçado pela brincadeira da melhor forma que conseguiu, corando sob o olhar da cunhada.
— Então... O que vocês fizeram o dia todo? – Sam perguntou.
— Basicamente, dormimos. Estávamos realmente cansadas. – Quinn falou.
— Vamos sair, então? – Sam pediu.
— Samuel, já é... – Kitty se interrompeu para olhar o relógio, antes de voltar a encarar o garoto – Meia-noite, e vocês tem que estar cedo no teatro amanhã, pelo o que eu sei.
— Kitty tem razão, Sam. Temos que estar prontos pra amanhã. Se hoje foi ruim, amanhã será péssimo.
— Mas vocês falarão que a apresentação foi boa. – Quinn franziu a testa.
— Foi boa. Casa cheia, nenhum erro. – Sam falou, abraçando Kitty de lado, e a loira retribuiu o gesto com um sorriso tímido.
— Então porque Rachel disse agora que hoje foi ruim?
— O clima de despedida é horrível. – Rachel disse – Passamos os últimos anos, literalmente, nos vendo todos os dias. Viajando juntos, ensaiando... É como estar deixando a família pra trás. Mesmo sabendo que ainda podemos e, provavelmente, vamos nos encontrar, é como se nunca mais fosse ser a mesma coisa.
— É lindo ver como vocês se apegam uns aos outros. – Kitty falou.
— É realmente um sentimento de apego. – Sam concordou – E deixar isso pra trás, é... Emocionalmente pesado.
— Eu imagino. – Quinn suspirou.
— E como vão as coisas em Los Angeles?
— Tudo tranquilo.
— Passou de ano, Kitty?
— Você tá falando comigo, Evans.
— Então, não?
— É claro que eu passei, idiota. – a Fabray revirou os olhos, dando um tapa de leve no ombro do garoto.
— Inteligência é de família. – Rachel brincou.
— A gente tenta. – Quinn riu.
— E o orfanato, como tá?
— Tudo às mil maravilhas. A atenção que o projeto chamou para o orfanato fez com que mais quarenta crianças acabassem lá, mas muitas empresas a mais estão fazendo uma doação mensal. Eles não têm mais dividas e estão conseguindo manter tudo em dia, além de um bom fundo de emergências. E, ah! A enfermaria que foi planejada, mas não deu tempo de construir, já tá quase pronta. – Quinn contou.
— Brittany e Kurt devem estar radiantes. – Rachel sorriu.
— Mais ou menos. É complicado pra eles cuidarem de tantas crianças praticamente sozinhos.
— Britt tinha comentado sobre estarem querendo contratar uma ou duas pessoas pra ajudarem eles. – Kitty falou.
— Ela me disse algo sobre. Santana inclusive se ofereceu para cuidar da parte legal da coisa, mas eles estão com o pé atrás em ter outra pessoa lá. Sabe, tem medo que não saibam lidar com as crianças, ou que as crianças não gostem de quem eles escolherem.
— Eles estão certíssimos em pensar assim, afinal, é o bem estar dos pequenos, mas é por isso que eles podem pedir um período de teste. – Rachel disse – Deixa a pessoa com eles por uns quinze dias e, se não der certo, tenta outra.
— Mas podem acabar passando muitas pessoas nesse processo.
— Bom, se as crianças se apegarem a alguém em tão pouco tempo, eles já sabem quem contratar. – Sam falou.
— Você tem um ponto ai. – Kitty concordou.
— Vou passar a ideia pra Britt.
— Bom, se vocês não querem mesmo sair, eu já vou indo. – Sam disse e Kitty o apertou ainda bem mais entre os braços.
— Já?
— Já. Você tá certa, baixinha. Temos que descansar pra amanhã. Vai ser um dia corrido.
— É. – Rachel suspirou – Último dia, Evans.
— Último dia, Berry. – Sam sorriu – Acho que vou falar sobre como você era chata antes de conhecer a Quinn, no discurso de amanhã.
— Faça isso, e eu falo sobre como você tá pegando minha cunhada.
— Ele não tá pegando ninguém. – Kitty murmurou, vermelha.
— É o que ele diz pra justiça até você fazer dezoito. – Rachel riu.
— Então ele só precisa manter o discurso por mais alguns dias. – Quinn riu.
— Calada, Quinn.
— Oh, espera ai. Faz aniversario quando, Kitty? – Sam perguntou.
— Dia vinte e dois.
— Então você vai passar seu aniversario aqui em New York com a gente!
— É. Vou embora no dia seguinte. – Kitty sorriu fraco.
— Vou começar a arrumar a festa.
— O que? Não, nada disso. Sem festa.
— Oh, Kitty. Vamos lá. São seus dezoito anos! Vai finalmente poder beber!
— É, mas não.
— Vamos sair então!
— Sair nós podemos falar sobre.
— Ótimo! Vou arrumar um lugar pra irmos. Agora, vou embora ou vou acabar dormindo no volante depois.
— Eu te diria pra passar a noite, mas Kitty está o quarto de hospedes. – Rachel falou.
— Sem problema. Minha casa não fica muito longe. – o rapaz disse, se afastando de Kitty – Então, a gente se vê amanhã. Tchau, Quinn. – disse se aproximando da loira para abraça-la.
— Tchau, Sam. Até amanhã.
— Tchau, baixinha. A gente se vê amanhã, quando você for realizar seu sonho de me ver no palco.
— Você sabe que meu ídolo é a Rachel, certo? – Kitty riu quando o loiro a abraçou.
— Só porque você tem medo de assumir que me ama mais do que ama ela.
— É. Sonha.
Os dois se afastaram e se encararam por alguns segundos, sorrindo um para o outro.
— Até amanhã. – Kitty sussurrou.
— Até.
Sam se virou para Rachel e a judia sorriu.
— Vem, eu te levo até a porta. Me esperam na sala, garotas?
— Claro. – Quinn disse, levantando.
Rachel levou Sam até a saída, abrindo a porta para o loiro com um sorriso de lado.
— Serio, Sam, confessa logo que é louco pela Kitty.
— Quieta, Berry.
— Evans, tá na cara que a garota é louca por você também. Qual é o problema em parar de tentar se enganar e enganar ela, e tentar alguma coisa? Não to falando pra você pedir ela em casamento. Só pra... Tentar.
— Até porque, casamento é com você, não é mesmo?
— Cala a boca. – Rachel riu, o empurrando de leve – Eu não devia ter pedido a sua ajuda.
— Oh, Berry. Você sabe que eu sou um cara romântico.
— Então mostre esse romantismo pra Kitty.
— Você, por algum acaso, é um cupido destinado a juntar eu e Kitty?
— Não que eu saiba.
— Então pare de tentar.
— Ok, estressadinho. Não tá mais aqui quem falou.
— Ótimo. Até amanhã, Rach.
— Até, Sam.
O rapaz foi embora e Rachel voltou para dentro, indo para a sala, onde podia ouvir as risadas de Quinn e Kitty.
— Quieta, Quinn. Não foi nada demais.
— Fala sério, eu nem vejo e percebi o clima.
— É sério, Q. Não foi nada.
— Não foi o que me pareceu. – Rachel sorriu, assustando as duas.
— Olha só, eu desisto de vocês duas. Temos hora pra levantar amanhã, Rachel?
— Eu tenho que sair as oito, mas vocês podem continuar dormindo. Marley só vai passar aqui por volta de meio-dia, pra levar vocês pra almoçar.
— Então, eu vou deitar. Não consegui dormir pela ansiedade noite passada e ainda estou um caco. Boa noite pra vocês. – a mais nova disse, já indo em direção ao quarto.
— Boa noite. – Rachel disse.
— Durma com os anjos e sonhe com o Sam!
— Vai a merda, Quinn! – Kitty gritou fazendo as outras duas rirem.
Rachel sentou ao lado de Quinn no sofá, lhe dando um selinho e sorriu, observando a loira.
— Quer ir deitar? Você ainda parece cansada.
— Eu estou, na verdade. Kitty conseguiu dormir a tarde, mas eu nem tanto.
— Vou te levar pra cama, então.
A judia levantou e, antes que Quinn pudesse perceber, passou o braço direito por baixo dos joelhos da loira, apoiando suas costas com a mão e a pegando no colo.
— Rachel! – Quinn reclamou, rindo.
— O que? Eu disse que ia te levar pra cama.
— Você poderia fazer isso mantendo meus pés no chão.
— Não seria nada romântico da minha parte.
— E desde quando você é romântica, Berry?
— Caramba. Essa ai doeu. – disse fazendo Quinn rir – Eu tento, tá legal? – reclamou fazendo bico.
— E consegue, baby. Você sempre consegue. – falou lhe dando um selinho, e Rachel sorriu.
— Certo. Olha a cama! – Falou soltando a loira sobre a mesma sem muito cuidado, arrancando um grito de surpresa da namorada.
— Rachel!
— Isso foi por dizer que eu não sou romântica.
— Idiota.
— Sua idiota, amor.
A judia se inclinou para dar um selinho na loira, que passou os braços pelo pescoço da namorada, transformando o selinho em um beijo.
— Q... – Rachel murmurou sobre a boca de loira – Me deixa, pelo menos, fechar a porta.
Quinn riu, se afastando de Rachel.
— Fecha a porta e vai tomar um banho e colocar uma roupa para dormir, Rach.
— Se o problema é esse, esquece a porta. – disse fazendo Quinn gargalhar.
— Nada disso, Berry. Eu quero dormir. Estou realmente cansada.
— Mesmo?
— Mesmo. – a loira falou e lhe deu um selinho – Agora, faz o que eu mandei que eu vou tentar te esperar acordada.
Rachel suspirou e foi fechar a porta, enquanto Quinn levantou e se aconchegou embaixo do edredom que cobria a cama.
— Pode ir dormir, Q. Não precisa me esperar.
— Certeza?
— Certeza. – Rachel deu um selinho na loira e tirou seu óculos, o colocando sobre a mesinha de cabeceira – Eu amo você.
— Também amo você.
Rachel foi até o guarda-roupas antes de entrar para o banheiro e tomar um banho relaxante.
Quando saiu, já vestida, encontrou Quinn dormindo, deitada de lado, com as mãos sob o travesseiro e uma expressão tranquila, e sorriu antes de programar seu despertador, apagar a luz e deitar ao lado dela, a abraçando por trás.
— Boa noite, meu amor. – a judia sussurrou antes de dar um beijo na bochecha da loira e, com um sorriso no rosto, deixar a inconsciência tomar conta de sua mente.
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