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30 Capitulo 30 - Autocontrole
Notas iniciais
Rachel entrou no quarto que estava dividindo com Quinn logo depois de deixar as duas últimas crianças na cama e respirou fundo, sentando na beirada da cama enquanto ouvia o barulho do chuveiro.
Passou a mão pelo rosto e jogou o cabelo para o lado, arrancou os sapatos, os colocando encostados a cama e tirou a blusa, deitando com os braços atrás da cabeça e fechando os olhos.
A judia se assustou quando o barulho da porta do banheiro batendo a despertou, e sentou, observando Quinn caminhar pelo quarto.
— Eu te acordei? – a loira perguntou.
— Como sabe? – a judia arqueou a sobrancelha.
— Sua respiração tava pesada antes de eu sair do banheiro. Sinto muito.
— Sem problemas. Eu vou tomar meu banho e já volto para dormirmos. – avisou enquanto levantava.
— Ótimo. Quero conversar com você.
— Sobre?
— Chris.
Rachel apenas foi para o banheiro, sem responder.
Quando a judia saiu do banho, encontrou Quinn sentada na cama, sem os óculos que sempre usava e com o celular no ouvido, e sorriu, sentando ao lado dela e a abraçando.
— Pode deixar que eu aviso. Ok. Amo você também.
A loira desligou o celular e se afastou de Rachel, levantando.
— Quem era?
— Minha mãe. – Quinn falou depois de colocar o celular em cima da mesa ao lado da cama.
Rachel observou a loira caminhar pelo quarto antes de parar de frente para ela e respirar fundo.
— O que houve?
— Rachel, eu quero que você pare de responder as provocações da Chris.
— Como é?
— Eu sei que te incomoda o jeito que ela fala, mas...
— Mas o que, Quinn? Eu fico meses longe de você, tendo contato só por telefone. Quando eu consigo vir te ver tudo o que eu quero é poder ficar em paz aproveitando sua presença, mas tenho que lidar com uma pirralha que queria estar no meu lugar!
— Você acha que é fácil pra mim ficar longe de você?
— Não foi o que eu quis dizer! O que eu quero dizer é que ela tá perto de você sempre que quiser, e eu não! – Rachel ficou de pé e Quinn respirou fundo – Eu te amo, Quinn, e só de imaginar que outra pessoa pensa em você desse jeito, eu...
— Eu nunca faria algo do tipo com você, Rachel.
— A questão não é você fazer, Quinn. Eu sei que você não me trairia. O problema é que, mesmo que você seja minha, ela tá perto e eu não. Ela tá lá, vendo seu sorriso enquanto eu só posso imaginar ele. O problema é que eu tenho inveja dessa garota, por que mesmo que ela não possa te ter, ela tá mais perto de você do que eu.
Quinn passou os braços em torno do pescoço de Rachel e a puxou para mais perto de si, juntando sua boca a da namorada em um beijo urgente.
Rachel passou os braços pela cintura da loira, correspondendo ao beijo na mesma intensidade, até que o ar se fez necessário e a judia desceu os beijos para o pescoço da namorada.
— Ela pode até estar por perto – Quinn disse e Rachel se afastou para encara-la – mas só você pode e vai me levar para aquela cama e me fazer gemer seu nome o resto da noite, Rachel.
Rache deu um sorriso de lado, arqueando a sobrancelha.
— Eu vou, é?
— Eu adoraria que você o fizesse, pelo menos.
Rachel tirou a mão direita da cintura de Quinn e levou até o rosto da garota, acariciando de leve a bochecha da loira enquanto a esquerda a puxava para mais perto.
— Eu amo você. – Rachel murmurou.
— Eu também amo você.
Rachel beijou a garota com calma, sentindo os dedos de Quinn brincarem com seus cabelos enquanto ela a puxava para cada vez mais perto – mesmo que já parecesse impossível.
A judia desceu suas mãos pelo corpo da loira, parando em suas coxas, e Quinn impulsionou as pernas para cima, as prendendo em torno da cintura da menor.
Rachel cambaleou pelo pouco espaço até a cama e sentou com a loira em seu colo.
— Você colocou essa camisola pra me provocar, não foi? – Rachel sussurrou no ouvido da loira, enquanto puxava a peça para fora de seu corpo.
— Não, mas se você gostou dela, talvez eu ponha da próxima vez.
Rachel riu fraco e voltou a beijar a namorada, abafando o gemido de Quinn ao sentir as mãos da judia em seus seios já descobertos.
A loira levou as mãos até a blusa do pijama da judia e Rachel levantou os braços para facilitar o trabalho da namorada, que a empurrou contra a cama assim que jogou a blusa para longe das duas, se inclinando sobre ela em seguida.
Rachel gemeu ao sentir o contato do corpo da loira contra o seu e a puxou para si, voltando a beija-la. Puxou o próprio corpo um pouco mais para trás, antes de passar o braço pela cintura da namorada e gira-las na cama, arrancando um grito, abafado pelo beijo, da loira por causa do susto.
As duas se ajeitaram na cama entre os beijos, e Quinn jogou a cabeça pra trás quando sentiu a judia descer os beijos pelo seu pescoço, em direção ao seu seio.
Rachel sorriu e se afastou da loira, arrancando a própria calça e a jogando ao lado da cama antes de voltar a deitar sobre a namorada.
As duas se beijaram e Quinn serpenteou a mão pelo corpo da namorada, tocando seu membro por cima da cueca e a fazendo gemer.
— Tira isso. – Quinn sussurrou no ouvido da judia, que se afastou e fez o que ela pediu, jogando a peça para longe de si antes de deitar sobre a loira novamente.
Quando Rachel voltou a se aproximar da namorada, porém, Quinn a empurrou contra a cama e sentou sobre sua cintura, a fazendo gemer com o contato.
Lentamente, Quinn se inclinou sobre Rachel, mexendo o quadril contra o da judia, que mordeu o lábio tentando não gemer.
— Me avisa se eu fizer algo de errado. – a loira sussurrou no ouvido da namorada.
— O que você vai fazer?
A resposta de Quinn foi sorrir dar um beijo de leve no ponto de pulso de Rachel, que estremeceu com o contato.
Continuou com os beijos, descendo pelo pescoço até os seios da namorada, deixando um beijo de leve sobre cada um antes de voltar a descer, deixando uma trilha de beijos pelo caminho enquanto a acariciava de leve.
Quinn levou a mão direita até o membro da judia, a fazendo gemer, e sorriu antes de leva-lo até a boca.
Rachel gemeu, apertando os lençóis entre os dedos enquanto sentia a boca da namorada em si.
A judia já estava quase em seu ápice quando Quinn se afastou, arrastando o corpo sobre o da namorada, e aproximando a boca do seu ouvido.
— Agora, Berry, nossa conversa ainda não acabou.
— O que? – Rachel murmurou, desesperada por algum alivio e sem entender do que Quinn falava.
— Bom – Quinn começou a distribuir beijos pelo rosto da judia – ou você me promete que vai controlar o seu ciúme da Chris, ou você vai ter que terminar isso sozinha, essa noite.
— Você só pode estar brincando comigo. – Rachel gemeu.
— Eu amo você, Rach. E, sinceramente, achei muito fofo o que me falou mais cedo. Mas esse seu ciúme é desnecessário.
Rachel empurrou a loira contra a cama, respirando fundo.
— Eu não posso prometer que não vou mais ter ciúme, mas posso prometer tentar me controlar, ok?
— Faça isso, e, quem sabe, nós não testamos todas as posições que você me disse da ultima vez ainda essa semana? – Quinn jogou seu corpo para cima, contra o da morena – Eu preciso de você. Agora. – sussurrou no ouvido da namorada.
Rachel a beijou desesperadamente, gemendo contra a boca da namorada, enquanto levava a mão até seu membro e se posicionava em sua entrada.
— Eu te amo. – Rachel murmurou.
— Eu também... Oh, céus! – Quinn jogou a cabeça pra trás, se interrompendo no meio da frase, quando sentiu a namorada penetra-la lentamente.
Rachel desceu os beijos para os seios da loira, aumentando o ritmo dos seus movimentos enquanto ela tentava controlar os gemidos mordendo o lábio inferior, enquanto arranhava as costas da judia, que não conseguia se importar naquele momento.
Quinn sentiu as mãos da judia apertarem com força sua cintura, enquanto ela investia contra a namorada cada vez mais rápido, com a respiração cada vez mais pesada.
— Rachel! – Quinn gritou quando a judia passou o braço pela sua cintura, a puxando para cima enquanto investia contra si.
Rachel se ocupou de beijar o pescoço da namorada, tomando cuidado para não marca-la, indo cada vez mais rápido contra os quadris da loira, que também impulsionava seu corpo para cima contra o da judia.
Quinn sentiu a respiração da namorada em seu rosto pouco antes dos lábios delas colarem nos seus, em um beijo urgente.
Rachel se afastou da loira, jogando a cabeça contra o seu ombro quando chegou ao seu ápice, sentindo as paredes da intimidade da loira se fecharem contra seu membro logo em seguida, enquanto ela jogava a cabeça para trás, com a respiração pesada.
A judia deixou seu corpo cair sobre o da namorada e as duas ficaram ali por alguns minutos, em silencio, com Rachel distribuindo leves beijos pelo ombro de Quinn enquanto a loira acariciava suas costas.
— Você não me deixaria daquele jeito de verdade, deixaria? – Rachel murmurou, quebrando o silencio, e Quinn riu.
— É claro que não. – disse e deu um beijo na bochecha da judia, que levantou o rosto para encara-la.
— Mas a parte das posições... – disse sorrindo e deixando a loira vermelha.
— Eu não acredito que falei aquilo.
Rachel riu e deu um selinho na loira.
— Não precisa ficar com vergonha, Quinn. Já falamos sobre isso.
A loira apenas virou o rosto para o lado e Rachel revirou os olhos, saindo de cima de Quinn e se aconchegando ao seu lado, antes de puxa-la para deitar sobre ela, e Quinn rapidamente escondeu o rosto no pescoço da menor.
— Quinn, amor, não tem que ter vergonha de mim. Não é como se isso fosse sair desse quarto.
— Ainda assim...
— Sabe o que eu acho? Que você deveria é falar essas coisas mais vezes. Se você quer, Q, me fale. O que fazemos dentro do quarto não muda em nada o que somos ou fazemos fora daqui.
— Eu sei. Eu só... Tenho vergonha, eu acho.
— Então, temos que trabalhar isso. – sorriu maliciosa.
— E o que você tem em mente? – Quinn perguntou sentindo o olhar da namorada sobre si.
— Você tá muito cansada? – perguntou com a voz rouca.
— Nem um pouco. – a loira sorriu.
Rachel empurrou Quinn contra os travesseiros, deitando sobre a loira e a beijando.
Quinn passou os braços pelo pescoço da menor, a puxando para perto.
Rachel, que tinha as mãos na cintura da namorada, as subiu com calma pelo corpo da loira, que mordeu os lábios para evitar um gemido quando a sentiu massagear seus peitos.
A judia desceu os beijos pelo pescoço da loira para logo depois subir com eles em direção a sua orelha.
— Você precisa se soltar, Q. Me deixa ouvir os seus gemidos. – sussurrou – Eu não vou fazer nada que você não pedir.
— O que quer dizer com isso? – Quinn perguntou com a voz fraca.
Rachel apoiou as mãos ao lado da cabeça da loira e sorriu.
— Que eu não me mexo a partir de agora, se você não pedir.
— Rach... – Quinn gemeu fraco, puxando a judia para perto de si.
— Eu quero saber o que você quer, Quinn. – Rachel murmurou – É tudo sobre você agora.
— Eu só quero que você me faça sentir como só você sabe.
— De que jeito, Q?
Quinn respirou fundo antes de empurrar a morena pelos ombros, a fazendo cair deitada contra os travesseiros e sentar sobre sua cintura.
Antes que Rachel pudesse pensar, Quinn a beijou, movendo o quadril timidamente contra o da judia, que gemeu contra sua boca, apertando os lençóis entre os dedos.
— Me toca, Rachel. Eu preciso sentir suas mãos em mim. – Quinn pediu, descendo os beijos pelo pescoço da judia, que não demorou a obedecer.
Quinn sentia as mãos da namorada pelo seu corpo, enquanto seu membro começava a responder aos seus toques em baixo de si.
A loira não sabia exatamente há quanto tempo estavam naquilo, sem que Rachel tomasse nem uma atitude – mesmo que ela sentisse em seus toques o quanto a judia queria tomar o controle da situação – quando sentiu que não poderia mais esperar e levou as mãos por entre seus corpos, tocando o membro da judia timidamente.
— Rach, por favor. – murmurou.
— O que, Quinn? Me diz o que você quer. – a judia implorou.
— Você. Dentro. Agora.
Rachel jogou o corpo para cima, sentando encostada contra a cabeceira da cama e Quinn rodeou sua cintura com as pernas.
Rachel beijou a namorada, a penetrando rapidamente e arrancando um gemido de ambas, mas, contrariando todos os seus sentidos, apensa levou as mãos até a cintura de Quinn, enquanto a loira rebolava em seu colo.
— Rachel... – Quinn reclamou, escondendo o rosto no pescoço da judia.
— O que você quer, Quinn?
— Não brinca comigo desse jeito, Berry. – rosnou.
— Me diz.
— Quero que você me foda, Berry. Quero que faça amor comigo. Céus! Eu só quero que você me faça sua, pelo amor de Deus!
Rachel praticamente viu seu autocontrole escapar pelos seus dedos com a loira falando daquele jeito enquanto se movia sobre ela, e jogou o quadril contra o da namorada, a fazendo arquear o corpo.
Rachel abraçou o corpo da namorada, apoiando o tronco da loira, enquanto se movimentava sob ela, a sentindo rebolar sobre si.
Não demorou para a Quinn apertar os ombros de Rachel, enquanto sua intimidade fazia o mesmo com o membro da judia, que inclinou o corpo para a frente, deixando a boca perto do ouvido da loira.
— Vem pra mim, Q. – sussurrou.
A loira gemeu fraco, jogando o peso do seu corpo contra a judia, que ainda se movia contra ela.
Rachel apertou Quinn em seus braços logo depois, enquanto chegava ao seu ápice, com um sorriso no rosto enquanto observava a expressão de prazer de Quinn.
A judia acariciou os cabelos de Quinn, se apoiando na cabeceira da cama enquanto relaxava.
— Eu não acredito que você me fez dizer essas coisas. – Quinn resmungou, vermelha, e Rachel riu.
— Pois saiba que eu amei ouvir.
Quinn deu uma risada fraca e se afastou da judia.
— Acho que eu preciso de outro banho.
— Eu poderia te acompanhar. – Rachel sorriu maliciosa.
— Você não cansa nunca?
— De você? Não mesmo.
Quinn sorriu e deu um selinho na judia antes de levantar, arrancando um gemido fraco das duas.
— Você pode até me acompanhar, Rach, mas só vamos tomar banho. Eu estou cansada e amanhã temos que levantar cedo pra acordar as crianças.
— Nesse caso, é melhor eu ir depois de você. – disse fazendo a loira rir.
Quinn foi para o banheiro e Rachel deitou, com um sorriso no rosto.
— Eu amo essa mulher. – murmurou para si mesma.
***
— Olha só, se não é o casal atrasado. – Sam provocou quando Rachel e Quinn sentaram na mesa para tomar o café da manhã no dia seguinte, já com suas refeições em mãos.
As duas tinham acordado mais de uma hora depois do despertador e, ainda assim, quase não saíram da cama.
— Obrigada por ter cuidado das crianças, Marley. – Quinn agradeceu, ignorando o loiro, enquanto começava a comer.
— Sem problemas. Vocês mereciam um descanso depois de terem trabalhado tanto nos netos do Leroy ontem a noite.
Rachel engasgou com o suco que tomava, enquanto Quinn ficou vermelha e o resto da mesa ria.
— Marley! – Rachel a encarou.
— O que é? Só estou constatando um fato.
— Eu não te pago pra ficar de olho na minha vida sexual. – reclamou.
— Então trate de gemer mais baixo da próxima vez. Pensei que vocês iam traumatizar as crianças.
— Oh, céus. – Quinn colocou a mão no rosto, ficando ainda mais vermelha.
— Você que tá me traumatizando, Marley. Serio, é minha irmã. – Kitty resmungou, fazendo o grupo rir.
— Ah, Kitty, se você tivesse ouvido as coisas que ela me contou. – Santana brincou, balançando a cabeça negativamente.
— Cadê a Kathy?
— Na mesa com as crianças.
— Rach, pega ela pra mim?
— Quer fugir das piadas, Quinn? – Dinah provocou.
— Não. Mas nós prometemos pra ela que cuidaríamos dela, e mal ficamos com a garota.
— Quinn tem razão. – Rachel disse levantando e dando um beijo na bochecha da namorada – Já volto.
Assim que Rachel se afastou, Normani, Dinah e Camila se inclinaram para perto da loira.
— Diz ai, Quinn. – Normani falou – Rachel é tudo isso que a gente tava ouvindo ontem, mesmo?
— Hey! – Lauren reclamou.
— Sinto muito, Lo, mas você ouviu tanto quanto eu. – Camila riu.
— Ah, meu Deus. Eu não acredito nisso. – Quinn respirou fundo e as meninas riram.
— Ah, Quinn. Vamos lá. Você não vai escapar dessa conversa.
— Acho que a gente podia tirar o dia pra gente hoje. – Dani disse – Vocês sabem, sem os rapazes, Rachel, Lauren ou Demi.
— Por que, exatamente, a gente não poderia ir? – Demi reclamou.
— Por que todo mundo aqui sabe que vocês são os homens do relacionamento.
— O que quer dizer? – Lauren franziu a testa.
— Que são vocês quem obedecem, obviamente. – Normani riu.
— Cala a boca. – Demi resmungou.
— Eu gosto da ideia. – Ally disse.
— Serio? Quer sair sem mim? – Demi fez um bico e Ally lhe deu um selinho.
— Ah, D. Não reclame. São só as garotas.
— É, Demi. – Lauren disse – Elas só vão sair pra falar mal da gente.
— Também. – Camila sorriu.
— Ah, é?
— Mas também trocamos outros tipos de experiência. Você sabe, alguma coisa pode acabar me inspirando. – a latina sussurrou no ouvido da maior.
— Vocês querem que eu chame o taxi? – Lauren perguntou, fazendo Camila rir.
— Vai chamar taxi pra quem? – Rachel perguntou, sentando com Kathy no colo.
— Nossas mulheres resolveram ir dar uma volta sem a gente. – Kevin disse.
— Você se importa, Rach? – Quinn perguntou.
— Claro que não. – Rachel sorriu – Na verdade, fico feliz em te ver se enturmando com os meus amigos.
— Eu e Kitty estamos inclusas nesse passeio, certo? – Chris perguntou.
— Na verdade, eu tava querendo sair hoje a noite. – Kitty disse – Acho que poderíamos ficar por aqui e ir junto com os rapazes, Demi, Lauren e Rachel a noite. Tenho certeza que o pessoal mais velho do orfanato vai adorar ir também.
— Tem um lugar em mente? – Rachel sorriu para a cunhada.
— Nada especifico, na verdade.
— Ótimo, acho que vai ser isso, então. Os rapazes ficam com as crianças agora, e a gente cuida deles a noite.
— Não é como se os funcionários do parque não estivessem fazendo isso pra gente, mas tudo bem. – Brittany riu.
— Você vai com a gente, né? – Santana perguntou.
— Não posso, San. Tenho que ficar com as crianças.
— Eu fico com você, então.
— Não precisa.
— Faço questão.
— Então, deixamos as crianças no parque e vamos direto. – Harmony disse, levantando.
— Eu posso ir com você, Quinn? – Kathy murmurou baixinho e Quinn sorriu.
— Hey, pequena. – disse a pegando no colo – Você não prefere ficar com a Rachel, brincando no parque?
— É que vocês disseram que iam ficar comigo, mas não ficaram. – reclamou.
— Prometo que não vou sair do seu lado o dia todo, pequena. – Rachel falou, olhando para as duas.
— Promete mesmo?
— Prometo. – Rachel sorriu – E, hey, fiquei sabendo que você gosta de Harry Potter.
— Gosto. – Kathy sorriu.
— Não conta pra ninguém, mas eu vou tentar te levar no parque dele hoje.
— Serio?
— Serio! Mas não fala pra ninguém, por que os outros não vão poder ir.
— Tá bom. – Kathy sorriu enquanto Quinn lhe dava um beijo na cabeça, e Rachel tinha certeza que o sorriso que ela mesma tinha no rosto naquele momento nunca sairia dali.
Aos poucos todos foram levantando, e logo estavam organizando as crianças para voltarem ao parque.
Rachel viu de longe Chris observar Quinn, que brincava com Kathy, e respirou fundo.
— Sinto muito por isso. – Kitty falou, parando ao lado da loira.
— O que?
— Chris. Eu realmente não levei a sério quando você disse... Quero dizer, minha amiga apaixonada pela minha irmã? Isso é... Estranho.
— Você não tem nada a ver com isso. Não precisa se desculpar.
— Não tenho nada a ver, mas trouxe ela mesmo assim. Eu devia ter trazido Beth.
— Chris só tem que parar de agir como uma babaca. – suspirou – Sabe, as pessoas não escolhem por quem se apaixonam, então não posso culpar ela por gostar da Quinn. Mas tudo depende de como você lida com isso. Chris não lida bem. Definitivamente.
— Eu vou falar com ela.
— Não, tudo bem. Não estrague sua amizade por isso.
— Bom, alguém vai ter que falar com ela.
— Chris vai perceber o que está fazendo em algum momento.
— E você tá bem em aguentar as provocações dela?
Rachel deu uma risada fraca e balançou a cabeça negativamente.
— Digamos que eu tenho um incentivo.
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