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29 Capitulo 29 - Erros que trazem o bem.
Notas iniciais
— Bom dia! – Rachel disse abrindo a cortina do último quarto do andar pelo qual ela estava responsável.
Como resposta, uma das garotas cobriu a cabeça e a outra virou de costas, arrancando uma risada da mais velha.
— Nós saímos em uma hora e quem não tiver tomado café fica pra trás. O parque não vai esperar vocês.
A garota mais nova praticamente pulou da cama, parecendo se lembrar de onde estava, e correu direto para o banheiro.
— Você pode usar o banheiro do quarto do lado, se quiser. As garotas de lá já terminaram. – Rachel disse para a outra garota, que continuou com a cabeça coberta.
— Eu não vou descer.
— Por que não? Você tá se sentindo mal? – a judia se aproximou da cama da mais nova, preocupada.
— Não.
— O que aconteceu?
— Eu só não quero sair, tá bem? Que saco.
— Hum... Amanda, certo? – Rachel perguntou puxando o edredom da cabeça da garota, que virou para ela e respirou fundo, acenando positivamente – Eu não posso te obrigar a descer, mas desce pelo menos pra tomar café da manhã. Você pode voltar pro quarto depois.
— Eu não quero.
— Você precisa.
— Não quero sair daqui.
— Tem certeza que está bem? – Amanda apenas deu de ombros e Rachel balançou a cabeça positivamente – Tudo bem. Eu vou pedir pra trazerem seu café.
— Você não entendeu, Rachel. Eu não estou com fome. Não quero comer.
— Não, você não entendeu. Não estou te dando opção. Eu vou mandar alguma coisa pra você comer, e você vai colocar alguma coisa no estomago.
— Brittany logo vai acabar me matando, então nem precisa se preocupar.
— O que?
— Nada. Esquece.
— O que você fez?
— Dá pra me deixar em paz, por favor?
Rachel suspirou e passou a mão pelo cabelo da garota, em um carinho leve.
— Eu não sei o que tá acontecendo, mas posso ajudar, se você quiser.
As duas ficaram em silencio por alguns minutos, até que a garota mais nova saiu do banheiro e Rachel sorriu para ela.
— Me espera lá fora que eu já vou, ok? – pediu.
— Tudo bem.
A garota saiu saltitando do quarto e Rachel pegou a mochila que tinha deixado perto da porta. Pegou a carteira e dentro dela um cartão, que estendeu para Amanda.
— O que é isso?
— Meu cartão. Meu número tá aí. Qualquer coisa que precisar, me liga.
A garota olhou de Rachel para o cartão algumas vezes antes de pega-lo e forçar um sorriso.
Rachel jogou a carteira de volta na bolsa e saiu do quarto, encontrando as outras crianças no corredor, acompanhadas de Marley.
— Hey! Todo mundo aqui?
— Temos treze, Kathy tá lá em baixo com a Quinn. Falta um.
— Amanda não quer ir.
— O que houve?
— Não faço ideia. Você desce seis e eu sete?
— Pode ser. Vamos lá! Os seis que me amam mais do que amam a Rachel, comigo!
As crianças olharam de uma pra outra, e Rachel riu.
— Toma, Rose.
— Não pago mais sorvete pra ninguém, também.
As crianças correram em direção a Marley, que riu da cara de ofendida de Rachel.
— Ótimo, trocada por um sorvete.
— Fazer o que, não é? – Marley riu – Tudo bem. Eu vou apontar aleatoriamente pra quem vai comigo.
— Ah, para de frescura. – Rachel revirou os olhos e se aproximou de Marley, tocando no ombro de sete crianças enquanto contava – Vocês ficam comigo. Marley vai com os outros na frente. Aproveita e pede pra trazerem alguma coisa pra Amanda comer, certo, Marley?
— Pode deixar.
Marley desceu com as seis crianças que chegaram até ela primeiro, e Rachel ficou conversando com as outras sete, enquanto esperavam pelo elevador.
Alguns minutos depois, Rachel sentou junto com os outros que foram como acompanhantes, ficando entre Quinn e Joe, com o seu café da manhã.
— Amanda não desceu. – Brittany comentou assim que ela sentou.
— Ela não quis. Disse que não quer sair. Você sabe o que pode tá acontecendo com ela?
— Infelizmente, eu desconfio. – Brittany suspirou.
— Então fala. – Dinah pediu quando ela ficou em silencio.
— Bem, Amanda tinha um namorado até algumas semanas atrás. Eles terminaram três dias depois que eu encontrei o teste.
— Que teste? – Rachel perguntou.
— Espera aí, a Amanda? – Quinn parecia surpresa.
— Nossa. – Santana encarava Brittany de boca aberta.
— Alguém me explica que teste é esse? – Zac pediu.
— Gravidez. – Kitty murmurou.
Todos ficaram em silencio por alguns segundos, se concentrando na sua comida, até Ally suspirar.
— Positivo?
— Infelizmente.
— Eu vou falar com ela. – Rachel disse levantando.
— Não vai nem terminar de comer? – Demi perguntou.
— Não. Ela... Precisa de alguém.
— Eu vou com você. – Quinn disse, levantando.
— Descemos antes de vocês saírem.
As duas seguiram de volta para o quarto da garota em silencio.
— Amanda? – Rachel chamou, entrando no quarto.
As duas entraram, ouvindo um barulho vindo do banheiro, e Rachel encaminhou Quinn para sentar na cama da garota, antes de ir bater na porta.
— Amanda?
— O que é?
— Eu e Quinn estamos te esperando pra conversar. Você vai demorar ai?
A garota ficou em silêncio e Rachel suspirou.
— Amanda?
— Me dá cinco minutos.
A judia sentou ao lado da namorada, e pouco depois Amanda saiu do banheiro, olhando de uma para a outra.
— O que querem?
— Conversar.
— Eu pensei que tinha deixado claro que queria ficar sozinha.
— Mandy. – Quinn chamou e a garota suspirou.
— Eu só... Só to sentindo falta do Ro...
— Nós sabemos, Amanda. – Quinn falou e Rachel observou a garota ficar tensa.
— Sabem do que?
Rachel suspirou e levantou, abraçando a garota.
— Ele não quis assumir?
A resposta de Rachel foi um soluço e o aperto dos braços da garota em torno de si.
— Mandy. – Quinn se aproximou das duas e Rachel se afastou da garota – Você sabe que pode contar com a gente, certo?
— Eu cresci em um orfanato. – soluçou – Eu vou ter que sair de lá em alguns anos e, adivinhe? Não vou ter como criar meu filho. Eu não quero deixar ele. Eu...
O choro intenso da garota a impediu de continuar falando, e Rachel a fez sentar na cama.
— Você sabe que pode ter contato com ele se deixa-lo com a Britt, não sabe? – Quinn falou.
Amanda apenas balançava a cabeça negativamente, enquanto as lagrimas escorriam pelo rosto.
As duas ficaram ali por mais algum tempo, tentando acalmar a garota, até que duas batidas na porta chamaram sua atenção.
Rachel levantou, deixando as duas sentadas na cama, Amanda, mais calma, mas ainda chorando, abraçada a Quinn, e foi abrir a porta, encontrando Demi e Ally paradas do lado de fora, de mãos dadas.
— O que houve?
— A gente... Bem, a gente quer falar com a garota. – Demi respondeu.
Rachel deu espaço para as duas entrarem e Amanda se afastou de Quinn, limpando o rosto e encarando as duas, que sentaram na cama de frente para ela.
Quinn levantou e esticou a mão para Rachel, que sentou ao lado de Amanda, e a puxou para o seu colo.
— Então... De quantos meses você tá?
— Eu não sei. Acho que dois ou três.
— Foi no médico? – Demi perguntou e a garota negou com a cabeça – Amanda... É Amanda, certo?
— É.
— Então, você já sabe o que vai fazer? Com a criança?
— Não é como se eu tivesse muitas opções. – murmurou segurando o choro.
— O que o pai disse?
— Me pediu pra tirar. Mas eu não vou. É meu filho. E... Eu não posso.
— Hum... Amanda... Nós... – Ally suspirou, balançando a cabeça negativamente.
— A gente sabe que é uma situação difícil, e que você ainda tem muito o que pensar, mas queremos te fazer uma... Proposta. – Demi falou e Ally entrelaçou o braço no seu.
— Proposta?
— Eu e Ally já estamos juntas há alguns anos, e...
— Opa, espera ai! – Quinn disse, chamando a atenção – Você e Ally?
— Algum problema? – Demi franziu a testa.
— Mas... Você e Rachel...?
Rachel e Demi riram, enquanto Ally balançou a cabeça negativamente com um sorriso e Amanda encarava as quatro, confusa.
— Q, amor, eu já disse, eu e Demi não significou nada. E já faz muito tempo.
— Não é como se me agradasse também, Quinn. Mas a amizade dessas duas tá acima disso. Digo como alguém que convive com isso há quatro anos.
— Você já pode parar de imaginar diferentes jeitos de me matar agora, Quinn. – Demi brincou.
— Acho que sim. – a loira murmurou, ficando vermelha.
— Voltando ao assunto – Demi voltou a ficar seria, olhando para Amanda – Estamos juntas há um bom tempo, e mesmo ainda não estando casadas...
— Porque alguém tá enrolando com o pedido. – Ally interrompeu Demi, fazendo Rachel rir.
— Olha só, Demetria. Que coisa feia, enrolando a garota.
— Cala a boca, piloto de fliperama. – Demi revirou os olhos, recebendo um beliscão de Ally em troca – Oush. O que foi isso?
— Para de falar do tamanho dela como se fosse a maior pessoa do mundo, Lovato.
— Mas...
— Mas nada. Tem algo contra mulher baixinha?
— Mas você mesma acabou de dizer que eu sou baixa também!
— Não é de você que estamos falando agora.
— Ally, baby, por favor. Eu só to brincando com a Rach.
— Não estamos aqui pra brincar. – Ally disse e Demi a olhou com um sorriso malicioso.
— Não, isso a gente faz no nosso quarto.
— Lovato!
— Tá, ok, desculpa! Vamos voltar ao bebê! – Demi disse voltando a olhar para Amanda, que ria das duas – Você ri por que não é com você. – Demi resmungou – Enfim, eu e Ally queremos construir uma família juntas e, levando em conta que eu não sou a única que pode propor casamento, e as coisas tem ido bem ultimamente, nós pensamos que... Bem, nós queremos acompanhar sua gravidez e adotar a criança. Se você não for ficar com ele, claro.
— Uau. – Amanda as encarou, franzindo a testa – Isso... Eu não sei. Eu... Eu com certeza não vou ter como criar meu filho, mas eu não quero... Não queria abrir mão dele, entendem?
— Mandy, você sabe que o melhor pro bebê vai ser ter uma família. – Quinn falou – Além disso, com Demi e Ally, você vai saber sobre ele, já que elas estão sempre na mídia.
— E eu e Ally também viajamos muito. Se... Dependo de onde você for viver quando sair do orfanato... Bom, pode ser bom pros dois que vocês mantenham contato. – Ally disse e Demi concordou com a cabeça.
Amanda colocou a mão na barriga e fechou os olhos, respirando fundo.
Rachel suspirou e levantou, levando Quinn consigo e acenou para que Demi e Ally tomassem seu lugar.
As duas sentaram uma de cada lado da garota, enquanto Rachel e Quinn sentaram no lugar antes ocupado pelas duas, e Demi pegou a mão direita da garota.
— Amanda, não pense nisso como se nós estivéssemos tirando seu filho de você. Pense nisso como uma oportunidade de dar uma vida boa pra ele e poder acompanhar ele crescer.
— Mais do que uma vida estável, nós vamos dar todo o amor que ele precisar.
— Eu só queria poder criar ele, sabem? Ser uma mãe de verdade.
— Amanda. – Ally chamou e a garota a olhou com lagrimas voltando a escorrer pelo rosto – Você não precisa se decidir agora. Sabemos como isso é difícil. Mas... Seria bom que você decidisse o quanto antes.
— Meninas. – Brittany chamou, entrando no quarto, e Amanda ficou tensa.
— Britt. – a garota levantou.
— Sabe, você foi a última em quem eu pensei quando encontrei o teste.
— Eu sinto muito.
— Não sinta, Mandy. – Brittany se aproximou da garota com um sorriso fraco – Todos erramos. O seu, pelo menos, resultou em uma coisa boa.
— Como boa se eu nem vou poder criar ele, Britt?
— Nós vamos achar uma solução. – falou abraçando a mais nova, que a apertou entre os braços – Você vai ter que pensar, primeiramente, nesse serzinho crescendo dentro de você.
— Eu acho que só tenho uma opção agora, Britt.
As duas se afastaram e Amanda virou para Demi e Ally, limpando as lagrimas que teimavam em continuar saindo.
— Prometem que vão amar ele como eu amaria?
Demi e Ally olharam uma para a outra, com os olhos marejados, antes de voltar a sorrir para a garota.
— Nós já amamos, Amanda.
***
— Então, vocês vão ter um filho? – Nick perguntou.
Todos estavam no parque – inclusive Amanda, que parecia um pouco melhor depois do ocorrido no quarto – e agora, tirando Brittany, os outros apenas observavam as crianças de longe, enquanto funcionários do parque tinham duas crianças sob sua supervisão cada.
— Meus parabéns, garotas. – Sam sorriu.
— E o casamento, sai quando? – Rachel provocou.
— Eu quero voltar um pouco pro começo disso aí. – Kitty pediu – Desde quando vocês namoram?
— Fazem quatro anos. – Demi sorriu – Estamos próximas dos cinco, na verdade.
— Isso dá... Desde The X Factor?
— Um pouco depois. Na verdade, bem depois que acabou. – Demi riu – Assim que a última câmera desligou naquela noite, eu fui atrás dela. Não podíamos ter nada enquanto eu fosse jurada e ela participante. Mas, depois que o programa terminou, eu só queria levar a mais bela das harmonias pra longe de tudo e construir uma vida com ela. – brincou – Mas a mulher me deu trabalho.
— O que você esperava? A garota era completamente religiosa. Você corrompeu a menina, Lovato. – Normani riu.
— Cala a boca, Kordei. – Demi murmurou.
— É isso aí. Eu amo a Demi, e uma hora ou outra, mesmo se ela não tivesse insistido, eu ia acabar percebendo por conta própria.
— Vocês ainda vão me dar diabetes. – Zac riu.
— Hum... Gente. – Dani disse chamando a atenção do grupo – Acho que aquela ali é a mãe do filho de vocês, não é?
Demi e Ally viraram pra trás e encontraram Amanda sentada em um banco, afastada das crianças.
— Vamos lá. – Demi falou e as duas levantaram, indo em direção a garota.
— Ela parece bem? – Quinn sussurrou para Rachel.
— Não sei dizer. – Rachel suspirou – Mas as meninas vão dar um jeito nisso.
— Então, Quinn. – Chris disse, chamando a atenção de todos – Como anda o namoro de vocês?
— Muito bem. Perfeito, na verdade. – Rachel respondeu pela loira, passando o braço pelos ombros dela, que segurou a risada – E você, Chris? Tá namorando ou de olho em alguém? Agora que eu sou comprometida, tenho que passar minhas táticas de sedução pra frente. Eu pensei em Kitty, mas, sabe, talvez você precise bem mais.
— Você tem que fazer o que, Berry?
— Ora, Quinn, eu levei anos pra aprender a conquistar facilmente uma mulher. Tenho que passar isso adiante.
— Então suas conquistas sempre foram fáceis? – a loira parecia estar começando a realmente ficar irritada, e o grupo começou a rir da expressão de desespero que começava a tomar conta do rosto de Rachel.
— Menos você, Q. Por que você não é uma conquista. É o amor da minha vida.
— Então por que você tá tão nervosa?
— É, Berry. Vai ficar sem sexo. – Lauren riu.
— Lauren, cala a boca e não complica a situação de Rachel. E começa a criar uma pra você.
— Tome, Jauregay. – Joe riu.
— É impressão minha ou alguém tem lido fan fics? Porque, até onde eu sei, é lá que os fãs chamam a Lauren assim. – Dinah arqueou a sobrancelha.
— E como você sabe disso, Dinah? – Nick riu.
— Os fãs de Camren podem ser bem criativos. – a loira deu de ombros.
— Aposto que ela só lê as que tem Norminah. – Lauren riu.
— Vem cá, desde quando vocês falam dos shipes pelos shipes? – Kevin brincou.
— Dane-se isso. Kitty, elas leem fics. Vamos pro quarto tirar as nossas da internet, tipo, agora. – Chris disse fazendo Kitty ficar vermelha.
— Oh, céus. Só cale a boca, Chris.
— Você não está realmente brava, tá? – Rachel cochichou no ouvido de Quinn, enquanto o resto do grupo provocava Kitty e Chris sobre as fics.
— O que você acha, Rachel?
— Acho que sim, mas não vejo um motivo.
Quinn riu fraco, balançando a cabeça negativamente.
— Eu só não vou ficar realmente brava pelo jeito que falou, Rach, por que, no fim das contas, você começou a se complicar pra defender a gente. Mesmo que eu ache esse seu ciúme com a Chris completamente sem sentido.
— Hey, gente. – Demi e Ally se aproximaram com Amanda do lado.
— Hey, garotas. Ouçam essa: Chris e Kitty escrevem fanfics. – Sam falou.
— Serio? – Demi sorriu – Tem alguma comigo?
— Kitty tem.
— Chris, eu juro que mato você até o fim dessa conversa. – Kitty reclamou fazendo os outros rirem.
— Eu quero ler isso. – Demi brincou.
— Só se ela acabar comigo. – Ally riu.
— Eu vou é escrever essa viagem como uma. Ninguém nunca vai acreditar que é verdade. – Kitty riu – Ai eu mando pra vocês.
— Ora, Kitty, vamos lá. – Sam pediu – Prometemos não comentar nada sobre.
— Não.
— Eu vou conseguir essa história depois. Seja como for, estamos voltando pro hotel. – Demi avisou.
— Tá tudo bem? – Jesse perguntou.
— Amanda tá se sentindo um pouco enjoada. Vamos fazer companhia pra ela. – Ally respondeu.
— Certo. – Dinah concordou.
— Você se importa se eu... – Camila apontou para a barriga da garota com um sorriso tímido e Amanda olhou para Ally e Demi, como se perguntasse o que devia responder.
— A barriga é sua, Mandy.
— Eu... Não me importo. Eu acho. – a garota murmurou e Camila levantou e se aproximou das três, colocando a mão sobre a barriga que ainda não aparentava a gravidez da garota.
— Hey, pequeno. – murmurou ficando de joelho e arrancando um sorriso de Lauren – Espero que você goste de mim, porque eu não vou deixar suas mães em paz quando você nascer. Eu vou ser a tia legal que te joga no ombro e te leva correndo pra tomar um sorvete quando as mães chatas virarem as costas, mas também vou puxar sua orelha se magoar alguma garota por ai, ouvi rapaz?
— E quem te garante que vai ser um garoto? – Ally perguntou.
— Vamos melhor essa pergunta. – Zac falou – Vai ser filho da Demetria. Quem garante que vai ser hetero? – brincou arrancando uma risada do grupo.
— Eu... Vocês se importam de irmos agora? – Amanda pediu e Demi se aproximou, a segurando pela cintura, enquanto Camila levantou.
— Você tá bem?
— To. Eu só... Acho que preciso descansar um pouco.
— Certo. Nos vemos no almoço, gente. – Ally disse e as três se afastaram, indo em direção a uma das saídas do parque.
— Imagina quando for o nosso. – Lauren sorriu para a namorada quando ela sentou ao seu lado e a latina sorriu para ela, lhe dando um selinho – Você vai ficar linda gravida.
— Rachel, Quinn. – Leroy chamou, ganhando a atenção do grupo – Eu quero netos.
Rachel arregalou os olhos e Quinn ficou tensa, enquanto os outros riam.
— Pai!
— O que? Só estou avisando.
— Russel teria pelo menos uns vinte argumentos contra isso. – Chris sorriu.
— Eu poderia ir contra todos eles em um piscar de olhos, se fosse preciso. – Rachel rebateu.
— Já tá querendo me dar sobrinhos, Rachel? – Kitty brincou.
— Oh, eu posso imaginar isso. – Chris riu – Seria engraçado ver o que Russel faria com ela.
— Engraçado é o que eu to querendo fazer com você, garota. – Rachel rosnou.
— Isso foi uma ameaça, Berry?
— Isso foi o que você quiser que seja. Desde que te ocupe mais do que tentar se meter na minha vida.
— Rachel!
— Nem tente, Quinn. Você podia ter trazido outra amiga, heim, Kitty? Uma que não estivesse a fim da minha namorada.
— Antes de sua namorada, ela é uma mulher que tem vontades próprias, Rachel. E que pode te dispensar a qualquer segundo.
— E aí você, uma pirralha, vai tá lá pra consolar ela, não é?
— Uma pirralha que é muito mais mulher do que você.
— Parem, vocês duas! – Quinn praticamente gritou – Qual é a merda do seu problema, Rachel? Discutir com ela por ciúme?
— Mas...
— E você, Chris, para de provocar minha namorada!
— Quinn...
— Não, chega. As duas.
— Desculpe, baby. – Rachel suspirou e Quinn lhe deu um selinho.
Chris levantou e saiu andando rapidamente, deixando a mesa em um silêncio desconfortável.
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