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31 Capitulo 31 - Um pouco de paz e... Mais confusão
Notas iniciais
Rachel observou cada criança correr para o monitor com quem tinha ficado no dia anterior e sorriu, indo até Quinn, que conversava com as garotas, com Kathy no colo.
— Já vão? – perguntou.
— Já. – Quinn sorriu e Rachel lhe deu um selinho.
— E pra onde vocês vão?
— Isso ai não é da sua conta, Rachel. – Normani disse e Quinn riu.
— Desculpa, Rach, mas elas me proibiram de falar.
— A gente se vê mais tarde, então. – suspirou – Cuidem dela, ou eu acabo com vocês. – avisou se afastando.
— Eu até ficaria com medo, Rachel, se você não tivesse ficando ai agora. – Dinah riu.
— Pois eu vou ficar e me divertir com Kathy, certo, pequena?
— Isso! – a garota gritou e Rachel riu.
Quinn foi arrastada pelas garotas para longe do parque, e Rachel foi com Kathy até Brittany, avisando que ia para outro lugar com a garota.
Depois de meia hora ouvindo recomendações, a judia finalmente saiu com a menina no colo e pegou o primeiro taxi que passou.
Kathy foi o caminho todo dizendo o que queria visitar e perguntando se podiam procurar o Harry. Rachel apenas ria, dizendo que fariam tudo o que ela quisesse.
— Sua filha é um amor. – o motorista disse para Rachel quando ela estava pagando.
— Ela é sim. – a judia sorriu antes de descer do carro com Kathy no colo.
Kathy parecia ainda mais elétrica dentro do parque.
A judia estava rezando para não ter nenhum paparazzo ou fã por ali quando chegou a entrada “do beco diagonal”.
— Chegamos, Kathy. – disse parando para olhar o parque – Bem-vinda ao beco diagonal.
— Como é? É igual no livro?
— Você já leu o livro? – franziu a testa.
— Tia Britt leu pra mim.
— Claro. – Rachel sorriu, voltando a andar para dentro do lugar – É igualzinho, Kathy. Quer comprar uma varinha?
— Eu posso?
— Você vai sair daqui pronta pra ir direto pra Hogwarts, pequena. Vou te dar uma varinha, um uniforme...
— Posso comprar uma coruja? – perguntou fazendo Rachel rir.
— De verdade, não. Mas podemos comprar uma de pelúcia. E, hey! Vou te comprar uns galeões.
Pouco mais de três horas depois, Kathy brincava com a varinha enquanto vestia uma camiseta de Hogwarts e Rachel, além de a garota no colo, levava sacolas com uma camiseta e um moletom da Corvinal – e a judia ficou realmente surpresa quando a garota recusou um uniforme da Grifinória, dizendo que não era daquela casa – além de alguns brinquedos e uma pelúcia de uma coruja.
Rachel já tinha perdido as contas de quantas fotos tinha tirado, e sabia que Kathy já tinha ido em todos os brinquedos que podia por ali.
— O que acha de uns doces, Kathy? – perguntou – E depois, vamos andar no expresso de hogwarts.
Kathy parou de mexer a varinha de um lado para o outro e sorriu.
— Vamos!
Rachel entrou na loja e deixou Kathy com um funcionário, que ia pegando tudo o que a menina pedia – obedecendo as ordens de Rachel – e ligou para Marley.
Meia hora depois, as duas saíram da loja com mais sacolas do que Rachel podia carregar – principalmente com a mais nova no colo – direto para o estacionamento.
— Mas você disse que a gente ia pra hogwarts! – Kathy reclamou.
— E a gente vai. Mas primeiro vou guardar essas sacolas no carro, e a gente vai almoçar.
— Mas a gente não veio de carro.
— Mas Marley trouxe um pra gente. E ela tá esperando com ele.
Kathy cruzou os braços e fechou a cara, fazendo Rachel rir.
— O que eu vou ter que fazer você sorrir de novo?
— Me levar em Hogwarts.
— Olha só que garotinha esperta. – Rachel riu – Só depois que a gente comer.
— A gente podia comer uns doces, então.
— E ai Britt ia brigar com a gente, depois.
— E se eu não tiver com fome?
— Nem de um lanche do McDonald’s?
— Vamos almoçar! – a garota disse jogando os braços pra cima, e Rachel riu.
— Você vai dar besteira pra ela, não é? – Marley riu enquanto as duas se aproximaram.
— Não conta pra Britt. – Rachel riu enquanto Marley pegava as sacolas e guardava no porta malas do carro.
— Céus! Você não para de comprar não?
— Isso é tudo da Kathy.
— Ganhando muitos presentes, Kathy?
— Rachel comprou um montão de coisa pra mim. – a garota sorriu.
— E as outras crianças, Rachel? – Marley arqueou a sobrancelha para a judia, que suspirou.
— Eu comprei doces pra todas. Mas Kathy é minha criança especial, certo, pequena?
— Isso ai!
Marley balançou a cabeça negativamente e respirou fundo, fechando o carro.
— Toma a chave. E tem uma cadeirinha pra ela no banco de trás.
— Valeu Marley. Te devo uma.
— Na verdade, com essa você me deve trinta e duas. Mas quem está contanto, não é mesmo? – riu.
— Engraçadinha.
— Rachel, eu quero ir comer. – Kathy disse.
— Há cinco minutos você me disse que não tava com fome.
— Agora eu tô. – sorriu.
— Vai alimentar a garota, Berry. – Marley brincou – Nos vemos mais tarde.
— Antes você bem que podia me contar onde vocês foram, não é?
— Vocês? – Marley riu – Eu nem no parque fiquei. To ocupada com alguns roteiros que andaram mandando pra você.
— Alguma coisa boa?
— Eu particularmente não gostei de nada ainda, mas é você quem escolhe.
— Isso é uma droga.
— É sim. Agora vão comer logo antes que a garota morra de fome.
— Certo. Vamos lá, pequena. Vamos comer, e, depois, vamos pra hogwarts.
— Eba!
— Não quer guardar sua varinha, primeiro?
— Por que eu iria pra hogwarts sem minha varinha?
— Certo, menina esperta. Vamos lá, então.
Marley observou as duas se afastarem conversando e suspirou, balançando a cabeça negativamente.
Rachel levou Kathy para comer e, logo depois, as duas enfrentaram uma fila que a judia não estava prevendo para entrarem no trem.
Rachel ia descrevendo todo o caminho para Kathy, que parecia encantada, assim como fez quando chegaram ao castelo.
Já eram quase sete horas da noite quando Rachel prendeu uma Kathy ainda agitada, tomando o resto do seu milk shake, na cadeirinha.
— Assim que chegar nós vamos jantar e você vai passar o resto do dia com a Quinn, ok, pequena?
— Você não vai ficar com a gente?
— Eu vou ter que sair, mas, hey! Nós voltamos amanhã pro orfanato, e aí eu prometo que vamos tirar um dia pra sair as três, tá bem? Podemos ir ao cinema, ao parque... Onde vocês quiserem.
— Legal!
Rachel ligou o rádio e o restante do caminho foi ocupado pelo som que saia do aparelho e a voz de Kathy, que cantava todas as músicas que conhecia animadamente.
A judia estacionou o carro quando as crianças ainda desciam dos ônibus, e as garotas já desapareciam pela porta do hotel.
— Chegamos. – disse desligando o carro.
— Eu quero contar pra todo mundo o que fizemos o dia todo.
— Não se esqueça de dizer que tem doces pra dividir com todos.
Rachel desceu e deu a volta no carro, pegando a garota no colo.
Assim que ela se aproximou, as crianças que ainda entravam no hotel a encararam, e ela se aproximou de Quinn, lhe dando um selinho.
— Hey, vocês duas. Se divertiram?
— Muito! – Kathy não tirava o sorriso do rosto.
— Bastante. E você?
— Foi bom. Kathy, você pode ficar um pouco com a tia Britt? Eu e Rachel temos que resolver algumas coisas.
— Mas Rachel disse que você ia ficar comigo.
— E eu vou, mas temos umas coisas de gente grande pra resolver. Prometo que não vou demorar.
— O que houve, Quinn?
— Ally e Demi estão com problemas.
***
— Cuidem dela, ou eu acabo com vocês. – Rachel avisou, se afastando.
— Eu até ficaria com medo, Rachel, se você não tivesse ficando ai agora. – Dinah riu.
— Pois eu vou ficar e me divertir com Kathy, certo, pequena?
— Isso! – a garota gritou e Rachel riu.
Dinah segurou o braço de Quinn, a puxando para longe do parque, e a loira riu.
— Certo, agora vocês podem me dizer pra onde nós vamos? – Quinn pediu.
— Pro hotel. – Dani respondeu, rindo.
— O que?
— Quinn, querendo ou não, somos famosas. Andar por ai pode ser um problema. – Ally reclamou, entrando em um dos dois carros que as levariam de volta.
— Além disso, aquele hotel tem uma piscina incrível que a gente ainda não aproveitou, e, fala sério, ele ta fechado pra gente. – Dinah falou.
Antes de chegarem ao hotel o celular de Ally tocou, e Camila avisou que ela, Harmony e Normani iam para em alguma loja no caminho para comprarem biquínis.
As outras quatro acabaram fazendo o mesmo e, depois de quase uma hora dentro da loja, as sete saíram em direção ao hotel.
Assim que chegaram cada uma foi para o seu quarto se trocar.
Quando Harmony chegou na piscina, as outras seis já estavam ali, tomando sol.
— E ai, planejaram alguma coisa pra hoje? – Quinn perguntou.
— Estamos esperando que o dia nos diga o que fazer. – Normani sorriu.
— Parece bom. – a loira brincou.
— Então, dona Fabray. Nós não estávamos brincando quando perguntamos sobre a Rachel. – Dinah arqueou a sobrancelha.
— Vocês querem mesmo saber sobre isso? – a loira perguntou, corando.
— É claro que sim! – Dani falou – Não vamos insistir se você não quiser falar, mas queremos ouvir.
— Bom...
— Ah, vamos lá, Quinn! – Camila falou.
— Deixa ela, Camila. – Dani riu – Por que não conta você como anda o namoro?
— Eu e Lauren estamos bem. Só... Seria melhor se pudéssemos contar pro mundo sobre nós.
— Eu imagino como deve ser difícil. – Quinn comentou.
— E é. Mas Lauren compensa tudo isso. Quero dizer, não podemos sair pra um encontro, por exemplo, mas ela sempre me faz sentir como se estivéssemos no mais especial dos encontros.
— Lauren é uma boa pessoa. – Normani falou.
— É. Mas pode ser uma babaca as vezes. – disse fazendo Dinah rir.
— Deixa de ser idiota, Camila, que todo mundo sabe que ela faz pra te provocar. E sabemos o porque também.
— Ah, é. É impossível dormir no mesmo andar que vocês quando brigam. – Normani riu.
— Calem a boca. – Camila riu – Por que não falamos sobre o fato de que Allyson vai ser mãe?
— É, Ally. Eu ainda não entendi como isso aconteceu. – Dinah falou.
— Bom, eu e Demi estávamos pensando em adotar faz um tempo, na verdade. Quando a Brittany falou sobre a Amanda, nós só... Eu não sei. Eu senti como se fosse aquela criança, e ela também, então...
— Mas vocês nem são casadas nem nada. – Harmony falou.
— Só por que aquela idiota ainda não me pediu.
— Serio? – Quinn riu.
— Eu amo a Demi, e sei que fizemos certo em falar com a Amanda, mas... Essa enrolação dela em me pedir em casamento já tá me irritando.
— E por que você não pede? – Dani perguntou.
— Por que eu já disse um milhão de vezes que quero casar, mas ela nunca toca no assunto. Se eu pedir... Muito provavelmente vou levar um fora.
— E ainda assim vai ter um filho com ela? – Normani franziu a testa.
— Você faz coisas inimagináveis quando ama. – Quinn falou.
— Além do mais, eu sei que Demi me ama também. Eu só... Eu não vou fazer o pedido, e ela sabe disso. A iniciativa vai ter que partir dela.
— Já que estamos falando de casamento. – Camila falou, se arrumando na espreguiçadeira onde estava sentada – Como é a vida de casada, Dani?
— Não é a oitava maravilha do mundo, mas não é o que muitas pessoas fazem parecer. – sorriu – Eu amo o Kevin, e seja pelo bem ou pelo mal, ele tá sempre comigo.
— Vocês brigam muito?
— Quase nunca, na verdade. Mas eu e o Kev nunca brigamos muito. As pessoas falam que casamento é muito diferente de namorar, mas depende muito do casal. Casar foi a melhor coisa que aconteceu. Depois dos meus filhos.
— Eu pensei que vocês só tinham um. – Harmony comentou.
— Bom, até agora, o Kevin também acha. – Dani sorriu, colocando a mão na barriga.
— Você tá gravida? – Normani a encarou de boca aberta.
— Descobri tem alguns dias. Ainda não contei nem pro Kevin.
— Isso é incrível, Dani. – Quinn sorriu – Parabéns.
— Obrigada, Quinn. Mas e você e Rachel? Já falaram sobre filhos?
— Não realmente.
— Levando em conta o que a gente ouviu ontem, é bom que vocês estejam se prevenindo, então. – Camila riu.
— Eu to tomando pílula. – Quinn disse, ficando vermelha.
— Mas não é o suficiente, Quinn. – Dani alertou – Eu também tomo, e essa criança não foi planejada.
— Oh, eu... Hum... Acho que vou ter que tomar mais cuidado, então.
— Quinn, não precisa ter vergonha de falar sobre sexo com a gente. – Camila falou – Não é nada demais. Todo mundo aqui transa. Você nunca falou sobre isso com alguém?
— Bom, só com a Santana, uma ou duas vezes.
— Nossa. Aposto que ela mal ouviu sobre a Rachel, então. – Dinah brincou.
— Bem, Rachel foi a única, então...
— Espera, Rachel foi sua primeira? – Normani a encarou e Quinn deu de ombros.
— Sem querer ser intrometida nem nada, mas como foi? – Dani perguntou.
— Rach foi perfeita. Ela sempre é.
— É, com você. – Harmony brincou.
— Pelo amor de Deus, nem me lembre disso. – Quinn disse e Harmony riu.
— Eu não entendi essa. – Ally comentou.
— Nem tente entender. – Quinn suspirou.
— Ok então. – riu.
— Mas, então, Rachel é boa de cama?
— Você cismou mesmo com isso, heim Dinah. – Normani disse.
— Ah! Vocês ouviram tanto quanto eu.
— Rachel é incrível. – Quinn disse, vermelha.
— Viu, não matou responder. – Dinah sorriu.
— E você, Dinah? Tem saído com alguém? – Quinn mudou de assunto.
— Estou muito bem solteira, obrigada.
— E eu, to indo pra piscina. – Ally disse, levantando – Alguém me acompanha?
As sete ficaram ali por algumas horas, conversando, rindo, aproveitando a piscina – e até o almoço elas pediram ali – até o celular de Ally começar a tocar e a garota se afastar para atender.
Quando ela voltou, não muito depois, sentou em uma das espreguiçadeiras e encarou o chão.
— Hey, Ally, o que foi? – Camila perguntou, chamando a atenção de todos para ela.
— Eu preciso ligar pra Demi.
— O que foi? – Dani quis saber.
— É alguma coisa com a Amanda? – Quinn perguntou.
— Não. – a garota encarou as outras seis, que esperavam por uma resposta – Amanda tá bem.
— Então, o que houve?
***
— Não tem nenhuma brecha, Artie? – Demi perguntou, andando de um lado para o outro no quarto.
— Se você tiver um pouco de paciência, Demetria, eu posso descobrir. – o advogado reclamou.
— Qual o problema, afinal? – Rachel perguntou.
— Um paparazzo tirou uma foto das duas, e, de acordo com o nosso contrato, não podemos assumir nossa sexualidade. – Lauren respondeu.
— Que merda de contrato é esse? – a judia franziu a testa.
— A porra do contrato padrão da Sony! – Demi praticamente gritou.
— Demi, se acalma. – Ally pediu parando em frente a garota, que suspirou.
— Como você pode estar tão calma, Ally?
— Por que eu sei que não vai adiantar ficar nervosa agora. E, se Artie não encontrar alguma coisa que pode nos ajudar, vamos esperar a reunião que a Sony com certeza vai marcar e resolver isso. E eu tive algum tempo há mais pra lidar com isso.
— O que vocês tão fazendo nessa foto, afinal? – Rachel perguntou.
— Se beijando. – Dinah respondeu por elas.
— Achei. – Artie disse, sorrindo e levantando da cama, onde estava sentado, cercado por papeis.
— E aí? – Zac perguntou.
— Bom, Ally realmente não pode se pronunciar sobre o assunto antes de uma reunião com a Sony, ou vai estar quebrando o contrato.
— Merda. – Demi reclamou – Eles, com certeza, vão arranjar um jeito de negar tudo.
— Não é o que vocês querem? – Rachel perguntou.
— Bem... Não. – Ally suspirou – Nós conversamos antes do Artie chegar e achamos que essa é a oportunidade perfeita pra se assumir.
— Seria. Se não fosse a Sony e essa merda de preconceito da empresa que chega ao nível de proibir por contrato que ela se assuma.
— É. Mas você não tem essa restrição, Demi.
— O que?
— Ally não pode falar, mas você pode. Seu contrato não fala nada sobre isso. Então, marque uma entrevista o mais rápido que conseguir. Fale sobre antes que a Sony consiga um jeito de te proibir de fazer isso. Se você confirmar o namoro, não tem nada que eles vão poder fazer.
— Mas e o contrato das meninas?
— Ou eles vão ter que aceitar que Ally se assuma, e esse seria o momento perfeito pra Camila e Lauren também se assumirem, alias, ou são eles quem vão quebrar o contrato.
— Quem disse que a gente quer assumir agora? – Camila perguntou.
— Foi só uma ideia. – Artie deu de ombros.
— Se eles quebrarem o contrato, a gente fica sem gravadora. – Ally disse – Eu não posso fazer isso com as garotas.
— Vocês são uma das maiores bandas da atualidade. Vai ter uma fila de gravadoras esperando por vocês.
— Nem precisa se preocupar, mesmo se não tiver. – Nick disse – Vocês fecham com a Safehouse, se quiserem.
— Sem duvida. – Demi concordou – Eu tenho uma entrevista pra dar e logo, então.
— Tem sim. – Ally concordou, sorrindo.
— Mas você tem que pensar muito bem pra onde dar essa entrevista, Demi. – Artie alertou – A Sony tem muita influência por ai, e não seria difícil tentarem distorcer o que você dizer para uma negativa.
— Eu acho que tenho o lugar perfeito pra você dar a entrevista. – Rachel disse.
— Então me diz como eu marco agora mesmo.
— Marley, liga pro John Smith. Tenho certeza que ele não vai se importar de entrevistar a Demi assim que chegarmos em L.A.
— Quem é esse cara? – Kevin perguntou.
— O garoto que me entrevistou quando contei sobre a Quinn.
— De onde? – Normani perguntou.
— Ele tem um blog na internet.
— Serio, Berry? Um blog de um garoto? Quantos anos ele tem? Aposto que quinze!
— Dezessete ou dezoito. Mas tanto faz, Joseph. O que importa é que o garoto não vai distorcer as coisas.
— Tá na internet, só precisa chegar a um fã. – Marley concordou – Eles mesmos tratam de espalhar a noticia.
— Podem falar que é mentira, se o blog não for grande. – Artie alertou.
— Ele tem um ensaio exclusivo meu. – Rachel disse – Acho que ele ganha uma credibilidade com isso.
— E eu não me importo em fazer um também, se precisar. – Demi falou – Eu confio na Rachel, e se ela tá falando que o garoto é de confiança, então, vamos lá.
— Certo. Vou marcar isso. – Marley disse.
— Eu agradeceria. Diria pra passar o contato pro meu assistente, mas demiti ele há alguns dias.
— O que houve? – Dinah perguntou.
— Mais uma piada de mal gosto, e ele ia perder o nariz, ao invés do emprego. – Demi suspirou.
— Só não tente roubar a minha. – Rachel brincou.
— Dobro seu salário, Marley. – Demi brincou.
— Rachel, eu me demito. – Marley saiu do quarto rindo, e Rachel balançou a cabeça negativamente.
— Nem pense nisso! – riu.
— Tá mais calma? – Ally perguntou para Demi, que sentou na ponta da cama e a puxou para o seu colo.
— Pra falar a verdade, não. Vamos ter que lidar com toda a mídia depois que nos assumirmos. E então virá Amanda e o bebê, e... – suspirou.
— Hey, Lovato. – Rachel chamou – A gente vai tá aqui por vocês.
— Só a gente faz da vida de vocês um inferno. – Dinah brincou.
— Juntos, certo? – Camila sorriu para elas, e Lauren a abraçou.
— É uma promessa. – Nick garantiu.
Demi sorriu para o grupo e deu um selinho em Ally.
Viesse o que viesse, ela sabia que seus amigos estariam ali por elas.
***
— Eu volto logo. – Rachel falou dando um selinho em Quinn.
Ela e Kathy estavam deitadas na cama do quarto que a loira e a judia dividiam, enquanto Rachel se arrumava para sair com os rapazes, Demi, Kitty, Chris e um grupo do orfanato.
— Vai sem pressa, Rachel. A gente se vira aqui.
— Britt arrumou uma festa no hotel. Você sabe, por causa dos adolescentes e tudo o mais. Não vamos sair daqui.
— Ela comprou bebidas?
— Parece que sim, mas os responsáveis por isso estão de aviso previu pra não deixar os adolescentes beberem muita coisa alcoólica. Ninguém vai ficar bêbado hoje. Talvez a Demi, ela tá precisando. Mas só.
— Não deixe Kitty beber muito.
— Certo.
— E nada de cair nas provocações da Chris.
— Não vai ser um problema.
— Certo. Divirta-se.
— Eu vou. – sorriu – Tchau pequena.
— Tchau Rachel. – Kathy sorriu – Eu me diverti muito hoje.
— Que bom. Eu adorei te ver sorrindo o dia inteiro. – disse e se inclinou para dar um beijo na testa da garota.
— Eu amo você, Rachel.
A judia travou ao ouvir aquilo e se afastou da garota lentamente, a encarando.
— Hey, Berry. – Lauren chamou, batendo na porta – Vamos lá!
— Eu prometo que volto cedo.
— Sem presa.
Rachel saiu do quarto, fechando a porta atrás de si e respirando fundo.
— Tá tudo bem?
— Claro. – a judia sorriu – Vamos lá.
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