Mais do que se pode ver
32 Capitulo 32 - Pequenos grandes passos
Notas iniciais
— Serio, Rachel? – Kitty reclamou quando a judia tirou o copo de sua mão, o aproximando do nariz.
— Só garantindo. – a judia piscou, sentando ao lado da cunhada e devolvendo o seu copo.
— Quando eu era sua fã, pensava que você era mais legal, Berry. – Chris provocou com um sorriso irônico nos lábios e Rachel revirou os olhos, dando mais importância à olhar em volta do que a qualquer coisa que a mais nova pudesse dizer, enquanto pegava uma das poucas latas de refrigerante fechadas em cima da mesa.
— Chris, já chega. – Kitty falou.
— Tá tudo bem, Kitty. Relaxa. – Rachel sorriu – Chris, antes de legal ou sua ídola, sou responsável e cunhada da Kitty.
— Vai me liberar um pouco de álcool no fim da noite, de novo? – a loira brincou.
— Se você quiser e não tomar nada até eu ir embora. – a judia deu de ombros.
— Deixa seu sogro descobrir, Berry. – Demi, que já estava sentada na mesa com as garotas, disse, com um copo na mão e um sorriso que não combinava com seu humor de poucas horas antes.
— Aposto que no seu tem álcool.
— Eu posso. – Demi suspirou – Mas não to tomando nada muito forte. Não quero problemas com isso de novo. E Ally não gosta nem um pouco quando bebo.
— Então somos três pessoas domadas ao ponto de deixarmos de beber pelas nossas mulheres. – Lauren, sentada ao lado de Demi, riu – Um brinde a isso! – falou levantando a lata de refrigerante que segurava, e Rachel e Demi riram, batendo seus copos no dela.
— Certo, vocês não bebem, mas podem muito bem dançar. – Kitty disse, levantando depois de tomar seu refrigerante e largar o copo sobre a mesa – Alguém me acompanha?
— Vamos lá, Fabray número dois. – Demi falou, levantando, após fazer o mesmo que a mais nova com o seu copo – Vamos mostrar pra essas crianças como é que se faz.
Lauren riu, as seguindo, e Rachel fechou os olhos, respirando fundo antes de fazer o mesmo.
Durante a hora seguinte, as quatro dançaram e beberam seus refrigerantes, entre conversas e risadas. Demi, Lauren e Rachel, porém, não demoraram para cansar daquela agitação e resolveram deixar Kitty na pista de dança improvisada, acompanhada de Sam e Nick, que haviam se juntado a elas.
— Você tá bem, Rachel? – Demi perguntou quando as três sentaram novamente.
— To legal. Porque?
— Tá estranha.
— Tá certo. – a judia respirou fundo, levantando – Acho que já deu pra gente a hoje, não?
— O que? – Demi franziu a testa.
— O que acham de terminarmos isso com uma cerveja, lá fora? – a judia disse com um suspiro.
— Ok, alguém precisa conversar. Vamos nessa. – Lauren falou, levantando.
As três foram até o bar, onde pegaram cada uma a sua própria bebida e, enquanto saíam, Rachel fez questão de passar por Kitty na pista de dança, avisando que ela podia tomar um copo de alguma coisa com álcool, e pedindo para Sam garantir que fosse realmente somente um copo, e de nada muito forte – o que arrancou algumas reclamações sobre falta de confiança da garota.
Demi, Lauren e Rachel saíram do salão onde a festa acontecia e andaram um pouco até pararem no pequeno jardim que tinha ali, onde sentaram na grama e se encararam.
Rachel abriu a lata em sua mão e tomou um gole antes de respirar fundo e, ainda olhando para a lata, disse o que as outras duas estavam se perguntando.
— Kathy disse que me ama.
Demi e Lauren se olharam antes de voltar a encarar a judia, que nem mesmo se mexia.
— O que você esperava, Rachel? – Lauren começou, falando com calma, na tentativa de não estressar ainda mais a amiga – Ela se apegou a você, e é só ver como você trata ela diferente das outras crianças, que a gente entende o porquê. E você também se apegou a ela. Não adianta nem tentar negar.
— Eu não vou. É só que... – Rachel suspirou, tomando outro gole da cerveja.
— Eu até pensei que você estava pensando em adoção. – Demi confessou.
— Eu não sei, D. Eu realmente pensei no assunto, mas... Será que... Eu daria conta?
— Só você pode saber. Mas... – Demi respirou fundo – Antes de decidir qualquer coisa, pense, Rachel: você vai aguentar ficar muito tempo longe da garota?
As três ficaram em silêncio por algum tempo, cada uma tomando lentamente o conteúdo de suas latas.
— Camila quer assumir. – Lauren falou de repente, chamando a atenção das outras duas.
— O que? – Rachel a encarou.
— Camila quer assumir o namoro. Conversamos sobre isso hoje, depois que Artie deu a ideia, e ela disse que quer assumir nosso relacionamento pra mídia.
— E o que você disse?
— Que ia pensar no assunto.
— Qual seu medo, Laur? – Demi perguntou.
— Tantos.
— Sua família sabe? – Rachel perguntou.
— Sabe.
— A dela?
— Sabe.
— Os fãs não apoiam mesmo sem saber a verdade?
— As vezes até de mais. – riu fraco.
— E qual é o seu medo, mesmo?
Lauren sorriu, dando um soco de leve no ombro da judia.
— Você faz parecer fácil.
— É fácil. Nós que costumamos complicar tudo.
As três voltaram a ficar em silencio por um tempo, antes de Demi levantar e passar a mão pelo rosto.
A garota virou o conteúdo da lata de uma vez só, jogou fora o objeto e colocou a mão no bolso, antes de esticar uma caixinha azul para as duas garotas.
— Puta merda. – Lauren engasgou com a bebida.
— Caramba! – Rachel a encarou, sorrindo – Você tá mesmo pensando nisso?
— Eu comprei tem quase um mês. – confessou, sentando novamente e abrindo a caixinha, deixando que as duas vissem o anel – Eu queria fazer o pedido perfeito, mas não sei como.
— Bom, não é difícil.
— Oh, claro! Por que não é você que vai pedir.
— To falando da ideia, gênio.
— Me dê uma, então?
— Bom, vocês estarão em L.A. amanhã.
— E daí?
— Leva ela no estúdio do X fator. – Lauren disse, seguindo o pensamento da judia.
— Mais que isso. – Rachel sorriu – Se eles ainda não desconstruíram o cenário. Converse com alguém e coloque ela na cadeira. Diga que o sim ou não dessa vez é dela.
— Canto pra ela e faço o pedido. – Demi sorriu – Isso... Parece bom.
— Será perfeito se você começar a noite com um jantar especial e terminar ela com alguma coisa mais especial ainda.
— Do tipo...
— Luz de velas e pétalas de rosa. – Lauren riu.
— Acham que ela aceitaria?
— Por que ela não aceitaria? – Rachel sorriu.
Demi levantou e sorriu para as outras duas, que terminaram suas cervejas rapidamente antes de levantar.
As três fizeram seu caminho de volta para os quartos, falando pouco.
Assim que chegaram ao hall do hotel, sentaram nos bancos que tinham por ali e Demi pegou o celular, se ocupando em fazer algumas ligações.
— Pelo menos os problemas de alguém foram resolvidos. – Lauren disse depois de um tempo que ela e Rachel ficaram em silêncio, apenas observando Demi.
— O seu nem é um problema de verdade. – Rachel revirou os olhos.
— Pra você, né, Berry?
— Só estou dizendo que eu me assumi, e continuo aqui.
— É diferente.
— Lauren, do mesmo jeito que vamos estar aqui por Ally e Demi, vamos estar por vocês duas. Então, para de dificultar as coisas pra vocês.
— E se isso acabar com a banda?
— Uma briga de vocês também pode fazer isso.
— O que?
— O que eu quero dizer é: se der errado, levanta a cabeça e começa de novo.
Lauren respirou fundo e balançou a cabeça positivamente.
— Acho que eu tenho que falar com a Camila.
— Eu ainda preciso de um restaurante e alguém pra arrumar o quarto do hotel. – Demi disse, se aproximando das duas.
— O estúdio?
— Ainda tá montado e Simon disse que vai dar um jeito pra mim.
— A gente arruma o hotel. – Rachel disse.
— Vocês duas?
— Peço pra Camila ajudar. – Lauren riu.
— Ótimo. – Demi suspirou – Agora, o restaurante e... Oh, merda! Tenho que arrumar uma roupa descente.
— Tá bem, Demetria. Por que não relaxa um pouco? – Marley disse, surgindo perto delas e assustando as três.
— Puta merda, Rose! O que tá fazendo aqui?
— Eu tava andando por ai. – riu – Pra que você precisa de um restaurante e pra quando?
— Amanha. Levar Ally pra jantar. Vou pedir ela em casamento.
— Tem algum lugar em mente?
— Não.
— Que tipo de comida as duas comem sem problemas?
— Qualquer um, eu acho.
— Você tem alguma preferência?
— Nenhuma, eu acho.
— Assim você não ajuda, Lovato. – Rachel brincou.
— Ally gosta de comida mexicana. – Lauren disse.
— Mas a preferida dela é italiana. – Demi falou – Isso, Marley. Um restaurante italiano.
— Me dá meia hora e eu consigo o restaurante. Você vai pedir amanhã...?
— Sem horário.
— Certo. Tenho uma conhecida em L.A. que pode te conseguir um vestido pra você e um pra ela. Se me permite dizer, eu inventaria um show de última hora. Isso vai fazer com que ela deixe fazer cabelo, maquiagem e tudo o mais sem desconfiar. Pelo menos, por um tempo.
— Pra isso eu e as meninas teríamos que nos arrumar também.
— Uma entrevista, então.
— Não com a Sony em cima. – Demi suspirou.
— Podemos deixar isso com Normani. Tenho certeza que ela da um jeito.
— Tudo bem.
— Eu vou atrás do restaurante e da minha amiga. E, ah! Demi. – Marley sorriu para a garota – Já tava na hora.
Marley se afastou das três e Demi suspirou, se jogando no banco ao lado de Lauren.
— Eu já disse que amo sua assistente, Rachel?
— Nem tente roubar a Marley de mim.
— Não vou. – Demi riu – Céus, eu vou pedir Ally em casamento! E se ela dizer não?
— Você é burra ou o que, Lovato? A garota só falta fazer o pedido ela mesma. – Lauren revirou os olhos.
— Pensa assim, Demi: quando você der a entrevista pro John na terça-feira, já vai poder anunciar o noivado. – Rachel disse.
***
Eram onze da manhã quando todos estavam finalmente sentados em seus lugares no avião, na segunda-feira de manhã, e Rachel relaxou, com Quinn sentada de um lado e Kathy do outro.
A maioria dos adolescentes dormiam, já que passaram a noite acordados, e as crianças dormiam pelo remédio que Brittany os fez tomar para garantir que não passariam mal.
Quando o avião já estava no ar, e a judia teve certeza que Kathy dormia, Rachel entrelaçou seus dedos nos de Quinn e respirou fundo.
— Q?
— Oi.
— Você... Vai dormir?
— Não pretendo. Por que?
— Quero conversar sobre uma coisa.
— O que aconteceu?
— Eu estava conversando com as meninas ontem a noite, e... Eu não acho... Eu... Você podia ir comigo pra New York, não é? Passar um tempo lá, quando eu voltar.
— Não era isso que você ia disser.
— Claro que era. – Rachel riu, nervosa.
— Rach, sem segredos, lembra?
— Hey, Berry! – Demi parou ao lado da judia, que suspirou, virando para ela.
— O que é?
— Hey! Que mal humor. Eu heim. – Rachel balançou a cabeça negativamente e Demi suspirou – Certo, que seja. Eu preciso da sua ajuda.
— Com o que?
— Minha entrevista amanhã. Você já deu uma entrevista pra esse cara.
— E daí?
— Qual é a dele?
— O John é um cara legal. Tá começando a crescer agora. Essa é uma entrevista que você pode dar tranquilamente.
Demi balançou a cabeça, respirando fundo.
— Eu não quero acabar prejudicando a Ally.
— Não vai. Confia no Artie.
— E se a Sony não aceitar?
— Então as meninas fecham com a Safehouse. Qual é, Demi? O lugar é seu.
— A Sony pode querer separar a banda...
— Demi, se a Sony tentar quebrar o contrato só com a Ally, Artie tira as outras de lá no minuto seguinte.
— A Sony ainda tem alguns direitos em cima do nome da banda. – resmungou.
— Nesse caso elas mudam o nome. Você se junta a elas e passam de fifth pra sixth. – brincou – Se tornam uma banda de três casais.
— Engraçadinha.
— Não é isso que tá te deixando nervosa, não é? – a judia arqueou a sobrancelha.
— Normani tá falando com ela. Não sei o que vai falar, mas parece que tá dando certo. – murmurou.
— O que houve? – Quinn perguntou.
— Vocês têm seus segredos, nós temos os nossos. – Demi brincou.
— Normani saiu com a gente, e não com vocês, então desembuchem.
— Demi quer dar o próximo passo no relacionamento. – Rachel falou.
— Você obedece mesmo, heim, Berry.
— Vai pedir a mão dela, Demi?
— É o plano.
— Agora eu paro de imaginar como te matar.
— Eu tenho medo de você. – a menor franziu a testa e Rachel riu.
— Sabe o que eu não entendo, Q? Por que você ficou tão brava quando soube da Demi, mas nunca falou nada sobre a Harmony.
— Você nunca ouviu os comentários da minha irmã sobre a Demi. – brincou.
— Pensei que a crush dela era eu.
— E era.
— Sua irmã é lésbica? – Demi franziu a testa, procurando a garota com o olhar e a encontrando sentada ao lado de Sam.
— É.
— Nossa. Ela é tão próxima do Sam, que eu pensei que tava rolando alguma coisa entre os dois.
— Eu também acho, na verdade. – Rachel confessou.
— Não. Kitty teria me contato. – Quinn falou.
— Bom, eu conversaria com ela, se fosse você.
— Demi! – Ally chamou e a garota sorriu.
— A gente se fala no chão, garotas. – disse fazendo Rachel rir fraco e Quinn sorrir.
Demi se afastou das duas, indo rapidamente até a namorada e Quinn encostou a cabeça no ombro de Rachel.
— Acha mesmo que Kitty e Sam possam tá tendo alguma coisa?
— Acho que sim. Eles parecem bem próximos, e, mesmo que não admita, eu sei que o Sam é louco por ela.
— Mas... Kitty sempre... Ela me disse que é gay.
— Talvez ela seja bi. – a judia suspirou – Mas realmente importa o sexo da pessoa com quem ela vai ficar?
— Não é o que estou dizendo. É só que... Desde que Kitty me contou que é gay, eu não consigo imaginar minha irmãzinha namorando um cara.
— Se te consola, Sam as vezes parece uma garotinha. – Rachel riu.
— Idiota. – Quinn riu fraco.
— Não, serio. Quando ele deixa o cabelo crescer, eu chamo ele de Samantha e ninguém discorda. Nem ele. – disse fazendo Quinn rir – Sam é praticamente uma mulher com algo sobrando no meio das pernas.
— Pensei que essa era você. – a loira brincou.
— Não, baby. Eu sou um homem com seios. – riu.
— Vou falar com Kitty sobre isso, depois. Agora, eu to pensando no que você queria me falar.
Rachel suspirou e deu um beijo na cabeça da loira, fechando os olhos.
— Eu amo você.
— Eu também, Rach. Me fala o que aconteceu. Você tá me assustando.
— Podemos falar quando estivermos sozinhas?
— Rach... – Quinn suspirou, e afastou a cabeça do ombro da judia.
— Ok. – Rachel murmurou – Eu conversei com as meninas ontem e... Nós falamos sobre... Filhos.
— Certo. Eu e as garotas também. – Quinn franziu a testa.
— Serio? E... A que conclusão você chegou?
— Que temos que tomar mais cuidado. – Quinn segurou a mão de Rachel, entrelaçando seus dedos – Eu amo você, Rach, mas acho que está muito cedo pra pensar em gravidez.
— Certo. Eu... Acho que você tem razão. Mas... – Rachel respirou fundo e olhou para Kathy, dando um sorriso de leve – E se eu não tiver falando de gravidez?
— Você, por acaso, tem um filho e não me contou?
— O que? – Rachel arregalou os olhos, encarando a namorada – É claro que não!
— Então do que você está falando, Rach? Por favor, seja clara.
— Ontem, quando Kathy disse que me ama... – Rachel suspirou – Eu não posso mais deixar Kathy pra trás, entende?
As duas ficaram em silêncio por algum tempo, enquanto Quinn tentava absorver as palavras da judia.
— Você tá pensando em adotar ela?
— Eu...
— Comigo?
— Vamos formar uma família um dia, Quinn. Essa é uma decisão importante, da qual você precisa participar.
— Eu não sei o que dizer, Rach.
— Só... Pense no assunto, tá bem?
— E se eu disser que sou contra?
— Então... – Rachel olhou para Kathy, dormindo ao seu lado, e respirou fundo – Então eu vou ouvir o que você tem a dizer e vou tentar te convencer do contrário, mas não vou passar por cima de você e adotar ela se você for contra.
— Isso não é por causa do filho que não era seu, é?
— O que?
— Aquela mulher que disse que estava gravida de você...
— Não! Não tem nada a ver com isso.
— Rachel, uma adoção é algo que tem que ser muito bem pensado e planejado. É uma coisa pra vida inteira que não afeta só a gente. Mudaria completamente a vida da Kathy também. Você tem cem por cento de certeza do que tá falando?
— Eu sei disso, Quinn. E eu amo essa garotinha.
— Adotar é uma responsabilidade e tanto. Não é só passar um dia com ela no parque e dar presentes. É passar noites em claro no hospital, é educar, abrir mão de alguns programas com os amigos. É ir em reuniões escolares e, um dia, vai ser dizer não e ser o ombro no qual ela vai poder chorar. É proteger e cuidar dela. É ser mãe, Rach, sem os nove messes de gravidez pra se preparar.
— Eu sei que é uma decisão e tanto, mas quando eu olho pra ela... Eu só sinto, sabe? Eu quero poder abraçar Kathy o tempo todo, e não deixar que nada aconteça com ela. Eu sei que não é como se fosse ser sempre fácil, mas... Eu quero Kathy comigo, Quinn. Eu não sei se posso deixar ela lá como se... Se eu não tivesse me apegado a ela.
— Eu prometo pensar sobre o assunto, Rach, se você me prometer que vai pensar melhor sobre isso também.
Rachel voltou a olhar para Quinn e sorriu, dando um beijo no rosto da loira, que tinha a cabeça encostada em seu ombro.
O resto da viagem foi feito em silencio pelas duas.
Depois de um tempo, Quinn acabou adormecendo no ombro da judia, e Rachel se viu sonhando com a família que teria com a loira.
Em todos os seus planos, Kathy estava com as duas.
***
— Certo, todo mundo em fila, sem presa! – Brittany disse enquanto as crianças desciam do avião.
— Vocês ainda vão ficar mais um pouco, certo? – Rachel perguntou para os amigos, que andavam pelo avião, para garantir que nenhuma criança permanecesse dormindo por ali.
— Claro que sim! Vamos ficar pro mutirão e pra festa. – Demi disse.
— Eu não posso, por que tenho gravação. – Zac falou – Tenho que voltar pro Havaí amanhã.
— Nossa, que vida triste, Efron. Vai ter que ir pro Havaí. – Joe provocou.
— Vem cá, Jonas, por que você não trouxe sua banda? – Camila perguntou.
— Eles já tinham compromisso. – deu de ombros – Mas vem pra se apresentar no fim de semana.
— Você sabe como tá ficando o lugar, Rachel? – Normani perguntou – Sem mais crianças. – Sorriu quando terminou de conferir as poltronas.
— Brittany me mostrou umas fotos que Kurt mandou pra ela. Está ficando perfeito.
— Demi. – Marley apareceu na porta, chamando a atenção do grupo – Desculpa interromper, mas preciso da Lovato.
— Certo. – Demi deu um selinho em Ally antes de sair sob o olhar atento da menor.
— O que sua assistente quer com a minha mulher? – Ally perguntou.
— E eu que vou saber? – Rachel riu.
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